Polêmica com Medina

Kanoa bota lenha na fogueira

"Chora que eu estou feliz", publica Kanoa Igarashi sobre bateria polêmica com Gabriel Medina nas Olimpíadas.

Gabriel Medina terminou a sua participação nas Olimpíadas de Tóquio com um gosto amargo, após perder em uma bateria polêmica contra Kanoa Igarashi nas semifinais, e outra contra Owen Wright na disputa pelo bronze. O brasileiro reclamou da pontuação que recebeu dos jurados nos confrontos, que também gerou fortes críticas nas comunidade do surfe.

Clique aqui para ver uma análise da derrota polêmica
Clique aqui para ler a cobertura completa do ouro de Italo Ferreira

Por sua vez, Kanoa Igarashi parece estar curtindo bastante a sua medalha de prata. O japonês rebateu os protestos de Gabriel Medina e torcedores brasileiros com uma postagem escrita em português em sua conta no Twitter.

“Bla bla bla… Chora, chora que eu estou feliz”, publica Igarashi. “Eu sempre tenho máximo respeito para os outros competidores, mas não tenho paciência para pessoas que gostam de falar mal por uma coisa que não tenho controle. Eu fiz o meu melhor e pronto”, completa o japonês.

Kanoa Igarashi (prata) e Amuro Tsuzuki (bronze) fizeram história ao garantir para o Japão duas medalhas nas Olimpíadas de Tóquio. Foi a única nação a ter dois representantes no pódio olímpico na Praia de Tsurigasaki, em Chiba.

Duelo polêmico nas semis

Assim como nas quartas, o brasileiro voou alto nas semifinais, e em dez minutos de disputa já tinha as notas 8.33 e 8.43 pontos. Isso deixou Kanoa Igarashi na necessidade de 9.09 pontos para assumir a liderança.

O tempo passava e Kanoa não achava ondas com potencial, porém quando restavam sete minutos o japonês acelerou na direita e decolou alto, com uma das mãos na borda, fez o giro completo antes de aterrissar e completou a manobra.

A nota demorou a sair, mas quando foi divulgada deu para ouvir os gritos dos japoneses na praia, o que indicava a virada. E ela veio com 9.33 pontos. Medina passou a precisar de 8.58 e só teve uma chance no restante do duelo, porém não chegou perto da nota. A derrota foi pelo placar de 17.00 a 16.76.

https://www.instagram.com/p/CR2j5n5r1Fd/

Resultados no Japão
Bateria da medalha de ouro Masculina
Italo Ferreira (BRA) 15.14 x 6.60 Kanoa Igarashi (JAP)

Bateria da medalha de bronze

Owen Wright (AUS) 11.97 x 11.77 Gabriel Medina (BRA)
Semifinais

1 Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 16.76 Gabriel Medina (BRA)
2 Italo Ferreira (BRA) 13.17 x 12.47 Owen Wright (AUS)

Quartas de final Masculinas

1 Kanoa Igarashi (JAP) 12.60 x 11.00 Kolohe Andino (EUA)
2 Gabriel Medina (BRA) 15.33 x 13.66 Michel Bourez (FRA)
3 Italo Ferreira (BRA) 16.30 x 11.90 Hiroto Ohhara (JAP)
4 Owen Wright (AUS) 12.74 x 7.83 Lucca Mesinas (PER)

Bateria da medalha de ouro Feminina

Carissa Moore (HAV) 14.93 x 8.46 Bianca Buitendag (AFR)

Bateria da medalha de bronze

Amuro Tsuzuki (JAP) 6.80 x 4.26 Carolina Marks (EUA)

Semifinais

1 Bianca Buitendag (AFR) 11.00 x 3.67 Carolina Marks (EUA)
2 Carissa Moore (HAV) 8.33 x 7.43 Amuro Tsuzuki (JAP)

Quartas de final Femininas

1 Bianca Buitendag (AFR) 9.50 x 5.46 Yolanda Hopkins (POR)
2 Carolina Marks (EUA) 12.50 x 6.83 Brisa Hennessy (CRC)
3 Carissa Moore (EUA) 14.26 x 8.30 Silvana Lima (BRA)
4 Amuro Tsuzuki (JAP) 13.27 x 11.67 Sally Fitzgib

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)