COI sob pressão

Comitê Olímpico Internacional (COI) estipula prazo de um mês para definir se os Jogos de Tóquio 2020 serão adiados por conta do coronavírus.

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Shun Murakami durante o ISA World Surfing Games 2019 em Miyazaki, Japão.

Neste domingo (22), o Comitê Olímpico Internacional (COI) admitiu pela primeira vez, desde o início da pandemia do novo coronavírus, que pode adiar os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, previstos para começar no dia 24 de julho.

Em reunião extraordinária por videoconferência, o Comitê Executivo dos Jogos estipulou o prazo de quatro semanas para definir se as Olimpíadas irão começar no final de julho ou se haverá adiamento.

“Juntamente com todas as partes interessadas, iniciamos discussões detalhadas para concluir nossa avaliação do rápido desenvolvimento da situação mundial da saúde e seu impacto nos Jogos Olímpicos, incluindo um cenário de adiamento”, afirmou Thomas Bach, presidente do COI, em carta aos atletas neste domingo.

“Estamos trabalhando muito e estamos confiantes de que teremos finalizado essas discussões nas próximas quatro semanas”, completou o presidente, que reforçou que cancelar as Olimpíadas está fora de cogitação.

No último sábado (21), o Comitê Olímpico do Brasil (COB) passou a defender abertamente que os Jogos Olímpicos de Tóquio fossem adiados por um ano. Outros comitês olímpicos também se juntaram à campanha Tóquio-2021, como a Noruega e as federações de natação e atletismo dos EUA, por exemplo.