Lucas Chumbo

Mundial é o objetivo

Lucas Chumbo exalta vice-campeonato em Nazaré e diz que grande objetivo desta temporada é ser campeão do Big Wave Tour.

Quem assistiu ao Nazaré Challenge testemunhou um dos campeonatos mais alucinantes de ondas grandes da história. E um dos grandes protagonistas foi, sem dúvidas, o defensor do título de 2017, Lucas “Chumbo” Chianca.
Lucas parecia determinado e destinado a vencer. Pegou muitas ondas boas (e grandes). Estava à vontade. Depois de colocar para dentro de um tubo gigantesco nas semis e tirar um 9.60, ele parecia surfar em um mar de 6 pés.
Além disso, atrasava com as duas mãos, dropava no limite – fazendo uma das linhas mais radicais já vistas em Nazaré – e chegou até a mandar uma “batida” para sair de uma onda.
Até os 20 minutos iniciais da bateria final, todos poderiam jurar que o título ficaria com ele. Mas o sul-africano Grant Twiggy Barker tinha outros planos. Mais experiente, Twiggy foi mais paciente. Esperou as maiores da série, colocou para baixo e acabou levando o caneco.

Apesar da água no chopp da torcida brasileira, o vice-campeonato de Lucas é de muito valor, já que o que ele está de olho mesmo é no título mundial. Ainda faltam duas etapas, e os valiosos pontos adquiridos em Nazaré dão um belo empurrão rumo ao objetivo maior.
Trocamos uma ideia com Lucas direto de Nazaré para saber os detalhes desse campeonato alucinante e tudo que ele sentiu. Confira na entrevista abaixo.
Aquele tubo 9.60 foi realmente incrível! Qual foi a sensação daquela onda?

Essa onda foi um sonho realizado. Foi absolutamente incrível. Sempre busquei muito o tubo aqui em Nazaré. Ainda mais na remada. Quando aconteceu, ainda mais na bateria, foi incrível. Trabalho cumprido.

O mar estava liso, perfeito. Foi uma condição realmente boa comparada a todas que você já surfou em Nazaré ?

Com certeza, esse Nazaré foi diferente de outros. Foi uma chamada perfeito. Até quero parabenizar a WSL, o Mike Parsons que fizeram uma chamada incrível, em uma ondulação perfeita. As ondas estavam muito boas, tinham de 20 a 30 pés de onda, até mais de repente. O mar com condições lindas, um dia perfeito. E show de surfe para todo mundo ver nesse palco natural espetacular que é Nazaré.

Na final, o título escapou por pouquíssimo. Agora, olhando de fora, o que você acha que poderia ter feito diferente?

Com certeza o título passou assim pela minha mão. Foi por pouco, fiquei muito triste. Estava defendendo o título achando que eu ia conseguir ser bicampeão do Nazaré Challenge. Mas consegui fazer um trabalho ótimo. Meu objetivo é maior que esse. Eu não quero ganhar só uma etapa, eu quero ser campeão mundial, então temos mais duas etapas até finalizar. Então, bola para frente.

Se eu puder mudar alguma coisa agora, na final eu acho que eu poderia ficar mais calmo. Pegaria menos ondas e pegaria mais as da série. E daria mais a boia no Twiggy, que foi o cara que ficou me dando a boia e acabou ganhando. Mas valeu a pena, tudo é aprendizado. Agora vamos com tudo para as próximas etapas que o objetivo é ser campeão mundial.

Em uma onda você tentou atrasar com as duas mãos para entubar e ainda saiu da onda com uma “batida”. Até os comentaristas do webcast não acreditaram. Você realmente se sente muito à vontade em Nazaré? Por quê?

Nazaré para mim é minha casa. Minha segunda casa. Além de ser muito abençoado e me sentir protegido aqui, fico muito à vontade. Além de treinar muito tempo aqui também. Já foram muitas sessões de remada, de tow-in, então é um lugar que me sinto realmente bem.

Sem contar que é o lugar onde eu mais amo surfar ondas grandes. Isso facilita muito para soltar minha performance. Aquela batida foi uma coisa que eu sempre gosto de fazer, sempre gosto de evoluir na minha performance e aquilo era uma coisa que eu já vinha tentando. Então quando eu acertei fiquei muito amarradão. Mas é o Big Wave Tour, não conta muita nota manobra, é a maior onda, mas valeu a pena já.

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