WSL revela planos

Eventos seguem adiados até junho e WSL anuncia novo formato para o Championship Tour a partir de 2021.

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CEO da WSL emite comunicado sobre o futuro do circuito mundial.

CEO da WSL, Erik Logan emitiu um comunicado nesta terça-feira (28) sobre a sequência do circuito mundial de 2020 e os planos futuros da entidade em meio à crise gerada pela pandemia do novo coronavírus.

Logan adiantou que todas as competições organizadas pela World Surf League permanecem adiadas até 1º de julho, inclusive o Oi Rio Pro, e ainda revelou que a organização planeja um novo formato para o Championship Tour a partir de 2021.

“Por mais frustrante que seja, a situação do Championship Tour e de todos os nossos eventos em 2020 ainda é desconhecida. Isso está acontecendo em todos os esportes e negócios que envolvam aglomerações públicas”, afirma o CEO. “O que sabemos é que, quando a WSL puder realizar um evento de forma legal e segura, nós faremos isso”, acrescenta.

“Dito isso, estamos estendendo o adiamento de todos os eventos da WSL até 1º de julho, o que significa que a etapa do CT em Saquarema, o Oi Rio Pro, está oficialmente adiada, até que as condições de viagem permitam que o evento aconteça”, revela Logan.

O CEO, que assumiu o comando da entidade no início deste ano, também revelou os planos da WSL para mudar o formato do Championship Tour a partir de 2021, com a inclusão de um “surf off”, onde o líder do ranking terá uma vantagem e o campeão mundial será decidido entre os melhores da temporada em um dia final.

Ter um campeão decidido na água, na última bateria do ano, já era um desejo antigo da Liga, e a disputa pelo título no ano passado, entre Italo Ferreira e Gabriel Medina, animou de vez a entidade a tomar essa atitude.

“Ter um confronto direto pelo título numa bateria foi palpável, e esse impacto não foi só impressão. Essa foi a maior e mais consumida bateria da história do surfe profissional. Tivemos muita sorte que tudo se alinhou e isso aconteceu”, afirma.

“Então decidimos que, daqui em diante, vamos garantir que os títulos mundiais feminino e masculino serão decididos na água. A partir do ano que vem, os campeões serão determinados em um único e eletrizante dia de competição, o dia da final”, conta.

Em 2017, uma reunião da entidade com os Tops teve sua pauta vazada pelo site australiano Stab. Na ocasião, a ideia era levar os seis primeiros do ranking masculino e as quatro melhores mulheres a Mentawai, Indonésia. Para ser o campeão mundial, o sexto do ranking competiria contra o quinto. Quem vencer, enfrentaria o quarto e assim por diante até chegar ao duelo final, contra o líder do ranking da temporada.

Logan informou ainda que os detalhes do formato que a WSL pretende adotar serão anunciados no início de julho.

O CEO também falou sobre uma mudança no Challenger Series, atual evento de nível máximo do Qualifying Series e que passará a contar com um calendário pré-estabelecido para determinar os classificados à elite mundial.

“No sistema atual, se você é um surfista de elite do CT e é rebaixado, você tem que competir um ano inteiro no Qualifying Series para tentar voltar. Essa mudança corrige esse problema. Se você é da elite e não consegue a requalificação, terá a oportunidade de competir na temporada do Challenger Series e, se você for bem, volta à elite do CT no ano seguinte”, declara Logan.

A WSL ainda se comprometeu a fortalecer os circuitos regionais. “Vamos focar na criação de circuitos regionais, nos quais os surfistas poderão se desenvolver, em suas respectivas regiões primeiro, diminuindo a necessidade de viagens caras e melhorando sua classificação e perfil nacionalmente antes de pular para essa batalha do Challenger Series internacional”, finaliza.

Veja abaixo o depoimento na íntegra.

Confira mais detalhes em nossas próximas atualizações.