El Salvador Pro 2025

Cinco brasileiros nas oitavas

WSL finaliza terceira fase masculina do El Salvador Pro 2025 e Brasil chega nas oitavas com cinco atletas. Próxima chamada acontece nesta sexta-feira (11).
El Salvador Pro 2025, Punta Roca, La Libertad

Nesta quinta-feira (10) a WSL realizou todas as 16 disputas do Round 3 masculino e Italo Ferreira, Yago Dora, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo são o Brasil nas oitavas de final do El Salvador Pro 2025. Filipe Toledo, Samuel Pupo, Deivid Silva e Ian Gouveia foram eliminados e se despediram da etapa do CT realizada na América Central na 17ª posição. Dia amanheceu com ondas de até 1 metro e algumas chegaram a 1,5 metro ao longo da tarde em Punta Roca. As séries ficaram muito demoradas na maior parte da quinta-feira.

Clique aqui para ver as fotos
Clique aqui para ver o vídeo
Italo dá troca em salvadorenho – Italo Ferreira foi o melhor brasileiro no dia. Ele competiu no nono confronto e deu o troco em Bryan Perez, salvadorenho que o derrotou na repescagem do El Salvador Pro 2024.

Italo anotou 4.67 pontos logo no início numa direita que ofereceu poucas seções para manobras explosivas. Bryan surfou aos cinco minutos. O local de Punta Roca fez seis ataques para largar com 6.83 pontos. O brasileiro respondeu na sequência, mas caiu da prancha na segunda manobra. Ele voltou rápido para o pico e pegou a prioridade.

O campeão mundial de 2019 foi pra liderança aos oito minutos. Italo manobrou sete vezes para conquistar 6.07 pontos. Bryan voltou para o primeiro lugar três minutos depois. O salvadorenho rasgou, bateu, executou um cutback, rasgou novamente e voou com reverse. A nota 5.40 deixou Italo na busca de 6.17 para vencer.

O brasileiro reassumiu a liderança aos 13 minutos. Italo bateu chutando a rabeta, depois rasgou, bateu mais uma vez, subiu na crista num floater e acertou forte pancada. Com a performance ele colocou mais 7.33 pontos no somatório e deixou Bryan na necessidade de 6.58 para vencer.

O convidado para a etapa tentou a virada a oito minutos do término. Bryan usou a prioridade, executou uma rasgada, duas batidas, uma rasgada ocupando bastante área, um layback, outra rasgada e fechou a apresentação com uma pancada. O salvadorenho até trocou nota, 5.40 por 6.30, porém não mudou sua situação na bateria. Ele seguiu precisando de 6.58 para vencer.

Nenhum outra onda apareceu em Punta Roca até o término da bateria e Italo ficou com a vaga nas oitavas. O próximo adversário é o marroquino Ramzi Boukhiam.


Yago vence Samuel – O dia começou com uma bateria entre brasileiros que teve apenas quatro ondas surfadas. Yago Dora eliminou Samuel Pupo na primeira disputa do Round 3. Yago abriu o duelo aos sete minutos. Ele bateu, rasgou, executou um floater e a direita fechou. A nota foi 4.33 pontos. A segunda e a terceira atuações na bateria também foram com Yago. Aos 18 minutos o surfista rasgou duas vezes, bateu, acelerou e voou com reverse. A performance valeu 5.17 pontos. Seis minutos depois ele entrou numa onda pequena, acertou cinco ataques e errou um voo no final da onda. A nota 3.50 não entrou no somatório.

Samuel pegou sua onda a três minutos do fim. O atleta executou quatro manobras numa direita pequena, anotou 4.43 pontos e passou a buscar 5.08 para evitar eliminação. Nenhuma outra onda apareceu e ele foi eliminado.

Esse foi o segundo confronto entre os dois em baterias homem a homem. O primeiro aconteceu na mesma fase do Pro Portugal 2025 e Yago também saiu da água vitorioso. Nas oitavas Yago vai pra cima do japonês Connor O’Leary.


João no controle – Outro brasileiro que avançou no dia foi João Chianca. O atleta fez bateria segura e venceu o australiano Joel Vaughan sem sustos.

Joel pegou a primeira onda. Logo no início ele botou pra dentro, mas não conseguiu sair. Aos 5 minutos o australiano acertou três ataques e errou um aéreo. As notas foram 0.90 e 3.00 pontos. Quatro minutos depois João atuou e marcou 6.17 com sete manobras.

Os atletas voltaram a atuar na metade do confronto. João executou quatro manobras e conquistou 5.33 pontos. Joel tentou voar depois de acelerar para ganhar seções, porém caiu da prancha. O australiano passou a necessitar de 8.50 para avançar às oitavas de final.

João mexeu no placar a 4 minutos do fim. O brazuca usou a prioridade para bloquear o adversário. Em mais uma boa apresentação com velocidade e fluidez ele conquistou 6.80 pontos. Joel respondeu na mesma série e teve sua melhor performance na disputa, porém ele precisava de 9.97 e anotou 6.13 pontos. O adversário de João nas oitavas é o australiano Ethan Ewing.


Alejo barra Barron – A 13ª bateria teve virada nos segundos finais e final feliz para o Brasil. Alejo Muniz eliminou o vice-líder do ranking, o havaiano Barron Mamiya e garantiu vaga nas oitavas de final do El Salvador Pro 2025.

A primeira atuação aconteceu somente aos 12 minutos. Barron pegou uma direita, fez quatro ataques e abriu com 4.00 pontos. Alejo respondeu quatro minutos depois numa onda com seções mais críticas. Ele acertou seis manobras e conquistou 5.50 pontos. O havaiano atuou na mesma série, mas após três manobras abandonou a direita para pegar a prioridade. A atuação valeu 3.50 e ele seguiu em primeiro lugar.

Alejo assumiu a liderança com batida, floater, layback e snap que valeram 4.40 pontos. A performance aconteceu perto dos dez minutos finais. Barron virou a cinco minutos do fim com uma sequência de rasgadas, além de forte batida na junção. Ele buscava 5.90 e anotou 6.83 pontos.

O brasileiro passou os últimos momentos da bateria com a prioridade e uma oportunidade surgiu no minuto final. A 30 segundos do término ele dropou. Alejo voou aterrissando de rabeta sem completar a rotação, depois rasgou numa seção mais cheia, bateu duas vezes, rasgou novamente e executou outra pancada para fechar a apresentação. Ele precisava de 5.34 e anotou 5.43 para ficar com a vaga nas oitavas de final. Próximo adversário é o norte-americano Cole Houshmand.


Miguel elimina Ian – A penúltima disputa do Round 3 masculino do El Salvador Pro 2025 teve dois brasileiros e Miguel Pupo levou a melhor. Ian Gouveia ensaiou uma reação no final, mas não reverteu o resultado e se despediu da prova em 17º lugar.

Ian surfou as duas primeiras ondas da bateria, mas conquistou notas fracas (0.57 e 0.50). Miguel atuou aos sete minutos numa onda da série que ofereceu seções para sete manobras. A performance valeu 5.00 pontos. Sem a prioridade, Miguel ficou ativo. Aos 15 minutos ele entrou em uma onda, mas ela encheu e ele saiu. Logo depois Ian deixou outra direita passar e Miguel aproveitou. O atleta executou oito ataques para aumentar a diferença no placar com a nota 5.67 pontos. Ian ficou necessitando de 10.67 para avançar às oitavas.

Os dois atuaram perto dos dez minutos finais. Ian acelerou, passou uma seção com floater, rasgou, bateu duas vezes, acertou dois cutbacks e executou mais uma rasgada. Miguel surfou uma direita maior. Ele bateu, rasgou, subiu na crista com um floater, bateu, rasgou novamente e acertou uma junção espumada. Ian anotou 5.37 e Miguel 6.83 pontos.

Ian foi em busca dos 7.13 pontos que precisava para vencer. Ele rasgou duas vezes, fez um cutback, bateu forte chutando a rabeta, rasgou mais uma vez e acertou forte pancada. A nota 6.33 não foi o suficiente para a virada, mas ele diminuiu a diferença para 6.18 pontos. Miguel ficou com a prioridade e até deixou uma direita para Ian, mas ele tentou voar alto e não completou a manobra. Miguel enfrenta Alan Cleland nas oitavas, mexicano que eliminou Filipe Toledo.


Filipe se despede em 17º lugar – Além de Ian Gouveia e Samuel Pupo, o Brasil também perdeu no dia Filipe Toledo e Deivid Silva. Campeão do El Salvador Pro 2023 e vice em 2022, Filipe participou do 16º confronto e foi eliminado. A derrota aconteceu numa bateria de poucas ondas, com as melhores sendo surfadas pelo adversário.

Alan pegou a primeira direita da bateria aos quatro minutos. O mexicano acertou cinco manobras e anotou 5.83 pontos. Depois de 15 minutos sem ação, Filipe executou seis ataques e conquistou 6.00 pontos. Alan respondeu logo depois. O atleta bateu e ficou um pouco preso na crista, depois encurtou uma rasgada para chegar a tempo de atacar a seção seguinte com uma batida, porém caiu da prancha na volta da manobra. A nota foi 2.50 e ele voltou para a primeira posição.

Filipe voltou a surfar a seis minutos do término. A pequena direita teve um início estranho, mas ele apostou nas seções seguintes, voou com reverse, rasgou e bateu chutando a rabeta. Alan pegou uma onda maior no minuto seguinte. O mexicano bateu três vezes, numa delas passando as quilhas por cima da crista, rasgou e executou outra pancada. Filipe anotou 4.00 e Alan abriu vantagem com 7.17 pontos. Nenhuma outra série apareceu em Punta Roca e o brasileiro se despediu da etapa.


Deivid cai pra Jordy – Jordy Smith eliminou Deivid Silva na 11ª bateria do Round 3 masculino do El Salvador Pro 2025. Enquanto o sul-africano aproveitou as poucas oportunidades que teve, o brasileiro cometeu erros e perdeu precisando de 9.17 pontos.

Deivid começou com nota baixa (0.50) e Jordy largou com 6.83 pontos. Na atuação realizada logo no início do confronto o sul-africano executou um layback e mais quatro batidas. O brasileiro tentou reagir aos 12 minutos. Ele usou a prioridade e bateu duas vezes chutando a rabeta por cima da crista, porém no segundo ataque não conseguiu completar a manobra. A atuação valeu 2.33 pontos.

Jordy aumentou a vantagem aos 19 minutos. Ele usou o direito de escolha de onda, executou seis ataques e conquistou 4.67 pontos. Deivid tentou diminuir a diferença, que era de 9.17, mas novamente errou a segunda manobra e anotou outra vez 2.33 pontos.

O sul-africano mexeu no somatório perto do minuto final. Em sua terceira atuação no confronto ele executou quatro ataques e trocou 4.67 por 5.67 pontos. Deivid na mesma série. Ele, que precisava de 10.17 para vencer, acertou duas boas manobras e tentou voar, mas não aterrissou em pé na prancha e a nota 2.87 não evitou sua eliminação.

Griffin cai em Punta Roca – Griffin Colapinto está fora do El Salvador Pro 2025. Norte-americano duas vezes finalista e uma vez campeão da etapa (2022), o atleta sofreu virada próximo do fim da terceira bateria do Round 3 masculino. O sul-africano Matthew McGillivray venceu e avançou às oitavas.

Matthew abriu com 3.67 e 3.73 e Griffin respondeu com 5.33 pontos. O sul-africano se distanciou mais no placar logo depois da metade da bateria. Ele rasgou e voou com reverse para inserir 6.17 no somatório. O norte-americano tentou reagir usando a prioridade, mas após boa manobra, cometeu um erro na segunda e na sequência a onda correu até fechar.

Griffin voou com rotação a 12 minutos do fim. Ele precisava de 4.57 pontos para assumir a liderança e anotou 6.33 pontos. Matthew tentou a reação, mas não mexeu no placar. Ele precisava de 5.50 para vencer. O sul-africano usou a prioridade a oito minutos do término e executou seis manobras até decolar no inside. Ele chegou muito perto do que necessitava com 5.43, porém não mudou sua situação no confronto.

A situação de Matthew piorou a seis minutos do fim. Griffin trocou 5.33 por 6.53 e deixou o adversário na busca de 6.69 pontos. Os dois atuaram perto do término. O sul-africano acertou três fortes ataques e voou com rotação. Ele comemorou a performance. Griffin pegou a direita seguinte. As notas só foram divulgadas depois do apito final. Matthew assumiu a primeira posição ao conquistar 6.93 pontos. Griffin passou a necessitar de 6.58, mas anotou apenas 5.90 e se despediu da prova em 17º lugar.


Melhor do dia – O melhor surfista do dia foi Leonardo Fioravanti. O italiano venceu a 12ª bateria com o maior somatório de toda a etapa até o momento, 15.97 (8.30 e 7.67). O australiano Ryan Callinan perdeu o duelo e foi eliminado do El Salvador Pro 2025.


Vacilo no fim – A sétima bateria do Round 3 terminou com uma interferência no soar da buzina. Kanoa Igarashi vencia a disputa até os instantes finais, quando uma onda apareceu e o norte-americano Crosby Colapinto dropou. O japonês, que tinha a prioridade, dropou e bloqueou o adversário, porém quando ele subiu na prancha a bateria já havia terminado. Com isso ele foi penalizado com uma interferência, perdeu a sua segunda maior nota, passou a somar apenas uma, caiu para o segundo lugar e foi eliminado.


Próxima chamada e previsão das ondas – A próxima chamada para o El Salvador Pro 2025 acontece nesta sexta-feira (11), às 9h45 (de Brasília). Previsão indica ondas de 6 a 8 pés de face com séries maiores. O vento esperado é o lateral / terral pela manhã e o lateral durante a tarde.

El Salvador Pro 2025
Round 3 Masculino

1 Yago Dora (BRA) 9.50 x 4.43 Samuel Pupo (BRA)

2 Connor O’Leary (JAP) 13.20 x 12.27 Seth Moniz (HAV)

3 Matthew McGillvray (AFR) 13.10 x 12.86 Griffin Colapinto (EUA)

4 Marco Mignot (FRA) 13.67 x 13.50 Rio Waida (IDN)

5 Ethan Ewing (AUS) 13.23 x 11.13 Levi Slawson (EUA)

6 João Chianca (BRA) 12.97 x 9.13 Joel Vaughan (AUS)

7 Crosby Colapinto (EUA) 11.60 x 6.83 Kanoa Igarashi (JAP)

8 George Pittar (AUS) 13.50 x 13.17 Jack Robinson (AUS)

9 Italo Ferreira (BRA) 13.40 x 13.13 Bryan Perez (SLV)

10 Ramzi Boukhiam (MAR) 11.17 x 9.67 Jackson Bunch (HAV)

11 Jordy Smith (AFR) 12.50 x 5.20 Deivid Silva (BRA)

12 Leonardo Fioravanti (ITA) 15.97 x 12.00 Ryan Callinan (AUS)

13 Alejo Muniz (BRA) 10.93 x 10.83 Barron Mamiya (HAV)

14 Cole Houshmand (EUA) 13.17 x 11.13 Jake Marshall (EUA)

15 Miguel Pupo (BRA) 12.50 x 11.70 Ian Gouveia (BRA)

16 Alan Cleland (MEX) 13.00 x 10.00 Filipe Toledo (BRA)
Oitavas de final

1 Yago Dora (BRA) x Connor O’Leary (JAP)

2 Matthew McGillvray (AFR) x Marco Mignot (FRA)

3 Ethan Ewing (AUS) x João Chianca (BRA)

4 Crosby Colapinto (EUA) x George Pittar (AUS)

Italo Ferreira (BRA) x Ramzi Boukhiam (MAR)

6 Jordy Smith (AFR) x Leonardo Fioravanti (ITA)

Alejo Muniz (BRA) x Cole Houshmand (EUA)

Miguel Pupo (BRA) x Alan Cleland (MEX)

Quartas de final Feminino

1 Caitlin Simmers (EUA) x Sawyer Lindblad (EUA)

2 Gabriela Bryan (HAV) x Bella Kenworthy (EUA)

3 Molly Picklum (AUS) x Brisa Hennessy (CRI)

4 Isabella Nichols (AUS) x Bettylou Sakura Johnson (HAV)

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    São 28 anos na missão de dar suporte para que os fissurados em ondas estejam no lugar certo, na hora certa. Indicando o caminho, presente no dia a dia dos surfistas brasileiros, o logo da Waves tornou-se reconhecido nacionalmente, e também em âmbito internacional. Bastava ser identificado para que se soubesse que se tratava de conteúdo surfe com a mais alta credibilidade. Neste sentido, tornou-se um ícone, daqueles atrelados para sempre a um significado de compreensão imediata. Mas nem por isso imune à evolução. Foi respeitando a força já consolidada, mas buscando dar mais significado ainda às suas formas, que o recém-assumido líder criativo da plataforma Waves, Felipe Garone, se debruçou sobre o logo. O desafio consistia em tentar melhorar o que já era ótimo, com muita humildade. “Precisávamos respeitar todo um legado construído ao longo de 28 anos. A Waves sempre foi uma marca que pautou cultura, então o rebranding precisava ser sutil, sem perder conexão. Trouxemos fluidez ao logo: o W e as letras, antes muito blocadas, agora respeitam esse movimento, essa fluidez. Atualizamos as cores e deixamos a marca condizente com os tempos atuais. O logo flui, o logo surfa”, observa Felipe Garone. É verdade, como uma ondulação chegando, o novo logo da Waves convida ao surfe. A que o observador deslize por suas formas agora mais arredondadas, lembrando o movimento de sobe e desce do meio líquido que tanto prazer proporciona aos surfistas. É como se a misteriosa energia que cruza oceanos para dar tanto prazer aos surfistas, pudesse agora ser visualizada também no logo.  Para deixar ainda mais claro, Felipe Garone preparou o vídeo acima, no qual divide com os usuários da Waves como esse processo criativo ocorreu. O novo logo integra o conjunto de transformações apresentadas pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Pegue essa onda e drope o novo logo da Waves.

    Elemento chave do novo projeto gráfico da plataforma, o icônico logo da Waves ganha forma de ondulação.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, desde a era dos nomes falsos e placas pichadas ao campo de treino que ajudou a moldar Gabriel Medina, passando pelo trágico acidente de Taiu Bueno. Toda onda tem uma história. Algumas são escritas em campeonatos, outras em imagens que atravessam décadas. Algumas nascem de momentos de glória, outras carregam marcas deixadas por tragédias que o tempo jamais apaga. Poucas ondas brasileiras reúnem tantos capítulos quanto a Paúba. Ela pertence a uma categoria especial de lugares que habitam conversas de estacionamento, capas de revista, vídeos compartilhados entre amigos e sessões imaginadas durante anos. Há lugares que, mesmo sem terem sido vistos de perto, já ocupam um espaço especial dentro de quem sonha com ondas. Para muitos brasileiros, Paúba é um desses lugares. Escondida entre o mar e a serra no litoral norte paulista, a pequena praia construiu uma reputação capaz de atravessar gerações. Seus tubos pesados, a bancada rasa e as condições frequentemente desafiadoras transformaram o pico em um dos lugares mais respeitados e temidos do surfe nacional. Foi ali que Gabriel Medina desenvolveu parte importante da técnica que o ajudaria a conquistar três títulos mundiais e enfrentar alguns dos tubos mais perigosos do planeta. Foi ali também que o big rider Taiu Bueno sofreu o acidente que mudaria sua vida para sempre. Por trás da fama da Paúba existe uma coleção de histórias. Histórias de pescadores e caiçaras. De fotógrafos, bodyboarders e surfistas. De amizades construídas dentro e fora d’água. De dias perfeitos e acidentes que marcaram profundamente a memória do surfe brasileiro. Durante muitos anos, a localização da Paúba foi protegida como um segredo. Revistas utilizavam nomes falsos para não entregar o pico. Placas eram pichadas para confundir visitantes. Quem encontrava aqueles tubos preferia mantê-los longe dos holofotes. Agora, chegou a hora de contar essa história. Paúba foi escolhida para inaugurar O Pico, nova série documental da Waves criada para explorar algumas das ondas mais emblemáticas do Brasil através das pessoas que ajudaram a construir suas identidades. A série integra o conjunto de novos produtos apresentados pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Para contar essa trajetória, a equipe reuniu personagens que viveram diferentes momentos da evolução do pico. Gente que testemunhou a transformação de uma praia quase desconhecida em um dos lugares mais respeitados do surfe nacional. Gente que viu Gabriel Medina chegar ainda menino. Gente que ajudou a escrever capítulos que jamais apareceriam em rankings, resultados ou manchetes. Ao longo do episódio, personagens como Sebastian Rojas, Felipe Paúba, JP Costa, Ditinho, Lúcia Frigerio, Ian Gouveia, Caio Costa, Zecão Rennó e outros nomes que fazem parte da memória da praia ajudam a reconstruir essa trajetória através de relatos raramente registrados em um mesmo lugar. As gravações aconteceram durante um grande swell que atingiu a região no início de maio. Com apoio da previsão do Waves Pro, a equipe mobilizou cinegrafistas locais e registrou um dos maiores dias do ano na Paúba até então. As ondas apareceram exatamente como gostam de se apresentar por lá: agressivas, imprevisíveis, desafiadoras, porém lindas e mágicas ao mesmo tempo. O resultado é um mergulho em uma história que fala de muito mais do que surfe. Fala sobre pertencimento, comunidade e coragem, porque a verdadeira história de uma onda raramente está apenas dentro d’água. Ela vive nas pessoas que cresceram ao seu redor. Nas amizades construídas ao longo dos anos. Nos medos superados. Nas vacas inesquecíveis. Nos tubos que ninguém viu. E nas histórias contadas depois que o mar acalma. Pegar um tubo na Paúba faz parte do imaginário de gerações de surfistas brasileiros, mas para entender de verdade por que esse pequeno trecho de areia exerce tamanho fascínio, é preciso conhecer as histórias que quebram junto com suas ondas. Aperte o play e descubra por que Paúba não é para qualquer um.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, dos tempos de segredo e nomes falsos ao pico que ajudou a formar Gabriel Medina e marcou para sempre a vida de Taiu Bueno.

    Feliz. Esse é o melhor adjetivo para descrever o momento que John John Florence vive. Quando ele deixou o Circuito Mundial, logo após conquistar seu terceiro título mundial, escolheu um novo rumo para sua carreira, sem garantia nenhuma de que a difícil decisão iria dar certo. Mas deu, e muito.  É justamente sobre exemplos e escolhas que girou boa parte da descontraída conversa do havaiano com o jornalista Adrian Kojin, que pode ser conferida no primeiro episódio do Wavescast. O podcast, que está sendo lançado pela maior plataforma surfe do Brasil como um dos produtos em destaque na sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso), chega para oferecer aos usuários da Waves o que pensam os maiores nomes do surfe mundial. Ter John John estrelando o primeiro episódio foi sem dúvida um privilégio. Escutar John John explicando que não foram os títulos mundiais de Tom Curren o que mais o marcou na trajetória do lendário californiano, mas sim sua coragem de escolher caminhos diferenciados do que se esperava dele, é revelador. “Eu admirava que ele conseguia fazer o que parecia certo para ele, sem estar preso a uma coisa ou outra”, diz ele ao reverenciar Curren como sua maior influência. Tem também John John celebrando seus outros dois grandes ídolos no surfe. Sobre Kelly Slater, ele se declara impressionado com sua capacidade de continuar performando num nível tão alto, “é incrível que ele consiga, na idade dele, ainda surfar do jeito que surfa”. Quanto ao que sentia ao testemunhar Andy Irons em ação, ele destaca a originalidade nas linhas traçadas, que o deixavam com a “sensação de que ele era imprevisível no que ia fazer na onda”.  No que diz respeito aos surfistas brasileiros no Tour, John John é só elogios. Para ele, a tempestade brasileira continua forte e a chance de mais um título mundial verde amarelo é grande. Sobre sua disputa particular com Gabriel Medina, para ver quem chega ao quarto título mundial antes – que deixou de acontecer esse ano quando ele resolveu partir para outra volta ao mundo velejando com a família – John disse sorrindo que “teria sido muito divertido, Gabriel tem sido um dos melhores. Ele me faz focar de verdade”. São 45 minutos de papo rolando solto e os assuntos são muitos. Dos perigos de surfar sozinho em lugares isolados, ao desejo de avistar o Cristo Redentor do deck de seu catamarã, John John demonstra sempre uma grande satisfação com o estilo de vida que optou em seguir. Ele conta que tem saudades do Tour, mas que não troca nada pelas experiências pelas quais tem passado ao lado da sua mulher e filho de dois anos de idade. Liberdade acima de tudo. Vale muito conferir.

    Estreia do Wavescast traz o tricampeão mundial John John Florence direto do seu veleiro enquanto navega pelo Pacífico, falando de Tom Curren, Kelly Slater, Andy Irons, Gabriel Medina e muito mais.

    Tentar explicar a sensação de surfar para quem não pega onda é uma tarefa complicada. Não sem razão uma das frases mais clássicas de nosso universo tão particular é aquela que diz que “Só um surfista conhece o sentimento”. Desde sempre foi uma das favoritas entre a equipe que faz a Waves. Mas, não faz muito tempo, alguém trouxe outra frase genial escutada para uma reunião de pauta, uma descrição tão apurada do nosso comportamento que ficamos absolutamente fascinados com sua sutileza e precisão: “Nós gastamos anos perseguindo segundos”. Tempo é o bem mais valioso que um ser humano pode ter. Se ele ou ela for um surfista, multiplique por muitas vezes esse valor. Surfistas precisam gastar muito tempo para poder sentir aquela sensação que dura uns poucos, ínfimos e efêmeros, segundos.  Mas é aí que reside o verdadeiro milagre do surfe. Na capacidade que a interação entre homem, prancha e ondas possui de alterar a percepção do tempo. Shaun Tomson, o sul-africano campeão mundial em 1977, considerado um dos maiores embaixadores que o surfe já teve, segue, aos 70 anos de idade, brilhando os olhos ao explicar que “o tempo se expande dentro do tubo”. Enquanto Gerry Lopez, eterno rei de Pipeline, que ainda entuba fundo e com muito estilo, celebra o efeito câmera lenta. “Quanto mais rápido eu deslizo, mais lentamente as coisas parecem acontecer.” Hoje a plataforma Waves pega uma nova onda, em disparada ao futuro, mas sem nunca deixar de reverenciar a essência do surfe. Todo surfista sonha com a onda perfeita, é onde ele quer estar. Por 28 anos esse foi o compromisso da Waves com seus usuários. Agora mais do que nunca. Quando a onda digital despontou no horizonte do surfe, a Waves remou forte e se tornou o primeiro veículo especializado no Brasil a botar pra baixo. Muitas séries vieram depois, e nunca amarelamos.  Mas chegou um momento em que percebemos que o lipe estava ameaçando correr mais veloz do que nossa capacidade de aceleração. Hora de reavaliar o posicionamento, se certificar de que as ferramentas utilizadas estão em sintonia com o desafio à frente e buscar entender ainda mais como podemos ser úteis a quem busca nossos serviços. É isso mesmo, a vocação da Waves é a de servir a comunidade do surfe. Informando, inspirando, indicando quando e onde as melhores ondas estarão acontecendo. Economizando tempo, para garantir mais segundos de onda. Na nossa prioridade é o usuário quem manda, e nesse novo momento estamos abrindo canais para que essa interação aconteça da forma mais eficiente possível.  Atualizamos o visual do site, facilitando a maneira como os surfistas interagem com a previsão, que foi expandida para 16 dias no Waves Pro. Vamos seguir publicando matérias com nossa reconhecida credibilidade, mas buscando ainda mais profundidade. Preservar e fomentar a rica cultura do surfe é um dever nosso, como principal veículo de mídia surfe na América Latina. Nesses tempos velozes, nosso Instagram receberá uma atenção ainda mais apurada, para divulgar o que de mais relevante está acontecendo no universo surfe. Ao mesmo tempo em que destacamos as frases, imagens, tópicos mais significativos de nossa produção editorial.  Nesse sentido, a TV Waves, nosso canal no YouTube, está sendo reinaugurada. Já estão disponíveis o primeiro episódio de “O Pico” e do Wavescast. Teremos muito mais conteúdo preenchendo a grade. Para começar, fomos à praia da Paúba retratar um dia de ondas grandes no campo de treino do tricampeão mundial Gabriel Medina e aproveitamos para contar a história de uma onda na qual tragédia e glória estão próximas demais uma da outra.  No nosso programa de entrevistas, o havaiano tricampeão mundial, John John Florence, responde do meio do Oceano Pacífico às perguntas feitas por Adrian Kojin, que quis entender o que o levou a abandonar as competições para viver com a família a bordo de um catamarã, cruzando os mares do planeta. Estamos apenas no início dessa nova onda que decidimos dropar com toda nossa energia. Muita coisa bacana está sendo programada para que a plataforma Waves se torne cada vez mais o centro em torno do qual gravita uma comunidade de surfistas, que tem as ondas como prioridade em suas vidas. Cada segundo surfado possui um valor enorme. E nós queremos que esses segundos virem minutos, horas, dias, uma vida dentro d’água. Sabemos que isso é impossível, mas nós gostamos de sonhar. Fica o convite para você sonhar com a gente.  NO LUGAR CERTO NA HORA CERTA É ONDE TODO SURFISTA SONHA EM ESTAR A FELICIDADE VEM EM ONDAS E NÓS SABEMOS ONDE E QUANDO

    Em nova fase e com visual remodelado, Waves evolui plataforma, expande seus produtos e reafirma o compromisso de quase três décadas: garantir que os surfistas estejam no lugar certo, na hora certa.

    A quinta etapa do Championship Tour da WSL chegou ao seu dia de encerramento neste sábado (13), nas ondas de Punta Roca, La Libertad, em El Salvador. Após uma breve pausa, o evento retornou com as quartas de final em um mar de boa formação, com ondas com pouco mais de um metro nas séries. O sábado em El Salvador terminou com um resultado histórico para o surfe europeu: Leonardo Fioravanti superou Italo Ferreira e se tornou o primeiro italiano a conquistar um título na elite mundial da WSL. Coroando uma campanha impecável, Fioravanti encerrou a competição sendo dono de três das cinco maiores notas de toda a etapa (9.00, 8.50 e 8.33). Apesar do vice-campeonato, Italo Ferreira deu mais uma prova de sua impressionante resiliência. Apenas dois dias antes do início da janela em Punta Roca, o potiguar sofreu um acidente no mar: foi atingido pela prancha de outro surfista durante uma sessão livre e precisou levar oito pontos no joelho direito. Mesmo assim, competiu em alto nível até o último dia. A grande decisão começou com Fioravanti ditando o ritmo ao abrir a bateria com um high score de 8.33. Italo tentou responder de imediato, mas a onda não ofereceu potencial e rendeu apenas 3.60. Consistente, o italiano logo somou um 6.17, abrindo uma vantagem confortável de 14.50 contra 5.33 do brasileiro. A oito minutos do fim, Italo incendiou a disputa. O potiguar encontrou uma excelente rampa, executou um aéreo perfeito e arrancou um 7.50 dos juízes. No entanto, Fioravanti não deu margem para a virada e, na sequência, cravou um 7.00 para selar o placar. Com 15.33 contra 10.90 do brasileiro, Leonardo saiu da água extasiado para celebrar a conquista inédita para a Itália. Com o resultado em El Salvador, Italo Ferreira garante a manutenção da cobiçada lycra amarela, seguindo na liderança do ranking mundial. Já o campeão Fioravanti dá um salto importante e assume a terceira colocação na corrida pelo título. Na final feminina, a pentacampeã mundial Carissa Moore (HAV) protagonizou uma final eletrizante contra a australiana Tyler Wright e conquistou seu segundo título consecutivo na temporada. Embalada pela vitória recente na etapa de Raglan, na Nova Zelândia, a havaiana mostrou frieza de campeã: encontrou a onda que precisava a menos de cinco minutos do fim e arrancou uma virada espetacular sobre a adversária. A bateria começou morna, com ambas as surfistas arriscando em ondas sem muito potencial. O ritmo mudou quando Carissa anotou um 5.50 em sua segunda tentativa. Tyler respondeu à altura, encaixando boas manobras para arrancar um 7.67. A havaiana não se intimidou e, logo em seguida, cravou a maior nota do confronto: um excelente 8.33. A seis minutos do fim, a australiana voltou a assumir a liderança ao marcar um 6.17. No entanto, mostrando toda a sua experiência, Carissa aproveitou os instantes finais para surfar uma onda decisiva de 6.77. Com a virada no apagar das luzes, a pentacampeã fechou o somatório em 15.10 contra 13.84 de Wright, garantindo a taça. Semifinais O clássico brasileiro entre Italo Ferreira e Gabriel Medina marcou as semifinais. Em uma bateria extremamente acirrada, o potiguar levou a melhor sobre o tricampeão mundial e, com o resultado, garantiu a manutenção da liderança do ranking. A disputa começou quente, com Medina abrindo com uma onda consistente. Combinando batidas e rasgadas, ele arrancou um 7.67 dos juízes. Italo respondeu à altura: encaixou bem na bancada, distribuiu manobras fortes e anotou 7.17. Na sequência, o potiguar arriscou um aéreo em uma nova onda e, mesmo sem completar a aterrissagem com perfeição, conseguiu os pontos necessários para assumir a liderança provisória da bateria. Sem se abalar, Gabriel surfou uma onda bastante técnica, rendendo um 5.67 e devolvendo-lhe a primeira posição. O clímax ficou para os seis minutos finais, quando ambos foram para o tudo ou nada em busca de notas maiores. Italo achou uma excelente onda, cravou 7.53 e virou o placar, somando 14.70. Medina lutou até o fim e ainda elevou seu somatório para 14.17, mas o tempo se esgotou, selando a classificação de Italo que, com o resultado, garantiu a lycra amarela (caso Medina vencesse o campeonato, ele assumiria a primeira posição do ranking). Na outra semifinal masculina em Punta Roca, Leonardo Fioravanti superou Kanoa Igarashi. O surfista japonês liderou boa parte da bateria, mas o italiano manteve o surfe sólido apresentado ao longo de todo o evento. Com uma reação decisiva nos minutos finais, Fioravanti alcançou o somatório de 12.00 e garantiu sua vaga na decisão. Abrindo as semifinais femininas, as havaianas Gabriela Bryan e Carissa Moore caíram na água para um duelo de alto nível. Gabriela começou melhor, anotando 6.50 e somando um 4.83 de backup. No entanto, Carissa Moore usou sua experiência para reverter o cenário: encontrou uma onda excelente, arrancou um 8.17 dos juízes e assegurou a classificação. Na segunda bateria feminina, as australianas Tyler Wright e Molly Picklum disputaram a última vaga para a grande final. Tyler assumiu a liderança logo no início com um expressivo 7.17. Molly chegou a assustar ao surfar a melhor onda do confronto, que lhe rendeu um 7.33, mas Tyler respondeu com um 6.73, fechou a conta e carimbou seu passaporte para a decisão. Quartas de final Dois brasileiros entraram na água neste sábado para as disputas das quartas de final: Italo Ferreira e Gabriel Medina. Italo protagonizou um verdadeiro duelo olímpico contra o taitiano Kauli Vaast, atual campeão de Paris 2024. O brasileiro levou a melhor e avançou à semifinal com um placar de 10.67 contra 8.33. O confronto foi marcado pelo equilíbrio na metade da bateria, quando ambos surfaram ondas parecidas e executaram manobras semelhantes. No entanto, a execução de Italo foi superior, rendendo-lhe um 6.50 contra um 5.00 de Kauli, o que o colocou na liderança. A dez minutos do fim, o potiguar trocou sua segunda nota por um 4.17, enquanto o taitiano somou apenas 3.33. A bateria chegou ao fim com Kauli precisando de um 5.67 para a virada, mas sem sucesso. Já Gabriel Medina teve um

    Italiano Leonardo Fioravanti e havaiana Carissa Moore faturam etapa de El Salvador no Circuito Mundial. Italo Ferreira é vice e mantém liderança do ranking.

    Enquanto alguns fotógrafos documentam a história, Fedoca Lima fez diferente: viveu dentro dela enquanto fotografava. Carioca do Posto 5, começou a surfar com 11 anos e a fotografar quase ao mesmo tempo, com uma máquina fotográfica alemã do pai. Aos 14, registrou a Rainha Elizabeth passando de Rolls-Royce aberto pela orla de Copacabana, em frente à casa do Assis Chateaubriand. No mesmo período, fotografou o Mick Jagger dando o dedo do meio no Copacabana Palace. Não era fotógrafo profissional. Era um moleque com olho bom e câmera na mão, sem perceber ainda o tamanho do que estava construindo. O que veio depois é história do surfe brasileiro. O Píer de Ipanema nos anos 70, quando o Rio era o centro do surfe nacional, com Daniel Friedmann, Pepê Lopes, Rico de Souza e Ricardo Bocão dominando o circuito. A Brasil Surf, primeira revista especializada do país, na qual Fedoca jogou em todas as posições: fotógrafo, redator e capa. O Havaí entre 1978 e 1981, surfando e fotografando ao lado de Gerry Lopez, Shaun Tomson e Michael Ho em Pipeline e Waimea. Os shows históricos, de Bob Marley ao ar livre no Havaí até Rolling Stones e Paul McCartney no Maracanã. “A foto que eu não tirei, essa me persegue.” Fedoca Lima Mais de cinquenta anos depois, esse arquivo vira livro. “Surf, Clicks e Rock’n Roll” tem 220 páginas, cerca de 180 fotografias e percorre a transformação do surfe brasileiro desde a era analógica até o digital, passando por Arpoador, Saquarema, Havaí, Califórnia e Macumba. Com captação aprovada de R$ 203 mil via incentivo cultural e apio da Fu Wax, o lançamento está previsto para o segundo semestre de 2026. Conversamos com Fedoca sobre tudo isso. Antes de se consolidar como fotógrafo, você também virou personagem da própria história do surfe brasileiro ao sair na capa da Brasil Surf em 1975. Como foi viver aquele momento por dentro? Saí na capa da Brasil Surf. Na época eu trabalhei na revista de março de 75 até janeiro de 79, só não peguei o primeiro número. Jogava todas as posições: saí na capa, escrevia, tirava foto, ajudava na redação, dava palpite, fazia matéria. Por muito tempo achei que era o único fotógrafo de surfe que tinha saído numa capa. Depois o Bruno Alves me falou que o irmão dele, o Alberto, saiu na capa da Fluir número 1. A história dele bate um pouco com a minha: ele pegava onda, saiu na capa, era fotógrafo. Mas durante anos eu achei que era caso único. Até hoje tem um restaurante aqui que o cara pediu, eu tirei uma foto com a revista na mão, ele botou na parede, eu assinei. A influência continua. A Brasil Surf ajudou a mudar a imagem do surfista no Brasil. Como era ser surfista naquela época, antes dessa mudança de percepção acontecer? O surfe saía no caderno B do Jornal do Brasil, do Globo. Não saía no esporte. E o surfista era tido como vagabundo de praia. Isso, aliás, até hoje tem um pouco, mas na época tinha muito mais. A Brasil Surf não vou dizer que limpou essa imagem completamente, mas ajudou a transformar o surfe em esporte e também a fomentar o mercado de surfwear. Os irmãos Wady e Fuad Mansur, da loja Mansur, em Ipanema, foram dos primeiros anunciantes. Acreditaram na revista, fizeram anúncios de contracapa e página inteira, e as camisetas personalizadas vendidas pelo correio viraram um sucesso. A Brasil Surf acabou impulsionando fabricantes de pranchas, calções, parafinas e diversos outros anunciantes ligados ao surfe. Os fabricantes de prancha tinham um veículo para anunciar. Os fotógrafos ganhavam uma graninha, viajavam. Fui para a América Central, Porto Rico, Barbados, El Salvador, Fernando de Noronha, Peru, várias viagens bancadas pela Brasil Surf de uma forma ou de outra. O Nilton Barbosa foi ao Havaí duas vezes bancado pela revista. No caso dele, eles bancavam os filmes, ele vendia as fotos e a viagem se pagava. Tinha uma diferença entre mim e o Nilton nessa época: ele chegava na praia e ficava na areia fotografando, fotografando, fotografando. Eu chegava e ia para dentro da água. Se não estava o Daniel, não estava o Pepê, não estava o Cauli, não estava o Bocão, não estavam os caras top, eu entrava e surfava. Então tem foto minha na Brasil Surf publicada pelo Nilton Barbosa, pelo Rogério Ehrlich. Eu estava mais dentro da água do que fora. Eu estudava. Primeiro vestibular, depois faculdade. Boa parte dos meus amigos só queria saber de surfar. Eu dividia meu tempo. Chegava na praia, já tinha estudado de manhã, aí ficava naquele dilema: vou pegar onda ou vou fotografar? Por isso tem poucas fotos do Píer. Em três anos não tirei nem metade do que tiro hoje num dia bom na Macumba com o digital. Você viveu o Píer, a Brasil Surf, o Havaí dos anos 70, o nascimento do surfe brasileiro moderno. Em que momento percebeu que estava no meio de uma transformação cultural que iria muito além do esporte? O Píer foi o que fomentou o surfe no Rio de Janeiro. Por dez anos, foi domínio completo do Rio no cenário brasileiro. O Daniel Friedmann, em 77, foi o último carioca a vencer uma etapa do circuito internacional, ganhou no Quebra-Mar, em cima do Pepê Lopes, que tinha ganho em 76. Os dois de Ipanema, meus vizinhos de rua. E esse pessoal do Píer que dominou, o Daniel, o Pepê Lopes, o Cauli Rodrigues, e também o Otávio Pacheco, o Rico de Souza, o Ricardo Bocão. E tinha o Betão, que era o melhor surfista do Brasil na época mas não era competitivo, não corria atrás de patrocinador, acabou saindo cedo. Em 75 ele ganhou o Campeonato de Saquarema e foi saindo, saindo. O Píer influenciou a revista, influenciou os fabricantes de prancha, influenciou o modo de viver. Começaram a ter fábricas em Guaratiba, Vargem Grande, no Recreio, depois em Saquarema. As pessoas foram morar lá. O Penho foi, o Otávio comprou casa,

    Fernando "Fedoca" Lima reúne em livro mais de cinquenta anos de história vivida e câmera na mão. Do Píer de Ipanema a Pipeline, de Bob Marley aos Rolling Stones no Maracanã.

    O que define uma boa onda? Tamanho, força, parede, qualidade da linha, formação e surfabilidade, dentre outros elementos. No oceano, todos esses fatores mudam a cada swell, a cada vento, a cada maré. Em Búzios, a proposta é diferente: construir essas variáveis de forma controlada, repetível e ajustável. A piscina do Brasil Surfe Clube Aretê Búzios opera com a tecnologia Endless Surf, do grupo canadense WhiteWater, com 48 câmaras de ar de alta precisão. O sistema permite criar configurações distintas dentro da mesma estrutura. Dentro de um universo de grandes possibilidades, as cinco primeiras ondas já foram nomeadas e reveladas, cada uma com perfil próprio, e muito mais ainda está por vir. Onda #01: Pointbreak + Junção Linha longa, seções conectadas, tempo de onda que pode ultrapassar 25 segundos. A junção encadeia diferentes partes da onda sem perder velocidade, criando uma das experiências mais difíceis de encontrar no oceano com consistência. Para quem quer mais de 10 manobras na mesma onda ou simplesmente mais tempo de linha para ler e decidir. Onda #02: Manobras + Bowl A parede fica mais íngreme. O bowl abre seções críticas para manobras verticais e aéreos. É o ambiente para quem quer empurrar os limites do que consegue fazer sobre a prancha, com repetição suficiente para transformar cada tentativa em aprendizado real. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por BSC (@brasilsurfeclube) Onda #03: Rampa + Tubo Uma onda que combina duas experiências na mesma seção. A rampa prepara o surfista para a manobra e o tubo roda na sequência. Para quem quer encaixar um aéreo e ainda sair do tubo na mesma onda, essa configuração entrega os dois elementos sem precisar escolher. Onda #04: Rampa Nível Intermediário Parede consistente, menor intensidade, mais previsível. A configuração certa para quem está desenvolvendo manobras progressivas e precisa de repetição para consolidar o que está aprendendo. A seção cria a rampa no ângulo certo, com velocidade suficiente para executar sem exigir o nível avançado. Onda #05: Rampa Nível Avançado Mais potência, mais velocidade, mais projeção. A rampa avançada é para quem já chegou em Búzios com manobras no repertório e quer testá-las com pressão real. Com capacidade para gerar até 700 ondas por hora, o intervalo entre uma tentativa e outra é curto o suficiente para transformar cada sessão em treino de alto rendimento. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por BSC (@brasilsurfeclube) Para todos os níveis As cinco configurações cobrem desde quem está aprendendo até quem treina em alto rendimento. A piscina ainda opera em dois modos: single peak, com ondas quebrando para um lado e maior extensão de linha, e split peak, com direitas e esquerdas simultâneas, permitindo que surfistas compartilhem a mesma série em direções opostas. Yago Dora, campeão mundial de surfe em 2025, Victor Bernardo, um dos maiores freesurfers da atualidade, e Michelle des Bouillons, referência mundial em ondas gigantes, integram o time do BSC e já testaram a tecnologia na piscina Adrena Red Sea, na Arábia Saudita. “Muito animal esse lance de ter essa variedade de onda também. Um leque de ondas absurdo. Mal posso esperar para Búzios”, disse Victor Bernardo após a sessão. A versão de Búzios será maior: 48 câmaras contra 36 da estrutura do Mar Vermelho, com 13 mil metros quadrados de lâmina d’água. Variedade de ondas para testar, arriscar, aprender e evoluir todos os dias. Com inauguração prevista para o segundo semestre de 2026, é o que o Brasil Surfe Clube Aretê Búzios chega para entregar.

    Com as primeiras ondas já reveladas, a piscina do Brasil Surfe Clube Aretê Búzios entrega um cardápio de ondas para cada nível e cada estilo de surfe.

    Pedro Bettencourt Müller nasceu no Rio de Janeiro, no dia 21 de julho de 1966, num ambiente familiar que respirava praia. Seu pai, Guilherme Xavier de Brito Müller, economista e morador do Leblon, cresceu frequentando a Zona Sul. Sua mãe, Maria Isabel Bettencourt Müller, criada em Santa Teresa, compartilhava da mesma paixão pelas praias. Para o casal, fim de semana e férias tinham destino certo: areia, sol e mar. Foi assim que Pedro e o irmão, Guilherme, passaram a infância seguindo os pais para o meio da Barra ou para São Conrado, ainda de estradas de terra, sem prédios, calçadões ou qualquer urbanização. Nesse cenário quase intocado, Pedro foi se encantando pelas ondas. Lembra-se de observar alguns surfistas solitários no meio da Barra e sentir-se hipnotizado pela habilidade deles. O mar, desde cedo, era o lugar onde queria estar. Ele recorda também a rotina da infância: ia para as aulas de natação no Clube de Regatas Flamengo e, depois, caminhava até o judô, no Leblon, um trajeto longo para uma criança de 12 anos. Antes de entrar no tatame, sentava-se no calçadão para olhar o mar quebrando, entregue à mesma fascinação que o acompanharia por toda a vida. O mar lhe transmitia paz, calma e propósito. Ali, ainda menino, já entendia que queria se tornar surfista. A mudança para São Conrado, por volta dos 14 ou 15 anos, foi decisiva. Morando ao lado do Pepino, Müller muitas vezes cabulava a aula pra ir surfar. As ondas triangulares, rápidas e pesadas da região se transformaram no seu campo de treinamento permanente. Ali, guiado pela referência de Rony Lima e pela evolução proporcionada pelas pranchas dos shapers Rico e Pedro Battaglin, deu um salto técnico marcante. A “biquilha mágica” 5’4″ de Battaglin é lembrada até hoje como uma das grandes viradas em seu surfe, época em que adotou o apelido de “o Águia”, pela tatuagem no braço. Uma nova mudança, motivada pelo desemprego do pai, levou a família para a Barra. Para Müller, foi a oportunidade perfeita: entre o Postinho, o meio da Barra e o Quebra-Mar, encontrou três ondas consistentes e acessíveis a pé, permitindo treinos diários que aceleraram ainda mais sua evolução. Nessa fase, destacou-se nos campeonatos da ASBT – Associação de Surf da Barra da Tijuca – e entrou para a promissora equipe da Cristal Graffiti. Antes disso, havia vencido seu primeiro campeonato no Leblon, organizado por Marcelo Peninha, vitória que marcou sua confiança rumo ao profissionalismo. Os resultados na categoria Júnior renderam um prêmio decisivo: uma passagem para o Havaí. Aos 18 anos, Müller viveu sua primeira temporada no North Shore (1984/85), dividindo casa com surfistas brasileiros experientes. Pipeline, logo no primeiro dia, foi seu batismo de fogo: mar pesado, adrenalina no limite e a certeza de que o treino no Pepino o havia preparado para aquele cenário. De volta ao Brasil, enfrentou dificuldades para manter regularidade como profissional. A grande virada veio com o curso de meditação transcendental feito ao lado de Rodolfo Lima. O impacto competitivo foi imediato: venceu a etapa profissional do Quebra-Mar no circuito carioca, em 1986, e passou a frequentar pódios de forma consistente. A regularidade, marca registrada de sua carreira, nasceu ali. Em 1987, tornou-se vice-campeão do primeiro Circuito Brasileiro de Surf Profissional. Liderou boa parte da temporada, foi vice-campeão na etapa da Lightning Bolt e, depois, campeão no Fico Festival. Só perdeu o título na penúltima bateria do Circuito, por apenas 20 pontos, uma diferença mínima para quem tinha 850 pontos de vantagem sobre o terceiro colocado. Na época, era visto como o surfista mais consciente e estratégico do país. Nos anos seguintes, acumulou resultados expressivos: vitórias importantes na Abrasp e uma vitória significativa no QS de Florianópolis, superando Barton Lynch, Jojó e Julio Adler. Em 1995, viria um dos grandes destaques internacionais de sua carreira: o nono lugar em Pipeline, substituindo de última hora o australiano Damien Hardman. Ondas entre 10 e 15 pés confirmaram sua capacidade técnica em um dos palcos mais desafiadores do mundo. Pedro Müller seguiria competindo por mais de duas décadas. Em Ubatuba, já aos 38 anos, conquistou sua última vitória no Circuito Super Surf 2004, num dos triunfos mais marcantes de sua trajetória. Hoje, vive do surfe como treinador, comentarista da Sportv e um dos proprietários da @escola_pedromuller, na Barra da Tijuca, administrada pelo sócio Adelmo Noite. Acompanhe ns publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

    Conheça a história de Pedro Müller, o Águia, que competiu por mais de duas décadas e ficou conhecido como um dos mais conscientes e estratégicos da história do país.