Rio Pro 2024

Gabriel dominante em Itaúna

Gabriel Medina faz nota excelente, comanda bateria com tranquilidade e está nas oitavas do Rio Pro 2024. Italo, Yago, Tati e Luana também avançam. Samuel, João, Tainá e Sophia são eliminados.

A janela do Rio Pro 2024 abriu no último sábado (22) e ficou sem competições por quatro dias, iniciando nesta quarta-feira (26) nas ondas de até 2 metros no Point de Itaúna, Saquarema (RJ). A organização decidiu colocar o Round 1 Masculino e Feminino e a Repescagem Masculino e Feminino, com a fase eliminatória dos homens parando na quarta bateria.

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O Brasil iniciou o evento com nove surfistas, sendo cinco homens e quatro mulheres. Yago Dora, atual campeão da etapa, defende o título, e além dele, competiram no primeiro dia Gabriel Medina, Italo Ferreira e Tatiana Weston-Webb que fazem parte do CT. João Chianca, Samuel Pupo, Sophia Medina, Luana Silva e Tainá Hinckel que foram convidados para o evento.

Todos os atletas que compõe a elite avançaram e a única convidada que seguiu no torneio foi a Luana Silva. O destaque da quarta-feira ficou com Gabriel Medina, que dominou sua bateria e conseguiu uma nota no critério excelente (8.00 pontos) e avançou para as oitavas de final. O tricampeão mundial mandou italiano Leonardo Fioravanti e o indonésio Rio Waida para a repescagem.

Na bateria, Gabriel começou elétrico, pegando uma esquerda, executando três manobras com bastante força. A performance rendeu a ele 6.67, subindo o nível do confronto. Rio Waida também começou firme, com uma boa onda para a direita com três manobras e tirando 5.00 pontos.

Medina seguiu usando sua tática agressiva e pegou uma segunda onda, tentou um aéreo e não completou, rendendo menos de 1 ponto. O Rio também seguiu uma linha de buscar muitas ondas, pegou a sua segunda onda, executando algumas rasgadas e virou a bateria, com 3.50. Fioravanti achou uma onda menor para fazer sua primeira nota faltando 20 minutos para o término, conseguindo 1.70.

Em mais uma boa performance, Gabriel pegou outra esquerda, mandou um aéreo como manobra de saída, completou, executou um cutback, uma batida e finalizou forte para arrancar a maior nota do evento até o momento: 8.00 pontos unanime.

Waida seguiu à caça do primeiro lugar, e pegou um esquerdão, bateu três vezes no crítico e finalizou com tranquilidade. Os juízes demoraram um pouco para soltarem a nota, o que gerou um certo suspenso, mas não foi suficiente para a virada do indonésio, ganhando 7.60.

A bateria ficou um duelo entre Gabriel e Rio, já que Leonardo não se encontrou, fazendo apenas duas notas 1.70 e 1.50. Faltando menos de 5 minutos finais, Fioravanti deu uma leve reagida, achando uma onda que rendeu 5.17.

Com a prioridade nos minutos finais, Waida esperou a onda para tentar uma virada e não conseguiu. Medina ainda achou mais uma onda, mandou uma rasgadas e voou alto para trocar 6.67 por 6.93. Gabriel Medina avançou às oitavas com o somatório de 14.93, contra 12.60 do Rio Waida e 6.87 de Leonardo Fioravanti.

“Estou feliz de estar no Brasil, não tem torcida parecida com essa daqui, então pra gente é muito gratificante competir aqui”, diz Gabriel Medina, que falou sobre essa batalha por vaga nos top-5. “A briga está boa, está todo mundo embolado, só falta essa etapa e Fiji, então essa aqui é crucial. Mas, só estou pensando nessa etapa daqui. Quero ir bem, me concentrar bateria por bateria, não quero saber de matemática, só quero ir lá e dar show. A gente esperou alguns dias, mas finalmente as ondas chegaram e está um pouco difícil lá fora, então tem que aproveitar as oportunidades e estou feliz com a vitória”.

Tati nas quartas de final – Tatiana Weston-Webb, Tainá Hinckel e a norte-americana Caitlin Simmers competiram nas águas da Região dos Lagos. E quem se saiu melhor foi Tati Weston-Webb, que avançou. Tati foi a primeira a entrar em ação na bateria, pegando uma onda da série no início. Ela completou uma rasgada e finalizou com uma forte batida, garantindo 5.33 pontos. A bateria seguiu com pouca ação por cerca de 10 minutos.

Depois desse período, Weston-Webb ficou mais atenta e pegou uma onda menor para a esquerda, onde executou boas manobras de frontside, obtendo sua segunda nota, 4.33, e assumindo a liderança da bateria.

Faltando apenas 16 minutos para o fim da bateria, Tainá havia conseguido apenas um 2.17 em sua única onda surfada, enquanto Caitlin ainda não havia pegado nenhuma. Simmers, atual campeã do Rio Pro, não conseguiu se destacar em sua primeira aparição na etapa.

Tati aproveitou as melhores oportunidades que surgiram, já que as condições do mar estavam calmas, e liderou o confronto com tranquilidade. Restando 10 minutos de bateria, Tati pegou sua terceira onda, mas a nota não foi suficiente para superar sua segunda nota.

Caitlin, líder do ranking feminino do CT, finalmente pegou uma boa onda a 6 minutos do fim da bateria. No entanto, não conseguiu executar uma boa performance, indo para uma batida forte na junção e caindo, obtendo apenas 1.07 pontos. Logo em seguida, Tainá também pegou sua melhor onda da bateria, manobrando de backside e conseguindo 3.50 pontos.

Já no fim da bateria, Simmers pegou mais uma onda para a esquerda, executou boas rasgadas e finalizou sua primeira participação no Rio Pro com 4.23 pontos. Com esse resultado, Tati avança para as quartas de final, enquanto Tainá vai para a repescagem junto com a Caitlin.

Tati Weston-Webb pegou as melhores ondas e liderou do início ao fim. Placar final: Tati 9.66, contra 5.67 da Tainá Hinckel e 5.30 da Caitlin Simmers.

“Eu acho que esse primeiro round é sempre mais complicado, com três meninas na água, então você tem que focar em si mesma, senão você acaba ficando um pouco perdida na bateria”, destaca Tatiana Weston-Webb. “Foi uma bateria bem complicada, não foi fácil, mas deu certo no final e estou muito feliz. A torcida brasileira é a melhor do mundo e fico sempre feliz em competir aqui no Brasil. Eu estou confiante, especialmente depois do Taiti e El Salvador, onde eu surfei bem e consegui mostrar o meu surfe. Mas, tem que acontecer algumas coisas pro meu lado e, se Deus quiser, vai dar tudo certo no final”.
Luana também se garante – Luana Silva competiu na última bateria do Round 1 Feminino e não decepcionou, avançando às quartas de final, depois de enfrentar a costarriquenha Brisa Hennessy e a havaiana Gabriela Bryan. Logo na primeira onda, Luana conseguiu executar rasgadas e batidas, alcançando 4.33 pontos.

Brisa também pegou uma onda e fez 4.30, mostrando que a bateria seria acirrada. Gabriela pegou sua primeira onda depois das adversárias e fez 5.33, liderando o confronto por alguns minutos. Brisa respondeu com mais uma onda, somando 3.73 pontos e assumindo a liderança.

Na metade do confronto, Luana encontrou uma boa série de ondas, executou quatro manobras de alto nível e finalizou com perfeição, conseguindo a maior nota do evento até então: 6.83 pontos, virando a bateria.

A disputa esfriou por alguns minutos, mas voltou a pegar fogo no final. Luana se manteve na liderança, mesmo com Gabriela Bryan pegando mais uma onda e executando boas manobras em sua terceira onda, mas a nota (3.97) não foi suficiente para a virada.

Nos últimos minutos, Brisa encontrou uma onda boa na parte de baixo, executou quatro manobras e finalizou com estilo, vibrando com a performance, mas sem conseguir alcançar a liderança. Os juízes deram a nota 5.40 para Brisa, que precisava de 6.89 pontos para avançar. Placar final: Luana Silva 11.16, contra 9.70 da Brisa Hennessy e 9.30 da Gabriela Bryan.

A virada de Italo – Em busca do top 5, Italo enfrentou o norte-americano Crosby Colapinto e o australiano Liam O’Brien na bateria 7 do Round 1 Masculino. Italo, atualmente na sétima posição do ranking, começou implacável já largando na frente com duas notas, depois de achar boas esquerdas. Com 3.67 e 6.33, Ferreira ficou um pouco tranquilo no inicio do embate. Crosby também entrou na disputa, buscando uma onda da série, manobrando bem e arrancando 5.77 dos juízes. A melhor nota de Liam até então foi 3.27 pontos.

Na metade da bateria, Colapinto consegue uma nota (8.17) no critério excelente depois de acertar uma batida muito forte na junção. Italo ficou precisando de 7.62 para pegar o primeiro lugar do Crosby e conseguiu trocar o 3.67 por 6.17 e na sequencia, depois de um aéreo, consegue 7.00 pontos.

Com a nota, Ferreira conseguiu diminuiu a necessidade para avançar e ficou precisando de 6.95, isso faltando menos de 5 minutos para o término. Italo foi atrás da onda, mandou uma bela rasgada e voou na junção, não conseguindo a virada.

Mas nos segundos finais, Ferreira acha outra onda, dessa vez para a direita, onde executou um aéreo de backside, aterrissou e continuou para finalizar com uma batida e virar a bateria depois de soar a sirene. A onda rendeu 7.50 dos juízes. Placar final: Italo Ferreira 14.50, contra 13.94 de Crosby Colapinto e 8.50 de Liam O’Brien.

“Eu queria ter matado a bateria no início, seria mais fácil. Mas achei a oportunidade no final ali e fico feliz por ter feito a nota necessária pra virar”, fala Italo Ferreira. “Eu comecei bem a bateria, só que meu adversário (Crosby Colapinto) foi melhor do que eu. Quando eu vi que ele fez 8 pontos, ele olhou pra mim, aí falei: ‘ah é, então espera aí’. Eu queria uma esquerda pra dar um voo bem alto, mas entrou uma direita que foi pro canal, aí entrei porque se ela fechasse, eu dava um aéreo, aí deu tudo certo”.

Yago em busca do bi – Atual campeão da etapa, Yago entrou no mar contra o sul-africano Matthew McGillivray e o norte-americano Jake Marshall na última bateria do Round 1 Masculino. Yago é o oitavo colocado no ranking e um bom resultado na Região dos Lagos o aproxima do top 5. E Dora aproveitou para vence bem e avança às oitavas.

No confronto, Dora foi o primeiro a conseguir uma boa nota e liderar bem no inicio. Com uma onda para esquerda, Yago fez uma linha com variação progressiva e tirou 6.67. Matthew e Jake também pegaram ondas, mas não foram tão bem quanto Yago. A melhor onda do McGillivray foi 3.33 e do Marshall, 1.40 pontos. Na sequencia, Jake conseguiu adicionar 2.93.Na metade da bateria, Yago melhora seu somatório com mais uma boa onda, com variação de rasgada e um aéreo na junção, rendendo 6.20 e seguiu líder do embate com tranquilidade.

O confronto ficou meio devagar faltando menos de 10 minutos para o fim, o que deixou Yago ainda mais confortável na primeira colocação da bateria. Faltando 5 minutos para acabar o confronto, McGillivray acha uma boa onda, aplica rasgadas e finaliza com uma batida e consegue tirar 6.20. Jake também deu uma reagida, tirando 4.80 depois de boas manobras.

Yago ainda melhorou o somatório nos segundos finais depois de pegar uma esquerda limpa, mandar duas rasgadas e finalizar com uma batida, rendendo 6.93. Matthew também consegue mais uma onda e também melhora as notas, tirando 5.13. Placar final: Yago Dora 13.60, contra 11.33 de Matthew McGillivray e 7.73 Jake Marshall.

É sempre bom começar avançando. Eu comecei já fazendo duas notas legais no início, isso sempre dá um certo conforto e no final só tive que administrar. É até bom que você não precisa fazer tudo no primeiro round, quando você consegue surfar e ir se soltando durante a competição”, comenta Yago Dora. “Estamos indo para reta final dos top-5, então essas duas etapas são muito importantes. Acredito que as duas favorecem bastante a gente, o surfe dos brasileiros. Os três que estão ali são goofies, essa onda aqui predominantemente é uma esquerda, Fiji também é uma esquerda, então vai ser legal essa reta final”.

Sophia cai repescagem na estreia – Sophia Medina, convidada do evento, pegou uma bateria difícil logo na sua estreia em eventos da elite, enfrentando a atual campeã mundial, a norte-americana Caroline Marks, e a havaiana Bettylou Sakura Johnson.

As atletas precisaram ter estratégia para escolher as melhores ondas, que estavam difíceis para a leitura no momento. Caroline e Bettylou largaram na frente, aproveitando as melhores ondas de Itaúna. Marks utilizou seu frontside para liderar a bateria com duas notas, 5.67 e 4.50, o que lhe deu tranquilidade.

Bettylou também pegou duas ondas, mas que renderam notas mais baixas, ocupando a segunda colocação na bateria durante a maior parte do tempo, com 3.33 e 1.93. Sophia demonstrava nervosismo, não conseguindo executar bem o seu surfe e obtendo apenas 1.50 e 0.50 na bateria.

Faltando 10 minutos para o fim, Marks encontra mais uma onda na bateria, utiliza seu frontside com maestria, executa boas manobras e conquista a maior nota do confronto até então, 6.00 pontos. Logo em seguida, Sophia pega sua primeira boa onda, realiza uma rasgada, mas não consegue finalizar a manobra, obtendo 1.93.

Com apenas 6 minutos restantes, Medina encontra outra onda, executa uma rasgada e finaliza com uma batida firme na junção, conquistando 2.90 pontos dos juízes. Sophia e Bettylou agora encaram a repescagem, já Caroline segue para as quartas de final. Placar final: Caroline Marks 11.67, contra 5.26 de Bettylou Sakura Johnson e 4.83 da Sophia Medina.

Samuel perde de cara – Samuel Pupo encarou os australianos Jack Robinson e Ryan Callinan e não conseguiu avançar, caindo para a repescagem. Pupo, que já conquistou um vice-campeonato na etapa de 2022, começou a bateria atrás de Jack e Ryan. Callinan abriu o placar com uma onda forte, obtendo a pontuação de 5.83. Robinson também não perdeu tempo e pegou uma boa onda logo no início, conseguindo 3.00.

Na sequência, Ryan aumentou a pressão, pegou mais uma onda e executou algumas rasgadas precisas, garantindo um 2.87. Jack, então, reagiu e virou a bateria, cravando um 7.00. Robinson se destacou com variações de rasgadas e batidas, disparando no confronto. Samuel também mandou bem, pegando sua primeira onda na bateria, batendo forte na série e levantando a galera. Com essa performance, Pupo conquistou 5.00 pontos.

A bateria foi bastante movimentada e Ryan reassumiu a liderança após pegar outra boa onda, manobrando para a esquerda e levando um 5.40. Faltando 10 minutos para o término, Pupo adicionou 1.83 ao seu somatório e na sequência conseguiu melhorar sua segunda nota para 3.30. Jack trocou sua segunda nota (3.00) por 3.83 e se manteve como vice da bateria.

Faltando 4 minutos para o fim, Samuel precisava de 6.23, pegou uma onda menor, mandou uma rasgada, mas não conseguiu completar. Na sequência, Jack pegou uma da série, acertou duas rasgadas e finalizou com uma batida, conseguindo um 5.87 e virando a bateria para avançar às oitavas. Samuel ficou em terceiro no embate e caiu para a repescagem da etapa. Placar final: 12.87 para Jack Robinson, contra 11.23 de Ryan Callinan e 8.30 de Samuel Pupo.

João também cai para repescagem – João enfrentou o líder do ranking do CT, o havaiano John John Florence, e o marroquino Ramzi Boukhiam, e caiu para a repescagem. A bateria foi bastante movimentada, com todos os atletas buscando as ondas a todo momento.

O primeiro a fazer uma boa nota foi Ramzi, que pegou uma onda para esquerda mais embaixo, executou manobras firmes de frontside e tirou 5.00 pontos. Depois, João foi para cima, achou uma boa onda da série, variou rasgadas e batidas, conseguindo 5.50 pontos.

John John também reagiu, executando manobras com notas 3.33 e 3.23 em sequência. Em seguida, João fez uma onda na casa dos 3.77. O embate se tornou frenético, com Florence surfando toda a onda, mesclando rasgadas e batidas potentes, passando a seção e obtendo a nota 4.77, assumindo a liderança.

Conhecedor profundo do Pico, Chianca aguardou a onda da série para a esquerda, realizou uma batida forte, executou rasgadas com estilo e finalizou com firmeza na junção. Os juízes demoraram um pouco para divulgar a nota, que foi de 4.77, suficiente para garantir o primeiro lugar.

O confronto parecia um duelo particular entre John John e João, pois o marroquino Ramzi Boukhiam surfou apenas uma onda até o final da bateria. O atleta pegou a segunda onda a cinco minutos do término e obteve a nota 5.30, virando a bateria. Placar final: 10.30 para Ramzi Boukhiam, contra 10.27 de João Chianca e 8.10 de John John Florence.

Tainá eliminada – Tainá Hinckel duelou na repescagem contra a líder do rankin, a norte-americana Caitlin Simmers e não conseguiu se recuperar. Em duelo com poucas ondas, Caitlin iniciou o embate com nota 7.17 depois de pegar uma esquerda da série, executar três manobras de backside.

O confronto ficou devagar até a metade, onde Simmers usou da mesma estratégia, pegou uma esquerda, executou um cutback, finalizou com uma batida, seguiu na onda, que armou de novo e deu mais uma batida. A onda rendeu 3.83.

Faltando 15 minutos para o fim, Tainá pegou sua primeira onda, também para esquerda, acertou duas rasgadas de backside, mas a nota foi baixa (2.17) e seguiu na segunda colocação do duelo. Simmers, na sequencia, melhora seu somatório e troca o 3.83 por 4.17 e deixou Tainá precisando tirar 9.17.

Tainá seguiu em busca da virada e pegou uma esquerda da série, mandou duas rasgadas e uma batida forte na junção, conseguindo 5.67, o que a fez voltar para o embate. Faltando 4 minutos para o fim, Hinckel precisava de 5.68 e conseguiu uma outra esquerda, usa o backside para executar duas batidas e saiu comemorando. A performance rendeu 6.33, virando a bateria.

Com menos de um minuto e precisando de 4.83 pontos, Caitlin achou uma esquerda, mandou três manobras, uma delas uma batida para finalizar e conseguiu virar novamente, recebendo 5.33. Placar final: Caitlin Simmers 12.50 x 12.00 Tainá Hinckel.

Sophia também se despede – Sophia voltou para a água e enfrentou a costarriquenha Brisa Hennessy na bateria 3 da repescagem. Medina é uma das convidadas do evento e encarou de frente a terceira colocada do ranking.

Sophia foi a primeira do duelo a pegar uma onda, mas que rendeu nota baixa (2.50). Logo depois, Medina conseguiu mais uma e somou 1.57. O somatório baixo logo foi batido por Brisa, que achou uma esquerda da série, executou duas rasgadas e finalizou bem, o que rendeu 5.00 pontos. No seu somatório, Hennessy já tinha nota 2.00 de uma onda menor.

A bateria ficou devagar até a metade, com as mulheres selecionando bem as ondas. As surfistas voltaram a pegar uma onda faltando menos de 7 minutos com Sophia achando uma esquerda, onde acerta apenas uma manobra na junção, comemora e consegue 4.00 pontos.

Depois da nota, Medina ficou precisando de 3.01 para virar o embate. Nos minutos finais, Brisa, com a prioridade, pegou uma esquerda, conseguiu um cutback, acertou uma batida e cai na junção. A onda rendeu a costarriquenha 3.50 e definiu o embate. Placar final: Brisa Hennessy 8.50 x 6.60 Sophia Medina.

João para na repescagem – Local do pico, João Chianca voltou para a água e encarou o havaiano John John Florence. Em um momento de poucas séries de 1 metro e meio de face, João e John John adotaram estratégias parecidas de ir em busca das oportunidades.

Ambos iniciaram o duelo com notas baixas, onde Chianca fez 2.00 e o Florence tirou nota 1.00. Em bateria pouco movimentada, John John achou mais duas ondas, onde mandou manobras de pouca expressão, mas que rendeu a ele 5.17 e 3.67. João também alterou a sua primeira nota, mas com uma pontuação baixa (3.43).

As condições foram difíceis, com as ondas enchendo e os atletas tiveram que escolher ainda mais as oportunidades. John John aproveitou, achou uma das que buscava para fazer a maior nota do embate, 7.17. Florence conseguiu uma parede para manobrar forte, variar e praticamente selar o confronto.

O duelo teve pouca emoção, em momento diferente do mar. João buscou as esquerdas mais embaixo e não conseguiu performar. Faltando menos de 2 minutos, mesmo com prioridade, John John foi em outra esquerda com parede, mandou duas rasgadas e tentou um aéreo na junção, mas não completou. Placar final: John John Florence 12.34 contra 7.13 do João Chianca.

Samuel eliminado por Griffin – Pupo entrou no mar na bateria 3 da repescagem contra o norte-americano Griffin Colapinto. Em um período difícil do mar, Samuel começou o duelo com uma boa direita, com variação de manobras para tirar 5.67 dos juízes. Griffin também fez o seu, pegou uma esquerda, executou rasgadas e finalizou a onda na junção com uma batida, rendendo 5.50 pontos.

Já na sequencia, Pupo foi em outra direita, mandou rasgadas com potência e conseguiu mais uma nota, 5.40, e colocou pressão em Griffin. Mas Samuel seguiu agressivo, pegou outra onda, dessa vez para esquerda com tamanho, acertou duas fortes batidas e arrancou 6.30 dos juízes.

Griffin ficou precisando de 6.47 para virar a bateria e conseguiu. Em uma série para esquerda, Colapinto executou três manobras, duas delas soltando muita água e ganhou nota 7.00 dos juízes e virou o confronto.

A bateria ficou mais tranquila nos minutos finais, com Griffin segurando a vantagem e Samuel precisando de 6.21 para virar o duelo. Pupo tentou acertar a junção de outra esquerda com um tamanho, mas não conseguiu voltar da manobra. Placar final: Griffin Colapinto 12.50 contra 11.97 de Samuel Pupo.

Próxima chamada – A próxima chamada do Rio Pro 2024 acontece nesta quinta-feira (27), às 7h15.

Transmissão ao vivo – O Rio Pro 2024 pode ser assistido ao vivo pelo Sportv e Globoplay. A transmissão também pode ser acompanhada pelo WorldSurfLeague.com e pelo Aplicativo da WSL. O Canal da entidade no YouTube também transmite, porém só até o término das oitavas de final.

Rio Pro 2024
Round 1 Feminino

1 Molly Picklum (AUS) 7.00, Johanne Defay (FRA) 10.60, Sawyer Lindblad (EUA) 11.77

2 Caitlin Simmers (EUA) 5.30, Tatiana Weston-Webb (BRA) 9.66, Tainá Hinckel (BRA) 5.67

3 Caroline Marks (EUA) 11.67, Bettylou Sakura Johnson (HAV) 5.26, Sophia Medina (BRA) 4.83

4 Brisa Hennessy (CRC) 9.70, Gabriela Bryan (HAV) 9.30, Luana Silva (BRA) 11.16
Round 1 Masculino

1 Ethan Ewing (AUS) 12.87, Cole Houshmand (EUA) 7.50, Connor O’Leary (JAP) 8.83

2 Griffin Colapinto (EUA) 7.70, Kanoa Igarashi (JPN) 11.30, Seth Moniz (HAV) 12.40

3 Jack Robinson (AUS) 12.87, Ryan Callinan (AUS) 11.23, Samuel Pupo (BRA) 8.30

4 John John Florence (HAV) 8.10, Ramzi Boukhiam (MAR) 10.30, João Chianca (BRA) 10.27 

5 Jordy Smith (AFR) 10.40, Barron Mamiya (HAV) 10.10, Imaikalani deVault (HAV) 7.17

Gabriel Medina (BRA) 14.93, Rio Waida (IDN) 12.60, Leonardo Fioravanti (ITA) 6.87

Italo Ferreira (BRA) 14.50, Crosby Colapinto (EUA) 13.94, Liam O’Brien (AUS) 8.50

8 Yago Dora (BRA) 13.60, Jake Marshall (EUA) 7.73, Matthew McGillivray (AFR) 11.33

Repescagem Feminino

1 Caitlin Simmers (EUA) 12.50 x 12.00 Tainá Hinckel (BRA)

2 Molly Picklum (AUS) 12.23 x 6.90 Bettylou Sakura Johnson (HAV)

3 Brisa Hennessy (CRC) 8.50 x 6.60 Sophia Medina (BRA)

4 Johanne Defay (FRA) 4.06 x 10.84 Gabriela Bryan (HAV)

Repescagem Masculino 

1 John John Florence (HAV) 12.34 x 7.13 João Chianca (BRA)

2 Rio Waida (IND) 12.70 x 11.07 Leonardo Fioravanti (ITA)

3 Griffin Colapinto (EUA) 12.50 x 11.97 Samuel Pupo (BRA)

4 Barron Mamiya (HAV) 7.50 x 10.66 Liam O’Brien (AUS)

5 Jake Marshall (EUA) x Connor O’Leary (JPN)

6 Cole Hoshmand (EUA) x Matthew McGillivray (AFR)

7 Crosby Colapinto (EUA) x Imaikalani deVault (HAV)

8 Kanoa Igarashi (JPN) x Ryan Callinan (AUS)

Quartas de Final Feminino

1 Caroline Marks (EUA) x Sawyer Lindblad (EUA)

2 Brisa Hennessy (CRC) x Tatiana Weston-Webb (BRA)

3 Caitlin Simmers (EUA) x Luana Silva (BRA)

4 Molly Picklum (AUS) x Gabriela Bryan (HAV)

 

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    Yago Dora é o campeão do Vivo Rio Pro 2026. O brasileiro derrotou o italiano Leonardo Fioravanti em uma final acirrada, impulsionado pela forte presença da torcida que lotou as areias de Itaúna, mesmo debaixo de chuva e frio. Com mar balançado e ondas com cerca de um metro e meio nas séries, Fioravanti, que chegou à decisão já com o status de novo líder do ranking mundial, repetiu a estratégia da semifinal. O italiano impôs um ritmo forte logo no início da disputa, enquanto Yago optou por ser mais paciente e seletivo na escolha de suas ondas. A tática de Fioravanti rendeu frutos iniciais, deixando-o com um somatório provisório de 8.17 (notas 5.67 e 2.50). No entanto, aos 13 minutos de bateria, Yago Dora encontrou a rampa perfeita, executou um lindo aéreo rodando e levantou a praia ao arrancar um excelente 8.50 dos juízes. Minutos depois, já na metade do confronto, o brasileiro voou novamente. Com outro aéreo bem executado, recebeu um 6.50 e fechou seu somatório em imbatíveis 15.00 pontos. Pressionado, Fioravanti passou a precisar de 9.33 para assumir a liderança. A cinco minutos do fim, o italiano arriscou um ótimo aéreo (sem rotação completa) e diminuiu a diferença com um 7.50. Nos instantes finais, ele precisava de um 7.51 para a virada, mas o mar não colaborou e ele não conseguiu surfar mais nenhuma onda, selando a vitória e o título de Yago Dora pelo placar final de 15.00 a 13.37. Com esse resultado, Yago pulou para o segundo lugar na classificação geral do CT, ficando atrás somente de Fioravanti. Italo Ferreira agora cai para a terceira posição, enquanto Gabriel Medina, eliminado na estreia em Saquarema, ocupa o quarto lugar, seguido por Miguel e Samuel Pupo. Na final feminina, a norte-americana Sawyer Lindblad superou o “fenômeno francês” Tya Zebrowski com duas ondas de pontuações ligeiramente superiores (3.90 e 3.77), fechando seu somatório em 7.67 pontos. Lidando com condições difíceis no mar durante a bateria, Zebrowski lutou bastante e surfou um número muito maior de ondas que sua adversária, em uma tentativa incessante de reverter o placar. No entanto, Tya teve que se contentar com uma pontuação total de 6.10 (3.47 e 2.63) em suas duas melhores apresentações. O esforço não foi suficiente para garantir sua primeira vitória no Championship Tour aos 15 anos de idade, feito que teria estabelecido um recorde histórico da categoria. Adotando uma postura mais estratégica, Sawyer Lindblad vibrou muito com a conquista de sua primeira vitória na carreira no CT. Com o resultado, a surfista norte-americana dá um salto importante e assume a terceira colocação no ranking mundial feminino. Semifinais masculinas A primeira bateria a entrar na água foi a semifinal entre João Chianca e Leo Fioravanti. O italiano abriu o confronto em um ritmo forte, surfando quatro ondas em menos de 10 minutos. Nas três primeiras tentativas, garantiu um 7.00 como sua melhor nota. Na sequência, apostou em um aéreo reverse e arrancou um 6.00 dos juízes. Com isso, Fioravanti pôde se dar ao luxo de descartar um 4.00 e um 5.17, enquanto o brasileiro somava apenas 3.00 pontos naquele momento. Chianca tentou reagir restando pouco mais de 20 minutos para o encerramento da bateria. Depois de aumentar sua nota de descarte para 3.67, o brasileiro pegou uma onda intermediária e executou três rasgadas expressivas para anotar 6.27. Com isso, passou a precisar de um 6.74 para a virada. A poucos minutos do fim, ele arriscou em uma onda com pouco potencial e recebeu apenas um 3.83, pontuação insuficiente para reverter o placar. Com a classificação para a final, Fioravanti garantiu 7.800 pontos e chegou a 33.930 no total, ultrapassando Italo Ferreira (que caiu nas oitavas de final e soma 33.845) e assumindo a liderança do ranking do CT. Vindo de um título inédito em El Salvador, o italiano mostrava grande inspiração na busca pela segunda conquista de sua carreira. O grande obstáculo, no entanto, seria Yago Dora, que chegou à final igualmente embalado após derrotar o australiano Ethan Ewing na outra semifinal com um placar confortável de 14.30 contra 11.67. Isso sem mencionar o forte apoio da torcida brasileira. Quartas de final masculino e semifinais feminino Após uma pausa no domingo, o Vivo Rio Pro retornou à ação na segunda-feira (22) para o seu terceiro dia de competições. Ao longo do dia, a Praia de Itaúna viu definidas as finalistas da categoria feminina e os semifinalistas do masculino, deixando o palco pronto para o aguardado “Finals Day”. A previsão se mostrou muito melhor do que o esperado logo nas primeiras horas. O dia começou com ondas limpas com pouco mais de um metro e meio, permitindo um surfe de alta performance. No entanto, com o passar das horas, o mar perdeu força e as séries ficaram escassas, forçando a organização a paralisar o evento e adiar as baterias decisivas para o próximo chamado. Impulsionado pela energia vibrante da areia, o herói local João Chianca encontrou total sintonia com o oceano. Ele surfou duas excelentes ondas em sequência para colocar a pressão sobre o australiano Morgan Cibilic, que embora tenha surfado a melhor onda da bateria, não foi o suficiente para alcançar o somatório do brasileiro, que garantiu sua primeira semifinal da temporada. O atual campeão do evento, Yago Dora, protagonizou um duelo eletrizante e de notas excelentes contra o compatriota Miguel Pupo. Em uma troca crucial, Pupo arrancou um 8.00 dos juízes, mas Dora respondeu na onda seguinte com um brilhante ataque de frontside que lhe rendeu um 8.50, selando sua classificação para a semifinal. Dora enfrentaria o australiano Ethan Ewing, que virou sua bateria contra Kauli Vaast nos segundos finais, reeditando a grande final do Vivo Rio Pro de 2023. O italiano Leonardo Fioravanti manteve o embalo de sua vitória em El Salvador e frustrou a torcida local ao eliminar Samuel Pupo na primeira bateria do dia. Fioravanti adotou a estratégia de começar forte e manter o ritmo, construindo uma estratégia que Pupo não conseguiu reverter antes do tempo esgotar. Com o melhor

    Etapa brasileira do Championship Tour termina com vitória de Yago Dora. Sawyer Lindblad vence entre as mulheres e Leonardo Fioravanti assume liderança do ranking mundial da WSL, na etapa de Saquarema.

    Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, a Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Clique aqui para assistir ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Saquarema Clique aqui para conhecer a nova fase da Waves Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos na Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feita de surfista para surfista, a Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. O Vivo Rio Pro 2026 abre a janela de competições em Saquarema (RJ) nesta sexta-feira (19). Assista às baterias, compartilhe suas opiniões e participe dos debates ao vivo com outros apaixonados por surfe em nosso fórum abaixo. Campeões das etapas da Elite Mundial do Surfe realizadas no Brasil Ano Campeão Masculino Campeã Feminina 2025 Cole Houshmand (EUA) Molly Picklum (AUS) 2024 Italo Ferreira (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2023 Yago Dora (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2022 Filipe Toledo (BRA) Carissa Moore (HAV) 2019 Filipe Toledo (BRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2018 Filipe Toledo (BRA) Stephanie Gilmore (AUS) 2017 Adriano de Souza (BRA) Tyler Wright (AUS) 2016 John John Florence (HAV) Tyler Wright (AUS) 2015 Filipe Toledo (BRA) Courtney Conlogue (EUA) 2014 Michel Bourez (FRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2013 Jordy Smith (RSA) Tyler Wright (AUS) 2012 John John Florence (HAV) Sally Fitzgibbons (AUS) 2011 Adriano de Souza (BRA) Carissa Moore (HAV) 2010 Jadson André (BRA) — 2009 Kelly Slater (EUA) — 2008 Bede Durbidge (AUS) Sally Fitzgibbons (AUS) 2007 Mick Fanning (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2006 Mick Fanning (AUS) Layne Beachley (AUS) 2005 Damien Hobgood (EUA) — 2004 Taj Burrow (AUS) — 2003 Kelly Slater (EUA) — 2002 Taj Burrow (AUS) Melanie Bartels (HAV) 2001 Trent Munro (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2000 Kalani Robb (EUA) Layne Beachley (AUS) 1999 Taj Burrow (AUS) Andrea Lopes (BRA) 1998 Peterson Rosa (BRA) Pauline Menczer (AUS) 1997 Kelly Slater (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1996 Taylor Knox (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1995 Barton Lynch (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1994 Shane Powell (AUS) Pauline Menczer (AUS) 1993 Dave Macaulay (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1992 Damien Hardman (AUS) Wendy Botha (AUS) 1991 Flavio Padaratz (BRA) — 1990 Fabio Gouveia (BRA) — 1989 Dave Macaulay (AUS) — 1988 Dave Macaulay (AUS) — 1982 Terry Richardson (AUS) — 1981 Cheyne Horan (AUS) — 1980 Joey Buran (EUA) — 1978 Cheyne Horan (AUS) — 1977 Daniel Friedmann (BRA) Margo Oberg (EUA) 1976 Pepê Lopes (BRA) — Vivo Rio Pro 2026 Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 7.00 x Lucas Chianca (BRA) 6.432 Matthew McGillivray (AFS) 11.67 x 5.13 Luke Thompson (AFS)3 Weslley Dantas (BRA) 9.67 x Seth Moniz (HAV) 9.074 Eli Hanneman (HAV) 9.17 x Oscar Berry (AUS) 6.50 Round 2 1 Jack Robinson (AUS) 14.33 x Rio Waida (IND) 12.532 Samuel Pupo (BRA) 11.07 x Alan Cleland (MEX) 8.503 Leonardo Fioravanti (ITA) 12.27 x Weslley Dantas (BRA) 11.604 Liam O’Brien (AUS) 13.93 x Jake Marshall (EUA) 10.835 Morgan Cibilic (AUS) 9.44 x Connor O’Leary (JAP) 9.306 Matthew McGillivray (AFS) 13.53 x Gabriel Medina (BRA) 13.137 João Chianca (BRA) 14.84 x Griffin Colapinto (EUA) 7.178 George Pittar (AUS) 15.00 x Joel Vaughan (AUS) 6.539 Italo Ferreira (BRA) 14.33 x Ramzi Boukhiam (MAR) 10.9710 Kauli Vaast (FRA) 13.73 x Crosby Colapinto (EUA) 11.5011 Ethan Ewing (AUS) 12.66 x Alejo Muniz (BRA) 10.3012 Kanoa Igarashi (JAP) 12.23 x Cole Houshmand (EUA) 11.7713 Yago Dora (BRA) 13.83 x Eli Hanneman (HAV) 12.9014 Marco Mignot (FRA) 12.74 x Barron Mamiya (HAV) 10.4315 Callum Robson (AUS) 14.93 x Filipe Toledo (BRA) 13.0016 Miguel Pupo (BRA) 12.97 x Mateus Herdy (BRA) 10.94 Round 3 1 Samuel Pupo (BRA) 15.84 x 9.94 Jack Robinson (AUS)2 Leonardo Fioravanti (ITA) 16.50 x 13.33 Liam O’Brien (AUS)3 Morgan Cibilic (AUS) 13.40 x 11.50 Matthew McGillivray (AFS)4 João Chianca (BRA) 14.30 x 13.26 George Pittar (AUS)5 Kauli Vaast (FRA) 14.17 x 12.87 Italo Ferreira (BRA)6 Ethan Ewing (AUS) 14.33 x 12.27 Kanoa Igarashi (JAP)7 Yago Dora (BRA) 15.00 x 10.33 Marco Mignot (FRA)8 Miguel Pupo (BRA) 14.03 x 12.17 Callum Robson (AUS) Quartas de Final 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.23 x 12.50 Samuel Pupo (BRA)2 João Chianca (BRA) 13.27 x 12.76 Morgan Cibilic (AUS)3 Ethan Ewing (AUS) 13.07 x 12.84 Kauli Vaast (FRA)4 Yago Dora (BRA) 15.67 x 13.33 Miguel Pupo (BRA) Semifinais 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.00 x 10.10 João Chianca (BRA)2 Yago Dora (BRA) 14.30 x 11.67 Ethan Ewing (AUS) Final Yago Dora (BRA) 15.00 x 13.17 Leonardo Fioravanti (ITA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 14.50 x Vahine Fierro (FRA) 7.002 Erin Brooks (CAN) 11.26 x Anat Lelior (ISR) 9.503 Nadia Erostarbe (ESP) 10.83 x Yolanda Hopkins (POR) 9.104 Isabella Nichols (AUS) 12.50 x Francisca Veselko (POR) 11.705 Tya Zebrowski (FRA) 8.67 x Stephanie Gilmore (AUS) 7.336 Brisa Hennessy (CRC) 12.00 x Alyssa Spencer (EUA) 7.167 Bella Kenworthy (EUA) 10.10 x Bettylou Sakura Johnson (HAV) 8.938 Tatiana Weston-Webb (BRA) 11.00 x Tyler Wright (AUS) 10.46 Round 2 1 Carissa Moore (HAV) 14.50 x Erin Brooks (CAN) 13.302 Tya Zebrowski (FRA) 14.33 x Lakey Peterson (EUA) 11.033 Nadia Erostarbe (ESP) 8.40 x Molly Picklum (AUS) 7.674 Caitlin Simmers (EUA) 15.10 x Bella Kenworthy (EUA) 13.605 Gabriela Bryan (HAV) 17.33 x Sally Fitzgibbons (AUS) 13.266 Caroline Marks (EUA) 14.00 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 13.007 Luana Silva (BRA) 12.47 x Isabella Nichols (AUS) 12.208 Sawyer Lindblad (EUA) 14.03 x Brisa Hennessy (CRC) 9.67 Quartas de Final 1 Tya Zebrowski (FRA) 12.70 x Carissa Moore (HAV) 7.772 Nadia Erostarbe (ESP) 15.83 x Caitlin Simmers (EUA) 12.233 Caroline Marks (EUA) 13.04 x Gabriela Bryan (HAV) 11.904 Sawyer Lindblad (EUA) 12.86 x Luana Silva (BRA) 12.26 Semifinais 1 Tya

    Atendendo a um dos pedidos mais frequentes da comunidade, a Waves traz de volta os comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial.

    A janela para a etapa brasileira do Circuito Mundial abre nesta sexta-feira (19) e se estende até o dia 27 de junho. Com um período de espera curto, de apenas nove dias, a organização precisará aproveitar ao máximo as condições para o surfe na Praia de Itaúna, que felizmente tem previsão de receber swell com potencial logo no início do evento. Para o dia de abertura da competição espera-se o ápice de uma boa ondulação de sul. Com a primeira chamada diária marcada para às 7h, o evento em Saquarema (RJ) promete disputas acirradas, especialmente com os surfistas brasileiros chegando como grandes favoritos após a etapa de El Salvador. Clique aqui para ver a previsão das ondas Clique aqui para participar dos debates No cenário masculino, o Brasil domina o topo da tabela, ocupando cinco das seis primeiras posições do ranking mundial. Italo Ferreira veste a lycra amarela de líder (30.525 pontos), seguido de perto por Gabriel Medina (2º) e Yago Dora (4º). Os irmãos Miguel e Samuel Pupo fecham o pelotão de elite na 5ª e 6ª colocações. João Chianca, que atualmente ocupa a 23ª colocação no ranking, compete em casa e precisa de um bom resultado, uma combinação de fatores que podem fazer dele um dos sufistas mais perigosos nessa etapa. A organização já divulgou os primeiros embates, que reservam fortes emoções para a torcida. Weslley Dantas está confirmado no round 1, assim como Lucas Chumbo, ambos anunciados como convidados do evento. Além disso, o chaveamento já antecipa um duelo 100% nacional no round 2, colocando frente a frente Miguel Pupo e Mateus Herdy em uma bateria eliminatória de alto nível. Mas, apesar da hegemonia brasileira na ponta da tabela, não podemos baixar a guarda. O principal nome a ser observado entre os visitantes é o italiano Leonardo Fioravanti. Atual 3º colocado no ranking, ele desembarca no Rio de Janeiro embalado após conquistar o título da etapa de El Salvador. Outros adversários que exigem atenção são os australianos George Pittar (7º) e Ethan Ewing (9º), conhecidos por um surfe de borda polido que se encaixa muito bem nas ondas de Itaúna, além do atual defensor do título da etapa, Cole Houshmand, que mesmo não estando em grande fase, é sempre perigoso em beach breaks. Jack Robinson (14ª), o “mais brasileiro dos gringos”, é sempre uma pedra no sapato de seus adversários e se sente à vontade competindo no Brasil. O japonês Kanoa Igarashi (8º) e o norte-americano Griffin Colapinto (10º) completam a lista de estrangeiros no Top 10 com arsenal técnico suficiente para surpreender os donos da casa. Previsão das ondas Já no primeiro dia de janela, nesta sexta-feira (19), as séries podem ultrapassar os 2 metros, criando condições de alto nível para a competição, mas também impondo desafios extras aos atletas e à organização. O vento deve soprar terral (norte-nordeste) pela manhã, virando para maral (leste) ao longo do dia, o que pode prejudicar um pouco a formação, mas ainda assim mantendo o mar em condições razoavelmente boas. A previsão Waves aponta sexta e sábado como os dias mais favoráveis para a competição. A ondulação de sul deve diminuir para a faixa de 1,5 metro pela manhã, com vento terral fraco, oferecendo boas condições para o surfe de alta performance. No entanto, a formação pode se deteriorar à tarde, com a entrada de ventos do quadrante oeste e posteriormente de sul. Tudo indica que no domingo o mar estará menor, com séries com menos de 1 metro, com vento terral variável pela manhã e ventos moderados de sul-sudeste à tarde. Se a previsão se confirmar, a realização de baterias matinais no domingo será uma incógnita para a organização. Na segunda e terça-feira as condições podem piorar e, o meio da janela de espera, especialmente entre quarta e quinta-feira, um novo swell pode surgir com ventos não tão favoráveis, porém com a possibilidade de bons momentos. Para o último dia do evento (27), há potencial para o alinhamento de todos os fatores necessários. Contudo, levando em consideração a distância dessa data, os modelos de previsão ainda podem apresentar algum ajuste sobre como as condições se desenrolarão ao final da próxima semana. Além disso, deixar a definição do evento para o último dia da janela representa um risco para a organização. Traremos mais atualizações ao decorrer da janela. Cenário Feminino Entre as mulheres, a havaiana Gabriela Bryan lidera o circuito, seguida de perto pela compatriota Carissa Moore, que também vem de vitória em El Salvador e é sempre uma das favoritas nas ondas potentes de Itaúna. A australiana Molly Picklum (3ª) e o forte esquadrão norte-americano completam a lista de estrangeiras perigosas. Para o Brasil, a grande esperança no topo da tabela é Luana Silva, atual 4ª colocada e vice-campeã da etapa em 2025. O time brasileiro ganha um peso extra com o retorno de Tatiana Weston-Webb. Após abrir mão de competir no início do circuito, a brasileira entra como convidada do evento e terá um desafio duro logo de cara: enfrentará a experiente australiana Tyler Wright (9ª) em uma das baterias mais aguardadas da primeira fase. Para a atual temporada, a WSL anunciou que os vencedores das categorias masculina e feminina receberão, além da premiação oficial em dinheiro da etapa, um veículo avaliado em R$ 342 mil. Com a soma dos valores, o campeão e a campeã poderão acumular uma recompensa próxima de R$ 750 mil. Este montante estabelece um novo marco, tornando-se a maior premiação individual já oferecida em uma etapa do Circuito Mundial disputada em território brasileiro. A premiação histórica, no entanto, é mais um capítulo de um lugar carregado de tradição quando o assunto é surfe brasileiro. Muita história em Saquarema A vocação de Saquarema para o esporte começou a ser forjada no início da década de 1970. Na época, surfistas que desbravavam o litoral fluminense encontraram na então pacata vila de pescadores de Itaúna um cenário de ondas perfeitas e potentes. Durante alguns anos, as ondas do lugar permaneceram um segredo bem guardado entre surfistas

    Palco da etapa brasileira da elite mundial, Saquarema reúne tradição, ondas icônicas, torcida única e uma premiação inédita, que pode render quase R$ 750 mil aos campeões.

    São 28 anos na missão de dar suporte para que os fissurados em ondas estejam no lugar certo, na hora certa. Indicando o caminho, presente no dia a dia dos surfistas brasileiros, o logo da Waves tornou-se reconhecido nacionalmente, e também em âmbito internacional. Bastava ser identificado para que se soubesse que se tratava de conteúdo surfe com a mais alta credibilidade. Neste sentido, tornou-se um ícone, daqueles atrelados para sempre a um significado de compreensão imediata. Mas nem por isso imune à evolução. Foi respeitando a força já consolidada, mas buscando dar mais significado ainda às suas formas, que o recém-assumido líder criativo da plataforma Waves, Felipe Garone, se debruçou sobre o logo. O desafio consistia em tentar melhorar o que já era ótimo, com muita humildade. “Precisávamos respeitar todo um legado construído ao longo de 28 anos. A Waves sempre foi uma marca que pautou cultura, então o rebranding precisava ser sutil, sem perder conexão. Trouxemos fluidez ao logo: o W e as letras, antes muito blocadas, agora respeitam esse movimento, essa fluidez. Atualizamos as cores e deixamos a marca condizente com os tempos atuais. O logo flui, o logo surfa”, observa Felipe Garone. É verdade, como uma ondulação chegando, o novo logo da Waves convida ao surfe. A que o observador deslize por suas formas agora mais arredondadas, lembrando o movimento de sobe e desce do meio líquido que tanto prazer proporciona aos surfistas. É como se a misteriosa energia que cruza oceanos para dar tanto prazer aos surfistas, pudesse agora ser visualizada também no logo.  Para deixar ainda mais claro, Felipe Garone preparou o vídeo acima, no qual divide com os usuários da Waves como esse processo criativo ocorreu. O novo logo integra o conjunto de transformações apresentadas pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Pegue essa onda e drope o novo logo da Waves.

    Elemento chave do novo projeto gráfico da plataforma, o icônico logo da Waves ganha forma de ondulação.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, desde a era dos nomes falsos e placas pichadas ao campo de treino que ajudou a moldar Gabriel Medina, passando pelo trágico acidente de Taiu Bueno. Toda onda tem uma história. Algumas são escritas em campeonatos, outras em imagens que atravessam décadas. Algumas nascem de momentos de glória, outras carregam marcas deixadas por tragédias que o tempo jamais apaga. Poucas ondas brasileiras reúnem tantos capítulos quanto a Paúba. Ela pertence a uma categoria especial de lugares que habitam conversas de estacionamento, capas de revista, vídeos compartilhados entre amigos e sessões imaginadas durante anos. Há lugares que, mesmo sem terem sido vistos de perto, já ocupam um espaço especial dentro de quem sonha com ondas. Para muitos brasileiros, Paúba é um desses lugares. Escondida entre o mar e a serra no litoral norte paulista, a pequena praia construiu uma reputação capaz de atravessar gerações. Seus tubos pesados, a bancada rasa e as condições frequentemente desafiadoras transformaram o pico em um dos lugares mais respeitados e temidos do surfe nacional. Foi ali que Gabriel Medina desenvolveu parte importante da técnica que o ajudaria a conquistar três títulos mundiais e enfrentar alguns dos tubos mais perigosos do planeta. Foi ali também que o big rider Taiu Bueno sofreu o acidente que mudaria sua vida para sempre. Por trás da fama da Paúba existe uma coleção de histórias. Histórias de pescadores e caiçaras. De fotógrafos, bodyboarders e surfistas. De amizades construídas dentro e fora d’água. De dias perfeitos e acidentes que marcaram profundamente a memória do surfe brasileiro. Durante muitos anos, a localização da Paúba foi protegida como um segredo. Revistas utilizavam nomes falsos para não entregar o pico. Placas eram pichadas para confundir visitantes. Quem encontrava aqueles tubos preferia mantê-los longe dos holofotes. Agora, chegou a hora de contar essa história. Paúba foi escolhida para inaugurar O Pico, nova série documental da Waves criada para explorar algumas das ondas mais emblemáticas do Brasil através das pessoas que ajudaram a construir suas identidades. A série integra o conjunto de novos produtos apresentados pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Para contar essa trajetória, a equipe reuniu personagens que viveram diferentes momentos da evolução do pico. Gente que testemunhou a transformação de uma praia quase desconhecida em um dos lugares mais respeitados do surfe nacional. Gente que viu Gabriel Medina chegar ainda menino. Gente que ajudou a escrever capítulos que jamais apareceriam em rankings, resultados ou manchetes. Ao longo do episódio, personagens como Sebastian Rojas, Felipe Paúba, JP Costa, Ditinho, Lúcia Frigerio, Ian Gouveia, Caio Costa, Zecão Rennó e outros nomes que fazem parte da memória da praia ajudam a reconstruir essa trajetória através de relatos raramente registrados em um mesmo lugar. As gravações aconteceram durante um grande swell que atingiu a região no início de maio. Com apoio da previsão do Waves Pro, a equipe mobilizou cinegrafistas locais e registrou um dos maiores dias do ano na Paúba até então. As ondas apareceram exatamente como gostam de se apresentar por lá: agressivas, imprevisíveis, desafiadoras, porém lindas e mágicas ao mesmo tempo. O resultado é um mergulho em uma história que fala de muito mais do que surfe. Fala sobre pertencimento, comunidade e coragem, porque a verdadeira história de uma onda raramente está apenas dentro d’água. Ela vive nas pessoas que cresceram ao seu redor. Nas amizades construídas ao longo dos anos. Nos medos superados. Nas vacas inesquecíveis. Nos tubos que ninguém viu. E nas histórias contadas depois que o mar acalma. Pegar um tubo na Paúba faz parte do imaginário de gerações de surfistas brasileiros, mas para entender de verdade por que esse pequeno trecho de areia exerce tamanho fascínio, é preciso conhecer as histórias que quebram junto com suas ondas. Aperte o play e descubra por que Paúba não é para qualquer um.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, dos tempos de segredo e nomes falsos ao pico que ajudou a formar Gabriel Medina e marcou para sempre a vida de Taiu Bueno.

    Feliz. Esse é o melhor adjetivo para descrever o momento que John John Florence vive. Quando ele deixou o Circuito Mundial, logo após conquistar seu terceiro título mundial, escolheu um novo rumo para sua carreira, sem garantia nenhuma de que a difícil decisão iria dar certo. Mas deu, e muito.  É justamente sobre exemplos e escolhas que girou boa parte da descontraída conversa do havaiano com o jornalista Adrian Kojin, que pode ser conferida no primeiro episódio do Wavescast. O podcast, que está sendo lançado pela maior plataforma surfe do Brasil como um dos produtos em destaque na sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso), chega para oferecer aos usuários da Waves o que pensam os maiores nomes do surfe mundial. Ter John John estrelando o primeiro episódio foi sem dúvida um privilégio. Escutar John John explicando que não foram os títulos mundiais de Tom Curren o que mais o marcou na trajetória do lendário californiano, mas sim sua coragem de escolher caminhos diferenciados do que se esperava dele, é revelador. “Eu admirava que ele conseguia fazer o que parecia certo para ele, sem estar preso a uma coisa ou outra”, diz ele ao reverenciar Curren como sua maior influência. Tem também John John celebrando seus outros dois grandes ídolos no surfe. Sobre Kelly Slater, ele se declara impressionado com sua capacidade de continuar performando num nível tão alto, “é incrível que ele consiga, na idade dele, ainda surfar do jeito que surfa”. Quanto ao que sentia ao testemunhar Andy Irons em ação, ele destaca a originalidade nas linhas traçadas, que o deixavam com a “sensação de que ele era imprevisível no que ia fazer na onda”.  No que diz respeito aos surfistas brasileiros no Tour, John John é só elogios. Para ele, a tempestade brasileira continua forte e a chance de mais um título mundial verde amarelo é grande. Sobre sua disputa particular com Gabriel Medina, para ver quem chega ao quarto título mundial antes – que deixou de acontecer esse ano quando ele resolveu partir para outra volta ao mundo velejando com a família – John disse sorrindo que “teria sido muito divertido, Gabriel tem sido um dos melhores. Ele me faz focar de verdade”. São 45 minutos de papo rolando solto e os assuntos são muitos. Dos perigos de surfar sozinho em lugares isolados, ao desejo de avistar o Cristo Redentor do deck de seu catamarã, John John demonstra sempre uma grande satisfação com o estilo de vida que optou em seguir. Ele conta que tem saudades do Tour, mas que não troca nada pelas experiências pelas quais tem passado ao lado da sua mulher e filho de dois anos de idade. Liberdade acima de tudo. Vale muito conferir.

    Estreia do Wavescast traz o tricampeão mundial John John Florence direto do seu veleiro enquanto navega pelo Pacífico, falando de Tom Curren, Kelly Slater, Andy Irons, Gabriel Medina e muito mais.

    Tentar explicar a sensação de surfar para quem não pega onda é uma tarefa complicada. Não sem razão uma das frases mais clássicas de nosso universo tão particular é aquela que diz que “Só um surfista conhece o sentimento”. Desde sempre foi uma das favoritas entre a equipe que faz a Waves. Mas, não faz muito tempo, alguém trouxe outra frase genial escutada para uma reunião de pauta, uma descrição tão apurada do nosso comportamento que ficamos absolutamente fascinados com sua sutileza e precisão: “Nós gastamos anos perseguindo segundos”. Tempo é o bem mais valioso que um ser humano pode ter. Se ele ou ela for um surfista, multiplique por muitas vezes esse valor. Surfistas precisam gastar muito tempo para poder sentir aquela sensação que dura uns poucos, ínfimos e efêmeros, segundos.  Mas é aí que reside o verdadeiro milagre do surfe. Na capacidade que a interação entre homem, prancha e ondas possui de alterar a percepção do tempo. Shaun Tomson, o sul-africano campeão mundial em 1977, considerado um dos maiores embaixadores que o surfe já teve, segue, aos 70 anos de idade, brilhando os olhos ao explicar que “o tempo se expande dentro do tubo”. Enquanto Gerry Lopez, eterno rei de Pipeline, que ainda entuba fundo e com muito estilo, celebra o efeito câmera lenta. “Quanto mais rápido eu deslizo, mais lentamente as coisas parecem acontecer.” Hoje a plataforma Waves pega uma nova onda, em disparada ao futuro, mas sem nunca deixar de reverenciar a essência do surfe. Todo surfista sonha com a onda perfeita, é onde ele quer estar. Por 28 anos esse foi o compromisso da Waves com seus usuários. Agora mais do que nunca. Quando a onda digital despontou no horizonte do surfe, a Waves remou forte e se tornou o primeiro veículo especializado no Brasil a botar pra baixo. Muitas séries vieram depois, e nunca amarelamos.  Mas chegou um momento em que percebemos que o lipe estava ameaçando correr mais veloz do que nossa capacidade de aceleração. Hora de reavaliar o posicionamento, se certificar de que as ferramentas utilizadas estão em sintonia com o desafio à frente e buscar entender ainda mais como podemos ser úteis a quem busca nossos serviços. É isso mesmo, a vocação da Waves é a de servir a comunidade do surfe. Informando, inspirando, indicando quando e onde as melhores ondas estarão acontecendo. Economizando tempo, para garantir mais segundos de onda. Na nossa prioridade é o usuário quem manda, e nesse novo momento estamos abrindo canais para que essa interação aconteça da forma mais eficiente possível.  Atualizamos o visual do site, facilitando a maneira como os surfistas interagem com a previsão, que foi expandida para 16 dias no Waves Pro. Vamos seguir publicando matérias com nossa reconhecida credibilidade, mas buscando ainda mais profundidade. Preservar e fomentar a rica cultura do surfe é um dever nosso, como principal veículo de mídia surfe na América Latina. Nesses tempos velozes, nosso Instagram receberá uma atenção ainda mais apurada, para divulgar o que de mais relevante está acontecendo no universo surfe. Ao mesmo tempo em que destacamos as frases, imagens, tópicos mais significativos de nossa produção editorial.  Nesse sentido, a TV Waves, nosso canal no YouTube, está sendo reinaugurada. Já estão disponíveis o primeiro episódio de “O Pico” e do Wavescast. Teremos muito mais conteúdo preenchendo a grade. Para começar, fomos à praia da Paúba retratar um dia de ondas grandes no campo de treino do tricampeão mundial Gabriel Medina e aproveitamos para contar a história de uma onda na qual tragédia e glória estão próximas demais uma da outra.  No nosso programa de entrevistas, o havaiano tricampeão mundial, John John Florence, responde do meio do Oceano Pacífico às perguntas feitas por Adrian Kojin, que quis entender o que o levou a abandonar as competições para viver com a família a bordo de um catamarã, cruzando os mares do planeta. Estamos apenas no início dessa nova onda que decidimos dropar com toda nossa energia. Muita coisa bacana está sendo programada para que a plataforma Waves se torne cada vez mais o centro em torno do qual gravita uma comunidade de surfistas, que tem as ondas como prioridade em suas vidas. Cada segundo surfado possui um valor enorme. E nós queremos que esses segundos virem minutos, horas, dias, uma vida dentro d’água. Sabemos que isso é impossível, mas nós gostamos de sonhar. Fica o convite para você sonhar com a gente.  NO LUGAR CERTO NA HORA CERTA É ONDE TODO SURFISTA SONHA EM ESTAR A FELICIDADE VEM EM ONDAS E NÓS SABEMOS ONDE E QUANDO

    Em nova fase e com visual remodelado, Waves evolui plataforma, expande seus produtos e reafirma o compromisso de quase três décadas: garantir que os surfistas estejam no lugar certo, na hora certa.

    A quinta etapa do Championship Tour da WSL chegou ao seu dia de encerramento neste sábado (13), nas ondas de Punta Roca, La Libertad, em El Salvador. Após uma breve pausa, o evento retornou com as quartas de final em um mar de boa formação, com ondas com pouco mais de um metro nas séries. O sábado em El Salvador terminou com um resultado histórico para o surfe europeu: Leonardo Fioravanti superou Italo Ferreira e se tornou o primeiro italiano a conquistar um título na elite mundial da WSL. Coroando uma campanha impecável, Fioravanti encerrou a competição sendo dono de três das cinco maiores notas de toda a etapa (9.00, 8.50 e 8.33). Apesar do vice-campeonato, Italo Ferreira deu mais uma prova de sua impressionante resiliência. Apenas dois dias antes do início da janela em Punta Roca, o potiguar sofreu um acidente no mar: foi atingido pela prancha de outro surfista durante uma sessão livre e precisou levar oito pontos no joelho direito. Mesmo assim, competiu em alto nível até o último dia. A grande decisão começou com Fioravanti ditando o ritmo ao abrir a bateria com um high score de 8.33. Italo tentou responder de imediato, mas a onda não ofereceu potencial e rendeu apenas 3.60. Consistente, o italiano logo somou um 6.17, abrindo uma vantagem confortável de 14.50 contra 5.33 do brasileiro. A oito minutos do fim, Italo incendiou a disputa. O potiguar encontrou uma excelente rampa, executou um aéreo perfeito e arrancou um 7.50 dos juízes. No entanto, Fioravanti não deu margem para a virada e, na sequência, cravou um 7.00 para selar o placar. Com 15.33 contra 10.90 do brasileiro, Leonardo saiu da água extasiado para celebrar a conquista inédita para a Itália. Com o resultado em El Salvador, Italo Ferreira garante a manutenção da cobiçada lycra amarela, seguindo na liderança do ranking mundial. Já o campeão Fioravanti dá um salto importante e assume a terceira colocação na corrida pelo título. Na final feminina, a pentacampeã mundial Carissa Moore (HAV) protagonizou uma final eletrizante contra a australiana Tyler Wright e conquistou seu segundo título consecutivo na temporada. Embalada pela vitória recente na etapa de Raglan, na Nova Zelândia, a havaiana mostrou frieza de campeã: encontrou a onda que precisava a menos de cinco minutos do fim e arrancou uma virada espetacular sobre a adversária. A bateria começou morna, com ambas as surfistas arriscando em ondas sem muito potencial. O ritmo mudou quando Carissa anotou um 5.50 em sua segunda tentativa. Tyler respondeu à altura, encaixando boas manobras para arrancar um 7.67. A havaiana não se intimidou e, logo em seguida, cravou a maior nota do confronto: um excelente 8.33. A seis minutos do fim, a australiana voltou a assumir a liderança ao marcar um 6.17. No entanto, mostrando toda a sua experiência, Carissa aproveitou os instantes finais para surfar uma onda decisiva de 6.77. Com a virada no apagar das luzes, a pentacampeã fechou o somatório em 15.10 contra 13.84 de Wright, garantindo a taça. Semifinais O clássico brasileiro entre Italo Ferreira e Gabriel Medina marcou as semifinais. Em uma bateria extremamente acirrada, o potiguar levou a melhor sobre o tricampeão mundial e, com o resultado, garantiu a manutenção da liderança do ranking. A disputa começou quente, com Medina abrindo com uma onda consistente. Combinando batidas e rasgadas, ele arrancou um 7.67 dos juízes. Italo respondeu à altura: encaixou bem na bancada, distribuiu manobras fortes e anotou 7.17. Na sequência, o potiguar arriscou um aéreo em uma nova onda e, mesmo sem completar a aterrissagem com perfeição, conseguiu os pontos necessários para assumir a liderança provisória da bateria. Sem se abalar, Gabriel surfou uma onda bastante técnica, rendendo um 5.67 e devolvendo-lhe a primeira posição. O clímax ficou para os seis minutos finais, quando ambos foram para o tudo ou nada em busca de notas maiores. Italo achou uma excelente onda, cravou 7.53 e virou o placar, somando 14.70. Medina lutou até o fim e ainda elevou seu somatório para 14.17, mas o tempo se esgotou, selando a classificação de Italo que, com o resultado, garantiu a lycra amarela (caso Medina vencesse o campeonato, ele assumiria a primeira posição do ranking). Na outra semifinal masculina em Punta Roca, Leonardo Fioravanti superou Kanoa Igarashi. O surfista japonês liderou boa parte da bateria, mas o italiano manteve o surfe sólido apresentado ao longo de todo o evento. Com uma reação decisiva nos minutos finais, Fioravanti alcançou o somatório de 12.00 e garantiu sua vaga na decisão. Abrindo as semifinais femininas, as havaianas Gabriela Bryan e Carissa Moore caíram na água para um duelo de alto nível. Gabriela começou melhor, anotando 6.50 e somando um 4.83 de backup. No entanto, Carissa Moore usou sua experiência para reverter o cenário: encontrou uma onda excelente, arrancou um 8.17 dos juízes e assegurou a classificação. Na segunda bateria feminina, as australianas Tyler Wright e Molly Picklum disputaram a última vaga para a grande final. Tyler assumiu a liderança logo no início com um expressivo 7.17. Molly chegou a assustar ao surfar a melhor onda do confronto, que lhe rendeu um 7.33, mas Tyler respondeu com um 6.73, fechou a conta e carimbou seu passaporte para a decisão. Quartas de final Dois brasileiros entraram na água neste sábado para as disputas das quartas de final: Italo Ferreira e Gabriel Medina. Italo protagonizou um verdadeiro duelo olímpico contra o taitiano Kauli Vaast, atual campeão de Paris 2024. O brasileiro levou a melhor e avançou à semifinal com um placar de 10.67 contra 8.33. O confronto foi marcado pelo equilíbrio na metade da bateria, quando ambos surfaram ondas parecidas e executaram manobras semelhantes. No entanto, a execução de Italo foi superior, rendendo-lhe um 6.50 contra um 5.00 de Kauli, o que o colocou na liderança. A dez minutos do fim, o potiguar trocou sua segunda nota por um 4.17, enquanto o taitiano somou apenas 3.33. A bateria chegou ao fim com Kauli precisando de um 5.67 para a virada, mas sem sucesso. Já Gabriel Medina teve um

    Italiano Leonardo Fioravanti e havaiana Carissa Moore faturam etapa de El Salvador no Circuito Mundial. Italo Ferreira é vice e mantém liderança do ranking.