Pro Sunset Beach

Três brasileiros nas quartas

Autor dos dois maiores somatório do Pro Sunset Beach, João Chianca está classificado para as quartas de final. Filipe Toledo e Caio Ibelli também estão na fase e duelam por uma vaga na semi.
Pro Sunset Beach 2023, North Shore de Oahu, Havaí

A quinta-feira (16) teve muita onda no Havaí, muitas baterias e show de João Chianca. O palco do Pro Sunset Beach bombou séries de 2,5 metros, foram realizadas 24 baterias e o brasileiro venceu duas disputas marcando os dois maiores somatórios da etapa até o momento. João estão nas quartas, assim como Filipe Toledo e Caio Ibelli, que se enfrentam na luta por um lugar nas semis.

Clique aqui para ver as fotos
Clique aqui para ver o vídeo

João começou a dar show no Pro Sunset Beach na 14ª bateria da terceira fase. Ele encarou Yago Dora e venceu com duas notas no critério excelente. O somatório de 16,67 pontos passou a ser o maior da etapa até aquele momento.

Yago estava melhor até a segunda metade do confronto, quando João começou a dar espetáculo. Aos 23 minutos, João fez três rasgadas para anotar 7,00 pontos. Ele foi para o primeiro lugar, porém logo depois Yago executou uma rasgada e uma pancada, marcou 5,90 e reassumiu a liderança.

Mas rapidamente João voltou para a primeira posição e abriu larga vantagem no placar. Quando restavam 13 minutos, ele rasgou, botou pra dentro e executou outra curva na saída. A nota foi 8,17 pontos. Na sequência ele surfou outro canudo na direita, colocou mais 8,50 no somatório, e deixou o adversário na necessidade de 16,67 para avançar. Yago ainda fez uma tentativa, mas não trocou de nota e se despediu da competição.


João x Italo – João competiu contra outro brasileiro nas oitavas de final. A bateria entre ele e Italo Ferreira foi a penúltima da fase. João largou com a nota 4,87 pontos, aos quatro minutos, depois de executar duas rasgadas. Italo marcou 3,83, e aos 17 minutos, em sua terceira atuação no duelo, fez três manobras para anotar 6,83. O campeão mundial de 2019 colocou mais 5,33 no somatório e deixou João na necessidade de 7,49 para vencer.

Logo após a metade do confronto de 40 minutos, João fez duas curvas fortes, além de uma pancada, e assumiu a liderança com 8,43 pontos. Italo passou a precisar de 6,28 para avançar na competição.

Italo passou por dentro de Sunset quando restavam 12 minutos para o fim, porém a nota 5,00 pontos não alterou o placar. João voltou a atuar cinco minutos depois, e voltou a cravar a borda da prancha em curvas rápidas e com pressão. Ele recebeu 8,40 e Italo passou a necessitar de uma nota máxima para vencer.

Nenhum dos dois conseguiu alterar o placar nos minutos finais, mas João ainda marcou e descartou 7,87 e 6,03 pontos, notas que seriam suficientes pra vencer 14 das 24 baterias já realizadas no dia. A vitória sobre Italo foi com 16,83 de somatório, o maior da etapa. O próximo adversário dele é o sul-africano Matthew McGillivray.

“Toda noite, eu vou dormir pensando no que pode acontecer no próximo dia, na próxima bateria, com tanta coisa que pode acontecer e hoje fui abençoado por duas baterias excelentes”, disse um emocionado João Chianca. “Hoje foi praticamente o melhor dia competitivo da minha vida. Correu tudo muito bem, as ondas estavam bombando e eu consegui surfar bem as duas baterias, contra caras que me inspiram e sempre assisti eles competindo. Tanto o Yago (Dora), que é um grande amigo meu, como o Italo (Ferreira), que é uma grande inspiração para mim. Eu estava muito emocionado lá dentro e estou apenas tentando conter esse sentimento, sabendo que o trabalho ainda não acabou”.


Filipe Toledo – Outro brazuca classificado para as quartas de final do Pro Sunset Beach é Filipe Toledo. O atual campeão mundial passou pelo havaiano Eli Hanneman na terceira fase, e pelo havaiano Seth Moniz nas oitavas.

Filipinho teve melhor escolha de ondas na oitava bateria do Round 3, fez as curvas alongadas e com força, e avançou. Apenas três ondas foram surfadas nos 20 minutos iniciais da disputa. Isso porque a outra bateria que estava na água tinha a prioridade, e os surfistas estavam ativos, pegando as melhores direitas que apareciam. Das três surfadas, a melhor foi a do brasileiro. Filipinho fez duas curvas alongadas e com pressão, além de uma batida na parte final da onda, e anotou 6,17 pontos. O Eli Hanneman botou pra dentro duas vezes, mas as ondas balançaram e ele não saiu dos tubos.

A disputa seguiu morna, mesmo nos 20 minutos finais, quando a bateria entre Filipe e Eli tinha a prioridade. Quando restavam oito minutos para o fim, o brasileiro entrou numa direita intermediária. Ele fez duas rasgadas e um cutback. A performance valeu 4,33 pontos e Filipe aumentou a diferença para o adversário de 7,01 para 8,77. O brazuca voltou a atuar sem a prioridade, marcou 5,00 e confirmou a vitória. Eli ainda surfou uma direita, mas novamente não fez boa escolha e se despediu do evento na 17ª posição.


Filipe x Seth – Nas oitavas a disputa foi contra Seth Moniz. Eles fizeram uma bateria parelha. Os surfistas abriram o duelo com atuações de uma manobra. O brasileiro marcou 5,03 e o havaiano anotou 4,00 pontos. Filipe subiu o nível da disputa aos 11 minutos. Ele fez duas rasgadas na borda, em partes críticas das direita, invertendo totalmente a direção da prancha. A performance valeu 6,83. Seth tentou se recuperar com 5,17, mas ainda precisava de 6,70.

Filipe segurou a prioridade durante uns minutos, mas fez o uso dela numa onda ruim, quando restavam seis. Depois surfou outra direita que não rendeu boas oportunidades. O havaiano entrou em ação quase no minuto final, mas errou a primeira manobra e foi eliminado da etapa.


Caio Ibelli – O adversário de Filipe nas quartas é Caio Ibelli. A história de Caio nesta quinta-feira começou na 12ª bateria do Round 3, quando ele encarou Ryan Callinan. Os atletas não encontraram ondas com potencial de notas altas, e o australiano chegou na metade do duelo na frente, com as notas 4,00 e 3,07 pontos. Quando restavam 14 minutos, Ryan fez boas curvas e marcou 6,17. O brasileiro tinha duas notas na casa dos três pontos, e precisava de 6,30 pra vencer.

Quando faltavam 11 minutos, Caio executou uma rasgada muito forte, invertendo a direção da prancha com pressão e velocidade, e linkou com uma batida. A nota 8,17 pontos colocou o brazuca na liderança. Ryan passou a correr atrás de 5,88.

O australiano não conseguiu melhorar sua pontuação, mas Caio sim. Restavam quatro minutos quando o brasileiro bateu de forma vertical, e partiu para a junção espumada para anotar 6,17 pontos. O aussie ficou com pouco tempo pra reagir, e acabou eliminado na necessidade da nota 8,17.


Caio x Miguel – Caio avançou para as oitavas de final e enfrentou Miguel Pupo no sexto confronto da fase. O duelo estava parelho, com Miguel na frente tendo duas notas na casa dos quatro pontos (4,40 e 4,00). Caio deu o troco aos 26 minutos. Ele surfou um tubo, e na saída fez uma rasgada longa numa parte mais cheia da onda. A nota chegou no critério excelente, 8,00 pontos, e deixou Miguel na necessidade de 7,21 para reverter o resultado.

Caio depois fez algumas curvas e ampliou a diferença com mais 4,27 pontos. Na sequência, quando restavam dez minutos, Miguel atacou a direita duas vezes e marcou 6,00 pontos, diminuindo a diferença, porém Caio surfou outro canudo. A performance valeu outra nota no critério excelente, 8,33. Miguel passou a necessitar de duas ondas para reverter o resultado, não conseguiu e se despediu da etapa em nono lugar.


Outras baixas brazucas – O Brasil começou o dia com o time completo. Todos os nove homens que defendem nosso país estavam classificados para o Round 3. Mas, além de Miguel, Italo e Yago, outros três se despediram do Pro Sunset Beach.

O primeiro foi Samuel Pupo. O brasileiro cometeu interferência na segunda bateria do Round 3 masculino, e virou presa fácil para o italiano Leonardo Fioravanti.

Leo ficou ativo no início da bateria, porém não conseguiu notas consistentes. Já Samuel só atuou aos 14 minutos, e cometeu um erro grave. A prioridade naquele momento era dos integrantes da outra disputa, e o brasileiro foi na direita junto do australiano Jack Robinson. Com isso ele foi penalizado e passou a contar com apenas uma nota no somatório.

O brasileiro seguiu com a estratégia de esperar por ondas boas, mas não conseguiu nada de destaque ao longo de todo o duelo. A bateria chegou perto do final com Leo tendo duas notas na casa dos três pontos (3,60 e 3,33). Samuel precisava de 6,93 pontos para vencer.

Uma série apareceu no minuto final. Samuel, que tinha a prioridade, deixou a primeira passar, e Leo surfou, aumentando a diferença com a nota 4,43 pontos. O brasileiro pegou a direita seguinte, porém ela fechou e ele se despediu do Pro Sunset Beach com a 17ª posição.

Michael Rodrigues perdeu na sequência. Ele competiu contra Italo Ferreira na terceira fase. Italo abriu com 6,00 pontos. O surfista remou numa direita, a prancha ficou um pouco presa no lip, mas ele botou pra baixo. O campeão mundial de 2019 fez um drop aéreo, com a prancha quase saindo debaixo dos seus pés. Depois ele botou no trilho de Sunset e passou por dentro do tubo sem as mãos na borda.

Italo colocou mais 5,33 pontos no somatório aos dez minutos. A atuação teve batida e rasgada. Michael tentou reagir um minuto depois. A primeira onda dele no duelo teve duas rasgadas e valeu 3,50. Naquele momento ele necessitava de 7,83 para vencer. Logo depois Michael rasgou, bateu e fez outra curva para diminuir a diferença com a nota 5,90. Mas Italo voltou a trocar de nota, com rasgada e pancada que valeram 6,17.

Michael entrou nos últimos dez minutos na necessidade de 6,27 pontos para chegar nas oitavas de final. Ele ainda fez uma tentativa, porém não chegou perto na nota que precisava.

Medina em nono – Gabriel Medina passou pela terceira fase, mas caiu nas oitavas. Ele e Rio Waida se enfrentaram na sétima bateria. Os dois ficaram ativos na primeira metade do duelo, e o brasileiro marcou uma nota no critério excelente nos minutos iniciais do confronto.

Após um início ruim dos dois, o tricampeão mundial achou uma boa direita aos seis minutos. O surfista botou pra dentro de um tubo largo, andou lá dentro e saiu seco para anotar 8,17 pontos.

Os dois seguiram ativos. Rio começou a encontrar paredes abertas e a fazer grandes curvas. Foi assim que ele marcou as notas 5,33 e 4,00 pontos. O indonésio chegou na metade do confronto de 40 minutos na necessidade de 5,52. Medina tentava trocar a nota 2,67 para aumentar a diferença no placar.

Os dois continuaram surfando, mas não trocavam as notas. Medina só conseguiu melhorar seu somatório quando restavam 12 minutos. Ele, que não tinha a prioridade, pegou uma direita intermediária, fez duas rasgadas expressivas, além de uma batida. O brasileiro colocou mais 7,77 no placar e complicou de vez o caminho do indonésio, que passou a necessitar de 15,94 para vencer.

Rio ficou com dez minutos para bater o brasileiro, que naquela altura era o dono do maior somatório de todo o evento. O indonésio sentou no pico, mas não achou nenhuma direita que pudesse melhorar sua situação no confronto. Rio terminou em 17º lugar no Pro Sunset Beach. Medina avançou para as oitavas de final.


Medina cai para Griffin – O tricampeão mundial caiu para o norte-americano Griffin Colapinto, autor de uma nota no critério excelente, marcada com três manobras contundentes.

Medina ficou muito ativo na quarta bateria das oitavas, mas a primeira nota mais valiosa foi marcada só após os 20 minutos iniciais. O brasileiro bateu forte e linkou com outra pancada, porém caiu. Ele recebeu 5,53 pontos. Pouco antes Griffin tinha surfado sua segunda onda. Ele fez duas rasgadas e anotou 4,50.

A diferença entre os dois no placar era pequena, e Griffin tentou os 2,27 pontos que precisava para assumir a liderança. Ele marcou 5,10 e foi para o primeiro lugar. Mas Gabriel, quando restavam 12 minutos, executou duas batidas retas e fortes, marcou 5,77 e voltou para a primeira posição. O norte-americano passou a necessitar de 6,00 pontos para vencer.

Griffin subiu o nível quando faltavam nove minutos. Ele fez uma rasgada e depois agrediu o lip duas vezes impondo muita força numa onda da série. Medina tentou dar uma resposta logo depois, mas caiu na segunda manobra. O norte-americano marcou 8,83 pontos e deixou o brasileiro na necessidade de 8,17 para chegar nas quartas de final.

Medina ainda fez alguns tentativas, mas não alterou seu somatório e se despediu da etapa em nono lugar.

Líder segue vivo – Jack Robinson segue vivo no Pro Sunset Beach. O australiano, líder do ranking, competiu na primeira bateria da quinta-feira e passou fácil pelo costa-riquenho Carlos Muñoz.

O aussie marcou 5,33 pontos logo no início, após soltar as manobras. Mas ele aumentou o nível ao longo da disputa. Aos 17 minutos, Jack rasgou com força, bateu reto e voltou da manobra voando em direção à base. Na sequência o australiano acertou outra pancada. A atuação valeu 7,67 pontos. Carlos Muñoz não estava conectado com o pico havaiano, e já precisava de mais de dez pontos para vencer.

Jack voltou a trocar de nota (6,50), e perto do final marcou 7,83 pontos após surfar dois tubos na mesma direita. Muñoz ainda teve tempo de marcar 6,93 pontos, mas perdeu precisando de uma nota excelente.


Reedição da final do Pro Pipeline – A fase dos 16 melhores do Pro Sunset Beach começou com a reedição da final do Pro Pipeline. Jack Robinson e o italiano Leonardo Fioravanti voltaram a se enfrentar no CT 2023, e mais uma vez a vitória foi para a Austrália.

Jack marcou 8,00 pontos com uma direita da série. Ele rasgou, passou por dentro do canudo e fez mais uma curva com pressão. Na onda seguinte ele colocou mais 6,33 no placar. O italiano, que começou com 6,83 após soltar as manobras, marcou mais 7,00, porém ficou na necessidade de 7,34 pra vencer. No final da bateria ele segurou a prioridade, porém não teve oportunidade da virada e terminou a etapa em nono lugar.

John John eliminado – John John Florence está fora do Pro Sunset Beach. O havaiano bicampeão mundial passou por Ian Gentil na terceira fase, porém cometeu muitos erros nas oitavas de final, e perdeu para o norte-americano Nat Young.

Nat mais uma vez fez boa apresentação surfando de backside. Na melhor performance da bateria, o norte-americano marcou 7,60 pontos e deixou o havaiano na necessidade de 6,35. John John seguiu fora de sintonia com Sunset, quebrou a prancha em outra queda, e viu Nat aumentar a diferença no placar com 4,50. O surfista do North Shore de Oahu não conseguiu se recuperar no duelo e perdeu por 12,10 a 8,83 pontos.

Próxima chamada – A próxima chamada para o Pro Sunset Beach acontece nesta sexta-feira (17), às 14h45 (de Brasília). A previsão indica que o swell de Noroeste perdereá força, e que as ondas no pico havaiano devem quebrar com pouco mais de 1 metro. O vento esperado é o terral, que deve soprar com intensidade entre moderada e forte.

Pro Sunset Beach 2023
Round 3 Masculino

1 Jack Robinson (AUS) 15,50 x 10,43 Carlos Muñoz (CRI)

2 Leonardo Fioravanti (ITA) 8,03 x 0,77 Samuel Pupo (BRA)

3 John John Florence (HAV) 12,00 x 11,47 Ian Gentil (HAV)

4 Nat Young (EUA) 11,00 x 8,33 Callum Robson (AUS)

5 Ethan Ewing (AUS) 10,44 x 8,83 Keanu Asing (HAV)

6 Kelly Slater (EUA) 9,57 x 8,07 Jake Marshall (EUA)

7 Gabriel Medina (BRA) 15,94 x 9,33 Rio Waida (IDN)

8 Griffin Colapinto (EUA) 12,66 x 12,50 Liam O’Brien (AUS)

9 Filipe Toledo (BRA) 11,17 x 2,90 Eli Hanneman (HAV)

10 Seth Moniz (HAV) 12,06 x 9,13 Barron Mamiya (HAV)

11 Miguel Pupo (BRA) 11,23 x 9,27 Kolohe Andino (EUA)

12 Caio Ibelli (BRA) 14,34 x 10,34 Ryan Callinan (AUS)

13 Italo Ferreira (BRA) 12,17 x 9,40 Michael Rodrigues (BRA)

14 João Chianca (BRA) 16,67 x 11,23 Yago Dora (BRA)

15 Matthew McGillivray (AFR) 11,83 x 10,24 Jordy Smith (AFR)

16 Kanoa Iragashi (JAP) 15,07 x 15,00 Jackson Baker (AUS)

Oitavas de final

1 Jack Robinson (AUS) 14,33 x 13,83 Leonardo Fioravanti (ITA)

2 Nat Young (EUA) 12,10 x 8,83 John John Florence (HAV)

3 Ethan Ewing (AUS) 13,83 x 9,67 Kelly Slater (EUA)

4 Griffin Colapinto (EUA) 13,93 x 11,10 Gabriel Medina (BRA)

5 Filipe Toledo (BRA) 11,86 x 9,17 Seth Moniz (HAV)

6 Caio Ibelli (BRA) 16,33 x 10,77 Miguel Pupo (BRA)

7 João Chianca (BRA) 16,83 x 12,16 Italo Ferreira (BRA)

8 Matthew McGillivray (AFR) 15,17 x 14,84 Kanoa Igarashi (JAP)

Quartas de final

1 Jack Robinson (AUS) x Nat Young (EUA)

2 Ethan Ewing (AUS) x Griffin Colapinto (EUA)

3 Filipe Toledo (BRA) x Caio Ibelli (BRA)

4 João Chianca (BRA) x Matthew McGillivray (AFR)

Oitavas de final Femininas

1 Brisa Hennessy (CRI) x Sally Fitzgibbons (AUS)

2 Molly Picklum (AUS) x Isabella Nichols (AUS)

3 Stephanie Gilmore (AUS) x Zoe McDougall (HAV)

4 Tyler Wright (AUS) x Macy Callaghan (AUS)

5 Carissa Moore (HAV) x Luana Silva (BRA)

6 Lakey Peterson (EUA) x Gabriela Bryan (HAV)

7 Tatiana Weston-Webb (BRA) x Caitlin Simmers (EUA)

8 Bettylou Sakura Johnson (HAV) x Bettylou Sakura Johnson (HAV)

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.

    A Seleção Brasileira está convocada para o ISA World Surfing Games 2026. A Confederação Brasileira de Surf anunciou nesta segunda-feira (5) os seis atletas que representarão o país entre os dias 6 e 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru, na competição que abre o ciclo classificatório do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No masculino, o Brasil será representado por Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Os três são os brasileiros mais bem colocados no ranking do Championship Tour em 2026. Yago, atual campeão mundial, lidera a classificação; Italo ocupa a terceira posição; e Miguel chegou ao quarto lugar depois da vitória em Trestles. O time feminino terá Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Luana é a única brasileira no CT, enquanto Laura garantiu presença como campeã brasileira de 2025. Sophia Medina seria a representante vinda do Challenger Series, mas recusou a convocação, abrindo a vaga para Tainá, a próxima brasileira no ranking. Segundo a Confederação, os critérios de convocação priorizam os três melhores atletas brasileiros no ranking do CT da temporada. Caso as vagas não sejam preenchidas, passam a valer na sequência o Challenger Series, considerando o melhor brasileiro até a 40ª posição, bem como o ranking brasileiro de 2025. Vaga extra em Los Angeles Além das medalhas individuais em Punta Rocas, o ISA World Surfing Games terá peso direto na composição das equipes para os Jogos Olímpicos de 2028. O país campeão por equipes no masculino conquista uma vaga olímpica extra, assim como o campeão por equipes no feminino. A vaga pertence ao país, e não ao atleta que obtiver o resultado. Normalmente, cada nação poderá levar até dois surfistas por gênero aos Jogos, mas esse número pode chegar a três caso o país conquiste uma das vagas extras por equipes nos ISA World Surfing Games de 2026 ou 2027. O Brasil conhece bem esse caminho. Em Paris 2024, foi o único país a competir com o número máximo de atletas tanto no masculino quanto no feminino depois de vencer os títulos por equipes do ISA World Surfing Games 2024 nas duas categorias. As medalhas olímpicas do surfe em Los Angeles 2028 serão disputadas entre 15 e 23 de julho, em Lower Trestles, na Califórnia, palco onde Miguel Pupo venceu recentemente uma etapa do CT 2026. Seleção Brasileira MasculinoYago DoraItalo FerreiraMiguel Pupo FemininoLuana SilvaLaura RauppTainá Hinckel Como funciona a classificação para Los Angeles 2028 Para o Brasil, a classificação olímpica passa por diferentes caminhos, que seguem uma ordem de prioridade. O principal será o Championship Tour de 2028: o ranking considerado entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028 distribuirá oito vagas masculinas e oito femininas, com limite de um atleta por país em cada gênero. O segundo caminho será o ISA World Surfing Games 2028, que classificará outros sete homens e sete mulheres, novamente com apenas uma vaga por país em cada gênero. Na prática, por essas duas vias, um país poderá garantir até dois surfistas no masculino e dois no feminino: um pelo CT e outro pelo Mundial da ISA. É aí que os Mundiais de 2026 e 2027 ganham importância especial. O país campeão por equipes em cada gênero recebe uma vaga olímpica adicional, o que abre a possibilidade de chegar a Los Angeles com três atletas no masculino e/ou três no feminino. Essa vaga pertence ao país, e não ao surfista que conquistar o resultado. No caso brasileiro, caberá ao COB e à Confederação Brasileira de Surfe definir posteriormente quem ocupará a posição. Outro caminho para os brasileiros será os Jogos Pan-Americanos de 2027, também programados para Punta Rocas. Os campeões masculino e feminino garantem classificação para Los Angeles 2028, mas a vaga deixa de ser utilizada caso o atleta posteriormente se classifique por uma via considerada superior, como o CT ou o ISA World Surfing Games 2028. O sistema ainda prevê vagas por competições continentais, país-sede e universalidade. Entre elas estão os Jogos Asiáticos de 2026, vagas para África e Oceania pelo ISA Games 2027, o Campeonato Europeu de 2027 e vagas destinadas aos Estados Unidos como anfitriões, caso o limite máximo por país ainda não tenha sido preenchido.

    Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel representam o Brasil de 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, na abertura do ciclo olímpico para Los Angeles 2028.