Open Mexico

Mateus é destaque

Mateus Herdy faz terceiro maior somatório do dia e é o melhor brasileiro na estreia do Open México, a sétima etapa do circuito 2021 da elite.

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Mateus Herdy tem boa estreia no Open Mexico e garante vaga na terceira fase.

O Open Mexico começou nesta terça-feira (10) e o melhor brasileiro no dia foi Mateus Herdy. Convidado por um dos patrocinadores da competição, Mateus derrotou Italo Ferreira e Peterson Crisanto, com o terceiro maior somatório da primeira fase masculina (14.13).

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A sétima etapa do Circuito Mundial começou em ondas de meio a 1 metro, com séries maiores. Muitas enchiam e acabavam após a rápida seção inicial, enquanto outras ficavam lentas e na sequência reformavam novamente. Quem fez melhor leitura do mar e entrou em sintonia com a bancada de Barra de La Cruz conseguiu mais oportunidades.

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A quinta bateria do Open Mexico teve três surfistas brasileiros, dois deles que têm point break de direita no quintal de casa, parecidos com o pico sede da etapa, porém quem venceu é local de uma esquerda. Mateus Herdy, da Joaquina (SC), decolou alto em Barra de La Cruz e venceu a disputa, com Italo Ferreira, do Pontal de Baía Formosa (RN), em segundo lugar. Em terceiro ficou Peterson Crisanto, de Matinhos (PR), que caiu para a repescagem.

Os três surfistas marcaram notas acima dos 7 pontos. A maior foi conquistada pelo medalhista olímpico Italo Ferreira, que executou 12 manobras para anotar 7.43 pontos. A segunda maior foi de Mateus, que fez um surfe limpo e calmo, com direito a duas decolagens. A nota foi 7.33 pontos. Peterson Crisanto chegou bem perto dos dois com 7.30, conquistados com curvas fortes.

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Perto do fim, Peterson tomou a segunda posição de Mateus, porém o catarinense logo deu o troco e foi para primeiro. Italo caiu para a segunda posição. Peterson, que voltou para o terceiro lugar, tentou a virada nos segundos finais, mas conquistou 5.27 quando precisava de 6.64 pontos.

“Foi uma surpresa total. Eu estava aqui no México fazendo umas fotos para a Quiksilver, quando recebi o e-mail do Renato (Hickel) com o convite para o evento. Fiquei amarradão, porque eu já estava surfando aqui todos os dias”, disse Mateus, que também falou sobre a bateria: “Todo mundo no Tour surfa muito bem e essa bateria foi bem acirrada, com notas altas. Na verdade, o que me deixou mais tranquilo foi o fato de eu estar 100% saudável. Na última vez que participei de um CT, eu estava machucado e não consegui mostrar o meu melhor. Com tantos talentos no Tour, se você ficar com medo ou nervoso, vai ser um desafio extra. Então, só tentei surfar como eu faço diariamente”.

Filipe avança com facilidade – No duelo anterior, Filipe Toledo já havia estreado muito bem. Considerado por muitos como um dos candidatos ao título do Open Mexico, Filipe Toledo confirmou o favoritismo na estreia e venceu com certa facilidade. O brasileiro andou fácil e rápido no point break de Barra de La Cruz e garantiu vaga no round 3.

Contra o francês Jeremy Flores e o mexicano convidado para a etapa, Jhony Corzo, Filipe abriu a bateria logo no segundo minuto com um aéreo reverse, mostrando o fundo da prancha para a galera da praia. Depois ainda executou rasgadas e batidas para largar com 6.83 pontos.

Jeremy também mostrou vontade e conexão com Barra de La Cruz, e abriu com 6.00 pontos. O tempo passou e logo após a metade da bateria Filipinho aprontou mais uma vez. Numa direita pequena, o brasileiro soltou várias manobras, sempre com velocidade, cravando a borda na água e também tirando a rabeta por cima da onda em algumas batidas. Os 6.63 pontos deram larga vantagem pra ele que venceu com 13.46 de somatório.

O francês ainda achou outras direitas, colocou mais 5.33 no somatório e avançou com a segunda posição (11.33). Já o convidado Jhony Corzo até achou algumas ondas longas, mas não teve uma boa performance terminou em último lugar (6.87).

“É sempre muito bom estar no México. É um dos meus lugares preferidos para fazer uma surftrip, porque sempre tem muitas ondas boas em várias praias”, disse Filipe Toledo, que respondeu sobre as ondas de Barra de La Cruz. “A maré tem uma grande influência aqui. Na seca, tem um tubo que quebra por trás das pedras, mas independente da maré, a onda é muito boa. O vento está calmo e espero que as ondas aumentem nos próximos dias”.

Caio acelerado – Outro brasileiro que avançou surfando bem foi Caio Ibelli. Ele foi intenso, se encaixou nas direitas e abriu com 6.33 pontos. Na segunda onda voou alto, sem reverse, e aplicou uma série de manobras em sequência para colocar 7.17 no placar e ficar tranquilo na frente.

 

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O português Frederico Morais voltou a apresentar seu surfe base-lip com maestria e também fez uma bela bateria, mas faltou o “inovador e progressivo” para ter a chance de superar o brasileiro no confronto. Ele e Caio avançaram, enquanto Alex Ribeiro ficou em último e terá que encarar a repescagem.

Não faltou vontade para Alex. O brasileiro surfou nove ondas e chegou a conquistar 5.77 pontos, mas as outras ondas foram fracas ele não conseguiu colocar em risco a classificação dos adversários.

Medina sem brilho – Ao contrário de Caio, Medina não brilhou, e quem roubou a cena na sexta bateria foi Jack Robinson. O australiano voou, bateu forte e rasgou as direitas de Barra de La Cruz para vencer com boa vantagem. Sorte do brasileiro que o mexicano Diego Cadena não teve boa performance e ficou em terceiro lugar.

O convidado mexicano para a etapa começou com 4.17 pontos, e mostrou que poderia endurecer a briga contra os atletas da elite. No momento da disputa, as direitas com até 1 metro de altura estavam um pouco mais irregulares do que nos duelos anteriores, mas isso não foi empecilho para Jack.

O aussie foi melhorando a cada onda até colocar 7.50 pontos no somatório. Como já tinha 6.33, Jack ficou na frente com 13.83. Medina surfou dez ondas, e nas melhores fez 5.23 e 4.90 com boas e verticais batidas. O brasileiro precisava de 8.60 pontos para assumir a liderança e terminou o duelo na segunda posição. O mexicano não fez nada melhor do que na primeira apresentação e terminou o confronto em terceiro lugar.

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Miguel com ataque vertical – O dia terminou para os homens no Open Mexico com vitória brasileira. Único atleta de base goofy na 12ª bateria, Miguel Pupo fez um ataque vertical e superou o australiano Wade Carmichael (2º) e o havaiano Seth Moniz (3º). A bateria foi muito disputada, e nos segundos finais Seth quase virou pra cima de Wade, que também tentou a todo custo tomar a liderança do brazuca, mas não conseguiu.

“Tenho surfado muito aqui nos últimos dias, cada sessão de no mínimo 3 horas e só ontem (segunda-feira) tirei uma folga pra descansar antes do campeonato”, contou Miguel Pupo, que está em 14º lugar no ranking que garante os 20 primeiros para o CT de 2022. “Fiquei feliz de pegar umas ondas boas na bateria e conseguir uma sintonia com o mar. Está bem quente aqui, então procurei não usar muita força para remar e concentrei na respiração. Acho que funcionou e espero pegar mais ondas boas nas próximas baterias, até chegar na final”.

 

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Brasileiros na repescagem – Além de Peterson e Alex, outros quatro brasileiros também caíram para a repescagem. Jadson André não teve uma boa estreia no Open Mexico. O brasileiro tentou bastante, mas pegou poucas ondas com potencial de notas altas.

Único surfista de base goofy no segundo duelo, Jadson terminou em terceiro lugar (9.43). O norte-americano Griffin Colapinto (13.00) comandou as ações, fez boas curvas e venceu. O peruano Lucca Mesinas (11.73), convidado para a competição, também ficou encaixado em Barra de La Cruz e avançou em segundo lugar.

Deivid Silva começou a terceira disputa da prova com uma forte batida vertical, mas na segunda ficou um pouco preso e a onda morreu na sequência (3.50). Após o australiano Morgan Cibilic fazer fortes curvas e largar com 5.50 pontos, e o indonésio Rio Waida anotar 4.67, o brasileiro voltou a atacar a direita surfando de costas para a onda. Deivid executou duas batidas no início e mais à frente ainda apresentou uma rasgada e outra batida como manobras mais expressivas. A nota 4.77 o levou para a liderança.

Mas Rio foi pra frente com uma direita pequena, porém surfada com velocidade, além de reverse e aéreo ao longo da performance (5.03). O australiano, que estava em último com apenas uma onda surfada, voltou para a ação (4.50), assumiu o topo e empurrou o brasileiro para o terceiro lugar, de onde não saiu mais.

No oitavo confronto Yago Dora não teve muitas oportunidades. O brasileiro competiu contra os irmãos australianos Owen e Mikey Wright e surfou nove ondas. Nas duas melhores oportunidades que teve, Yago soltou manobras fortes, mas as direitas não deram chances para ele ser ainda mais contundente. As notas do brasileiro foram 5.93 e 4.83 pontos e ele terminou em terceiro lugar.

Yago Dora cai pra repescagem.

Mikey foi o mais criterioso, só pegou quatro ondas e uma delas valeu a maior nota do confronto, 6.83, que ajudou na vitória. Owen também chegou na casa dos seis pontos com manobras verticais e rasgadas (6.33) e avançou em segundo lugar. Na entrevista após a vitória, Mikey revelou que vai abandonar o circuito mundial.

Outro brazuca que está na repescagem é Adriano de Souza. O campeão mundial de 2015 ficou na frente durante grande parte da bateria, mas sofreu a virada dos adversários perto do fim. O francês Michel Bourez pulou pra frente quando marcou 7.67 pontos, e na sequência o australiano Ethan Ewing amassou uma direita com estilo fluidez e força, fez a maior nota do dia (8.83) e passou os dois no placar para vencer.

Próxima chamada para os homens – O Open Mexico segue em frente nesta terça-feira (10), agora com a primeira fase feminina. A próxima chamada para os homens está marcada para esta quarta-feira (11), às 9h15, para um possível início às 9h35 (de Brasília).

Previsão das ondas – De acordo com a previsão oficial do evento, feita pelo Surfline, as ondas vão ganhar tamanho e as séries podem chegar a 1,5 metro. O vento também deve soprar em direção melhor (terral) e são grandes as expectativas para as disputas.

Assista ao Open Mexico ao vivo aqui no Waves.

Open Mexico 2021

Round 1 Masculino

1 Kolohe Andino (EUA) 13.60, Kelly Slater (EUA) 11.00, Kanoa Igarashi (JPN) 10.77
2 Griffin Colapinto (EUA) 13.00, Lucca Mesinas (PER) 11.73, Jadson André (BRA) 9.43
3 Morgan Cibilic (AUS) 10.00, Rio Waida (IDN) 9.70, Deivid Silva (BRA) 8.27
4 Filipe Toledo (BRA) 13.46, Jeremy Flores (FRA) 11.33, Jhony Corzo (MEX) 6.87
5 Mateus Herdy (BRA) 14.13Italo Ferreira (BRA) 13.93, Peterson Crisanto (BRA) 13.03
6 Jack Robinson (AUS) 13.83, Gabriel Medina (BRA) 10.13, Diego Cadena (MEX) 7.90
7 Adrian Buchan (AUS) 11.83, Conner Coffin (EUA) 11.77, Matthew McGillivray (AFR) 11.34
8  Mikey Wright (AUS) 12.73, Owen Wright (AUS) 11.80, Yago Dora (BRA) 10.76
9 Caio Ibelli (BRA) 13.77 Frederico Morais (PRT) 12.77, Alex Ribeiro (BRA) 8.87
10 Leonardo Fioravanti (ITA) 15.17, Ryan Callinan (AUS) 10.13, Connor O´Leary (AUS) 9.50
11 Ethan Ewing (AUS) 15.16, Michel Bourez (TAH) 12.40, Adriano de Souza (BRA) 12.06
12 Miguel Pupo (BRA) 11.43 Wade Carmichael (AUS) 11.37, Seth Moniz (HAV) 10.46

Round 2

1 Kanoa Igarashi (JPN), Peterson Crisanto (BRA), Diego Cadena (MEX)
2 Yago Dora (BRA), Deivid Silva (BRA), Jhony Corzo (MEX)
3 Adriano de Souza (BRA), Jadson André (BRA), Alex Ribeiro (BRA)
4 Seth Moniz (HAV), Matthew McGillivray (AFR), Connor O’Leary (AUS)

Round 1 Feminino

1 Sally Fitzgibbons (AUS) 14.27, Silvana Lima (BRA) 12.90, Keely Andrew (AUS) 11.96
2 Malia Manuel (HAV) 14.93, Johanne Defay (FRA) 11.00, Shelby Detmers (MEX) 7.43
3 Carissa Moore (HAV) 14.96, Bronte Macaulay (AUS) 12.60, Regina Pioli (MEX) 5.07
4 Courtney Conlogue (EUA) 14.24, Tatiana Weston-Webb (BRA) 11.24, Macy Callaghan (AUS) 8.30
5 Stephanie Gilmore (AUS) 13.07, Brisa Hennessy (CRI) 12.60, Isabella Nichols (AUS) 10.94
6 Caroline Marks (EUA) 15.03, Tyler Wright (AUS) 11.97, Sage Erickson (EUA) 11.53

Round 2

1 Isabella Nichols (AUS), Macy Callaghan (AUS), Regina Pioli (MEX)
2 Keely Andrew (AUS), Sage Erickson (EUA), Shelby Detmers (MEX)

Top-10 do ranking 2021 da World Surf League – depois de 6 etapas

1º Gabriel Medina (BRA) – 46.720 pontos
2º Italo Ferreira (BRA) – 33.555
3º Filipe Toledo (BRA) – 32.065
4º Morgan Cibilic (AUS) – 24.610
5º Griffin Colapinto (EUA) – 24.235
6º Kanoa Igarashi (JPN) – 23.545
7º Jordy Smith (AFR) – 22.770
8º Conner Coffin (EUA) – 22.205
9º Yago Dora (BRA) – 20.215
10º John John Florence (HAV) – 19.925
13º Adriano de Souza (BRA) – 15.735
13º Miguel Pupo (BRA) – 15.735
19º Caio Ibelli (BRA) – 13.950
23º Jadson André (BRA) – 11.820
24º Deivid Silva (BRA) – 11.395
26º Peterson Crisanto (BRA) – 10.895
32º Alex Ribeiro (BRA) – 6.915

Top-10 do ranking da World Surf League

1ª Carissa Moore (HAV) – 43.855 pontos
2ª Johanne Defay (FRA) – 34.645
3ª Sally Fitzgibbons (AUS) – 34.270
4ª Tatiana Weston-Webb (BRA) – 33.625
5ª Stephanie Gilmore (AUS) – 29.390
6ª Caroline Marks (EUA) – 28.660
7ª Tyler Wright (AUS) – 27.095
8ª Isabella Nichols (AUS) – 23.555
9ª Courtney Conlogue (EUA) – 21.840
10ª Keely Andrew (AUS) – 19.705