Longboard Tour 2025

A volta de Jejé

Waves troca ideia com longboarder Jefson Silva, classificado para elite do pranchão na temporada 2025. WLT começa entre 26 e 30 de julho em Huntington Beach, Califórnia (EUA).

Com o título Sul-Americano de Longboard de 2025, Jefson Silva conquistou a vaga para o circuito mundial da modalidade, onde já esteve participando durante 11 anos, e agora voltará a enfrentar os melhores atletas do planeta. Ainda este ano, Jejé participará de quatro eventos em diferentes partes do mundo, em busca do tão sonhado título mundial.

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O circuito começa em julho, entre os dias 26 e 30, em Huntington Beach, Califórnia (EUA). As etapas seguintes serão em Bells Beach, Austrália, de 17 a 21 de setembro; Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, de 24 a 26 de outubro; e o circuito termina em El Salvador, de 5 a 9 de novembro.

Jefson agora encara os melhores do mundo no pranchão e, em cada etapa, arca com custos de aproximadamente US$ 3,5 mil (R$ 18 mil), que incluem passagem aérea, inscrição, hospedagem e alimentação. Para competir em todas as etapas, que ocorrem em diferentes países, ele busca amigos, fãs e amantes do esporte que compartilhem desse sonho e ajudem a torná-lo possível.

O Waves bateu um papo com Jejé, que revelou sua trajetória no longboard, ídolos e referências, começo na modalidade, volta ao mundial e mais.


Jefson, você é um tetracampeão brasileiro de longboard, campeão sul-americano, pan-americano, e chegou a ser 5º do mundo. Olhando para trás, qual desses títulos ou feitos você considera o mais marcante em sua carreira e por quê?

Sou quatro vezes campeão brasileiro. Conquistei o título sul-americano este ano, em 2025, e também a vaga para o circuito mundial este ano de 2025. Acredito que cada título meu tem uma história por trás, porque em todo campeonato a gente dá o máximo, e eu procuro dar o meu máximo em cada bateria. Então, acredito que todos esses títulos têm um significado muito grande para mim.

Na minha idade hoje, com 38 anos (farei 39), voltar a figurar entre os tops do circuito mundial foi uma conquista enorme. Por isso, este título sul-americano deste ano tem uma marca muito grande para mim. Acredito que, até o momento, ele tem sido o mais importante, até por conta da idade, como mencionei. Voltar a figurar entre os melhores do tour é uma conquista muito grande e gratificante, sabe? Poder ver meu surfe no patamar em que está me deixa muito contente.

Você cresceu surfando no Canto Mágico, na Praia da Baleia, um pico especial do litoral paulista. De que forma esse cenário influenciou seu estilo? E como foi levar essa base para outros tipos de ondas, nas quais você também se destaca?

Comecei a surfar no Canto Mágico. A primeira vez que fiquei de pé em uma prancha foi lá. Depois, tive um incentivo muito grande do Marcelo Aguiar, que comandava a escolinha do Canto Mágico. Ele foi o responsável por criar inúmeros atletas ali, formando nomes como Danylo Grillo, Paraíba, Robson Santos, Aristide Tavares e Thiago Camarão, e colocando-os no cenário do surfe competitivo. Há pessoas como ele até hoje, então sou muito grato ao Marcelo Aguiar por me dar os primeiros passos no começo.

Sou muito grato também ao Wagner Pupo, que apoiava nossa escolinha e, junto com Marcelo, fazia questão de ir lá dar treino para a gente todas as terças e quintas. Portanto, o Canto Mágico é muito especial para mim. É realmente a minha casa, o lugar onde me encontro, onde recarrego todas as minhas energias. Sempre que estou viajando e volto, mesmo que não tenha onda, vou lá sentar nas pedras, olhar, admirar um pouco e recarregar as energias. Estou sempre por aqui, pois é um lugar muito especial para mim, que me ensinou a surfar ondas medianas, ondas grandes, ondas um pouco mais cavadas e ondas rápidas. Devo muito a este lugar; com certeza, ele ficará marcado na minha vida para sempre.

Como longboarder profissional, você precisa transitar entre o estilo clássico e o progressivo. Como busca esse equilíbrio no seu surfe e o que te inspira em cada uma dessas vertentes?

Hoje em dia, como longboard profissional, o estilo está mudado totalmente para o clássico, só que eu venho da escola antiga, que a gente diz, a velha guarda. Eu sou de lá, da escola do Picuruta Salazar, Amaro Matos, Marcelo Freitas, Phil Rajzman, Danilo Rodrigo, Molinha… esses caras eram monstrso absurdos na rabeta. Desde então, desde pequeno, já meio que não fazia frente com eles, mas chegava junto com eles em algumas baterias.

E eu fui crescendo e lapidando meu surfe clássico, ainda na época do progressivo. Quando rolou a transição do progressivo para o clássico, me senti um pouco mais em casa, não tive tanta dificuldade de me adaptar com o estilo clássico. Transitei rápido e consegui adaptação muito rápida. Ao longo do tempo fui tentando melhorar o estilo, melhorar um monte de coisas, que dentro do estilo clássico, a gente sabe que tem que ter uma boa posição para poder obter bons scores, umas boas notas dentro do circuito mundial.

É o que eu venho buscando até hoje, melhorar o estilo, melhorar algumas curvas, algumas posições sobre a prancha. E é isso que a gente vem sempre buscando em evolução no surfe. Por mais profissional que a gente seja, estamos sempre em evolução, sempre buscando acertos e é o que nos faz correr atrás de tudo isso. Buscar melhoria para nós mesmos.

Tive essa vantagem, mas eu venho desde a época do surfe progressivo e peguei toda essa transição do surf power para o surfe clássico e venho até hoje tentando manter o meu surfe e identizá-lo na melhor forma possível.


Você se classificou novamente para a temporada o WLT. Qual a sensação de estar de volta ao Tour Mundial e o que o motivou a persistir em seu objetivo de retornar?

Como mencionei antes, mesmo com certa idade, consegui me classificar novamente para o circuito mundial. A última vez que me classifiquei para o Tour Mundial foi em 2010, e me mantive nele até 2022. Foram praticamente 12 anos no circuito mundial, quase 12 anos, porque houve um corte no meio do ano e acabei ficando de fora. Desde 2022 estou ausente, então, voltar agora ao circuito mundial me deixa muito gratificado com meu trabalho, esforço e dedicação ao esporte.

Estou muito contente e feliz por poder vestir a lycra do Circuito Mundial novamente, um lugar onde estive por muitos anos, mais de uma década. Me mantive por bons anos, já fui o quinto melhor do mundo e fiz final em Nova York, sendo vice-campeão em 2019.

Voltar agora com toda essa experiência que adquiri no circuito me faz acreditar que terei uma posição melhor. Vamos ver, há caras novas também, e alguns amigos meus ainda estão no circuito. Taylor Jensen é um grande amigo meu, e Tony Silvagni está se classificando novamente. Espero reencontrar esses caras e competir de igual para igual, que é o meu objetivo.

Estou entre os melhores do mundo e agora preciso representar não só meu lugar, a Baleia, minha cidade, São Sebastião, mas também meu país, Brasil. No momento, sou o único sul-americano classificado para o circuito mundial masculino, então tenho esse dever de representar minha bandeira e meu país da melhor forma possível. Isso me impulsiona a buscar forças onde nem sei que as tenho, para conseguir um bom resultado e sair de lá classificado para o próximo ano, pois esse é o meu objetivo.

Qual a diferença de preparação e expectativas para o circuito mundial de 2025, considerando sua experiência anterior e a evolução do longboard de competição?

Minha busca por títulos e por competição vem de muito tempo. Acredito que há uns 20 anos descobri que realmente gostava dessa vida de competição, de me pôr à prova. Desde então, nunca deixei de competir. Sempre que havia uma competição por perto, uma competição à qual eu poderia ir, eu corria atrás.

Sempre falei com muitas pessoas que nunca tive apoio no começo. Hoje em dia, graças a Deus, tenho o suporte de uma marca que me ajuda a transitar para poder competir. Mas, antes, tive o suporte de muitos amigos ali da Baleia, da galera do Baleias Broad. Isso me motivou muito, me deu muita gana pela competição, pela raia.

Então, quando entro na raia, não digo que fecho os olhos para o meu oponente, mas fico aceso o tempo inteiro. Se eu tiver um segundo de chance, vou correr atrás daquele um segundo de chance. No ano passado, consegui virar muitas baterias na regressiva, e isso meio que provou que sou um cara que não desiste tão fácil.

Acredito que a competição está dentro de mim. Desde quando coloquei a lycra pela primeira vez, em 2003 ou 2004, fiquei possuído por esse esporte, pela forma de lidar com a competição e de correr atrás da vida competitiva. Amo muito o esporte e me dedico muito a ele, pela vida competitiva. Quero estar competindo até quando eu puder. Enquanto eu puder vestir a lycra e puder estar ali guerreando por uma bateria, eu estarei. Porque essa é a minha vida, vou viver e vivo para isso.

Como você equilibra a busca por títulos e o lado competitivo com essa missão de inspirar e ajudar a galera da próxima geração?

Minha busca por títulos e meu lado competitivo estão dentro de mim, acredito. E como falei antes, desde cedo sempre gostei muito de competir e me pôr à prova. Espero que essa galera da nova geração olhe para esse lado competitivo e realmente se inspire a buscar melhorar cada vez mais o surfe, surfar ondas diferentes.

Assim como há a galera do Nordeste, de Jericoacoara, um lugar com novos talentos, a galera do Iguape também. Há muitos nomes novos aí que, acredito, vão suprir e nos amparar muito bem pelos próximos anos, porque o Brasil é um celeiro de longboard muito forte.

Então, o que tenho para dizer para a nova geração é: nunca desista. Nunca desista de seus sonhos, por mais difícil que seja. Aquele campeonato que você quer ir e às vezes não dá certo, aquela ajuda que você fica contando e às vezes não vem, mas nunca desista. Sempre corra atrás, porque uma hora você vai alcançar aquele objetivo que sempre quis lá no começo. É isso, nunca desistir dos sonhos, porque uma hora o sonho chega para todos nós.

Em fevereiro deste ano, você foi vice-campeão no Uruguay Natural Longboard Classic. Como foi essa etapa e qual a importância de um bom resultado em eventos como este para a sua preparação e confiança antes do WLT principal?

Em fevereiro deste ano, no Uruguai, fiquei em segundo lugar, fui vice-campeão. No ano passado, fui lá e fui o campeão, e este ano, o vice-campeão. A importância de começar o ano na busca dos pontos é muito significativa para mim.

Quando você começa o ano com um bom resultado, isso lá na frente vai te fazer melhor e vai te deixar um pouco mais tranquilo, não confortável, porque o final vai contar muito. Então, o começo e o final são os que dividem os pontos e os que separam, pois geralmente a diferença entre campeão e vice é sempre de poucos pontos.

Tive a sorte de começar com um bom resultado. Depois, em Saquarema, fiz um quinto lugar e tive a sorte de me consagrar campeão da etapa, o que me deu o título de campeão sul-americano e me fez, automaticamente, voltar para o circuito mundial. Estou muito contente com essa conquista e com a importância de eventos como esse.

A importância é muito grande, porque os surfistas da região, por exemplo, no Uruguai, têm bons surfistas, como o Julio e o Nátil, que já fizeram parte do circuito mundial e sonham em voltar novamente. A importância de eventos como esse no país-sede é relevante por conta dos pontos, pois são eventos caros. E, tendo eventos como esse no seu país, você não gasta tanto, então é muito bom. Assim como o Peru fez há muitos anos com o pico, que foi bicampeão mundial. Enfim, a importância desses campeonatos é significativa para nós, atletas que queremos figurar no circuito mundial.

Sendo um dos longboarders mais carismáticos do Brasil, como você enxerga a evolução do longboard como esporte no país e o que, em sua opinião, ainda precisa ser feito para que a modalidade ganhe mais visibilidade e apoio?

Eu enxergo que o Longboard está em evolução crescente no Brasil. Eu venho da velha guarda, de vinte e poucos anos atrás, uma época em que grandes nomes do Longboard brasileiro, que acredito que a nova geração nem sabe quem são, estavam começando. Na minha opinião, o Longboard está em uma evolução e crescimento muito grandes.

Temos um celeiro enorme de Longboard no país, com uma nova geração vindo muito forte, tanto na categoria masculina quanto na feminina. Temos grandes nomes como Daniel Batista, Raoni Caleb, Hideki Duarte, Robson Silva. E na feminina, não posso deixar de citar Jamile Araújo, que é muito, muito boa. Temos também a Katelyn Oliveira, de São Paulo, e a Maya, de Ubatuba. Tem também a Luana Soares, uma menina que fez um trabalho comigo no começo e hoje já figura entre as surfistas do circuito mundial.

Não podemos deixar de citar nomes como esses, que são muito importantes para a nossa evolução e para o crescimento da modalidade. Acredito que a modalidade só tem a ganhar nome, só tem a ganhar força. Nós, como profissionais, devemos apoiar os pequenos que estão vindo. Eu procuro sempre apoiar os pequenos. Também tem o Arthur, o Arturzinho, o Alídio de Ubatuba, de Itamambuca, molequinho da nova geração que vai vir muito forte.

Eu procuro sempre estar apoiando esses garotos porque, no começo, quando eu era pequeno, quando eu comecei no circuito brasileiro e nos circuitos estaduais, sempre tive o suporte de vários caras. Às vezes eu tirava dúvidas com eles e eles sempre tiveram muito carinho comigo, sempre me davam dicas, sabe? O Jane Viúdes, o Picuruta Salazar, o antigo e falecido Olimpinho, o Bajel, o Eduardo Bajé, um cara que é muito meu amigo, que me ajudou muito, sabe? O Phil Rajzman, o Carlos Bahia, todos esses caras.

É muito importante que nós, longboarders que estamos em ascensão hoje em dia, possamos ajudar esses garotos, essa nova geração, ou apadrinhar um deles, pelo menos para ele se sentir, pelo menos, ter um suporte da gente. É muito importante. Mas eu acredito que a modalidade só tem a crescer. E o meu sonho é poder ver o longboard nas Olimpíadas um dia, sabe? Vai ser muito gratificante para mim ver um brasileiro lá nos representando, sabe? Com a bandeira nos apoiando e nos representando, vai ser uma grande conquista.

Seu objetivo é o título mundial. E qual o seu plano de ação e quais os principais desafios que você prevê para a temporada 2025 do World Longboard Tour em busca desse sonho?

Hoje, meu objetivo é claro: o título mundial. Tenho certeza disso, e desde que me classifiquei, venho pensando nisso dia após dia. Meu plano de ação é treinar e surfar, me manter bem, comer bem e dormir bem.

Se houver competição antes do circuito mundial, vou competir e treinar o máximo possível para, quando chegar e colocar a prancha no circuito mundial, não me desapontar e não desapontar as milhares e milhões de pessoas que represento.

Acredito que, hoje em dia, o maior desafio ainda são os apoios e patrocínios. Tenho o apoio da Hang Loose, um patrocínio da Hang Loose, mas mesmo assim, isso ainda dificulta um pouco, porque nossas viagens são em dólar e são muito caras. Terei viagem para os Estados Unidos, depois para a Austrália, e para a piscina em Dubai, então são custos bem altos.

No momento, o desafio é realmente a arrecadação de recursos para essas viagens, que são muito caras. Fora isso, procuro buscar outros apoios. Também trabalho com a LootSurf, e como te falei, tenho o suporte da Hang Loose, mas mesmo assim, ainda é um pouco difícil. Mas continuo focado e buscando forças até onde não tenho, porque meu foco este ano é o circuito mundial, voltar lá com fé em Deus para poder fazer o meu melhor, representar meus patrocinadores que estão comigo e meus apoiadores, e tudo mais.

Para finalizar, qual mensagem você gostaria de deixar para os jovens surfistas que se inspiram em sua trajetória e almejam seguir os passos de um campeão como você?

A mensagem que eu gostaria de deixar para os próximos surfistas da nova geração e para aqueles que se inspiram, não só em mim, mas em outros também, é: nunca desista do seu sonho. Seu sonho é muito grande para você desistir no primeiro problema que tiver. Então, continue sempre pendurado no bico, nunca desista dos seus sonhos, porque sempre haverá pessoas boas ao longo do caminho para poder te ajudar, sempre nas melhores situações. Um aloha e um beijo no coração de todos os longboarders e toda a galera da comunidade do surf brasileiro.

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    O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. 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Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Alan Cleland (MEX) 1.50 x 13.66 Seth Moniz (HAV)2 Italo Ferreira (BRA) 15.50 x 11.94 Ethan Ewing (AUS)3 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.74 x 8.84 George Pittar (AUS)4 Jack Robinson (AUS) 11.50 x 11.83 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 Seth Moniz (HAV) 15.76 x 13.83 Italo Ferreira (BRA)2 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.37 x 15.40 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 Seth Moniz (HAV) 18.17 x 14.67 Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC) Quartas de final 1 Erin Brooks (CAN) 13.50 x 3.27 Molly Picklum (AUS)2 Isabella Nichols (AUS) 7.83 x 7.26 Nadia Erostarbe (ESP)3 Anat Lelior (ISR) 9.50 x 6.53 Kelia Gallina (TAH)4 Yolanda Hopkins (POR) 12.33 x 6.90 Caity Simmers (EUA) Semifinais 1 Erin Brooks (CAN) 15.10 x 11.17 Isabella Nichols (AUS)2 Anat Lelior (ISR) 12.50 x 3.43 Yolanda Hopkins (POR) Final 1 Erin Brooks (CAN) 17.20 x 16.33 Anat Lelior (ISR))

    Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.

    O surfe contemporâneo, com sua indústria bilionária e recente status olímpico, muitas vezes ofusca uma verdade histórica profunda: suas raízes não são ocidentais, tampouco puramente recreativas. É exatamente essa lacuna cultural que o jornalista e antropólogo Luciano Meneghello busca preencher em seu novo livro, Surfe e Ancestralidade. A obra chega ao mercado como um relato histórico e um manifesto literário que promete transformar a maneira como a comunidade esportiva enxerga o oceano e a própria prancha. Em 2020, ele lançou seu primeiro livro, Raiz (revisado e ampliado em 2025), uma obra que narrou a saga dos polinésios que, há 3.500 anos, desbravaram 22,5 milhões de km² no Pacífico guiados apenas pelas estrelas, aves e ondas. Foi dessa cultura umbilicalmente ligada à natureza que nasceram esportes como a canoagem polinésia, o stand up paddle e o surfe. Inquieto com o apagamento das origens indígenas do surfe no Havaí pré-colonial, o autor tomou uma decisão corajosa: voltou aos bancos universitários para cursar Antropologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O resultado foi uma monografia aprovada com nota máxima unânime, que agora ganha vida nas páginas de Surfe e Ancestralidade. A decolonização das águas O ponto central da obra está na desconstrução do estereótipo do surfe como uma atividade de lazer desfrutada por uma juventude branca de classe média. Meneghello nos convida a entender o heʻe nalu, a milenar prática havaiana de deslizar sobre as ondas, com sua própria cosmologia, integrada a uma relação de poder e conexão com o meio ambiente. Com uma narrativa envolvente, o autor detalha como operam os processos de apropriação cultural e a subsequente “turistificação” promovida pela indústria. A obra propõe uma decolonização do olhar sobre as águas, oferecendo ao leitor, seja ele um surfista profissional ou de fim de semana, um novo nível de respeito pelo esporte. Fruto de anos de pesquisa e imersão etnográfica nas ilhas de O’ahu e Maui, o livro revela como o povo nativo (Kānaka Maoli) passou a utilizar as zonas de surfe (po‘ina nalu) como territórios de soberania em resposta aos processos coloniais que mudaram drasticamente a realidade das ilhas havaianas. O autor traça uma linha do tempo fascinante que vai das sofisticadas pranchas ancestrais de madeira até as tensões políticas modernas, culminando no poderoso “Renascimento Havaiano” e na épica jornada da canoa Hōkūleʻa. Surfe e Ancestralidade transporta o surfe de uma técnica esportiva, que movimenta hoje um mercado bilionário, para uma “epistemologia da paisagem marinha”. Ele oferece aos praticantes a oportunidade de reconectar o ser humano ao fluxo do meio ambiente, em um processo capaz de “pacificar o branco” apontando caminhos para uma vida mais presente e conectada com o mundo real. Como adquirir a obra Surfe e Ancestralidade está sendo lançado diretamente pelo autor. Os interessados em adquirir o livro e acompanhar os bastidores dessa pesquisa podem entrar em contato e realizar a compra através do perfil oficial no Instagram: @surfeeancestralidade.

    Antropólogo Luciano Meneghello propõe releitura das origens do surfe, resgatando a cultura polinésia e questionando a visão ocidental que transformou a prática em esporte e indústria.

    No início da década de 1980, Paulo Bittencourt, o Biteka, decidiu seguir rumo ao Oceano Pacífico. O objetivo era simples e, ao mesmo tempo, imenso: encontrar grandes ondas da maneira que seu orçamento permitia. Mais do que chegar ao Peru e ao Equador, queria viver cada quilômetro daquela aventura. A viagem começou na histórica Estação da Luz, em São Paulo, seguindo de trem até Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Dali atravessou a fronteira a pé até Puerto Quijarro, na Bolívia, onde embarcou no lendário Trem da Morte. Levava duas pranchas especialmente construídas pelo mestre Oracio Cocada para enfrentar as ondas do Pacífico: uma 7’2″ e uma 5’11” biquilha em EPS, ambas com inovadoras longarinas de madeira de cinco centímetros, produzidas com madeira cuidadosamente selecionada na Mata Atlântica. Na mochila cabia apenas o indispensável. Entre poucas roupas estavam sua faixa de Taekwondo, um nunchaku e os ensinamentos do mestre Taney Campos. Para Biteka, surfe e artes marciais sempre caminharam lado a lado, uma ligação que ele hoje reconhece também na forte presença do jiu-jitsu entre surfistas de todo o mundo. O Trem da Morte seguia lentamente por cerca de 600 quilômetros até Santa Cruz de la Sierra. Os bancos eram de ripas de madeira e, a cada parada, embarcavam indígenas, comerciantes, famílias, galinhas e mercadorias. O vagão ia ficando cada vez mais cheio. Em alguns momentos, mães colocavam seus filhos pequenos em seu colo para descansar durante a viagem. Antes mesmo de alcançar o mar, a aventura já se revelava nas pessoas encontradas pelo caminho. Depois de alguns dias de descanso e de treinos em uma academia de Taekwondo, seguiu de ônibus para Cochabamba. As pranchas viajavam amarradas sobre o bagageiro enquanto a antiga Rota 7 serpenteava pelas montanhas, desfiladeiros e curvas da Cordilheira dos Andes. Dois dias depois, partiu para La Paz. Na subida da Cordilheira, a locomotiva parecia lutar contra a montanha. A velocidade diminuía enquanto a altitude retirava o oxigênio de passageiros e motor. O soroche – mal das montanhas – aproximava desconhecidos, que dividiam remédios, conselhos e solidariedade. Ali compreendeu por que aquela ferrovia carregava um nome tão marcante. Em La Paz, impressionaram a resistência do povo andino, os carregadores transportando enormes volumes pelas ladeiras, os tecidos coloridos e a delicada arte em prata. Antes de deixar o litoral brasileiro, havia separado algumas conchas das praias pela beleza de suas formas. Trocá-las por pequenas peças de prata tornou-se uma das lembranças mais especiais da viagem e uma inesperada aproximação entre duas culturas ligadas pelo mar. A viagem prosseguiu margeando o Lago Titicaca. Os Caballitos de Totora, construídos com junco, pareciam ligar a história dos povos andinos às primeiras formas de deslizar sobre as águas do Pacífico. Ao cruzar a fronteira entre Bolívia e Peru, retirou as pranchas da capa para explicar às autoridades o que era o surfe. Olhou ao redor e, sem perceber, as lágrimas começaram a cair. Eram lágrimas de alegria. Depois de tantos quilômetros percorridos, o Oceano Pacífico finalmente estava ao seu alcance. A partir dali começava outra grande aventura: Punta Hermosa, Punta Rocas, Chicama, Máncora, Montañita e Galápagos. Histórias que ficarão para outro capítulo. Ao recordar essa jornada, Biteka ajuda a preservar a memória de um tempo em que viajar era aceitar o desconhecido, aprender com diferentes culturas e descobrir que, muitas vezes, o caminho era tão importante quanto o destino. Uma época que convida a refletir sobre a verdadeira essência do surfe: a aventura, o respeito à natureza e a busca constante pela evolução. Paulo Bittencourt (Biteka), nascido em Santos (SP), é surfista desde a década de 1970. Aos 65 anos continua surfando, filmando e produzindo documentários independentes sobre as culturas do surfe. Acompanhe as publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

    Conheça a história de Paulo Bittencourt, o Biteka, que cruzou a América do Sul rumo ao Pacífico em uma jornada que se tornou um marco de aventura, resiliência e paixão pelo surfe.