De Volta Pro Futuro

Tsunami com hora marcada

Bruno Alves resgata sessões marcantes nas pororocas do Rio Araguari, no Amapá.
Pororoca do Rio Araguari (AP)

Estávamos em pleno equinócio de verão, às 6:30 da manhã do dia 19 de março de 2011, exatamente na hora marcada para a entrada pelo estuário do Rio Araguari, no Amapá, da maior pororoca que o mundo do surfe teria conhecimento. Nesse dia histórico, a lua estaria no seu epigeu, ou seja, no ponto mais próximo de sua órbita na Terra dos últimos 18 anos, a cerca de 26.323km, por isso estava sendo chamada pelos astrônomos de ”Super Lua”, ou “Supermoon”, o que só voltará a ocorrer em 2029. Essa “Super Lua” indicava que na primeira maré de sizígia, a partir do dia 19 de abril de 2011, logo depois da alvorada, viria uma maré tsunâmica das mais pesadas e velozes.

Doze anos antes, no mês março de 1999, estive no mesmo local para surfar a pororoca do Rio Araguari, durante um outro fenômeno lunar, a “Lua Azul”, outra raridade que ocorre quando a lua fica cheia duas vezes durante o mesmo mês. Naquela ocasião, não contávamos com nenhuma estrutura e segurança, apenas com uma pequena voadeira, numa época em que surfar no Araguari era meio loucura, e pelo que eu sabia, apenas o Guga Arruda e Eraldo Gueiros haviam se aventurado por ali, com a retaguarda de uma grande embarcação. No dia 30 de março, navegamos sob muita chuva e ventos, com cinco pessoas, desde Ferreira Gomes, cidadezinha que fica a 200km da foz, rumo ao encontro do Araguari com o Oceano Atlântico.

Chegamos ao objetivo depois de dois de viagem, mais precisamente no dia primeiro de abril. E foi numa manhã fria e de tempestade do nosso terceiro dia, que avistamos a pororoca pela primeira vez entrando pelo estuário. Acompanhamos a maré por mais de uma hora rio adentro, quando num certo ponto eu decidi pular no rio para surfar aquela onda de barro, mas, antes de saltar, fomos surpreendidos pela mesma, logo após a embarcação encalhar em um banco de areia.

Conseguimos ainda surfar de voadeira a espuma, mas acabamos por submergir no centro do rio, numa área super inóspita onde as margens se encontravam em sua maior distância, a quase um quilômetro cada, margens de selva alagada que os biólogos chamam de Igapós.

Perdemos todos os equipamentos fotográficos, filmadoras, e ficamos náufragos por quase três horas debaixo de uma tempestade ininterrupta, e o milagre veio em forma de uma típica canoa dos povos ribeirinhos, com dois garotos nativos. Eles viviam a mais de 8km do acidente, mas conseguiram ouvir os gritos de socorro de dois de nós que foram arrastados em cima da minha prancha.

Voltando ao presente, o acidente já era um passado distante, e agora em 2011, eu me encontrava vivendo tudo aquilo novamente, mas feridas na alma nunca saem, ficam e marcam, talvez como lição eterna.

Ainda era bem escuro, quando dentro da nossa embarcação que estava aportada a uns 35km da foz do Rio Araguari, numa pequena enseada segura, se acendeu a primeira luz, logo depois do funcionamento do gerador, quebrando o silêncio da região. O clima era de expectativa, todos nós acordamos agitados para iniciar os preparativos e tomar um rápido café da manhã. A nossa “barca” era composta por seis surfistas – eu, o meu irmão Albertinho, o meu padrinho Saulo, o Serginho Laus, que, além de organizador da viagem, tem dois recordes mundiais homologados e um não oficial, e é o maior entendedor de surfe em pororoca do mundo, o seu amigo australiano Skeet Derham e o Alexandre Mattei, do Guarujá, mas que vive hoje em Itajaí, e que estava com um modelo de prancha que ele idealizou que é meio caiaque e meio SUP, o Shark Padlle.

O nosso barco / casa tinha uns 60 pés, era uma típica embarcação dos rios do Amazonas, conhecida como barco de rede, onde só se dorme em redes sem nenhum tipo de conforto. A nossa tripulação era composta por uma cozinheira, duas ajudantes, o capitão e dois ajudantes, dois barqueiros locais, o major Rille, que tocava a voadeira, o Zeca, que tocava o inflável, um piloto de jet, o Márcio, que era também o proprietário da embarcação de rede. Fora toda essa equipe, tínhamos um fotógrafo, o Toninho Jr., um ex-videomaker que passou a se dedicar em fotografar a pororoca.

Ainda era escuro, quando a nossa voadeira, o inflável e o jet zarpavam “silenciosamente”, se isso era possível, rumo ao estuário. Ao lado da nossa embarcação havia mais duas embarcações grandes. Em uma delas estavam o Picuruta Salazar, Ross Clark Jones, Gary Linden e uma equipe de TV australiana, e na outra, mais australianos e brasileiros. Nas margens onde havia um píer e algumas casas em palafitas, e onde morava o nosso barqueiro Zeca, estava atracado um jet, que transportava mais três surfistas, o Armando Diniz, Nil Faria, outro conhecedor de pororoca, e o Luizinho.

À medida em que as nossas embarcações se afastavam do tumulto, eu não tive muito tempo para refletir sobre o quanto aquilo tudo mudou, muita movimentação de gente, surfistas e turistas, bem diferente da primeira vez que ali estive, que a região era erma, remota e desconhecida na época para o mundo do surfe. Entretanto, a minha mente e o meu olhar focavam o horizonte, ao leste, que começava a dar os primeiros sinais de claridade, e no sentido oposto, a oeste, ocorria uma das cenas mais magníficas de toda a viagem, a lua se pondo redonda, bem no horizonte, literalmente um por de lua, e logo em seguida, novamente a leste, o sol aparecendo laranja, na linha do horizonte, resultado do perfeito alinhamento do sol a terra e a lua.

Já parados nas proximidades da foz do Araguari e o Oceano Atlântico, em shit place, local típico para ir ao banheiro nas margens lamacentas e que implica numa manobra um tanto desconfortável, o silêncio imperava. A água do rio impressionantemente descia a uma velocidade inacreditável na direção do mar, exatamente como um tsunami, e completando o cenário, não se ouvia nada além de um ronco, isso mesmo, um ronco que vinha da direção do oceano.

A palavra “pororoca” vem do termo poroc poroc, que significa “destruidor”,  no dialeto indígena do baixo rio Amazonas. O fenômeno, que ocorre nas mudanças da fase da lua, principalmente nos equinócios, começa devido ao encontro das águas do rio e do mar, quebrando o ciclo comum de seis horas de maré vazante e seis horas de maré enchente. Toda a água do rio que vaza em direção ao oceano fica retida e represada pela água salgada, já que não se misturam devido a densidades diferentes.

Quando a maré quebra o ciclo da vazante, ela começa a encher, e quando as águas vindas do oceano alcançam a desembocadura de rio, formam-se elevações que chegam a ter vários quilômetros de comprimento, que se movem rio acima com velocidade de 20 a 50 km/h.

O encontro entre águas doce e salgada provoca ondas enormes que avançam rio adentro, com tanto poder a ponto de derrubar árvores, naufragar embarcações e causar erosões modificando o leito dos rios. O barulho é tão ensurdecedor que pode ser ouvido até com uma hora de antecedência, por isso que na linguagem Tupi, poro´roka significa estrondar.

E foi com esse estrondo que começamos a nossa real aventura. Era estampada na cara de cada um ali, uma fisionomia de tensão, principalmente para os quem nunca estivera nessas paragens. No meu caso, posso dizer, a ficha caiu, e por segundos me deu um “Déjà vu”, o que me deixou meio anestesiado mentalmente e fisicamente.

Mas, a tensão logo virou emoção quando o Márcio no seu jet se adentrou alguns quilômetros para fora soltou o Skeet na primeira onda, e nós ali parados nos outros dois barcos, observávamos com muita adrenalina, e eu sinceramente, não tenho palavras para descrever o que foi aquilo, ela, a pororoca, vinha em alta velocidade, roncando, grande, over head, e o Skeet arrepiando uma direita que foi a mais emparedada que alguém surfou em todos aqueles dias, e ele vinha acelerando, dando rasgadas, estoladas e inaugurando o surfe na “Super Lua”.

Foram mais de 7 minutos surfando até que a direita fechou, enquanto na margem direita formava uma série de grandes esquerdas que corriam na outra direção, arrancando gritos meu e do Albertinho. O Skeet por sua vez, foi se aguentando na espuma, até que a onda de trás comeu a da frente e ele instantaneamente desapareceu, no momento em que a onda fechava de margem a margem a uma velocidade de cerca de 30km/h. A massa de lama e água corria forte em nossa direção, que fugíamos em alta velocidade daquele tsunami. O Márcio, no seu jet, conseguiu resgatar o Skeet, que já estava muito longe de nós, mas a sua prancha quebrou em dois pedaços.

Logo em seguida, o Saulo foi lançado na água e ficou preso na espuma, e eu logo na sequência, “Meu Deus”, pensei, “estou novamente nas águas do Araguari”, e sem me dar conta fui engolido pela onda e tomei um caldão e fiquei para trás sozinho, isolado, o que me fez lembrar de tudo que passei, fiquei bem assustado, mas logo o Márcio no jet apareceu para me resgatar e me lançar mais adiante na onda que nesse momento abria um rabão para direita, e enfim consegui pegar, vencendo um fantasma que me perseguia por 12 anos e de uma vez por todas surfei a pororoca.

Mais à frente, depois de vários resgates e muitas ondas surfadas, chegamos num ponto em que a onda abria um vagalhão para a esquerda por mais de 15 minutos, e quando chegamos ali estavam na onda o Picuruta Salazar, o Ross e o Skeet. Era tanta gente, tanto jet, com aquelas ondas sem fim, over head, que tudo parecia uma alucinação, eu não sabia se olhava, me lançava na água, mas ali preferi ficar no barco e entender melhor a onda.

A esquerdona continuava sendo surfada enquanto se aproximava da margem direita do rio de quem olha para a foz, numa área geográfica em que o mesmo faz uma longa curva para a esquerda de quem olha para a foz. Nesse ponto ela fechou, se chocando com a margem, onde por reflexo começou a abrir um bowl de direita inacreditável, crescendo de volume e altura. As ondas que vinham de trás também iam se chocando com a margem e refletindo, formando uma cena espetacular com sete ou mais ondas alinhadas e paralelas e que abriram por mais ou menos de dez a quinze minutos.

Na primeira delas, o Picuruta e o Skeet ainda estavam surfando, pois foram muito habilidosos em fazer a conexão da esquerda para direita com um close out entre as duas. O Ross desapareceu na conexão junto à margem do rio dentro de um tubão de chocolate, mas logo ele apareceria novamente na direita resgatado pelo seu jet, enquanto o Albertinho se jogava na água e pegava a mesma direita. Os dois, Ross e Alberto, se encontraram e deram as mãos se cumprimentado: “What are you fucking doing here?”, deve ter falado o Ross, que conhecia o Albertinho quando hospedou ele na sua casa em Laranjeiras (RJ) alguns anos antes. Mais uns trinta quilômetros rio para dentro, e mais ou menos uma hora a mais, a onda seguiu seu rumo até se dissipar. Todos nós fomos surfando um pouco aqui, um pouco ali.

O dia seguinte, dia 20 de março de 2011, estava reservado para entrar na história. Fomos novamente bem cedo lá fora até a foz e cada um ao seu estilo veio surfando até chegarmos em barco no centro do rio, onde avistamos o “bração” de esquerda, maior que o dia anterior, e na onda estavam surfando por um longo tempo o Ross Clark Jones e o Picuruta, que não tiravam o olho do relógio. Acho que estavam tentando bater um recorde de tempo.

O nosso bote corria ao lado com uma distância segura, literalmente surfando a esquerda, acompanhando o Ross e Picuruta, num dança de surfe, onde os dois se alternavam para a espuma e para a parede, e assim por diante. Num dado momento, o Picuruta me avistou com o Albertinho na lancha e nos chamou com gestos, mas preferimos não atrapalhar, e foi no momento crítico em que a esquerda fecha junto às margens para virar o grande bowl de direita, que entendi as palavras de Gary Linden no ainda no hotel, em Macapá: “O Gato é o melhor surfista de pororoca que existe, o Gato é o Gato”.

Realmente vi com meus próprios olhos. O Gato, que deve ter sete vidas, naquele espumão enorme após a onda fechar, ia se aguentando por alguns minutos enquanto o Ross era engolido, e na hora em que a direita abriu, começou um grande show do Picuruta com uma fish 5´8”. Ele surfava a maior onda já registrada em uma pororoca no mundo, com uma classe e estilo de um cara excepcional, com curva estilosas e se arrumando sempre no bowl com maestria, tudo isso aos olhares de barcos, da TV australiana, helicópteros…

No nosso bote, reparei o Skeet, que é um hot surfer, olhando com uma cara de impressionado. Pena que um jet que veio por trás da onda de forma irresponsável, entrou na parede, quase pegou o Gato, e fez uma marola que o derrubou, no auge de sua performance. Ele ainda apareceu deitado com uma massaroca de 3 metros atrás dele. A partir daí não vi mais nada, pois corremos para a próxima seção.

Eram tantas emoções durante o período de surfe, que à tarde, para aliviar a tensão, fazíamos algumas atividades como andar em cima de búfalo, jogar bola em pastos de lama, fazer SUP pelo rio, visitar povoados ribeirinhos de palafitas, bater fotos, explorar as margens destruídas e até encontrar uma boia oceânica no meio da selva, enfim, atividades mil na selva. Os momentos no barco eram bem animados, mas o tempo demorava a passar porque só tinha um surfe por dia, e como o tempo sobrava, acabávamos refletindo sobre cada dia, cada onda, cada caldo e cada sufoco.

E numa dessas reflexões, fiquei pensando se o Picuruta roubou o show do Serginho Laus, ou o Serginho entregou o show ao Picuruta. Acho que nos dois primeiros dias o Serginho ficou na dele na área de maior procura pela TV australiana e suas filmagens, surfando sempre as primeiras seções do rio e as intermediárias e finais, ainda mais sabendo que eles iriam embora nesse segundo dia e nós ainda teríamos mais quatro pela frente. Até o prezado momento eu só tinha visto ele surfando por fotografias.

Uma noite histórica

A noite do nosso segundo dia na pororoca se tornaria uma noite sem precedentes no Araguari. A lua cheia nasceu majestosa lá pelas 20:30, e no fenômeno da “Super Lua” a intensidade da luz aumenta 30% e o tamanho da esfera 14%. Depois de um excelente jantar, ao som do forró que corria solto no barco, começaram os preparativos para o surfe inaugural noturno da pororoca do Araguari.

O Serginho e o Skeet adornaram suas pranchas e a si próprios com aqueles tubinhos gelados luminosos, aquele usado em baladas. Todos nós colocamos aqueles colares e pulseiras, pegamos as lanternas e câmeras fotográficas, e saímos em dois barcos na claridade da lua cheia, sem vento algum, o que deixava o rio um espelho d água, onde refletia um rastro dourado da lua que há pouco havia despontado por trás da floresta.

Paramos as embarcações num local chamado de Mentawai, o mesmo local onde eu tive aquele acidente em 99, e esperamos por cerca de 15 minutos num silêncio absoluto, que foi rompido com o ronco que se aproximava, e junto com ele uma espuma reluzente. Um dos barcos seguiu para longe e no nosso ficou na zona de impacto, com o Albertinho, que estava dando o apoio com o holofote, eu, o Toninho, o Zeca pilotando e os dois que iriam cair na água. Quando a onda se aproximou do barco, por um instante ela atingiu a nossa popa, jogando a cabeça do Zequinha para trás, e por pouco não fomos engolidos, pois o motor chegou a engasgar com o ar da espuma.

Depois de alguns segundos, escapamos e começamos a surfar a onda na lancha, enquanto o Serginho pulava da mesma, numa manobra arriscada a mais de 30 quilômetros por hora e à noite. O Skeet pulou a seguir e alcançou o Serginho, e nós, na lancha, surfávamos a parte da espuma enquanto eles a parede. Por mais de 10 minutos eles surfaram uma onda over head no rastro de uma lua cheia, o que chegava ser surreal, cena das mais dignas de filmes de James Bond. Depois do feito, todos nós nos encontramos no cais de frente às nossas embarcações em estado de graça, e no rosto do Skeet e Serginho um semblante alucinado. O dia 20 de março de 2011 entra para história como o dia em que a pororoca do Araguari foi surfada à noite pela primeira vez, e a maior onda fotografada com um surfista em pororoca no mundo.

No terceiro dia, o barco do Ross e Picuruta já havia partido, e esse dia 21 foi clássico, com terral, que todos nós surfamos muito bem, e pude ver finalmente o surfe do Serginho Laus quando pegou uma direita que dispensa comentários logo depois do Alberto ter pulado e ficar preso na espuma. Enquanto o Serginho fazia a festa na direita, o Alberto ficou de jacaré por mais de 10 minutos numa espumeira cavernosa. Depois o Alberto conseguiu alcançar o rabo e se encontrar com o Serginho, que já estava com as pernas cansadas.

Eu pulei e estive com eles por um tempo, caí, voltei e eles ainda estavam na direita alternando de posição. O Skeet apareceu também e foram assim até o fim, após uns 25 minutos numa onda só. Seguimos até depois do local do atracadouro, numa área do rio que só o Serginho conhecia, que ele chamava de secret, e fomos perseguidos pelo barco com os australianos que nada conheciam dessa parte do rio. No fim, seguimos muitos quilômetros após a nossa embarcação, chegando fácil a mais de 45 quilômetros da foz. É mole?

Os dias se sucederam com ondas grandes, o crowd desapareceu e ficamos mais três dias vivendo o sonho das selvas, surfando as ondas mais longas do planeta, convivendo com povos ribeirinhos, comendo carne de jacaré, observando araras, guarás, garças rosas, ouvindo os gritos cabulosas dos bugios, o maior macaco das Américas e ouvindo histórias de sucuris, jacaré açus gigantes, piranhas e cobras.

Ao chegarmos em Macapá logo cedinho, depois de uma longa viagem de 18 horas entre canais e afluente do amazonas, concluí que aquela viagem fora inesquecível, e certo que, apesar de ter surfado boas ondas, ainda tinha muito que aprender sobre surfar em rios.

Pouco antes de fechar esta matéria, recebo um e-mail do Serginho Laus que confirma e sela definitivamente que a temporada do equinócio de verão de 2011 na pororoca do Araguari entra definitivamente para a história do surfe de pororocas no mundo. Veja os dois e-mails:

Primeiro e-mail
Oi, Bruno, tudo bem?
Como estão as coisas??? Cara, chegamos no sábado e estou colocando as coisas em ordem… Amanhã iremos colocar no Correio pra ti…
Preciso do seu endereço completo, por favor…
Deu altas ondasss…. muito bom… choveu mais e a maré seca estava muito alta… deu uma grande enchente e com isso o volume do rio aumentou! Cara, peguei uma onda de 1h10min, cerca de 23km, animal!!! Incrível, nem acreditei…. comecei no shit point lá fora e parei nas 9 direitas, na Curva do Onça!!!! Cruzei a Goela da Morte…. Impressionante!!!!
Segundo e-mail
Foi INCRÍVEL! Estava sem pretensão nenhuma de surfar uma distância tão longa… Como era o último dia de surfe na pororoca, a onda já estava menor e sabia que teriam seções em que precisaria de uma prancha veloz para conectar alguns trechos que ficavam somente ondulação!!! Peguei a minha 5’6” fish retrô quadriquilha que o Guga Arruda shapeou e fui pro surfe, dividindo a onda com o Skeet, o Pacelli, o Saulo Ramos, a Roberta Borsari, e depois de muito tempo e a onda entrando na seção 02 com a presença do Fábio Paradise (fotógrafo) e do pequeno valente Daniel.
Entrei na onda próximo à foz do Araguari, quase na frente da Fazenda Natal, quando a direita já vinha quebrando… Fomos surfando, surfando e surfando… sem aliviar, fazendo manobras e cruzando com os parceiros de onda… Começou clean, logo depois ficou com muito bump, e tinha momentos que foi realmente difícil de controlar a fish, principalmente quando ela ganhava velocidade e quase sem controle!!! Me safei de alguns “quase” wipeouts…. Parecia videogame quando na metade da direita do outside, o rio ficou infestado de plantas (mururés) e com 5 pessoas na onda desviando e fazendo zig zag com suas pranchas no meio do rio…
O mais peculiar é que cada um estava representando um tipo de modalidade do surfe: Longboard, Shortboard, SUP, Caiaque e Retrô. Muitos caíram durante o caminho… Somente o Skeet conseguiu ficar comigo a maior parte do tempo, mesmo assim não conseguiu até o fim. Depois de muitas curvas na direita, crescer e diminuir, ficar liso e mexido, passar em bowls, cheguei na Goela da Morte!!! Só ali caiu a ficha de que estava há muito tempo na onda… Nesse momento, procurei olhar para as margens e me localizar! Estava na hora de abandonar a direita e pegar o prumo da esquerda, mesmo que ela ainda nem teria formado!!! Em alguns segundos a espuma foi se desfazendo e eu fui ganhando velocidade… passei voando a seção!
Cara, essa prancha é muito rápida… Quando vi as lanchas cruzando a “Goela”, vi o Zeca fazendo sinal pra continuar tocando pra esquerda!!! Não hesitei e fui embora… A onda ali começou a fazer uma curva e pela primeira vez consegui dar o balão e insistir no espumeiro para que a esquerda ficasse acessível! Uma vez que já estava de olho nela e prevendo que não levaria muito tempo pra descansar as pernas!!!
Quando o braço se abriu na 02, foi só alegria… surfe e mais surfe até que a onda fosse para a margem esquerda do rio (olhando de quem está subindo o rio) e um enorme bowl foi surgindo… Eu e o Skeet conseguimos passar juntos essa seção… não acreditamos, pois passamos muito tempo somente na ondulação, que quase ficou flat… pra ter ideia, o Saulo Ramos, de longboard, e o Pacelli, de SUP, não conseguiram conectar!!! Quando ela levantou, a direita NineGhosts (kkkkk), o surfe voltou a ser mais radical e interminável!!!
Fui até o final… quando a direita vai conectando com a esquerda, as ondulações cruzadas navegam lateralmente e a ondulação se desfaz na Curva do Onça, antes de formar as Mentawai’s. Foram exatamente 1h10min… não podia acreditar! Olhava pro relógio e não acreditava… olhava pro Skeet e ele estava pirado!!! Só falava “Sick, sick, sick”!!! O Toninho e o Rille na lancha davam risada e aí olhei pra trás e vi que passava dos 23km surfando. Fiz até o cálculo com base no recorde anterior, que foi 11,8km em 36min… foi praticamente o dobro agora… o dobro, Bruno! Até hoje, flashes daquela onda e o tempo que fiquei nela batem na minha cabeça e fico refletindo… Pensava que surfar 20km seria um obstáculo muito difícil, quase impossível! Agora sei que posso, estou preparado e que o recorde irá voltar para o Brasil…
Na segunda-feira estou retornando pro Araguari somente pra registrar uma nova marca… seja de 5’6” fish quadriquilha, de SUP ou de ALAIA!!!
Vou cada dia com uma prancha diferente….hehehehe…. SICKKKKKK…..
Capricha na matéria, pois a pororoca da super lua merece um destaque MEGA! E mostrar que a Seven Ghosts é bonita, mas que no Brasil temos a melhor e mais animal de todas!!!
Ano que vem tem mais… te espero aqui!
Longas ondas e Aueraloha.
Serginho Laus

Infelizmente, depois dessa temporada histórica, a pororoca do Rio Araguari foi se extinguindo devido à ação dos homens, que construíram algumas hidroelétricas no Rio Araguari, e fazendeiros, que abriram canais para a criação de búfalos que vivem em pântanos e áreas alagadas, e tudo isso fez com que a foz do rio deixasse de ser caudalosa como antes, acabando com um dos maiores espetáculos e fenômenos da natureza brasileira que começou a ser conhecida para nós nos anos 70, com o Amaral Neto, o Repórter.

Bibliografia Pororoca, de Serginho Laus, editora Ediouro
Globo.com Notícias / Ciência

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    Yago Dora é o campeão do Vivo Rio Pro 2026. O brasileiro derrotou o italiano Leonardo Fioravanti em uma final acirrada, impulsionado pela forte presença da torcida que lotou as areias de Itaúna, mesmo debaixo de chuva e frio. Com mar balançado e ondas com cerca de um metro e meio nas séries, Fioravanti, que chegou à decisão já com o status de novo líder do ranking mundial, repetiu a estratégia da semifinal. O italiano impôs um ritmo forte logo no início da disputa, enquanto Yago optou por ser mais paciente e seletivo na escolha de suas ondas. A tática de Fioravanti rendeu frutos iniciais, deixando-o com um somatório provisório de 8.17 (notas 5.67 e 2.50). No entanto, aos 13 minutos de bateria, Yago Dora encontrou a rampa perfeita, executou um lindo aéreo rodando e levantou a praia ao arrancar um excelente 8.50 dos juízes. Minutos depois, já na metade do confronto, o brasileiro voou novamente. Com outro aéreo bem executado, recebeu um 6.50 e fechou seu somatório em imbatíveis 15.00 pontos. Pressionado, Fioravanti passou a precisar de 9.33 para assumir a liderança. A cinco minutos do fim, o italiano arriscou um ótimo aéreo (sem rotação completa) e diminuiu a diferença com um 7.50. Nos instantes finais, ele precisava de um 7.51 para a virada, mas o mar não colaborou e ele não conseguiu surfar mais nenhuma onda, selando a vitória e o título de Yago Dora pelo placar final de 15.00 a 13.37. Com esse resultado, Yago pulou para o segundo lugar na classificação geral do CT, ficando atrás somente de Fioravanti. Italo Ferreira agora cai para a terceira posição, enquanto Gabriel Medina, eliminado na estreia em Saquarema, ocupa o quarto lugar, seguido por Miguel e Samuel Pupo. Na final feminina, a norte-americana Sawyer Lindblad superou o “fenômeno francês” Tya Zebrowski com duas ondas de pontuações ligeiramente superiores (3.90 e 3.77), fechando seu somatório em 7.67 pontos. Lidando com condições difíceis no mar durante a bateria, Zebrowski lutou bastante e surfou um número muito maior de ondas que sua adversária, em uma tentativa incessante de reverter o placar. No entanto, Tya teve que se contentar com uma pontuação total de 6.10 (3.47 e 2.63) em suas duas melhores apresentações. O esforço não foi suficiente para garantir sua primeira vitória no Championship Tour aos 15 anos de idade, feito que teria estabelecido um recorde histórico da categoria. Adotando uma postura mais estratégica, Sawyer Lindblad vibrou muito com a conquista de sua primeira vitória na carreira no CT. Com o resultado, a surfista norte-americana dá um salto importante e assume a terceira colocação no ranking mundial feminino. Semifinais masculinas A primeira bateria a entrar na água foi a semifinal entre João Chianca e Leo Fioravanti. O italiano abriu o confronto em um ritmo forte, surfando quatro ondas em menos de 10 minutos. Nas três primeiras tentativas, garantiu um 7.00 como sua melhor nota. Na sequência, apostou em um aéreo reverse e arrancou um 6.00 dos juízes. Com isso, Fioravanti pôde se dar ao luxo de descartar um 4.00 e um 5.17, enquanto o brasileiro somava apenas 3.00 pontos naquele momento. Chianca tentou reagir restando pouco mais de 20 minutos para o encerramento da bateria. Depois de aumentar sua nota de descarte para 3.67, o brasileiro pegou uma onda intermediária e executou três rasgadas expressivas para anotar 6.27. Com isso, passou a precisar de um 6.74 para a virada. A poucos minutos do fim, ele arriscou em uma onda com pouco potencial e recebeu apenas um 3.83, pontuação insuficiente para reverter o placar. Com a classificação para a final, Fioravanti garantiu 7.800 pontos e chegou a 33.930 no total, ultrapassando Italo Ferreira (que caiu nas oitavas de final e soma 33.845) e assumindo a liderança do ranking do CT. Vindo de um título inédito em El Salvador, o italiano mostrava grande inspiração na busca pela segunda conquista de sua carreira. O grande obstáculo, no entanto, seria Yago Dora, que chegou à final igualmente embalado após derrotar o australiano Ethan Ewing na outra semifinal com um placar confortável de 14.30 contra 11.67. Isso sem mencionar o forte apoio da torcida brasileira. Quartas de final masculino e semifinais feminino Após uma pausa no domingo, o Vivo Rio Pro retornou à ação na segunda-feira (22) para o seu terceiro dia de competições. Ao longo do dia, a Praia de Itaúna viu definidas as finalistas da categoria feminina e os semifinalistas do masculino, deixando o palco pronto para o aguardado “Finals Day”. A previsão se mostrou muito melhor do que o esperado logo nas primeiras horas. O dia começou com ondas limpas com pouco mais de um metro e meio, permitindo um surfe de alta performance. No entanto, com o passar das horas, o mar perdeu força e as séries ficaram escassas, forçando a organização a paralisar o evento e adiar as baterias decisivas para o próximo chamado. Impulsionado pela energia vibrante da areia, o herói local João Chianca encontrou total sintonia com o oceano. Ele surfou duas excelentes ondas em sequência para colocar a pressão sobre o australiano Morgan Cibilic, que embora tenha surfado a melhor onda da bateria, não foi o suficiente para alcançar o somatório do brasileiro, que garantiu sua primeira semifinal da temporada. O atual campeão do evento, Yago Dora, protagonizou um duelo eletrizante e de notas excelentes contra o compatriota Miguel Pupo. Em uma troca crucial, Pupo arrancou um 8.00 dos juízes, mas Dora respondeu na onda seguinte com um brilhante ataque de frontside que lhe rendeu um 8.50, selando sua classificação para a semifinal. Dora enfrentaria o australiano Ethan Ewing, que virou sua bateria contra Kauli Vaast nos segundos finais, reeditando a grande final do Vivo Rio Pro de 2023. O italiano Leonardo Fioravanti manteve o embalo de sua vitória em El Salvador e frustrou a torcida local ao eliminar Samuel Pupo na primeira bateria do dia. Fioravanti adotou a estratégia de começar forte e manter o ritmo, construindo uma estratégia que Pupo não conseguiu reverter antes do tempo esgotar. Com o melhor

    Etapa brasileira do Championship Tour termina com vitória de Yago Dora. Sawyer Lindblad vence entre as mulheres e Leonardo Fioravanti assume liderança do ranking mundial da WSL, na etapa de Saquarema.

    Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, a Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Clique aqui para assistir ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Saquarema Clique aqui para conhecer a nova fase da Waves Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos na Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feita de surfista para surfista, a Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. O Vivo Rio Pro 2026 abre a janela de competições em Saquarema (RJ) nesta sexta-feira (19). Assista às baterias, compartilhe suas opiniões e participe dos debates ao vivo com outros apaixonados por surfe em nosso fórum abaixo. Campeões das etapas da Elite Mundial do Surfe realizadas no Brasil Ano Campeão Masculino Campeã Feminina 2025 Cole Houshmand (EUA) Molly Picklum (AUS) 2024 Italo Ferreira (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2023 Yago Dora (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2022 Filipe Toledo (BRA) Carissa Moore (HAV) 2019 Filipe Toledo (BRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2018 Filipe Toledo (BRA) Stephanie Gilmore (AUS) 2017 Adriano de Souza (BRA) Tyler Wright (AUS) 2016 John John Florence (HAV) Tyler Wright (AUS) 2015 Filipe Toledo (BRA) Courtney Conlogue (EUA) 2014 Michel Bourez (FRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2013 Jordy Smith (RSA) Tyler Wright (AUS) 2012 John John Florence (HAV) Sally Fitzgibbons (AUS) 2011 Adriano de Souza (BRA) Carissa Moore (HAV) 2010 Jadson André (BRA) — 2009 Kelly Slater (EUA) — 2008 Bede Durbidge (AUS) Sally Fitzgibbons (AUS) 2007 Mick Fanning (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2006 Mick Fanning (AUS) Layne Beachley (AUS) 2005 Damien Hobgood (EUA) — 2004 Taj Burrow (AUS) — 2003 Kelly Slater (EUA) — 2002 Taj Burrow (AUS) Melanie Bartels (HAV) 2001 Trent Munro (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2000 Kalani Robb (EUA) Layne Beachley (AUS) 1999 Taj Burrow (AUS) Andrea Lopes (BRA) 1998 Peterson Rosa (BRA) Pauline Menczer (AUS) 1997 Kelly Slater (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1996 Taylor Knox (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1995 Barton Lynch (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1994 Shane Powell (AUS) Pauline Menczer (AUS) 1993 Dave Macaulay (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1992 Damien Hardman (AUS) Wendy Botha (AUS) 1991 Flavio Padaratz (BRA) — 1990 Fabio Gouveia (BRA) — 1989 Dave Macaulay (AUS) — 1988 Dave Macaulay (AUS) — 1982 Terry Richardson (AUS) — 1981 Cheyne Horan (AUS) — 1980 Joey Buran (EUA) — 1978 Cheyne Horan (AUS) — 1977 Daniel Friedmann (BRA) Margo Oberg (EUA) 1976 Pepê Lopes (BRA) — Vivo Rio Pro 2026 Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 7.00 x Lucas Chianca (BRA) 6.432 Matthew McGillivray (AFS) 11.67 x 5.13 Luke Thompson (AFS)3 Weslley Dantas (BRA) 9.67 x Seth Moniz (HAV) 9.074 Eli Hanneman (HAV) 9.17 x Oscar Berry (AUS) 6.50 Round 2 1 Jack Robinson (AUS) 14.33 x Rio Waida (IND) 12.532 Samuel Pupo (BRA) 11.07 x Alan Cleland (MEX) 8.503 Leonardo Fioravanti (ITA) 12.27 x Weslley Dantas (BRA) 11.604 Liam O’Brien (AUS) 13.93 x Jake Marshall (EUA) 10.835 Morgan Cibilic (AUS) 9.44 x Connor O’Leary (JAP) 9.306 Matthew McGillivray (AFS) 13.53 x Gabriel Medina (BRA) 13.137 João Chianca (BRA) 14.84 x Griffin Colapinto (EUA) 7.178 George Pittar (AUS) 15.00 x Joel Vaughan (AUS) 6.539 Italo Ferreira (BRA) 14.33 x Ramzi Boukhiam (MAR) 10.9710 Kauli Vaast (FRA) 13.73 x Crosby Colapinto (EUA) 11.5011 Ethan Ewing (AUS) 12.66 x Alejo Muniz (BRA) 10.3012 Kanoa Igarashi (JAP) 12.23 x Cole Houshmand (EUA) 11.7713 Yago Dora (BRA) 13.83 x Eli Hanneman (HAV) 12.9014 Marco Mignot (FRA) 12.74 x Barron Mamiya (HAV) 10.4315 Callum Robson (AUS) 14.93 x Filipe Toledo (BRA) 13.0016 Miguel Pupo (BRA) 12.97 x Mateus Herdy (BRA) 10.94 Round 3 1 Samuel Pupo (BRA) 15.84 x 9.94 Jack Robinson (AUS)2 Leonardo Fioravanti (ITA) 16.50 x 13.33 Liam O’Brien (AUS)3 Morgan Cibilic (AUS) 13.40 x 11.50 Matthew McGillivray (AFS)4 João Chianca (BRA) 14.30 x 13.26 George Pittar (AUS)5 Kauli Vaast (FRA) 14.17 x 12.87 Italo Ferreira (BRA)6 Ethan Ewing (AUS) 14.33 x 12.27 Kanoa Igarashi (JAP)7 Yago Dora (BRA) 15.00 x 10.33 Marco Mignot (FRA)8 Miguel Pupo (BRA) 14.03 x 12.17 Callum Robson (AUS) Quartas de Final 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.23 x 12.50 Samuel Pupo (BRA)2 João Chianca (BRA) 13.27 x 12.76 Morgan Cibilic (AUS)3 Ethan Ewing (AUS) 13.07 x 12.84 Kauli Vaast (FRA)4 Yago Dora (BRA) 15.67 x 13.33 Miguel Pupo (BRA) Semifinais 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.00 x 10.10 João Chianca (BRA)2 Yago Dora (BRA) 14.30 x 11.67 Ethan Ewing (AUS) Final Yago Dora (BRA) 15.00 x 13.17 Leonardo Fioravanti (ITA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 14.50 x Vahine Fierro (FRA) 7.002 Erin Brooks (CAN) 11.26 x Anat Lelior (ISR) 9.503 Nadia Erostarbe (ESP) 10.83 x Yolanda Hopkins (POR) 9.104 Isabella Nichols (AUS) 12.50 x Francisca Veselko (POR) 11.705 Tya Zebrowski (FRA) 8.67 x Stephanie Gilmore (AUS) 7.336 Brisa Hennessy (CRC) 12.00 x Alyssa Spencer (EUA) 7.167 Bella Kenworthy (EUA) 10.10 x Bettylou Sakura Johnson (HAV) 8.938 Tatiana Weston-Webb (BRA) 11.00 x Tyler Wright (AUS) 10.46 Round 2 1 Carissa Moore (HAV) 14.50 x Erin Brooks (CAN) 13.302 Tya Zebrowski (FRA) 14.33 x Lakey Peterson (EUA) 11.033 Nadia Erostarbe (ESP) 8.40 x Molly Picklum (AUS) 7.674 Caitlin Simmers (EUA) 15.10 x Bella Kenworthy (EUA) 13.605 Gabriela Bryan (HAV) 17.33 x Sally Fitzgibbons (AUS) 13.266 Caroline Marks (EUA) 14.00 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 13.007 Luana Silva (BRA) 12.47 x Isabella Nichols (AUS) 12.208 Sawyer Lindblad (EUA) 14.03 x Brisa Hennessy (CRC) 9.67 Quartas de Final 1 Tya Zebrowski (FRA) 12.70 x Carissa Moore (HAV) 7.772 Nadia Erostarbe (ESP) 15.83 x Caitlin Simmers (EUA) 12.233 Caroline Marks (EUA) 13.04 x Gabriela Bryan (HAV) 11.904 Sawyer Lindblad (EUA) 12.86 x Luana Silva (BRA) 12.26 Semifinais 1 Tya

    Atendendo a um dos pedidos mais frequentes da comunidade, a Waves traz de volta os comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial.

    A janela para a etapa brasileira do Circuito Mundial abre nesta sexta-feira (19) e se estende até o dia 27 de junho. Com um período de espera curto, de apenas nove dias, a organização precisará aproveitar ao máximo as condições para o surfe na Praia de Itaúna, que felizmente tem previsão de receber swell com potencial logo no início do evento. Para o dia de abertura da competição espera-se o ápice de uma boa ondulação de sul. Com a primeira chamada diária marcada para às 7h, o evento em Saquarema (RJ) promete disputas acirradas, especialmente com os surfistas brasileiros chegando como grandes favoritos após a etapa de El Salvador. Clique aqui para ver a previsão das ondas Clique aqui para participar dos debates No cenário masculino, o Brasil domina o topo da tabela, ocupando cinco das seis primeiras posições do ranking mundial. Italo Ferreira veste a lycra amarela de líder (30.525 pontos), seguido de perto por Gabriel Medina (2º) e Yago Dora (4º). Os irmãos Miguel e Samuel Pupo fecham o pelotão de elite na 5ª e 6ª colocações. João Chianca, que atualmente ocupa a 23ª colocação no ranking, compete em casa e precisa de um bom resultado, uma combinação de fatores que podem fazer dele um dos sufistas mais perigosos nessa etapa. A organização já divulgou os primeiros embates, que reservam fortes emoções para a torcida. Weslley Dantas está confirmado no round 1, assim como Lucas Chumbo, ambos anunciados como convidados do evento. Além disso, o chaveamento já antecipa um duelo 100% nacional no round 2, colocando frente a frente Miguel Pupo e Mateus Herdy em uma bateria eliminatória de alto nível. Mas, apesar da hegemonia brasileira na ponta da tabela, não podemos baixar a guarda. O principal nome a ser observado entre os visitantes é o italiano Leonardo Fioravanti. Atual 3º colocado no ranking, ele desembarca no Rio de Janeiro embalado após conquistar o título da etapa de El Salvador. Outros adversários que exigem atenção são os australianos George Pittar (7º) e Ethan Ewing (9º), conhecidos por um surfe de borda polido que se encaixa muito bem nas ondas de Itaúna, além do atual defensor do título da etapa, Cole Houshmand, que mesmo não estando em grande fase, é sempre perigoso em beach breaks. Jack Robinson (14ª), o “mais brasileiro dos gringos”, é sempre uma pedra no sapato de seus adversários e se sente à vontade competindo no Brasil. O japonês Kanoa Igarashi (8º) e o norte-americano Griffin Colapinto (10º) completam a lista de estrangeiros no Top 10 com arsenal técnico suficiente para surpreender os donos da casa. Previsão das ondas Já no primeiro dia de janela, nesta sexta-feira (19), as séries podem ultrapassar os 2 metros, criando condições de alto nível para a competição, mas também impondo desafios extras aos atletas e à organização. O vento deve soprar terral (norte-nordeste) pela manhã, virando para maral (leste) ao longo do dia, o que pode prejudicar um pouco a formação, mas ainda assim mantendo o mar em condições razoavelmente boas. A previsão Waves aponta sexta e sábado como os dias mais favoráveis para a competição. A ondulação de sul deve diminuir para a faixa de 1,5 metro pela manhã, com vento terral fraco, oferecendo boas condições para o surfe de alta performance. No entanto, a formação pode se deteriorar à tarde, com a entrada de ventos do quadrante oeste e posteriormente de sul. Tudo indica que no domingo o mar estará menor, com séries com menos de 1 metro, com vento terral variável pela manhã e ventos moderados de sul-sudeste à tarde. Se a previsão se confirmar, a realização de baterias matinais no domingo será uma incógnita para a organização. Na segunda e terça-feira as condições podem piorar e, o meio da janela de espera, especialmente entre quarta e quinta-feira, um novo swell pode surgir com ventos não tão favoráveis, porém com a possibilidade de bons momentos. Para o último dia do evento (27), há potencial para o alinhamento de todos os fatores necessários. Contudo, levando em consideração a distância dessa data, os modelos de previsão ainda podem apresentar algum ajuste sobre como as condições se desenrolarão ao final da próxima semana. Além disso, deixar a definição do evento para o último dia da janela representa um risco para a organização. Traremos mais atualizações ao decorrer da janela. Cenário Feminino Entre as mulheres, a havaiana Gabriela Bryan lidera o circuito, seguida de perto pela compatriota Carissa Moore, que também vem de vitória em El Salvador e é sempre uma das favoritas nas ondas potentes de Itaúna. A australiana Molly Picklum (3ª) e o forte esquadrão norte-americano completam a lista de estrangeiras perigosas. Para o Brasil, a grande esperança no topo da tabela é Luana Silva, atual 4ª colocada e vice-campeã da etapa em 2025. O time brasileiro ganha um peso extra com o retorno de Tatiana Weston-Webb. Após abrir mão de competir no início do circuito, a brasileira entra como convidada do evento e terá um desafio duro logo de cara: enfrentará a experiente australiana Tyler Wright (9ª) em uma das baterias mais aguardadas da primeira fase. Para a atual temporada, a WSL anunciou que os vencedores das categorias masculina e feminina receberão, além da premiação oficial em dinheiro da etapa, um veículo avaliado em R$ 342 mil. Com a soma dos valores, o campeão e a campeã poderão acumular uma recompensa próxima de R$ 750 mil. Este montante estabelece um novo marco, tornando-se a maior premiação individual já oferecida em uma etapa do Circuito Mundial disputada em território brasileiro. A premiação histórica, no entanto, é mais um capítulo de um lugar carregado de tradição quando o assunto é surfe brasileiro. Muita história em Saquarema A vocação de Saquarema para o esporte começou a ser forjada no início da década de 1970. Na época, surfistas que desbravavam o litoral fluminense encontraram na então pacata vila de pescadores de Itaúna um cenário de ondas perfeitas e potentes. Durante alguns anos, as ondas do lugar permaneceram um segredo bem guardado entre surfistas

    Palco da etapa brasileira da elite mundial, Saquarema reúne tradição, ondas icônicas, torcida única e uma premiação inédita, que pode render quase R$ 750 mil aos campeões.

    São 28 anos na missão de dar suporte para que os fissurados em ondas estejam no lugar certo, na hora certa. Indicando o caminho, presente no dia a dia dos surfistas brasileiros, o logo da Waves tornou-se reconhecido nacionalmente, e também em âmbito internacional. Bastava ser identificado para que se soubesse que se tratava de conteúdo surfe com a mais alta credibilidade. Neste sentido, tornou-se um ícone, daqueles atrelados para sempre a um significado de compreensão imediata. Mas nem por isso imune à evolução. Foi respeitando a força já consolidada, mas buscando dar mais significado ainda às suas formas, que o recém-assumido líder criativo da plataforma Waves, Felipe Garone, se debruçou sobre o logo. O desafio consistia em tentar melhorar o que já era ótimo, com muita humildade. “Precisávamos respeitar todo um legado construído ao longo de 28 anos. A Waves sempre foi uma marca que pautou cultura, então o rebranding precisava ser sutil, sem perder conexão. Trouxemos fluidez ao logo: o W e as letras, antes muito blocadas, agora respeitam esse movimento, essa fluidez. Atualizamos as cores e deixamos a marca condizente com os tempos atuais. O logo flui, o logo surfa”, observa Felipe Garone. É verdade, como uma ondulação chegando, o novo logo da Waves convida ao surfe. A que o observador deslize por suas formas agora mais arredondadas, lembrando o movimento de sobe e desce do meio líquido que tanto prazer proporciona aos surfistas. É como se a misteriosa energia que cruza oceanos para dar tanto prazer aos surfistas, pudesse agora ser visualizada também no logo.  Para deixar ainda mais claro, Felipe Garone preparou o vídeo acima, no qual divide com os usuários da Waves como esse processo criativo ocorreu. O novo logo integra o conjunto de transformações apresentadas pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Pegue essa onda e drope o novo logo da Waves.

    Elemento chave do novo projeto gráfico da plataforma, o icônico logo da Waves ganha forma de ondulação.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, desde a era dos nomes falsos e placas pichadas ao campo de treino que ajudou a moldar Gabriel Medina, passando pelo trágico acidente de Taiu Bueno. Toda onda tem uma história. Algumas são escritas em campeonatos, outras em imagens que atravessam décadas. Algumas nascem de momentos de glória, outras carregam marcas deixadas por tragédias que o tempo jamais apaga. Poucas ondas brasileiras reúnem tantos capítulos quanto a Paúba. Ela pertence a uma categoria especial de lugares que habitam conversas de estacionamento, capas de revista, vídeos compartilhados entre amigos e sessões imaginadas durante anos. Há lugares que, mesmo sem terem sido vistos de perto, já ocupam um espaço especial dentro de quem sonha com ondas. Para muitos brasileiros, Paúba é um desses lugares. Escondida entre o mar e a serra no litoral norte paulista, a pequena praia construiu uma reputação capaz de atravessar gerações. Seus tubos pesados, a bancada rasa e as condições frequentemente desafiadoras transformaram o pico em um dos lugares mais respeitados e temidos do surfe nacional. Foi ali que Gabriel Medina desenvolveu parte importante da técnica que o ajudaria a conquistar três títulos mundiais e enfrentar alguns dos tubos mais perigosos do planeta. Foi ali também que o big rider Taiu Bueno sofreu o acidente que mudaria sua vida para sempre. Por trás da fama da Paúba existe uma coleção de histórias. Histórias de pescadores e caiçaras. De fotógrafos, bodyboarders e surfistas. De amizades construídas dentro e fora d’água. De dias perfeitos e acidentes que marcaram profundamente a memória do surfe brasileiro. Durante muitos anos, a localização da Paúba foi protegida como um segredo. Revistas utilizavam nomes falsos para não entregar o pico. Placas eram pichadas para confundir visitantes. Quem encontrava aqueles tubos preferia mantê-los longe dos holofotes. Agora, chegou a hora de contar essa história. Paúba foi escolhida para inaugurar O Pico, nova série documental da Waves criada para explorar algumas das ondas mais emblemáticas do Brasil através das pessoas que ajudaram a construir suas identidades. A série integra o conjunto de novos produtos apresentados pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Para contar essa trajetória, a equipe reuniu personagens que viveram diferentes momentos da evolução do pico. Gente que testemunhou a transformação de uma praia quase desconhecida em um dos lugares mais respeitados do surfe nacional. Gente que viu Gabriel Medina chegar ainda menino. Gente que ajudou a escrever capítulos que jamais apareceriam em rankings, resultados ou manchetes. Ao longo do episódio, personagens como Sebastian Rojas, Felipe Paúba, JP Costa, Ditinho, Lúcia Frigerio, Ian Gouveia, Caio Costa, Zecão Rennó e outros nomes que fazem parte da memória da praia ajudam a reconstruir essa trajetória através de relatos raramente registrados em um mesmo lugar. As gravações aconteceram durante um grande swell que atingiu a região no início de maio. Com apoio da previsão do Waves Pro, a equipe mobilizou cinegrafistas locais e registrou um dos maiores dias do ano na Paúba até então. As ondas apareceram exatamente como gostam de se apresentar por lá: agressivas, imprevisíveis, desafiadoras, porém lindas e mágicas ao mesmo tempo. O resultado é um mergulho em uma história que fala de muito mais do que surfe. Fala sobre pertencimento, comunidade e coragem, porque a verdadeira história de uma onda raramente está apenas dentro d’água. Ela vive nas pessoas que cresceram ao seu redor. Nas amizades construídas ao longo dos anos. Nos medos superados. Nas vacas inesquecíveis. Nos tubos que ninguém viu. E nas histórias contadas depois que o mar acalma. Pegar um tubo na Paúba faz parte do imaginário de gerações de surfistas brasileiros, mas para entender de verdade por que esse pequeno trecho de areia exerce tamanho fascínio, é preciso conhecer as histórias que quebram junto com suas ondas. Aperte o play e descubra por que Paúba não é para qualquer um.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, dos tempos de segredo e nomes falsos ao pico que ajudou a formar Gabriel Medina e marcou para sempre a vida de Taiu Bueno.

    Feliz. Esse é o melhor adjetivo para descrever o momento que John John Florence vive. Quando ele deixou o Circuito Mundial, logo após conquistar seu terceiro título mundial, escolheu um novo rumo para sua carreira, sem garantia nenhuma de que a difícil decisão iria dar certo. Mas deu, e muito.  É justamente sobre exemplos e escolhas que girou boa parte da descontraída conversa do havaiano com o jornalista Adrian Kojin, que pode ser conferida no primeiro episódio do Wavescast. O podcast, que está sendo lançado pela maior plataforma surfe do Brasil como um dos produtos em destaque na sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso), chega para oferecer aos usuários da Waves o que pensam os maiores nomes do surfe mundial. Ter John John estrelando o primeiro episódio foi sem dúvida um privilégio. Escutar John John explicando que não foram os títulos mundiais de Tom Curren o que mais o marcou na trajetória do lendário californiano, mas sim sua coragem de escolher caminhos diferenciados do que se esperava dele, é revelador. “Eu admirava que ele conseguia fazer o que parecia certo para ele, sem estar preso a uma coisa ou outra”, diz ele ao reverenciar Curren como sua maior influência. Tem também John John celebrando seus outros dois grandes ídolos no surfe. Sobre Kelly Slater, ele se declara impressionado com sua capacidade de continuar performando num nível tão alto, “é incrível que ele consiga, na idade dele, ainda surfar do jeito que surfa”. Quanto ao que sentia ao testemunhar Andy Irons em ação, ele destaca a originalidade nas linhas traçadas, que o deixavam com a “sensação de que ele era imprevisível no que ia fazer na onda”.  No que diz respeito aos surfistas brasileiros no Tour, John John é só elogios. Para ele, a tempestade brasileira continua forte e a chance de mais um título mundial verde amarelo é grande. Sobre sua disputa particular com Gabriel Medina, para ver quem chega ao quarto título mundial antes – que deixou de acontecer esse ano quando ele resolveu partir para outra volta ao mundo velejando com a família – John disse sorrindo que “teria sido muito divertido, Gabriel tem sido um dos melhores. Ele me faz focar de verdade”. São 45 minutos de papo rolando solto e os assuntos são muitos. Dos perigos de surfar sozinho em lugares isolados, ao desejo de avistar o Cristo Redentor do deck de seu catamarã, John John demonstra sempre uma grande satisfação com o estilo de vida que optou em seguir. Ele conta que tem saudades do Tour, mas que não troca nada pelas experiências pelas quais tem passado ao lado da sua mulher e filho de dois anos de idade. Liberdade acima de tudo. Vale muito conferir.

    Estreia do Wavescast traz o tricampeão mundial John John Florence direto do seu veleiro enquanto navega pelo Pacífico, falando de Tom Curren, Kelly Slater, Andy Irons, Gabriel Medina e muito mais.

    Tentar explicar a sensação de surfar para quem não pega onda é uma tarefa complicada. Não sem razão uma das frases mais clássicas de nosso universo tão particular é aquela que diz que “Só um surfista conhece o sentimento”. Desde sempre foi uma das favoritas entre a equipe que faz a Waves. Mas, não faz muito tempo, alguém trouxe outra frase genial escutada para uma reunião de pauta, uma descrição tão apurada do nosso comportamento que ficamos absolutamente fascinados com sua sutileza e precisão: “Nós gastamos anos perseguindo segundos”. Tempo é o bem mais valioso que um ser humano pode ter. Se ele ou ela for um surfista, multiplique por muitas vezes esse valor. Surfistas precisam gastar muito tempo para poder sentir aquela sensação que dura uns poucos, ínfimos e efêmeros, segundos.  Mas é aí que reside o verdadeiro milagre do surfe. Na capacidade que a interação entre homem, prancha e ondas possui de alterar a percepção do tempo. Shaun Tomson, o sul-africano campeão mundial em 1977, considerado um dos maiores embaixadores que o surfe já teve, segue, aos 70 anos de idade, brilhando os olhos ao explicar que “o tempo se expande dentro do tubo”. Enquanto Gerry Lopez, eterno rei de Pipeline, que ainda entuba fundo e com muito estilo, celebra o efeito câmera lenta. “Quanto mais rápido eu deslizo, mais lentamente as coisas parecem acontecer.” Hoje a plataforma Waves pega uma nova onda, em disparada ao futuro, mas sem nunca deixar de reverenciar a essência do surfe. Todo surfista sonha com a onda perfeita, é onde ele quer estar. Por 28 anos esse foi o compromisso da Waves com seus usuários. Agora mais do que nunca. Quando a onda digital despontou no horizonte do surfe, a Waves remou forte e se tornou o primeiro veículo especializado no Brasil a botar pra baixo. Muitas séries vieram depois, e nunca amarelamos.  Mas chegou um momento em que percebemos que o lipe estava ameaçando correr mais veloz do que nossa capacidade de aceleração. Hora de reavaliar o posicionamento, se certificar de que as ferramentas utilizadas estão em sintonia com o desafio à frente e buscar entender ainda mais como podemos ser úteis a quem busca nossos serviços. É isso mesmo, a vocação da Waves é a de servir a comunidade do surfe. Informando, inspirando, indicando quando e onde as melhores ondas estarão acontecendo. Economizando tempo, para garantir mais segundos de onda. Na nossa prioridade é o usuário quem manda, e nesse novo momento estamos abrindo canais para que essa interação aconteça da forma mais eficiente possível.  Atualizamos o visual do site, facilitando a maneira como os surfistas interagem com a previsão, que foi expandida para 16 dias no Waves Pro. Vamos seguir publicando matérias com nossa reconhecida credibilidade, mas buscando ainda mais profundidade. Preservar e fomentar a rica cultura do surfe é um dever nosso, como principal veículo de mídia surfe na América Latina. Nesses tempos velozes, nosso Instagram receberá uma atenção ainda mais apurada, para divulgar o que de mais relevante está acontecendo no universo surfe. Ao mesmo tempo em que destacamos as frases, imagens, tópicos mais significativos de nossa produção editorial.  Nesse sentido, a TV Waves, nosso canal no YouTube, está sendo reinaugurada. Já estão disponíveis o primeiro episódio de “O Pico” e do Wavescast. Teremos muito mais conteúdo preenchendo a grade. Para começar, fomos à praia da Paúba retratar um dia de ondas grandes no campo de treino do tricampeão mundial Gabriel Medina e aproveitamos para contar a história de uma onda na qual tragédia e glória estão próximas demais uma da outra.  No nosso programa de entrevistas, o havaiano tricampeão mundial, John John Florence, responde do meio do Oceano Pacífico às perguntas feitas por Adrian Kojin, que quis entender o que o levou a abandonar as competições para viver com a família a bordo de um catamarã, cruzando os mares do planeta. Estamos apenas no início dessa nova onda que decidimos dropar com toda nossa energia. Muita coisa bacana está sendo programada para que a plataforma Waves se torne cada vez mais o centro em torno do qual gravita uma comunidade de surfistas, que tem as ondas como prioridade em suas vidas. Cada segundo surfado possui um valor enorme. E nós queremos que esses segundos virem minutos, horas, dias, uma vida dentro d’água. Sabemos que isso é impossível, mas nós gostamos de sonhar. Fica o convite para você sonhar com a gente.  NO LUGAR CERTO NA HORA CERTA É ONDE TODO SURFISTA SONHA EM ESTAR A FELICIDADE VEM EM ONDAS E NÓS SABEMOS ONDE E QUANDO

    Em nova fase e com visual remodelado, Waves evolui plataforma, expande seus produtos e reafirma o compromisso de quase três décadas: garantir que os surfistas estejam no lugar certo, na hora certa.

    A quinta etapa do Championship Tour da WSL chegou ao seu dia de encerramento neste sábado (13), nas ondas de Punta Roca, La Libertad, em El Salvador. Após uma breve pausa, o evento retornou com as quartas de final em um mar de boa formação, com ondas com pouco mais de um metro nas séries. O sábado em El Salvador terminou com um resultado histórico para o surfe europeu: Leonardo Fioravanti superou Italo Ferreira e se tornou o primeiro italiano a conquistar um título na elite mundial da WSL. Coroando uma campanha impecável, Fioravanti encerrou a competição sendo dono de três das cinco maiores notas de toda a etapa (9.00, 8.50 e 8.33). Apesar do vice-campeonato, Italo Ferreira deu mais uma prova de sua impressionante resiliência. Apenas dois dias antes do início da janela em Punta Roca, o potiguar sofreu um acidente no mar: foi atingido pela prancha de outro surfista durante uma sessão livre e precisou levar oito pontos no joelho direito. Mesmo assim, competiu em alto nível até o último dia. A grande decisão começou com Fioravanti ditando o ritmo ao abrir a bateria com um high score de 8.33. Italo tentou responder de imediato, mas a onda não ofereceu potencial e rendeu apenas 3.60. Consistente, o italiano logo somou um 6.17, abrindo uma vantagem confortável de 14.50 contra 5.33 do brasileiro. A oito minutos do fim, Italo incendiou a disputa. O potiguar encontrou uma excelente rampa, executou um aéreo perfeito e arrancou um 7.50 dos juízes. No entanto, Fioravanti não deu margem para a virada e, na sequência, cravou um 7.00 para selar o placar. Com 15.33 contra 10.90 do brasileiro, Leonardo saiu da água extasiado para celebrar a conquista inédita para a Itália. Com o resultado em El Salvador, Italo Ferreira garante a manutenção da cobiçada lycra amarela, seguindo na liderança do ranking mundial. Já o campeão Fioravanti dá um salto importante e assume a terceira colocação na corrida pelo título. Na final feminina, a pentacampeã mundial Carissa Moore (HAV) protagonizou uma final eletrizante contra a australiana Tyler Wright e conquistou seu segundo título consecutivo na temporada. Embalada pela vitória recente na etapa de Raglan, na Nova Zelândia, a havaiana mostrou frieza de campeã: encontrou a onda que precisava a menos de cinco minutos do fim e arrancou uma virada espetacular sobre a adversária. A bateria começou morna, com ambas as surfistas arriscando em ondas sem muito potencial. O ritmo mudou quando Carissa anotou um 5.50 em sua segunda tentativa. Tyler respondeu à altura, encaixando boas manobras para arrancar um 7.67. A havaiana não se intimidou e, logo em seguida, cravou a maior nota do confronto: um excelente 8.33. A seis minutos do fim, a australiana voltou a assumir a liderança ao marcar um 6.17. No entanto, mostrando toda a sua experiência, Carissa aproveitou os instantes finais para surfar uma onda decisiva de 6.77. Com a virada no apagar das luzes, a pentacampeã fechou o somatório em 15.10 contra 13.84 de Wright, garantindo a taça. Semifinais O clássico brasileiro entre Italo Ferreira e Gabriel Medina marcou as semifinais. Em uma bateria extremamente acirrada, o potiguar levou a melhor sobre o tricampeão mundial e, com o resultado, garantiu a manutenção da liderança do ranking. A disputa começou quente, com Medina abrindo com uma onda consistente. Combinando batidas e rasgadas, ele arrancou um 7.67 dos juízes. Italo respondeu à altura: encaixou bem na bancada, distribuiu manobras fortes e anotou 7.17. Na sequência, o potiguar arriscou um aéreo em uma nova onda e, mesmo sem completar a aterrissagem com perfeição, conseguiu os pontos necessários para assumir a liderança provisória da bateria. Sem se abalar, Gabriel surfou uma onda bastante técnica, rendendo um 5.67 e devolvendo-lhe a primeira posição. O clímax ficou para os seis minutos finais, quando ambos foram para o tudo ou nada em busca de notas maiores. Italo achou uma excelente onda, cravou 7.53 e virou o placar, somando 14.70. Medina lutou até o fim e ainda elevou seu somatório para 14.17, mas o tempo se esgotou, selando a classificação de Italo que, com o resultado, garantiu a lycra amarela (caso Medina vencesse o campeonato, ele assumiria a primeira posição do ranking). Na outra semifinal masculina em Punta Roca, Leonardo Fioravanti superou Kanoa Igarashi. O surfista japonês liderou boa parte da bateria, mas o italiano manteve o surfe sólido apresentado ao longo de todo o evento. Com uma reação decisiva nos minutos finais, Fioravanti alcançou o somatório de 12.00 e garantiu sua vaga na decisão. Abrindo as semifinais femininas, as havaianas Gabriela Bryan e Carissa Moore caíram na água para um duelo de alto nível. Gabriela começou melhor, anotando 6.50 e somando um 4.83 de backup. No entanto, Carissa Moore usou sua experiência para reverter o cenário: encontrou uma onda excelente, arrancou um 8.17 dos juízes e assegurou a classificação. Na segunda bateria feminina, as australianas Tyler Wright e Molly Picklum disputaram a última vaga para a grande final. Tyler assumiu a liderança logo no início com um expressivo 7.17. Molly chegou a assustar ao surfar a melhor onda do confronto, que lhe rendeu um 7.33, mas Tyler respondeu com um 6.73, fechou a conta e carimbou seu passaporte para a decisão. Quartas de final Dois brasileiros entraram na água neste sábado para as disputas das quartas de final: Italo Ferreira e Gabriel Medina. Italo protagonizou um verdadeiro duelo olímpico contra o taitiano Kauli Vaast, atual campeão de Paris 2024. O brasileiro levou a melhor e avançou à semifinal com um placar de 10.67 contra 8.33. O confronto foi marcado pelo equilíbrio na metade da bateria, quando ambos surfaram ondas parecidas e executaram manobras semelhantes. No entanto, a execução de Italo foi superior, rendendo-lhe um 6.50 contra um 5.00 de Kauli, o que o colocou na liderança. A dez minutos do fim, o potiguar trocou sua segunda nota por um 4.17, enquanto o taitiano somou apenas 3.33. A bateria chegou ao fim com Kauli precisando de um 5.67 para a virada, mas sem sucesso. Já Gabriel Medina teve um

    Italiano Leonardo Fioravanti e havaiana Carissa Moore faturam etapa de El Salvador no Circuito Mundial. Italo Ferreira é vice e mantém liderança do ranking.