De Volta Pro Futuro

Tsunami com hora marcada

Bruno Alves resgata sessões marcantes nas pororocas do Rio Araguari, no Amapá.
Pororoca do Rio Araguari (AP)

Estávamos em pleno equinócio de verão, às 6:30 da manhã do dia 19 de março de 2011, exatamente na hora marcada para a entrada pelo estuário do Rio Araguari, no Amapá, da maior pororoca que o mundo do surfe teria conhecimento. Nesse dia histórico, a lua estaria no seu epigeu, ou seja, no ponto mais próximo de sua órbita na Terra dos últimos 18 anos, a cerca de 26.323km, por isso estava sendo chamada pelos astrônomos de ”Super Lua”, ou “Supermoon”, o que só voltará a ocorrer em 2029. Essa “Super Lua” indicava que na primeira maré de sizígia, a partir do dia 19 de abril de 2011, logo depois da alvorada, viria uma maré tsunâmica das mais pesadas e velozes.

Doze anos antes, no mês março de 1999, estive no mesmo local para surfar a pororoca do Rio Araguari, durante um outro fenômeno lunar, a “Lua Azul”, outra raridade que ocorre quando a lua fica cheia duas vezes durante o mesmo mês. Naquela ocasião, não contávamos com nenhuma estrutura e segurança, apenas com uma pequena voadeira, numa época em que surfar no Araguari era meio loucura, e pelo que eu sabia, apenas o Guga Arruda e Eraldo Gueiros haviam se aventurado por ali, com a retaguarda de uma grande embarcação. No dia 30 de março, navegamos sob muita chuva e ventos, com cinco pessoas, desde Ferreira Gomes, cidadezinha que fica a 200km da foz, rumo ao encontro do Araguari com o Oceano Atlântico.

Chegamos ao objetivo depois de dois de viagem, mais precisamente no dia primeiro de abril. E foi numa manhã fria e de tempestade do nosso terceiro dia, que avistamos a pororoca pela primeira vez entrando pelo estuário. Acompanhamos a maré por mais de uma hora rio adentro, quando num certo ponto eu decidi pular no rio para surfar aquela onda de barro, mas, antes de saltar, fomos surpreendidos pela mesma, logo após a embarcação encalhar em um banco de areia.

Conseguimos ainda surfar de voadeira a espuma, mas acabamos por submergir no centro do rio, numa área super inóspita onde as margens se encontravam em sua maior distância, a quase um quilômetro cada, margens de selva alagada que os biólogos chamam de Igapós.

Perdemos todos os equipamentos fotográficos, filmadoras, e ficamos náufragos por quase três horas debaixo de uma tempestade ininterrupta, e o milagre veio em forma de uma típica canoa dos povos ribeirinhos, com dois garotos nativos. Eles viviam a mais de 8km do acidente, mas conseguiram ouvir os gritos de socorro de dois de nós que foram arrastados em cima da minha prancha.

Voltando ao presente, o acidente já era um passado distante, e agora em 2011, eu me encontrava vivendo tudo aquilo novamente, mas feridas na alma nunca saem, ficam e marcam, talvez como lição eterna.

Ainda era bem escuro, quando dentro da nossa embarcação que estava aportada a uns 35km da foz do Rio Araguari, numa pequena enseada segura, se acendeu a primeira luz, logo depois do funcionamento do gerador, quebrando o silêncio da região. O clima era de expectativa, todos nós acordamos agitados para iniciar os preparativos e tomar um rápido café da manhã. A nossa “barca” era composta por seis surfistas – eu, o meu irmão Albertinho, o meu padrinho Saulo, o Serginho Laus, que, além de organizador da viagem, tem dois recordes mundiais homologados e um não oficial, e é o maior entendedor de surfe em pororoca do mundo, o seu amigo australiano Skeet Derham e o Alexandre Mattei, do Guarujá, mas que vive hoje em Itajaí, e que estava com um modelo de prancha que ele idealizou que é meio caiaque e meio SUP, o Shark Padlle.

O nosso barco / casa tinha uns 60 pés, era uma típica embarcação dos rios do Amazonas, conhecida como barco de rede, onde só se dorme em redes sem nenhum tipo de conforto. A nossa tripulação era composta por uma cozinheira, duas ajudantes, o capitão e dois ajudantes, dois barqueiros locais, o major Rille, que tocava a voadeira, o Zeca, que tocava o inflável, um piloto de jet, o Márcio, que era também o proprietário da embarcação de rede. Fora toda essa equipe, tínhamos um fotógrafo, o Toninho Jr., um ex-videomaker que passou a se dedicar em fotografar a pororoca.

Ainda era escuro, quando a nossa voadeira, o inflável e o jet zarpavam “silenciosamente”, se isso era possível, rumo ao estuário. Ao lado da nossa embarcação havia mais duas embarcações grandes. Em uma delas estavam o Picuruta Salazar, Ross Clark Jones, Gary Linden e uma equipe de TV australiana, e na outra, mais australianos e brasileiros. Nas margens onde havia um píer e algumas casas em palafitas, e onde morava o nosso barqueiro Zeca, estava atracado um jet, que transportava mais três surfistas, o Armando Diniz, Nil Faria, outro conhecedor de pororoca, e o Luizinho.

À medida em que as nossas embarcações se afastavam do tumulto, eu não tive muito tempo para refletir sobre o quanto aquilo tudo mudou, muita movimentação de gente, surfistas e turistas, bem diferente da primeira vez que ali estive, que a região era erma, remota e desconhecida na época para o mundo do surfe. Entretanto, a minha mente e o meu olhar focavam o horizonte, ao leste, que começava a dar os primeiros sinais de claridade, e no sentido oposto, a oeste, ocorria uma das cenas mais magníficas de toda a viagem, a lua se pondo redonda, bem no horizonte, literalmente um por de lua, e logo em seguida, novamente a leste, o sol aparecendo laranja, na linha do horizonte, resultado do perfeito alinhamento do sol a terra e a lua.

Já parados nas proximidades da foz do Araguari e o Oceano Atlântico, em shit place, local típico para ir ao banheiro nas margens lamacentas e que implica numa manobra um tanto desconfortável, o silêncio imperava. A água do rio impressionantemente descia a uma velocidade inacreditável na direção do mar, exatamente como um tsunami, e completando o cenário, não se ouvia nada além de um ronco, isso mesmo, um ronco que vinha da direção do oceano.

A palavra “pororoca” vem do termo poroc poroc, que significa “destruidor”,  no dialeto indígena do baixo rio Amazonas. O fenômeno, que ocorre nas mudanças da fase da lua, principalmente nos equinócios, começa devido ao encontro das águas do rio e do mar, quebrando o ciclo comum de seis horas de maré vazante e seis horas de maré enchente. Toda a água do rio que vaza em direção ao oceano fica retida e represada pela água salgada, já que não se misturam devido a densidades diferentes.

Quando a maré quebra o ciclo da vazante, ela começa a encher, e quando as águas vindas do oceano alcançam a desembocadura de rio, formam-se elevações que chegam a ter vários quilômetros de comprimento, que se movem rio acima com velocidade de 20 a 50 km/h.

O encontro entre águas doce e salgada provoca ondas enormes que avançam rio adentro, com tanto poder a ponto de derrubar árvores, naufragar embarcações e causar erosões modificando o leito dos rios. O barulho é tão ensurdecedor que pode ser ouvido até com uma hora de antecedência, por isso que na linguagem Tupi, poro´roka significa estrondar.

E foi com esse estrondo que começamos a nossa real aventura. Era estampada na cara de cada um ali, uma fisionomia de tensão, principalmente para os quem nunca estivera nessas paragens. No meu caso, posso dizer, a ficha caiu, e por segundos me deu um “Déjà vu”, o que me deixou meio anestesiado mentalmente e fisicamente.

Mas, a tensão logo virou emoção quando o Márcio no seu jet se adentrou alguns quilômetros para fora soltou o Skeet na primeira onda, e nós ali parados nos outros dois barcos, observávamos com muita adrenalina, e eu sinceramente, não tenho palavras para descrever o que foi aquilo, ela, a pororoca, vinha em alta velocidade, roncando, grande, over head, e o Skeet arrepiando uma direita que foi a mais emparedada que alguém surfou em todos aqueles dias, e ele vinha acelerando, dando rasgadas, estoladas e inaugurando o surfe na “Super Lua”.

Foram mais de 7 minutos surfando até que a direita fechou, enquanto na margem direita formava uma série de grandes esquerdas que corriam na outra direção, arrancando gritos meu e do Albertinho. O Skeet por sua vez, foi se aguentando na espuma, até que a onda de trás comeu a da frente e ele instantaneamente desapareceu, no momento em que a onda fechava de margem a margem a uma velocidade de cerca de 30km/h. A massa de lama e água corria forte em nossa direção, que fugíamos em alta velocidade daquele tsunami. O Márcio, no seu jet, conseguiu resgatar o Skeet, que já estava muito longe de nós, mas a sua prancha quebrou em dois pedaços.

Logo em seguida, o Saulo foi lançado na água e ficou preso na espuma, e eu logo na sequência, “Meu Deus”, pensei, “estou novamente nas águas do Araguari”, e sem me dar conta fui engolido pela onda e tomei um caldão e fiquei para trás sozinho, isolado, o que me fez lembrar de tudo que passei, fiquei bem assustado, mas logo o Márcio no jet apareceu para me resgatar e me lançar mais adiante na onda que nesse momento abria um rabão para direita, e enfim consegui pegar, vencendo um fantasma que me perseguia por 12 anos e de uma vez por todas surfei a pororoca.

Mais à frente, depois de vários resgates e muitas ondas surfadas, chegamos num ponto em que a onda abria um vagalhão para a esquerda por mais de 15 minutos, e quando chegamos ali estavam na onda o Picuruta Salazar, o Ross e o Skeet. Era tanta gente, tanto jet, com aquelas ondas sem fim, over head, que tudo parecia uma alucinação, eu não sabia se olhava, me lançava na água, mas ali preferi ficar no barco e entender melhor a onda.

A esquerdona continuava sendo surfada enquanto se aproximava da margem direita do rio de quem olha para a foz, numa área geográfica em que o mesmo faz uma longa curva para a esquerda de quem olha para a foz. Nesse ponto ela fechou, se chocando com a margem, onde por reflexo começou a abrir um bowl de direita inacreditável, crescendo de volume e altura. As ondas que vinham de trás também iam se chocando com a margem e refletindo, formando uma cena espetacular com sete ou mais ondas alinhadas e paralelas e que abriram por mais ou menos de dez a quinze minutos.

Na primeira delas, o Picuruta e o Skeet ainda estavam surfando, pois foram muito habilidosos em fazer a conexão da esquerda para direita com um close out entre as duas. O Ross desapareceu na conexão junto à margem do rio dentro de um tubão de chocolate, mas logo ele apareceria novamente na direita resgatado pelo seu jet, enquanto o Albertinho se jogava na água e pegava a mesma direita. Os dois, Ross e Alberto, se encontraram e deram as mãos se cumprimentado: “What are you fucking doing here?”, deve ter falado o Ross, que conhecia o Albertinho quando hospedou ele na sua casa em Laranjeiras (RJ) alguns anos antes. Mais uns trinta quilômetros rio para dentro, e mais ou menos uma hora a mais, a onda seguiu seu rumo até se dissipar. Todos nós fomos surfando um pouco aqui, um pouco ali.

O dia seguinte, dia 20 de março de 2011, estava reservado para entrar na história. Fomos novamente bem cedo lá fora até a foz e cada um ao seu estilo veio surfando até chegarmos em barco no centro do rio, onde avistamos o “bração” de esquerda, maior que o dia anterior, e na onda estavam surfando por um longo tempo o Ross Clark Jones e o Picuruta, que não tiravam o olho do relógio. Acho que estavam tentando bater um recorde de tempo.

O nosso bote corria ao lado com uma distância segura, literalmente surfando a esquerda, acompanhando o Ross e Picuruta, num dança de surfe, onde os dois se alternavam para a espuma e para a parede, e assim por diante. Num dado momento, o Picuruta me avistou com o Albertinho na lancha e nos chamou com gestos, mas preferimos não atrapalhar, e foi no momento crítico em que a esquerda fecha junto às margens para virar o grande bowl de direita, que entendi as palavras de Gary Linden no ainda no hotel, em Macapá: “O Gato é o melhor surfista de pororoca que existe, o Gato é o Gato”.

Realmente vi com meus próprios olhos. O Gato, que deve ter sete vidas, naquele espumão enorme após a onda fechar, ia se aguentando por alguns minutos enquanto o Ross era engolido, e na hora em que a direita abriu, começou um grande show do Picuruta com uma fish 5´8”. Ele surfava a maior onda já registrada em uma pororoca no mundo, com uma classe e estilo de um cara excepcional, com curva estilosas e se arrumando sempre no bowl com maestria, tudo isso aos olhares de barcos, da TV australiana, helicópteros…

No nosso bote, reparei o Skeet, que é um hot surfer, olhando com uma cara de impressionado. Pena que um jet que veio por trás da onda de forma irresponsável, entrou na parede, quase pegou o Gato, e fez uma marola que o derrubou, no auge de sua performance. Ele ainda apareceu deitado com uma massaroca de 3 metros atrás dele. A partir daí não vi mais nada, pois corremos para a próxima seção.

Eram tantas emoções durante o período de surfe, que à tarde, para aliviar a tensão, fazíamos algumas atividades como andar em cima de búfalo, jogar bola em pastos de lama, fazer SUP pelo rio, visitar povoados ribeirinhos de palafitas, bater fotos, explorar as margens destruídas e até encontrar uma boia oceânica no meio da selva, enfim, atividades mil na selva. Os momentos no barco eram bem animados, mas o tempo demorava a passar porque só tinha um surfe por dia, e como o tempo sobrava, acabávamos refletindo sobre cada dia, cada onda, cada caldo e cada sufoco.

E numa dessas reflexões, fiquei pensando se o Picuruta roubou o show do Serginho Laus, ou o Serginho entregou o show ao Picuruta. Acho que nos dois primeiros dias o Serginho ficou na dele na área de maior procura pela TV australiana e suas filmagens, surfando sempre as primeiras seções do rio e as intermediárias e finais, ainda mais sabendo que eles iriam embora nesse segundo dia e nós ainda teríamos mais quatro pela frente. Até o prezado momento eu só tinha visto ele surfando por fotografias.

Uma noite histórica

A noite do nosso segundo dia na pororoca se tornaria uma noite sem precedentes no Araguari. A lua cheia nasceu majestosa lá pelas 20:30, e no fenômeno da “Super Lua” a intensidade da luz aumenta 30% e o tamanho da esfera 14%. Depois de um excelente jantar, ao som do forró que corria solto no barco, começaram os preparativos para o surfe inaugural noturno da pororoca do Araguari.

O Serginho e o Skeet adornaram suas pranchas e a si próprios com aqueles tubinhos gelados luminosos, aquele usado em baladas. Todos nós colocamos aqueles colares e pulseiras, pegamos as lanternas e câmeras fotográficas, e saímos em dois barcos na claridade da lua cheia, sem vento algum, o que deixava o rio um espelho d água, onde refletia um rastro dourado da lua que há pouco havia despontado por trás da floresta.

Paramos as embarcações num local chamado de Mentawai, o mesmo local onde eu tive aquele acidente em 99, e esperamos por cerca de 15 minutos num silêncio absoluto, que foi rompido com o ronco que se aproximava, e junto com ele uma espuma reluzente. Um dos barcos seguiu para longe e no nosso ficou na zona de impacto, com o Albertinho, que estava dando o apoio com o holofote, eu, o Toninho, o Zeca pilotando e os dois que iriam cair na água. Quando a onda se aproximou do barco, por um instante ela atingiu a nossa popa, jogando a cabeça do Zequinha para trás, e por pouco não fomos engolidos, pois o motor chegou a engasgar com o ar da espuma.

Depois de alguns segundos, escapamos e começamos a surfar a onda na lancha, enquanto o Serginho pulava da mesma, numa manobra arriscada a mais de 30 quilômetros por hora e à noite. O Skeet pulou a seguir e alcançou o Serginho, e nós, na lancha, surfávamos a parte da espuma enquanto eles a parede. Por mais de 10 minutos eles surfaram uma onda over head no rastro de uma lua cheia, o que chegava ser surreal, cena das mais dignas de filmes de James Bond. Depois do feito, todos nós nos encontramos no cais de frente às nossas embarcações em estado de graça, e no rosto do Skeet e Serginho um semblante alucinado. O dia 20 de março de 2011 entra para história como o dia em que a pororoca do Araguari foi surfada à noite pela primeira vez, e a maior onda fotografada com um surfista em pororoca no mundo.

No terceiro dia, o barco do Ross e Picuruta já havia partido, e esse dia 21 foi clássico, com terral, que todos nós surfamos muito bem, e pude ver finalmente o surfe do Serginho Laus quando pegou uma direita que dispensa comentários logo depois do Alberto ter pulado e ficar preso na espuma. Enquanto o Serginho fazia a festa na direita, o Alberto ficou de jacaré por mais de 10 minutos numa espumeira cavernosa. Depois o Alberto conseguiu alcançar o rabo e se encontrar com o Serginho, que já estava com as pernas cansadas.

Eu pulei e estive com eles por um tempo, caí, voltei e eles ainda estavam na direita alternando de posição. O Skeet apareceu também e foram assim até o fim, após uns 25 minutos numa onda só. Seguimos até depois do local do atracadouro, numa área do rio que só o Serginho conhecia, que ele chamava de secret, e fomos perseguidos pelo barco com os australianos que nada conheciam dessa parte do rio. No fim, seguimos muitos quilômetros após a nossa embarcação, chegando fácil a mais de 45 quilômetros da foz. É mole?

Os dias se sucederam com ondas grandes, o crowd desapareceu e ficamos mais três dias vivendo o sonho das selvas, surfando as ondas mais longas do planeta, convivendo com povos ribeirinhos, comendo carne de jacaré, observando araras, guarás, garças rosas, ouvindo os gritos cabulosas dos bugios, o maior macaco das Américas e ouvindo histórias de sucuris, jacaré açus gigantes, piranhas e cobras.

Ao chegarmos em Macapá logo cedinho, depois de uma longa viagem de 18 horas entre canais e afluente do amazonas, concluí que aquela viagem fora inesquecível, e certo que, apesar de ter surfado boas ondas, ainda tinha muito que aprender sobre surfar em rios.

Pouco antes de fechar esta matéria, recebo um e-mail do Serginho Laus que confirma e sela definitivamente que a temporada do equinócio de verão de 2011 na pororoca do Araguari entra definitivamente para a história do surfe de pororocas no mundo. Veja os dois e-mails:

Primeiro e-mail
Oi, Bruno, tudo bem?
Como estão as coisas??? Cara, chegamos no sábado e estou colocando as coisas em ordem… Amanhã iremos colocar no Correio pra ti…
Preciso do seu endereço completo, por favor…
Deu altas ondasss…. muito bom… choveu mais e a maré seca estava muito alta… deu uma grande enchente e com isso o volume do rio aumentou! Cara, peguei uma onda de 1h10min, cerca de 23km, animal!!! Incrível, nem acreditei…. comecei no shit point lá fora e parei nas 9 direitas, na Curva do Onça!!!! Cruzei a Goela da Morte…. Impressionante!!!!
Segundo e-mail
Foi INCRÍVEL! Estava sem pretensão nenhuma de surfar uma distância tão longa… Como era o último dia de surfe na pororoca, a onda já estava menor e sabia que teriam seções em que precisaria de uma prancha veloz para conectar alguns trechos que ficavam somente ondulação!!! Peguei a minha 5’6” fish retrô quadriquilha que o Guga Arruda shapeou e fui pro surfe, dividindo a onda com o Skeet, o Pacelli, o Saulo Ramos, a Roberta Borsari, e depois de muito tempo e a onda entrando na seção 02 com a presença do Fábio Paradise (fotógrafo) e do pequeno valente Daniel.
Entrei na onda próximo à foz do Araguari, quase na frente da Fazenda Natal, quando a direita já vinha quebrando… Fomos surfando, surfando e surfando… sem aliviar, fazendo manobras e cruzando com os parceiros de onda… Começou clean, logo depois ficou com muito bump, e tinha momentos que foi realmente difícil de controlar a fish, principalmente quando ela ganhava velocidade e quase sem controle!!! Me safei de alguns “quase” wipeouts…. Parecia videogame quando na metade da direita do outside, o rio ficou infestado de plantas (mururés) e com 5 pessoas na onda desviando e fazendo zig zag com suas pranchas no meio do rio…
O mais peculiar é que cada um estava representando um tipo de modalidade do surfe: Longboard, Shortboard, SUP, Caiaque e Retrô. Muitos caíram durante o caminho… Somente o Skeet conseguiu ficar comigo a maior parte do tempo, mesmo assim não conseguiu até o fim. Depois de muitas curvas na direita, crescer e diminuir, ficar liso e mexido, passar em bowls, cheguei na Goela da Morte!!! Só ali caiu a ficha de que estava há muito tempo na onda… Nesse momento, procurei olhar para as margens e me localizar! Estava na hora de abandonar a direita e pegar o prumo da esquerda, mesmo que ela ainda nem teria formado!!! Em alguns segundos a espuma foi se desfazendo e eu fui ganhando velocidade… passei voando a seção!
Cara, essa prancha é muito rápida… Quando vi as lanchas cruzando a “Goela”, vi o Zeca fazendo sinal pra continuar tocando pra esquerda!!! Não hesitei e fui embora… A onda ali começou a fazer uma curva e pela primeira vez consegui dar o balão e insistir no espumeiro para que a esquerda ficasse acessível! Uma vez que já estava de olho nela e prevendo que não levaria muito tempo pra descansar as pernas!!!
Quando o braço se abriu na 02, foi só alegria… surfe e mais surfe até que a onda fosse para a margem esquerda do rio (olhando de quem está subindo o rio) e um enorme bowl foi surgindo… Eu e o Skeet conseguimos passar juntos essa seção… não acreditamos, pois passamos muito tempo somente na ondulação, que quase ficou flat… pra ter ideia, o Saulo Ramos, de longboard, e o Pacelli, de SUP, não conseguiram conectar!!! Quando ela levantou, a direita NineGhosts (kkkkk), o surfe voltou a ser mais radical e interminável!!!
Fui até o final… quando a direita vai conectando com a esquerda, as ondulações cruzadas navegam lateralmente e a ondulação se desfaz na Curva do Onça, antes de formar as Mentawai’s. Foram exatamente 1h10min… não podia acreditar! Olhava pro relógio e não acreditava… olhava pro Skeet e ele estava pirado!!! Só falava “Sick, sick, sick”!!! O Toninho e o Rille na lancha davam risada e aí olhei pra trás e vi que passava dos 23km surfando. Fiz até o cálculo com base no recorde anterior, que foi 11,8km em 36min… foi praticamente o dobro agora… o dobro, Bruno! Até hoje, flashes daquela onda e o tempo que fiquei nela batem na minha cabeça e fico refletindo… Pensava que surfar 20km seria um obstáculo muito difícil, quase impossível! Agora sei que posso, estou preparado e que o recorde irá voltar para o Brasil…
Na segunda-feira estou retornando pro Araguari somente pra registrar uma nova marca… seja de 5’6” fish quadriquilha, de SUP ou de ALAIA!!!
Vou cada dia com uma prancha diferente….hehehehe…. SICKKKKKK…..
Capricha na matéria, pois a pororoca da super lua merece um destaque MEGA! E mostrar que a Seven Ghosts é bonita, mas que no Brasil temos a melhor e mais animal de todas!!!
Ano que vem tem mais… te espero aqui!
Longas ondas e Aueraloha.
Serginho Laus

Infelizmente, depois dessa temporada histórica, a pororoca do Rio Araguari foi se extinguindo devido à ação dos homens, que construíram algumas hidroelétricas no Rio Araguari, e fazendeiros, que abriram canais para a criação de búfalos que vivem em pântanos e áreas alagadas, e tudo isso fez com que a foz do rio deixasse de ser caudalosa como antes, acabando com um dos maiores espetáculos e fenômenos da natureza brasileira que começou a ser conhecida para nós nos anos 70, com o Amaral Neto, o Repórter.

Bibliografia Pororoca, de Serginho Laus, editora Ediouro
Globo.com Notícias / Ciência

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    Próxima chamada para o Fiji Pro acontece nesta quarta-feira (25), às 16h (de Brasília). A oitava etapa do Championship Tour (CT) 2026 desembarca em um dos palcos mais desejados do surfe mundial. O Fiji Pro chega com Italo Ferreira na liderança do ranking, dez brasileiros na disputa e uma previsão que pode colocar a famosa esquerda de Cloudbreak em boas condições ao longo dos próximos dias. A janela segue até 4 de setembro. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Fiji A etapa marca o retorno do elenco completo do CT a Cloudbreak pela primeira vez desde 2017. Em 2024, Fiji voltou ao calendário e, no ano passado, recebeu o WSL Finals, quando Yago Dora e Molly Picklum conquistaram seus primeiros títulos mundiais. Em inglês: Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 2 1 – Seth Moniz (HAV) 12.67 x 11.80 Marco Mignot (FRA)2 – Ethan Ewing (AUS) x Cole Houshmand (EUA)3 – Yago Dora (BRA) x Mateus Herdy (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) x Alan Cleland (MEX)5 – João Chianca (BRA) x Morgan Cibilic (AUS)6 – Leonardo Fioravanti (ITA) x Eli Hanneman (HAV)7 – Liam O’Brien (AUS) x Callum Robson (AUS)8 – George Pittar (AUS) x Jackson Marshall (EUA)9 – Italo Ferreira (BRA) x Matthew McGillivray (AFS)10 – Connor O’Leary (JAP) x Filipe Toledo (BRA)11 – Samuel Pupo (BRA) x Alejo Muniz (BRA)12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)13 – Miguel Pupo (BRA) x Ramzi Boukhiam (MAR)14 – Kauli Vaast (FRA) x Crosby Colapinto (EUA)15 – Jack Robinson (AUS) x Barron Mamiya (HAV)16 – Gabriel Medina (BRA) x Jacob Willcox (AUS) Feminino Round 2 1 – Carissa Moore (HAV) x Sally Fitzgibbons (AUS)2 – Luana Silva (BRA) x Bettylou Sakura Johnson (HAV)3 – Sawyer Lindblad (EUA) x Vahine Fierro (FRA)4 – Caroline Marks (EUA) x Erin Brooks (CAN)5 – Gabriela Bryan (HAV) x Yolanda Hopkins (POR)6 – Nadia Erostarbe (ESP) x Isabella Nichols (AUS)7 – Molly Picklum (AUS) x Brisa Hennessy (CRC)8 – Lakey Peterson (EUA) x Francisca Veselko (POR) Round 1 Masculino 1 – Matthew McGillivray (AFS) 5.33 x 1.43 Luke Thompson (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 12.00 x 8.33 Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) 12.16 x 11.23 Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) 11.50 x 6.10 Oscar Berry (AUS) Feminino 1 – Yolanda Hopkins (POR) 9.77 x 9.57 Tya Zebrowski (FRA)2 – Sally Fitzgibbons (AUS) 9.97 x 8.37 Stephanie Gilmore (AUS)3 – Vahine Fierro (FRA) 14.17 x 6.66 Alyssa Spencer (EUA)4 – Brisa Hennessy (CRC) 10.66 x 4.60 Anat Lelior (ISR)5 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 9.73 x 8.50 Bella Kenworthy (EUA)6 – Francisca Veselko (POR) 12.17 x 12.00 Tyler Wright (AUS)7 – Erin Brooks (CAN) 18.00 x 3.06 Sophie McCulloch (AUS)8 – Isabella Nichols (AUS) 9.33 x 3.80 Ulukilupetea Kurop (FIJ)

    Próxima chamada nesta quinta-feira (27) às 16h (de Brasília). Confira a transmissão ao vivo do Fiji Pro 2026, direto de Cloudbreak, e participe dos debates em nosso fórum.

    A oitava etapa do Championship Tour (CT) 2026 desembarca em um dos palcos mais desejados do surfe mundial. O Fiji Pro chega com Italo Ferreira na liderança do ranking, dez brasileiros na disputa e uma previsão que pode colocar a famosa esquerda de Cloudbreak em boas condições ao longo dos próximos dias. Clique aqui para ver ao vivo A primeira chamada acontece às 16h30 desta segunda-feira (24), no horário de Brasília, com possível início da competição às 17h. Em Fiji, onde o calendário já estará na terça-feira (25), a chamada será às 7h30, com possível início às 8h. A janela segue até 4 de setembro. A etapa marca o retorno do elenco completo do CT a Cloudbreak pela primeira vez desde 2017. Em 2024, Fiji voltou ao calendário e, no ano passado, recebeu o WSL Finals, quando Yago Dora e Molly Picklum conquistaram seus primeiros títulos mundiais. Swell a caminho A previsão aponta poucas ondas logo no início da janela, com Cloudbreak pequeno ou praticamente flat durante boa parte do primeiro dia da janela em Fiji. Mas o swell começa a ganhar força ao longo do dia e pode chegar ao fim da tarde com ondas de 1,5 metros de face. A grande mudança aparece já no segundo dia de janelta. Um swell mais consistente deve colocar Cloudbreak na faixa de 3 metros de face durante todo o dia, com séries maiores. A previsão também indica ventos favoráveis, formando o primeiro cenário realmente forte para a realização da competição. Com ondas consistentes, existe ainda a possibilidade de a organização recorrer às baterias no sistema dual heat, com duas disputas acontecendo simultaneamente, para acelerar o cronograma e aproveitar a sequência de boas condições. No terceiro dia de janela, o swell já começa a perder força, mas a parte da manhã ainda pode apresentar quase 3 metros de face, com séries ocasionais maiores. A tendência é de redução gradual durante a tarde, ainda com condições favoráveis. Na sequência, um novo reforço de sudoeste pode manter Cloudbreak na faixa de 2,5 metros pés de face pela manhã do dia seguinte, sem necessariamente provocar novo aumento significativo de tamanho, mas trazendo mais energia e ajudando a prolongar o período de boas ondas. E o maior swell pode ainda estar por vir A também melhora de cenário para os dias 30 e 31 de agosto. Dois sistemas aparecem com potencial para produzir ondas da altura da cabeça até alguns pés acima, possivelmente acompanhadas por vento leve. Mas é a reta final da janela que começa a chamar mais atenção. Entre 2 e 4 de setembro, cresce a possibilidade da chegada de um swell forte e de longo período em Cloudbreak. A previsão aponta a presença de um sistema sólido. A confiança também vem aumentando na possibilidade de que as maiores ondas de toda a janela aconteçam justamente no início de setembro. Por se tratar de uma previsão de longo prazo, o cenário ainda pode mudar nos próximos dias. Cloudbreak para todos os tamanhos Considerada uma das melhores esquerdas do planeta, Cloudbreak quebra sobre um extenso recife de coral e muda completamente de personalidade dependendo do tamanho do swell. Em condições menores, oferece paredes longas e oportunidades para um surfe de alta performance. Quando o Pacífico Sul ganha força, a onda se transforma e passa a produzir tubos grandes, rápidos e extremamente pesados. O amplo campo de competição também reúne diferentes seções e exige leitura precisa do lineup. Depois de receber uma etapa pós-corte em 2024 e o WSL Finals em 2025, Cloudbreak volta agora a colocar todo o elenco do Championship Tour dentro d’água. É a primeira vez que isso acontece desde 2017. Italo chega de amarelo Entre os brasileiros, os olhos estarão principalmente sobre Italo Ferreira. Depois da semifinal em Teahupoo, o potiguar recuperou a lycra amarela e chega a Fiji isolado na liderança do ranking mundial. O campeão mundial de 2019 soma uma vitória, um vice-campeonato e dois terceiros lugares na temporada. Apesar de seu surfe de frontside e da capacidade nos tubos combinarem com Cloudbreak, Italo ainda busca um grande resultado no pico fijiano. A etapa também tem peso especial para Yago Dora. Foi justamente em Cloudbreak que o brasileiro conquistou seu primeiro título mundial, no WSL Finals de 2025. Atual terceiro colocado no ranking, Yago chega ao Fiji Pro buscando recuperar terreno na disputa pelo bicampeonato. Gabriel Medina completa outro capítulo importante da presença brasileira. Bicampeão da etapa, com vitórias em 2014 e 2016, o tricampeão mundial é, ao lado de Yago, um dos únicos brasileiros que já venceram em Cloudbreak. Dez brasileiros em Fiji O Brasil terá nove representantes no masculino e Luana Silva no feminino. Italo Ferreira, Yago Dora, Gabriel Medina, Miguel Pupo, Samuel Pupo, João Chianca, Filipe Toledo, Alejo Muniz e Mateus Herdy formam o contingente brasileiro entre os homens. Mateus é o único brasileiro escalado para o Round 1 masculino e enfrenta o australiano Jarvis Earle na terceira bateria. Os demais brasileiros entram posteriormente na competição. Além dos principais nomes do Tour, Fiji terá três wildcards: os locais Teo Degei e Ulukilupetea “Tea” Kurop, vencedores das seletivas fijianas, e o australiano Jarvis Earle, campeão mundial júnior de 2022. Kurop faz história como a primeira mulher de Fiji a disputar uma etapa do Championship Tour. Com o líder mundial de amarelo, um campeão mundial retornando ao palco onde conquistou seu título, dez brasileiros na disputa e diferentes pulsos de swell previstos ao longo dos próximos dias, Fiji abre uma das janelas mais promissoras da temporada. E, se os modelos de previsão realmente confirmarem o que começam a indicar para o início de setembro, o melhor de Cloudbreak pode ficar justamente para o final. Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) x Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) x Oscar Berry (AUS) Round 2 1 – Marco Mignot (FRA) x Seth Moniz (HAV)2 – Ethan

    Com dez brasileiros na disputa, janela do Fiji Pro abre nesta segunda-feira (24), com primeira chamada às 16h30 (de Brasília). Previsão indica swell a caminho para os primeiros dias em Cloudbreak.

    ATUALIZAÇÃO: 21/08/2026, às 12h36 (horário de Brasília) Victor Bernardo e sua esposa, Johnni, apresentam evolução no quadro de saúde após o grave acidente de carro sofrido na Califórnia, nos Estados Unidos. Os dois já passaram por cirurgias e, segundo Mike Townsend, manager do surfista, estão conscientes, de bom humor e otimistas. Victor sofreu uma fratura na perna e um ferimento grave acima do joelho. O brasileiro passou por uma nova cirurgia na quarta-feira. Inicialmente, os médicos instalaram uma estrutura externa para estabilizar a perna, mas o equipamento já foi retirado. Segundo Townsend, a evolução indica a possibilidade de uma recuperação mais rápida do que se imaginava inicialmente. Johnni também passou por uma cirurgia considerada bem-sucedida. Ela sofreu uma hemorragia interna no abdômen e fraturas na face em consequência do acidente. Os ferimentos foram tratados cirurgicamente. De acordo com Townsend, os dois permanecem positivos diante de tudo o que enfrentaram nos últimos dias. Até o momento, nenhum deles tem previsão de alta hospitalar. Abaixo, você confere a matéria publicada originalmente sobre o acidente: O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Alan Cleland (MEX) 1.50 x 13.66 Seth Moniz (HAV)2 Italo Ferreira (BRA) 15.50 x 11.94 Ethan Ewing (AUS)3 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.74 x 8.84 George Pittar (AUS)4 Jack Robinson (AUS) 11.50 x 11.83 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 Seth Moniz (HAV) 15.76 x 13.83 Italo Ferreira (BRA)2 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.37 x 15.40 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 Seth Moniz (HAV) 18.17 x 14.67 Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC) Quartas de final 1 Erin Brooks (CAN) 13.50 x 3.27 Molly Picklum (AUS)2 Isabella Nichols (AUS) 7.83 x 7.26 Nadia Erostarbe (ESP)3 Anat Lelior (ISR) 9.50 x 6.53 Kelia Gallina (TAH)4 Yolanda Hopkins (POR) 12.33 x 6.90 Caity Simmers (EUA) Semifinais 1 Erin Brooks (CAN) 15.10 x 11.17 Isabella Nichols (AUS)2 Anat Lelior (ISR) 12.50 x 3.43 Yolanda Hopkins (POR) Final 1 Erin Brooks (CAN) 17.20 x 16.33 Anat Lelior (ISR))

    Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.