De Volta Pro Futuro

Tsunami com hora marcada

Bruno Alves resgata sessões marcantes nas pororocas do Rio Araguari, no Amapá.
Pororoca do Rio Araguari (AP)

Estávamos em pleno equinócio de verão, às 6:30 da manhã do dia 19 de março de 2011, exatamente na hora marcada para a entrada pelo estuário do Rio Araguari, no Amapá, da maior pororoca que o mundo do surfe teria conhecimento. Nesse dia histórico, a lua estaria no seu epigeu, ou seja, no ponto mais próximo de sua órbita na Terra dos últimos 18 anos, a cerca de 26.323km, por isso estava sendo chamada pelos astrônomos de ”Super Lua”, ou “Supermoon”, o que só voltará a ocorrer em 2029. Essa “Super Lua” indicava que na primeira maré de sizígia, a partir do dia 19 de abril de 2011, logo depois da alvorada, viria uma maré tsunâmica das mais pesadas e velozes.

Doze anos antes, no mês março de 1999, estive no mesmo local para surfar a pororoca do Rio Araguari, durante um outro fenômeno lunar, a “Lua Azul”, outra raridade que ocorre quando a lua fica cheia duas vezes durante o mesmo mês. Naquela ocasião, não contávamos com nenhuma estrutura e segurança, apenas com uma pequena voadeira, numa época em que surfar no Araguari era meio loucura, e pelo que eu sabia, apenas o Guga Arruda e Eraldo Gueiros haviam se aventurado por ali, com a retaguarda de uma grande embarcação. No dia 30 de março, navegamos sob muita chuva e ventos, com cinco pessoas, desde Ferreira Gomes, cidadezinha que fica a 200km da foz, rumo ao encontro do Araguari com o Oceano Atlântico.

Chegamos ao objetivo depois de dois de viagem, mais precisamente no dia primeiro de abril. E foi numa manhã fria e de tempestade do nosso terceiro dia, que avistamos a pororoca pela primeira vez entrando pelo estuário. Acompanhamos a maré por mais de uma hora rio adentro, quando num certo ponto eu decidi pular no rio para surfar aquela onda de barro, mas, antes de saltar, fomos surpreendidos pela mesma, logo após a embarcação encalhar em um banco de areia.

Conseguimos ainda surfar de voadeira a espuma, mas acabamos por submergir no centro do rio, numa área super inóspita onde as margens se encontravam em sua maior distância, a quase um quilômetro cada, margens de selva alagada que os biólogos chamam de Igapós.

Perdemos todos os equipamentos fotográficos, filmadoras, e ficamos náufragos por quase três horas debaixo de uma tempestade ininterrupta, e o milagre veio em forma de uma típica canoa dos povos ribeirinhos, com dois garotos nativos. Eles viviam a mais de 8km do acidente, mas conseguiram ouvir os gritos de socorro de dois de nós que foram arrastados em cima da minha prancha.

Voltando ao presente, o acidente já era um passado distante, e agora em 2011, eu me encontrava vivendo tudo aquilo novamente, mas feridas na alma nunca saem, ficam e marcam, talvez como lição eterna.

Ainda era bem escuro, quando dentro da nossa embarcação que estava aportada a uns 35km da foz do Rio Araguari, numa pequena enseada segura, se acendeu a primeira luz, logo depois do funcionamento do gerador, quebrando o silêncio da região. O clima era de expectativa, todos nós acordamos agitados para iniciar os preparativos e tomar um rápido café da manhã. A nossa “barca” era composta por seis surfistas – eu, o meu irmão Albertinho, o meu padrinho Saulo, o Serginho Laus, que, além de organizador da viagem, tem dois recordes mundiais homologados e um não oficial, e é o maior entendedor de surfe em pororoca do mundo, o seu amigo australiano Skeet Derham e o Alexandre Mattei, do Guarujá, mas que vive hoje em Itajaí, e que estava com um modelo de prancha que ele idealizou que é meio caiaque e meio SUP, o Shark Padlle.

O nosso barco / casa tinha uns 60 pés, era uma típica embarcação dos rios do Amazonas, conhecida como barco de rede, onde só se dorme em redes sem nenhum tipo de conforto. A nossa tripulação era composta por uma cozinheira, duas ajudantes, o capitão e dois ajudantes, dois barqueiros locais, o major Rille, que tocava a voadeira, o Zeca, que tocava o inflável, um piloto de jet, o Márcio, que era também o proprietário da embarcação de rede. Fora toda essa equipe, tínhamos um fotógrafo, o Toninho Jr., um ex-videomaker que passou a se dedicar em fotografar a pororoca.

Ainda era escuro, quando a nossa voadeira, o inflável e o jet zarpavam “silenciosamente”, se isso era possível, rumo ao estuário. Ao lado da nossa embarcação havia mais duas embarcações grandes. Em uma delas estavam o Picuruta Salazar, Ross Clark Jones, Gary Linden e uma equipe de TV australiana, e na outra, mais australianos e brasileiros. Nas margens onde havia um píer e algumas casas em palafitas, e onde morava o nosso barqueiro Zeca, estava atracado um jet, que transportava mais três surfistas, o Armando Diniz, Nil Faria, outro conhecedor de pororoca, e o Luizinho.

À medida em que as nossas embarcações se afastavam do tumulto, eu não tive muito tempo para refletir sobre o quanto aquilo tudo mudou, muita movimentação de gente, surfistas e turistas, bem diferente da primeira vez que ali estive, que a região era erma, remota e desconhecida na época para o mundo do surfe. Entretanto, a minha mente e o meu olhar focavam o horizonte, ao leste, que começava a dar os primeiros sinais de claridade, e no sentido oposto, a oeste, ocorria uma das cenas mais magníficas de toda a viagem, a lua se pondo redonda, bem no horizonte, literalmente um por de lua, e logo em seguida, novamente a leste, o sol aparecendo laranja, na linha do horizonte, resultado do perfeito alinhamento do sol a terra e a lua.

Já parados nas proximidades da foz do Araguari e o Oceano Atlântico, em shit place, local típico para ir ao banheiro nas margens lamacentas e que implica numa manobra um tanto desconfortável, o silêncio imperava. A água do rio impressionantemente descia a uma velocidade inacreditável na direção do mar, exatamente como um tsunami, e completando o cenário, não se ouvia nada além de um ronco, isso mesmo, um ronco que vinha da direção do oceano.

A palavra “pororoca” vem do termo poroc poroc, que significa “destruidor”,  no dialeto indígena do baixo rio Amazonas. O fenômeno, que ocorre nas mudanças da fase da lua, principalmente nos equinócios, começa devido ao encontro das águas do rio e do mar, quebrando o ciclo comum de seis horas de maré vazante e seis horas de maré enchente. Toda a água do rio que vaza em direção ao oceano fica retida e represada pela água salgada, já que não se misturam devido a densidades diferentes.

Quando a maré quebra o ciclo da vazante, ela começa a encher, e quando as águas vindas do oceano alcançam a desembocadura de rio, formam-se elevações que chegam a ter vários quilômetros de comprimento, que se movem rio acima com velocidade de 20 a 50 km/h.

O encontro entre águas doce e salgada provoca ondas enormes que avançam rio adentro, com tanto poder a ponto de derrubar árvores, naufragar embarcações e causar erosões modificando o leito dos rios. O barulho é tão ensurdecedor que pode ser ouvido até com uma hora de antecedência, por isso que na linguagem Tupi, poro´roka significa estrondar.

E foi com esse estrondo que começamos a nossa real aventura. Era estampada na cara de cada um ali, uma fisionomia de tensão, principalmente para os quem nunca estivera nessas paragens. No meu caso, posso dizer, a ficha caiu, e por segundos me deu um “Déjà vu”, o que me deixou meio anestesiado mentalmente e fisicamente.

Mas, a tensão logo virou emoção quando o Márcio no seu jet se adentrou alguns quilômetros para fora soltou o Skeet na primeira onda, e nós ali parados nos outros dois barcos, observávamos com muita adrenalina, e eu sinceramente, não tenho palavras para descrever o que foi aquilo, ela, a pororoca, vinha em alta velocidade, roncando, grande, over head, e o Skeet arrepiando uma direita que foi a mais emparedada que alguém surfou em todos aqueles dias, e ele vinha acelerando, dando rasgadas, estoladas e inaugurando o surfe na “Super Lua”.

Foram mais de 7 minutos surfando até que a direita fechou, enquanto na margem direita formava uma série de grandes esquerdas que corriam na outra direção, arrancando gritos meu e do Albertinho. O Skeet por sua vez, foi se aguentando na espuma, até que a onda de trás comeu a da frente e ele instantaneamente desapareceu, no momento em que a onda fechava de margem a margem a uma velocidade de cerca de 30km/h. A massa de lama e água corria forte em nossa direção, que fugíamos em alta velocidade daquele tsunami. O Márcio, no seu jet, conseguiu resgatar o Skeet, que já estava muito longe de nós, mas a sua prancha quebrou em dois pedaços.

Logo em seguida, o Saulo foi lançado na água e ficou preso na espuma, e eu logo na sequência, “Meu Deus”, pensei, “estou novamente nas águas do Araguari”, e sem me dar conta fui engolido pela onda e tomei um caldão e fiquei para trás sozinho, isolado, o que me fez lembrar de tudo que passei, fiquei bem assustado, mas logo o Márcio no jet apareceu para me resgatar e me lançar mais adiante na onda que nesse momento abria um rabão para direita, e enfim consegui pegar, vencendo um fantasma que me perseguia por 12 anos e de uma vez por todas surfei a pororoca.

Mais à frente, depois de vários resgates e muitas ondas surfadas, chegamos num ponto em que a onda abria um vagalhão para a esquerda por mais de 15 minutos, e quando chegamos ali estavam na onda o Picuruta Salazar, o Ross e o Skeet. Era tanta gente, tanto jet, com aquelas ondas sem fim, over head, que tudo parecia uma alucinação, eu não sabia se olhava, me lançava na água, mas ali preferi ficar no barco e entender melhor a onda.

A esquerdona continuava sendo surfada enquanto se aproximava da margem direita do rio de quem olha para a foz, numa área geográfica em que o mesmo faz uma longa curva para a esquerda de quem olha para a foz. Nesse ponto ela fechou, se chocando com a margem, onde por reflexo começou a abrir um bowl de direita inacreditável, crescendo de volume e altura. As ondas que vinham de trás também iam se chocando com a margem e refletindo, formando uma cena espetacular com sete ou mais ondas alinhadas e paralelas e que abriram por mais ou menos de dez a quinze minutos.

Na primeira delas, o Picuruta e o Skeet ainda estavam surfando, pois foram muito habilidosos em fazer a conexão da esquerda para direita com um close out entre as duas. O Ross desapareceu na conexão junto à margem do rio dentro de um tubão de chocolate, mas logo ele apareceria novamente na direita resgatado pelo seu jet, enquanto o Albertinho se jogava na água e pegava a mesma direita. Os dois, Ross e Alberto, se encontraram e deram as mãos se cumprimentado: “What are you fucking doing here?”, deve ter falado o Ross, que conhecia o Albertinho quando hospedou ele na sua casa em Laranjeiras (RJ) alguns anos antes. Mais uns trinta quilômetros rio para dentro, e mais ou menos uma hora a mais, a onda seguiu seu rumo até se dissipar. Todos nós fomos surfando um pouco aqui, um pouco ali.

O dia seguinte, dia 20 de março de 2011, estava reservado para entrar na história. Fomos novamente bem cedo lá fora até a foz e cada um ao seu estilo veio surfando até chegarmos em barco no centro do rio, onde avistamos o “bração” de esquerda, maior que o dia anterior, e na onda estavam surfando por um longo tempo o Ross Clark Jones e o Picuruta, que não tiravam o olho do relógio. Acho que estavam tentando bater um recorde de tempo.

O nosso bote corria ao lado com uma distância segura, literalmente surfando a esquerda, acompanhando o Ross e Picuruta, num dança de surfe, onde os dois se alternavam para a espuma e para a parede, e assim por diante. Num dado momento, o Picuruta me avistou com o Albertinho na lancha e nos chamou com gestos, mas preferimos não atrapalhar, e foi no momento crítico em que a esquerda fecha junto às margens para virar o grande bowl de direita, que entendi as palavras de Gary Linden no ainda no hotel, em Macapá: “O Gato é o melhor surfista de pororoca que existe, o Gato é o Gato”.

Realmente vi com meus próprios olhos. O Gato, que deve ter sete vidas, naquele espumão enorme após a onda fechar, ia se aguentando por alguns minutos enquanto o Ross era engolido, e na hora em que a direita abriu, começou um grande show do Picuruta com uma fish 5´8”. Ele surfava a maior onda já registrada em uma pororoca no mundo, com uma classe e estilo de um cara excepcional, com curva estilosas e se arrumando sempre no bowl com maestria, tudo isso aos olhares de barcos, da TV australiana, helicópteros…

No nosso bote, reparei o Skeet, que é um hot surfer, olhando com uma cara de impressionado. Pena que um jet que veio por trás da onda de forma irresponsável, entrou na parede, quase pegou o Gato, e fez uma marola que o derrubou, no auge de sua performance. Ele ainda apareceu deitado com uma massaroca de 3 metros atrás dele. A partir daí não vi mais nada, pois corremos para a próxima seção.

Eram tantas emoções durante o período de surfe, que à tarde, para aliviar a tensão, fazíamos algumas atividades como andar em cima de búfalo, jogar bola em pastos de lama, fazer SUP pelo rio, visitar povoados ribeirinhos de palafitas, bater fotos, explorar as margens destruídas e até encontrar uma boia oceânica no meio da selva, enfim, atividades mil na selva. Os momentos no barco eram bem animados, mas o tempo demorava a passar porque só tinha um surfe por dia, e como o tempo sobrava, acabávamos refletindo sobre cada dia, cada onda, cada caldo e cada sufoco.

E numa dessas reflexões, fiquei pensando se o Picuruta roubou o show do Serginho Laus, ou o Serginho entregou o show ao Picuruta. Acho que nos dois primeiros dias o Serginho ficou na dele na área de maior procura pela TV australiana e suas filmagens, surfando sempre as primeiras seções do rio e as intermediárias e finais, ainda mais sabendo que eles iriam embora nesse segundo dia e nós ainda teríamos mais quatro pela frente. Até o prezado momento eu só tinha visto ele surfando por fotografias.

Uma noite histórica

A noite do nosso segundo dia na pororoca se tornaria uma noite sem precedentes no Araguari. A lua cheia nasceu majestosa lá pelas 20:30, e no fenômeno da “Super Lua” a intensidade da luz aumenta 30% e o tamanho da esfera 14%. Depois de um excelente jantar, ao som do forró que corria solto no barco, começaram os preparativos para o surfe inaugural noturno da pororoca do Araguari.

O Serginho e o Skeet adornaram suas pranchas e a si próprios com aqueles tubinhos gelados luminosos, aquele usado em baladas. Todos nós colocamos aqueles colares e pulseiras, pegamos as lanternas e câmeras fotográficas, e saímos em dois barcos na claridade da lua cheia, sem vento algum, o que deixava o rio um espelho d água, onde refletia um rastro dourado da lua que há pouco havia despontado por trás da floresta.

Paramos as embarcações num local chamado de Mentawai, o mesmo local onde eu tive aquele acidente em 99, e esperamos por cerca de 15 minutos num silêncio absoluto, que foi rompido com o ronco que se aproximava, e junto com ele uma espuma reluzente. Um dos barcos seguiu para longe e no nosso ficou na zona de impacto, com o Albertinho, que estava dando o apoio com o holofote, eu, o Toninho, o Zeca pilotando e os dois que iriam cair na água. Quando a onda se aproximou do barco, por um instante ela atingiu a nossa popa, jogando a cabeça do Zequinha para trás, e por pouco não fomos engolidos, pois o motor chegou a engasgar com o ar da espuma.

Depois de alguns segundos, escapamos e começamos a surfar a onda na lancha, enquanto o Serginho pulava da mesma, numa manobra arriscada a mais de 30 quilômetros por hora e à noite. O Skeet pulou a seguir e alcançou o Serginho, e nós, na lancha, surfávamos a parte da espuma enquanto eles a parede. Por mais de 10 minutos eles surfaram uma onda over head no rastro de uma lua cheia, o que chegava ser surreal, cena das mais dignas de filmes de James Bond. Depois do feito, todos nós nos encontramos no cais de frente às nossas embarcações em estado de graça, e no rosto do Skeet e Serginho um semblante alucinado. O dia 20 de março de 2011 entra para história como o dia em que a pororoca do Araguari foi surfada à noite pela primeira vez, e a maior onda fotografada com um surfista em pororoca no mundo.

No terceiro dia, o barco do Ross e Picuruta já havia partido, e esse dia 21 foi clássico, com terral, que todos nós surfamos muito bem, e pude ver finalmente o surfe do Serginho Laus quando pegou uma direita que dispensa comentários logo depois do Alberto ter pulado e ficar preso na espuma. Enquanto o Serginho fazia a festa na direita, o Alberto ficou de jacaré por mais de 10 minutos numa espumeira cavernosa. Depois o Alberto conseguiu alcançar o rabo e se encontrar com o Serginho, que já estava com as pernas cansadas.

Eu pulei e estive com eles por um tempo, caí, voltei e eles ainda estavam na direita alternando de posição. O Skeet apareceu também e foram assim até o fim, após uns 25 minutos numa onda só. Seguimos até depois do local do atracadouro, numa área do rio que só o Serginho conhecia, que ele chamava de secret, e fomos perseguidos pelo barco com os australianos que nada conheciam dessa parte do rio. No fim, seguimos muitos quilômetros após a nossa embarcação, chegando fácil a mais de 45 quilômetros da foz. É mole?

Os dias se sucederam com ondas grandes, o crowd desapareceu e ficamos mais três dias vivendo o sonho das selvas, surfando as ondas mais longas do planeta, convivendo com povos ribeirinhos, comendo carne de jacaré, observando araras, guarás, garças rosas, ouvindo os gritos cabulosas dos bugios, o maior macaco das Américas e ouvindo histórias de sucuris, jacaré açus gigantes, piranhas e cobras.

Ao chegarmos em Macapá logo cedinho, depois de uma longa viagem de 18 horas entre canais e afluente do amazonas, concluí que aquela viagem fora inesquecível, e certo que, apesar de ter surfado boas ondas, ainda tinha muito que aprender sobre surfar em rios.

Pouco antes de fechar esta matéria, recebo um e-mail do Serginho Laus que confirma e sela definitivamente que a temporada do equinócio de verão de 2011 na pororoca do Araguari entra definitivamente para a história do surfe de pororocas no mundo. Veja os dois e-mails:

Primeiro e-mail
Oi, Bruno, tudo bem?
Como estão as coisas??? Cara, chegamos no sábado e estou colocando as coisas em ordem… Amanhã iremos colocar no Correio pra ti…
Preciso do seu endereço completo, por favor…
Deu altas ondasss…. muito bom… choveu mais e a maré seca estava muito alta… deu uma grande enchente e com isso o volume do rio aumentou! Cara, peguei uma onda de 1h10min, cerca de 23km, animal!!! Incrível, nem acreditei…. comecei no shit point lá fora e parei nas 9 direitas, na Curva do Onça!!!! Cruzei a Goela da Morte…. Impressionante!!!!
Segundo e-mail
Foi INCRÍVEL! Estava sem pretensão nenhuma de surfar uma distância tão longa… Como era o último dia de surfe na pororoca, a onda já estava menor e sabia que teriam seções em que precisaria de uma prancha veloz para conectar alguns trechos que ficavam somente ondulação!!! Peguei a minha 5’6” fish retrô quadriquilha que o Guga Arruda shapeou e fui pro surfe, dividindo a onda com o Skeet, o Pacelli, o Saulo Ramos, a Roberta Borsari, e depois de muito tempo e a onda entrando na seção 02 com a presença do Fábio Paradise (fotógrafo) e do pequeno valente Daniel.
Entrei na onda próximo à foz do Araguari, quase na frente da Fazenda Natal, quando a direita já vinha quebrando… Fomos surfando, surfando e surfando… sem aliviar, fazendo manobras e cruzando com os parceiros de onda… Começou clean, logo depois ficou com muito bump, e tinha momentos que foi realmente difícil de controlar a fish, principalmente quando ela ganhava velocidade e quase sem controle!!! Me safei de alguns “quase” wipeouts…. Parecia videogame quando na metade da direita do outside, o rio ficou infestado de plantas (mururés) e com 5 pessoas na onda desviando e fazendo zig zag com suas pranchas no meio do rio…
O mais peculiar é que cada um estava representando um tipo de modalidade do surfe: Longboard, Shortboard, SUP, Caiaque e Retrô. Muitos caíram durante o caminho… Somente o Skeet conseguiu ficar comigo a maior parte do tempo, mesmo assim não conseguiu até o fim. Depois de muitas curvas na direita, crescer e diminuir, ficar liso e mexido, passar em bowls, cheguei na Goela da Morte!!! Só ali caiu a ficha de que estava há muito tempo na onda… Nesse momento, procurei olhar para as margens e me localizar! Estava na hora de abandonar a direita e pegar o prumo da esquerda, mesmo que ela ainda nem teria formado!!! Em alguns segundos a espuma foi se desfazendo e eu fui ganhando velocidade… passei voando a seção!
Cara, essa prancha é muito rápida… Quando vi as lanchas cruzando a “Goela”, vi o Zeca fazendo sinal pra continuar tocando pra esquerda!!! Não hesitei e fui embora… A onda ali começou a fazer uma curva e pela primeira vez consegui dar o balão e insistir no espumeiro para que a esquerda ficasse acessível! Uma vez que já estava de olho nela e prevendo que não levaria muito tempo pra descansar as pernas!!!
Quando o braço se abriu na 02, foi só alegria… surfe e mais surfe até que a onda fosse para a margem esquerda do rio (olhando de quem está subindo o rio) e um enorme bowl foi surgindo… Eu e o Skeet conseguimos passar juntos essa seção… não acreditamos, pois passamos muito tempo somente na ondulação, que quase ficou flat… pra ter ideia, o Saulo Ramos, de longboard, e o Pacelli, de SUP, não conseguiram conectar!!! Quando ela levantou, a direita NineGhosts (kkkkk), o surfe voltou a ser mais radical e interminável!!!
Fui até o final… quando a direita vai conectando com a esquerda, as ondulações cruzadas navegam lateralmente e a ondulação se desfaz na Curva do Onça, antes de formar as Mentawai’s. Foram exatamente 1h10min… não podia acreditar! Olhava pro relógio e não acreditava… olhava pro Skeet e ele estava pirado!!! Só falava “Sick, sick, sick”!!! O Toninho e o Rille na lancha davam risada e aí olhei pra trás e vi que passava dos 23km surfando. Fiz até o cálculo com base no recorde anterior, que foi 11,8km em 36min… foi praticamente o dobro agora… o dobro, Bruno! Até hoje, flashes daquela onda e o tempo que fiquei nela batem na minha cabeça e fico refletindo… Pensava que surfar 20km seria um obstáculo muito difícil, quase impossível! Agora sei que posso, estou preparado e que o recorde irá voltar para o Brasil…
Na segunda-feira estou retornando pro Araguari somente pra registrar uma nova marca… seja de 5’6” fish quadriquilha, de SUP ou de ALAIA!!!
Vou cada dia com uma prancha diferente….hehehehe…. SICKKKKKK…..
Capricha na matéria, pois a pororoca da super lua merece um destaque MEGA! E mostrar que a Seven Ghosts é bonita, mas que no Brasil temos a melhor e mais animal de todas!!!
Ano que vem tem mais… te espero aqui!
Longas ondas e Aueraloha.
Serginho Laus

Infelizmente, depois dessa temporada histórica, a pororoca do Rio Araguari foi se extinguindo devido à ação dos homens, que construíram algumas hidroelétricas no Rio Araguari, e fazendeiros, que abriram canais para a criação de búfalos que vivem em pântanos e áreas alagadas, e tudo isso fez com que a foz do rio deixasse de ser caudalosa como antes, acabando com um dos maiores espetáculos e fenômenos da natureza brasileira que começou a ser conhecida para nós nos anos 70, com o Amaral Neto, o Repórter.

Bibliografia Pororoca, de Serginho Laus, editora Ediouro
Globo.com Notícias / Ciência

“Respeitamos a liberdade editorial de todos os nossos colunistas. As ideias expressadas no texto acima nem sempre refletem a opinião do site Waves”.

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.

    A Seleção Brasileira está convocada para o ISA World Surfing Games 2026. A Confederação Brasileira de Surf anunciou nesta segunda-feira (5) os seis atletas que representarão o país entre os dias 6 e 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru, na competição que abre o ciclo classificatório do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No masculino, o Brasil será representado por Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Os três são os brasileiros mais bem colocados no ranking do Championship Tour em 2026. Yago, atual campeão mundial, lidera a classificação; Italo ocupa a terceira posição; e Miguel chegou ao quarto lugar depois da vitória em Trestles. O time feminino terá Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Luana é a única brasileira no CT, enquanto Laura garantiu presença como campeã brasileira de 2025. Sophia Medina seria a representante vinda do Challenger Series, mas recusou a convocação, abrindo a vaga para Tainá, a próxima brasileira no ranking. Segundo a Confederação, os critérios de convocação priorizam os três melhores atletas brasileiros no ranking do CT da temporada. Caso as vagas não sejam preenchidas, passam a valer na sequência o Challenger Series, considerando o melhor brasileiro até a 40ª posição, bem como o ranking brasileiro de 2025. Vaga extra em Los Angeles Além das medalhas individuais em Punta Rocas, o ISA World Surfing Games terá peso direto na composição das equipes para os Jogos Olímpicos de 2028. O país campeão por equipes no masculino conquista uma vaga olímpica extra, assim como o campeão por equipes no feminino. A vaga pertence ao país, e não ao atleta que obtiver o resultado. Normalmente, cada nação poderá levar até dois surfistas por gênero aos Jogos, mas esse número pode chegar a três caso o país conquiste uma das vagas extras por equipes nos ISA World Surfing Games de 2026 ou 2027. O Brasil conhece bem esse caminho. Em Paris 2024, foi o único país a competir com o número máximo de atletas tanto no masculino quanto no feminino depois de vencer os títulos por equipes do ISA World Surfing Games 2024 nas duas categorias. As medalhas olímpicas do surfe em Los Angeles 2028 serão disputadas entre 15 e 23 de julho, em Lower Trestles, na Califórnia, palco onde Miguel Pupo venceu recentemente uma etapa do CT 2026. Seleção Brasileira MasculinoYago DoraItalo FerreiraMiguel Pupo FemininoLuana SilvaLaura RauppTainá Hinckel Como funciona a classificação para Los Angeles 2028 Para o Brasil, a classificação olímpica passa por diferentes caminhos, que seguem uma ordem de prioridade. O principal será o Championship Tour de 2028: o ranking considerado entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028 distribuirá oito vagas masculinas e oito femininas, com limite de um atleta por país em cada gênero. O segundo caminho será o ISA World Surfing Games 2028, que classificará outros sete homens e sete mulheres, novamente com apenas uma vaga por país em cada gênero. Na prática, por essas duas vias, um país poderá garantir até dois surfistas no masculino e dois no feminino: um pelo CT e outro pelo Mundial da ISA. É aí que os Mundiais de 2026 e 2027 ganham importância especial. O país campeão por equipes em cada gênero recebe uma vaga olímpica adicional, o que abre a possibilidade de chegar a Los Angeles com três atletas no masculino e/ou três no feminino. Essa vaga pertence ao país, e não ao surfista que conquistar o resultado. No caso brasileiro, caberá ao COB e à Confederação Brasileira de Surfe definir posteriormente quem ocupará a posição. Outro caminho para os brasileiros será os Jogos Pan-Americanos de 2027, também programados para Punta Rocas. Os campeões masculino e feminino garantem classificação para Los Angeles 2028, mas a vaga deixa de ser utilizada caso o atleta posteriormente se classifique por uma via considerada superior, como o CT ou o ISA World Surfing Games 2028. O sistema ainda prevê vagas por competições continentais, país-sede e universalidade. Entre elas estão os Jogos Asiáticos de 2026, vagas para África e Oceania pelo ISA Games 2027, o Campeonato Europeu de 2027 e vagas destinadas aos Estados Unidos como anfitriões, caso o limite máximo por país ainda não tenha sido preenchido.

    Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel representam o Brasil de 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, na abertura do ciclo olímpico para Los Angeles 2028.

    O Finals Day teve as melhores condições de toda a semana na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). Ondas de aproximadamente 1,5 metro, boa formação e vento terral receberam as disputas a partir das quartas de final neste sábado (3), no encerramento da terceira etapa do Challenger Series 2026. No fim do dia, a festa foi brasileira. Ryan Kainalo superou Alister Reginato na decisão masculina, garantiu o título e deixou Maresias na liderança do ranking. No feminino, a australiana Charli Hately derrotou a portuguesa Francisca Veselko. Ambos conquistaram 10.000 pontos no ranking. Ryan voa e assume a liderança Único brasileiro a chegar ao Finals Day, Ryan Kainalo teve um sábado perfeito em Maresias. Depois de superar o peruano Lucca Mesinas nas quartas de final, o paulista dominou o australiano Oscar Berry na semifinal e chegou à primeira decisão da carreira no Challenger Series. Na final contra Alister Reginato, Ryan abriu sua conta com um aéreo alto para receber 6.83. Depois, conectou três manobras fortes na parte crítica da onda e arrancou 7.67, chegando a 14.50 pontos. Reginato terminou com 5.83 e, a quatro minutos do fim, ainda precisava de 9.17 para virar a bateria. Ryan administrou a vantagem até a buzina e, ao sair da água, correu para abraçar o pai. “Estou muito feliz, ainda digerindo tudo isso. Foi um dia inesquecível. A praia estava cheia, a torcida brasileira é diferente de tudo. Energia surreal. Estou muito feliz, de verdade”, celebra Ryan Kainalo. O brasileiro já havia produzido um dos grandes momentos do dia na semifinal contra Oscar Berry. Ryan acertou um aéreo full rotation para receber 8.50, maior nota masculina do Finals Day, colocou o australiano em combinação e venceu por 14.20 x 3.73. Com os 10.000 pontos da vitória, o surfista de 20 anos assumiu a liderança do Challenger Series e deu um passo importante na corrida por uma vaga no Championship Tour de 2027. Charli Hately leva o feminino No feminino, Charli Hately também alcançou a primeira decisão da carreira no Challenger Series e aproveitou a oportunidade. A australiana de 17 anos derrotou Francisca Veselko por 14.33 x 10.67 na final, com notas 7.83 e 6.50. Charli mostrou paciência para encontrar as melhores direitas de Maresias e atacou as ondas com um backside potente. “É loucura. Não consigo acreditar que venci. Coloquei minha cabeça no lugar, peguei as ondas e agora tudo parece surreal. Sou muito grata. A todos em casa, à minha família, a todos que estão torcendo. Sou muito agradecida”, afirma Hately. A campanha teve ainda uma virada importante na semifinal. Charli passou os primeiros 20 minutos atrás de Anat Lelior, mas encontrou as ondas na reta final, marcou 7.33 e 6.50 e avançou com 13.83 x 10.97. Com o título, a australiana somou 10.000 pontos e saltou para a décima colocação do Challenger Series, com 11.940 pontos. Francisca assume vice-liderança Vice-campeã em Maresias, Francisca Veselko também deixou São Sebastião em posição importante na corrida pelo CT. A portuguesa eliminou Teresa Bonvalot nas quartas e teve uma grande atuação contra Sally Fitzgibbons na semifinal. Francisca marcou 8.83 em uma sequência de fortes manobras de frontside e venceu por 13.50 x 7.10. A nota foi a maior do feminino em toda a competição. Com os 7.800 pontos do segundo lugar, Francisca assumiu a vice-liderança do Challenger Series, atrás apenas da australiana Sierra Kerr. Números do São Sebastião Pro O feminino teve 635 ondas surfadas em 31 baterias. Francisca Veselko foi a única atleta a alcançar uma nota de critério excelente, com o 8.83 da semifinal. Charli Hately veio na sequência com 7.83 na final, mesma nota alcançada anteriormente por Sanoa Dempfle-Olin. Kana Nakashio teve a maior somatória feminina da competição, 14.40, ainda no Round das 32. Entre os homens, foram 1.092 ondas surfadas em 47 baterias. Jackson Bunch ficou com a maior nota da competição, 8.83 no Round dos 64. Ryan Kainalo veio na sequência com o 8.50 da semifinal, seguido pelo 8.33 de Joel Vaughan no Round das 32. Resultados a partir das oitavas de final Masculino Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 – Ian Gentil (HAV) 9.17 x Owen Moss (EUA) 7.80 Quartas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 13.50 x Charly Quivront (FRA) 9.672 – Ryan Kainalo (BRA) 12.67 x Lucca Mesinas (PER) 11.003 – Alonso Correa (PER) 11.73 x Kei Kobayashi (JAP) 4.934 – Alister Reginato (AUS) 12.84 x Ian Gentil (HAV) 11.50 Semifinais 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.20 x Oscar Berry (AUS) 3.732 – Alister Reginato (AUS) 14.33 x Alonso Correa (PER) 9.57 Final 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.50 x Alister Reginato (AUS) 5.83 Feminino Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Anat Lelior (ISR) 10.50 x Kiara Goold (PYF) 8.172 – Charli Hately (AUS) 11.24 x Eweleiula Wong (HAV) 8.173 – Francisca Veselko (POR) 13.16 x Teresa Bonvalot (POR) 9.704 – Sally Fitzgibbons (AUS) 10.97 x Kana Nakashio (JAP) 8.43 Semifinais 1 – Charli Hately (AUS) 13.83 x Anat Lelior (ISR) 10.972 – Francisca Veselko (POR) 13.50 x Sally Fitzgibbons (AUS) 7.10 Final 1 – Charli Hately (AUS) 14.33 x Francisca Veselko (POR)

    Charli Hately conquista título feminino e Ryan Kainalo assume topo do Challenger Series, com vitória no Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP).

    A Praia de Paúba, na Costa Sul de São Sebastião (SP), recebe neste sábado (3) a nona edição do Paúba Super Tubos. A competição reúne 56 surfistas convidados em um dos picos mais técnicos do Litoral Norte paulista, com transmissão ao vivo durante todo o dia. Conhecida pelas ondas fortes, rápidas e tubulares que quebram próximas à faixa de areia, Paúba deve oferecer condições de alto nível para os competidores. A previsão divulgada pela organização indica ondas com mais de 1 metro de altura. A disputa acontece em categoria única e exclusivamente para convidados, selecionados pelo nível técnico necessário para enfrentar as características da onda. O formato conta com seis fases e começou com 40 atletas no Round 1. Os 16 classificados avançam e encontram outros competidores já posicionados na chave. As semifinais e a grande final estão previstas para o período da tarde, com os horários sujeitos a alterações de acordo com as condições do mar. A lista de participantes ainda pode receber nomes que disputam o Challenger Series da WSL em Maresias. Segundo a organização, atletas eliminados antes das finais da competição internacional poderão participar do Paúba Super Tubos. Além das disputas dentro d’água, o evento movimenta a Praia de Paúba e a Costa Sul de São Sebastião, com a presença de atletas, equipes e público. A competição conta com apoio da Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Esportes.

    Nona edição do Paúba Super Tubos reúne 56 surfistas neste sábado (3), nas ondas tubulares da Costa Sul de São Sebastião; acompanhe a transmissão ao vivo.

    O Banco do Brasil São Sebastião Pro chega neste sábado (3) ao Finals Day na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). A chamada está marcada para 6h30 (Brasília), com possibilidade de início das baterias às 7h05. As quartas de final abrem o caminho para a definição dos campeões da terceira etapa do Challenger Series 2026. O Brasil terá apenas um representante no último dia. Ryan Kainalo garantiu vaga nas quartas ao vencer o espanhol Yago Dominguez por 11,50 x 10,10 em uma bateria decidida nos minutos finais. O brasileiro liderou boa parte do confronto, perdeu a primeira posição perto do fim e precisou melhorar sua segunda nota para avançar. Na última oportunidade, encontrou a onda necessária e recuperou a liderança com notas 6,50 e 5,00. Ryan mira liderança do Challenger Series Além de seguir na briga pelo título em Maresias, Ryan Kainalo pode deixar a etapa na liderança do ranking do Challenger Series. Com a eliminação do havaiano Jackson Bunch nas oitavas, o brasileiro assume a primeira colocação caso alcance a final. Nas quartas, Ryan enfrenta o peruano Lucca Mesinas, que eliminou Bunch por 10,14 x 9,60. O duelo será o único confronto sul-americano da rodada. “Foi uma bateria muito difícil. O mar está muito difícil, as ondas estão sem parede, e quando ele virou a bateria em cima de mim, sabia que seria muito complicado achar uma onda boa. Mas acreditei e deu tudo certo”, comemorou Ryan após a classificação. Sophia Medina se despede No feminino, Sophia Medina foi eliminada pela japonesa Kana Nakashio na última bateria das oitavas. Nakashio venceu por 7,60 x 7,03 e avançou para enfrentar a australiana Sally Fitzgibbons nas quartas. A líder do ranking, Sierra Kerr, também ficou pelo caminho. A australiana precisava de mais duas vitórias para confirmar matematicamente a classificação ao Championship Tour de 2027, mas foi superada pela taitiana Kiara Goold por 12,13 x 10,17. Destaques do último dia Kei Kobayashi teve a maior nota masculina desta sexta-feira ao marcar 8,00 pontos na vitória sobre Jett Schilling. O japonês enfrenta Alonso Correa nas quartas. Entre as mulheres, Sally Fitzgibbons avançou com 12,00 pontos de somatório diante de Sanoa Dempfle-Olin e segue na busca pela reclassificação para o Championship Tour. Próxima chamada A próxima chamada do Banco do Brasil São Sebastião Pro acontece neste sábado (3), às 6h30 (Brasília), com possibilidade de início das baterias às 7h05, na Praia de Maresias. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. Baterias do Banco do Brasil São Sebastião Pro 2026 Feminino Round das 32 1 – Sierra Kerr (AUS) 12.10 x Amuro Tsuzuki (JAP) 11.60 x Isla Huppatz (AUS) 8.97 x Bella Kenworthy (EUA) 7.902 – Anat Lelior (ISR) 11.30 x Kiara Goold (PYF) 11.00 x Tya Zebrowski (FRA) 10.83 x Moana Jones Wong (HAV) 5.703 – Charli Hately (AUS) 12.77 x Sol Aguirre (PER) 12.24 x Vahine Fierro (FRA) 12.10 x Talia Swindal (EUA) 10.334 – Eweleiula Wong (HAV) 11.24 x Anon Matsuoka (JAP) 10.00 x Laura Raupp (BRA) 8.53 x Brisa Hennessy (CRC) 7.635 – Francisca Veselko (POR) 12.20 x India Robinson (AUS) 12.16 x Eden Walla (EUA) 11.04 x Maria Salgado (POR) 8.936 – Teresa Bonvalot (POR) 10.96 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 10.40 x Lucy Darragh (AUS) 8.34 x Sophie McCulloch (AUS) 8.037 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.56 x Sophia Medina (BRA) 11.66 x Daniella Rosas (PER) 10.33 x Ellie Harrison (AUS) 9.778 – Kana Nakashio (JAP) 14.40 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 13.83 x Kirra Pinkerton (EUA) 13.67 x Alyssa Spencer (EUA) 11.37 Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Kiara Goold (PYF) x Anat Lelior (ISR)2 – Charli Hately (AUS) x Eweleiula Wong (HAV)3 – Francisca Veselko (POR) x Teresa Bonvalot (POR)4 – Sally Fitzgibbons (AUS) x Kana Nakashio (JAP) Masculino Round dos 32 1 – Kade Matson (EUA) 13.06 x Charly Quivront (FRA) 12.77 x Reef Heazlewood (AUS) 12.26 x Douglas Silva (BRA) 12.172 – Joel Vaughan (AUS) 15.26 x Oscar Berry (AUS) 10.43 x Shohei Kato (JAP) 10.03 x Jacob Willcox (AUS) 9.873 – Jackson Bunch (HAV) 13.33 x Yago Dominguez (ESP) 11.97 x Hiroto Ohhara (JAP) 10.87 x Winter Vincent (AUS) 9.934 – Ryan Kainalo (BRA) 11.40 x Lucca Mesinas (PER) 11.27 x Jake Marshall (EUA) 9.36 x Lennix Smith (AUS) 7.905 – Alonso Correa (PER) 13.40 x Jett Schilling (EUA) 12.97 x Deivid Silva (BRA) 11.53 x Jack Robinson (AUS) 8.606 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Beyrick De Vries (NED) 9.80 x Connor Slijpen (AFS) 9.03 x Mihimana Braye (PYF) 5.737 – Alister Reginato (AUS) 11.96 x Owen Moss (EUA) 11.50 x Adin Masencamp (AFS) 10.57 x Levi Slawson (EUA) 8.378 – Ian Gentil (HAV) 10.64 x Crosby Colapinto (EUA) 9.50 x Dimitri Poulos (EUA) 8.10 x Eli Hanneman (HAV) 4.97 Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 –

    Banco do Brasil São Sebastião Pro chega ao último dia neste sábado (3), com chamada às 6h30 e possível início às 7h05. Ryan Kainalo é o único brasileiro na disputa e pode assumir a liderança do CS.

    Um dos eventos de base mais tradicionais do surfe está de volta ao Brasil. Depois de 11 anos, o Quiksilver King of the Groms retorna ao país nos dias 10 e 11 de outubro, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). A edição de 2026 também marca uma novidade: a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, dando espaço também às meninas no King and Queen of the Groms. A competição será disputada nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, no masculino e feminino, e está aberta a surfistas de até 16 anos. Criado pela Quiksilver entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000, o KOTG nasceu com o objetivo de descobrir e dar visibilidade aos jovens surfistas de alta performance. Ao longo de suas edições, o evento recebeu nomes que posteriormente se destacaram no Circuito Mundial. Entre eles está Gabriel Medina, vencedor da final internacional de 2009, na França, quando conseguiu duas notas 10 e somou 20 pontos. Outros nomes que passaram e venceram o campeonato incluem Filipe Toledo, John John Florence, Jack Robinson, Leonardo Fioravanti e Matt Banting. Retorno ao Brasil O King of the Groms foi realizado cinco vezes no Brasil: Itajaí (SC), em 2010; Itacaré (BA), em 2011; Baía Formosa (RN), em 2012; São Francisco do Sul (SC), em 2013; e Fernando de Noronha (PE), em 2015. Na última edição brasileira, Fernando de Noronha recebeu não apenas uma seletiva regional, mas a própria Final Mundial do evento. Em 2026, a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, com disputas também no feminino. “O King of the Groms sempre foi muito importante para a Quiksilver e eu considero esse evento mais do que um campeonato. Ele faz parte da história do surf e ajudou a colocar muitos talentos no radar. E, depois de tantos anos, trazer esse nome de volta ao Brasil, agora também com o feminino (Roxy), tem um significado enorme para nós. Queremos resgatar esse espírito e, ao mesmo tempo, criar novas histórias. Temos uma geração de groms muito forte no Brasil e poder reabrir essa porta e acompanhar de perto quem serão os próximos nomes do surf brasileiro é, sem dúvida, uma das partes mais legais desse projeto”, disse Karol Lopes, gerente de Marketing da Quiksilver e Roxy Brasil. Inscrições abertas As inscrições já estão abertas e custam R$ 150. Os atletas devem se inscrever exclusivamente pelo e-mail [email protected], enviando comprovante de pagamento, documento com foto e os dados do atleta. Quiksilver & Roxy King and Queen of the GromsPraia de Itamambuca – Ubatuba (SP)10 e 11 de outubro de 2026Sub-12 Masculino e FemininoSub-14 Masculino e FemininoSub-16 Masculino e FemininoInscrição: R$ 150

    Meninos e meninas de até 16 anos disputam o Quiksilver King and Queen of the Groms nos dias 10 e 11 de outubro em Itamambuca, Ubatuba (SP), depois de 11 anos da última edição no Brasil.