Anarquilha

Valeu, Marcos Valle

Na estreia da coluna Anarquilha, jornalista Alceu Toledo Junior entrevista o compositor Marcos Valle, autor de Vamos Pranchar, dentre outros sucessos.
Marcos Valle, de calção listrado, era local do Arpoador no início dos anos 60. Sentado, o irmão dele, Paulo Sérgio.

Amigos e amigas do Waves, galera geral! É uma alegria imensa estar de volta ao amado portal onde escrevemos tantas histórias iradas desde quando participei do lançamento em 1998, como editor.

Agora, com a coluna Anarquilha no meu personagem mais surfer alien de capital paulista, onde estou meio sem querer. Meu sonho era voltar a morar no Rio de Janeiro, onde vivi no início dos anos 80, ou em Santos, terra do meu amado Santos Futebol Clube.

Viver no Rio de Janeiro é morar bem demais. Boas ondas, clima perfeito, mulheres maravilhosas, Maracanã lotado, mas um caos urbano de muitas emoções a cada swell e também em cada novo assalto ou enquadro.

Um dia, durante um chat de trabalho, sugeri para o meu amigo Fernando Iesca, o diretor do Waves, a criação desta coluna Anarquilha para jogar uma conversa e falar das coisas boas do surfe, a cultura, a evolução infinita, e também das coisas meio chatas, como o mercado e as roubalheiras das baterias.

Também falamos da coluna falar de música, meio ambiente, moda e de outros temas nacionais, internacionais e interplanetários, sobretudo agora que ocorre um repentino abate de ovnis que aparentemente são terráqueos mesmo.

Como muitos da nova geração não me conhecem, vou me apresentar: 63 anos, 37 anos de mídia. Fiquei em pé pela primeira vez numa prancha em 1974, praia de Pitangueiras, Guarujá (SP). Já fui editor das revistas Fluir, Hardcore, Off Shore e Guitar Player BR. Também fui editor de uma aventura pseudo editorial que apelidei de gestaposurf, mas graças a Deus fui demitido a tempo de tentarem me converter. Fui frila da Inside e da Venice por muitos anos e também escrevi uma vez para a Trip e outras publicações bem menos importantes.

Conheço in loco a cena do surfe na Argentina, México, Estados Unidos e Havaí. O mais próximo da Europa que já estive foi quando escrevi um texto para a revista espanhola Tres60, sobre a cena heavy metal e punk aqui no BR, nos anos 90, nem sei se essa revista ainda resiste. Também nunca fui para Austrália ou Indonésia.

Entre personagens de várias áreas diferentes e equidistantes entre si, entrevistei Dick Dale, Joey Ramone, Jello Biafra, Mike Patton, Kelly Slater, Tom Curren, Nat Young, Sunny Garcia, Richie Collins, Peter Troy, Peter Townsend, Brad Gerlach, Mark Richards, Wayne Bartholomew, Dick Brewer, Ben Aipa, Derek Hynd, Cheyne Horan, Sally Fitzgibbons, Bethany Hamilton, Garrett McNamara, Johnny Boy Gomes, Buttons Kaluhiokalani, Damian Hardman, Dave Macaulay, Bad Brains, Nuclear Assault, The Church, Midnight Oil e outras paradas que eu esqueci.

Do lado de cá, falei com Picuruta, Almir e Lequinho Salazar, Paulinho, Amaro e Neno do Tombo, Tinguinha, Luiz Neguinho, Taiu, Dadá Figueiredo, Pedro Muller, Gabriel Medina, Silvana Lima, Carlos Burle, Eraldo Gueiros, Adriano de Souza, Yago Dora, Roberto Valério, Ricardo Toledo, Rodrigo Koxa, Maraca, Ricardo Bocão, Teco Padaratz, Fabinho Gouveia, Renan Rocha, Aurélio Miguel, Hortência, Chloé Calmon, Mariana Becker, Claudia Ferrari, Claudia Saboia Lemos; governador Mário Covas, governador Esperidião Amin, governador Leonel Brizola, vice-presidente Aureliano Chaves, presidente Andrés Perez (Venezuela), vereador Eder Jofre, senador Tancredo Neves, senador Teotônio Vilela; Tostão, Zico, Sócrates, Falcão, Denilson, Casagrande, Rogério Ceni, Zagallo e Ziraldo; as bandas Ratos de Porão, Replicantes, Titãs, Blitz, Plebe Rude, Sepultura, Helena Meireles; e os cronistas esportivos que eu sempre admirei Luiz Mendes (o homem da palavra fácil), Sergio Baklanos, Orlando Duarte, Alberto Helena Junior e Vital Bataglia, entre outros que eu também esqueci.

Meu sonho era entrevistar o genial compositor e guitarrista Frank Zappa, meu grande ídolo do rock. Mas, não tive tempo, ele se foi cedo deste mundo, em 1992, assim como Jimi Hendrix, bem antes. Gostaria de ter entrevistado também outro gênio que eu curto demais, Miles Davis.

Enfim, eu não entrevistei o Zappa, mas tirei uma foto do George Duke, tecladista da segunda fase da banda dele, o Mothers of Invention, durante um festival de jazz no Rio de Janeiro, em 1978, quando eu dei de cara com este parceiro fundamental. Ele estava junto com o baixista Stanley Clarke, então da banda Return To Forever, outro grupo emblemático da era do jazz fusion.

Também conheci o violinista francês Jean-Luc Ponty. Mas, ele foi meio estrela na entrevista e disse que não iria falar sobre os tempos que ele tocou com Frank Zappa e John McLaughlin, da Mahavishnu Orchestra. Então, o resto da entrevista foi total perda de tempo.

Porém, destino generoso e tive a oportunidade de entrevistar o carioca Marcos Valle, cantor, compositor, pianista, tecladista e surfista, autor de Vamos Pranchar, grande ídolo da MPB, criador deste hit remoto de praia, 1964, uma pedrada da mesma geração de Surfboard, de Tom Jobim, e Exército do Surf, da ternurinha loura Wanderléa.

Para quem anda esquecido, Marcos Valle também criou músicas temas de novelas, como Pigmalião 70, O Cafona e Ossos do Barão, bem como a clássica abertura de Vila Sésamo, programa infantil de muito sucesso nos anos 70.

Na boa, muito privilegiada a oportunidade de falar com Marcos Valle, 79 anos, um legend do surfe e um monumento da música brasileira, ainda mais para estrear minha coluna no Waves! A entrevista já era pra ter sido publicada há uns tempos. Mas, uns contratempos deram uma embaçada e graças ao empenho do Fernandera estamos aê.

Voltando à minha retrospectiva, meus melhores amigos no surfe sempre foram Marcelo Torok, Nelsinho Corvo e Edilson Souza entre a galera da rua. Dadá Figueiredo, o surfista punk, bem como Julio Adler, o texto mais natural e sobrenatural do surfe brasileiro, são grandes pirações e inspirações incomuns.

Entre o povo da mídia, minha admiração e amizade por Carol Keller, Felipe Fernandes, Rafael Sobral, Bruno Lemos, Alberto Sodré, Reinaldo “Dragão” Andraus, Zé Lúcio Cardim, Marco Ferragina, Agobar Junior, Cândido Coelho Neto, Marcelo Bueno, Carlos Lorch, Fernando Iesca, Ricardo Macario, Nancy Geringer, Xandão Barros, Adrian Kojin, Alexandre Versiani, Alexandre Toledo Piza, Chico Padilha, Veri Bressane, Fábio Maradei, Fábio Bolota, Paulo Anshovinhas (corajosamente, publicou meu pior texto, Skate of Fuck, numa das primeiras edições da revista Yeah!), os irmãos Bebeto, Ado (velho Carsa) e o Claudio Martins de Andrade (Alemão Claudjones), fundador da Fluir, Waves e Surf & Beach Show, o grande kahuna midiático que me trouxe para este mundo das ondas fluidas em 1985, quando eu era bagre das Relações Públicas da Infraero, no aeroporto do Galeão e estagiava na Aipress.

Outros caras irados do percurso, mestre das letras Tulio Brandão, Pablo Dominguez, Fernando Costa Netto, Marcelo Lacerda, Ricardo Bocão, João Valente, Fred d’Orey, Ledo Ronchi e Alexandre Andreatta, meu chefe na Fluir nos anos 80.

Por essas e outras, acabei me tornando editor do site Waves por longos 15 anos, da fundação em 1998 até 2013, e hoje ainda monto as minhas pautas nos finais de semana. Também tenho um blog que está meio parado, o Surfreak – manobras impussyveis. E estou com outro projeto em andamento, o Bikini LIFE, site de moda praia para mulheres.

Mas, a parte realmente interessante da minha carreira foi ter sido empresário da banda hardcore Ratos de Porão. Nunca ganhei assim uma grana com esta história de punk, mas era muito divertido viajar com aqueles malucos da Vila Piauí e fazer shows no Rose Bom Bom, Madame Satã ou Circo Voador, lá pelo final dos anos 80.

No final, acabei dando uma contribuição quando escrevi, em parceria com o vocalista João Gordo, algumas letras em inglês para aquele que seria o álbum grunge deles: Just Another Crime in Massacreland, com as faixas Satanic Bullshit, C.R.A.C.K. e Video Macumba, minha obra prima, um monstrengo grindcore que fala de uma fita maluca enviada por Mike Patton, do Mr. Bungle e do Faith No More, para o Max Cavalera, quando ele ainda era do Sepultura.

Também trabalhei em alguns jornais e na agência Publifolha. Mas, nunca fui muito atraído para este negócio de ser redator publicitário ou repórter com hora para chegar e não ter hora para sair.

Então, minha carreira na grande imprensa simplesmente não decolou. De qualquer maneira, a principal reportagem até hoje foi fora do meio do surfe, quando escrevi sobre o futebol na masmorra medieval do Carandiru, para a revista Placar, em 1996.

Como nenhum jornal aqui me mandaria cobrir eventos no Havaí, Califórnia, Austrália ou México, acharam por bem me mandar pra cadeia, onde passei cerca de um mês enjaulado, dia sim, dia não, para entrevistar condenado e falar de bola no terrão do Pavilhão 9.

Isso bem antes de Os Racionais lançarem a icônica crônica hip hop Diário de um Detento.

Foi uma experiência única. Cheguei a almoçar em cela com os prisioneiros. E também entreguei taça para time campeão de uma das ligas internas do presídio. Essa matéria, A Bola Rola Solta Na Cadeia, me trouxe um momento de libertação na vida, pois fez parte de um especial da editora Abril, 100 Anos de Revista no Brasil, publicação que circulou apenas para alguns privilegiados e que me foi presenteada por outro grande amigo que fiz no surfe, o diretor de arte Fábio Bosquê Ruy.

Pessoalmente teve um importante significado, uma vez que o meu velho pai era cria da Abril. Onde estiver, imagino que ele teria ficado contente por conta da minha reportagem ter ido parar na história das revistas no Brasil, justamente onde ele gostava tanto de trabalhar.

Ainda tive publicada outra reportagem na cadeia, desta vez para o falecido Notícias Populares. Ali emplaquei uma grande manchete no jornal que espremia e saía sangue: Terapia do sopapo acalma presos na detenção!

Manchete de autoria de um surfista, Fernando Costa Netto, o Dandão, local do Monduba, Guarujá, anos 70, cria da Trip e então editor do jornal mais bizarro da história da imprensa no país. O famigerado NP, que todo mundo lia pendurado nas bancas mas que ninguém comprava. Estampava o bandido da luz vermelha ou o bebê-diabo, trazia verdades e mentiras que marcaram época com as manchetes mais sensacionalistas, surrealistas e escandalosas.

De volta ao meio do surfe, a reportagem sobre o Hang Loose Pro Contest 1986, publicada na Fluir 18, chegou a ser bem elogiada, a ponto de eu ter levado um prêmio de melhor reportagem da história, oferecido pela Assembléia Legislativa de São Paulo, em 2004, em homenagem ao Dia do Surfe.

Então, esta é a parte boa da minha história profissional. E eu me sinto bastante realizado por estar aqui, de volta ao Waves pela porta da frente, reconhecido pela minha biografia e por ter feito a minha parte nessa história de compromisso com o esporte, apoiando campeonatos, divulgando atletas e inspirando a transformação pelas ondas.

Até porque hoje o surfe no Brasil nunca esteve tão em alta. E isso tem muito a ver com as performances aéreas de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Filipe Toledo e outros voadores de muita imaginação em cima de uma prancha, legítimos herdeiros da tradição em nosso país e que vem desde Santos Dumont, o pai da aviação!

Depois dos recentes títulos mundiais, incluindo a medalha de ouro do Italo, premiações em ondas grandes, livro de recordes com Rodrigo Koxa e a maior onda da história, por aqui só se fala de surfe. E isso nem poderia ser diferente, pela avalanche de boas notícias,  sobretudo depois de tantos anos de dificuldades, incompreensão, ostracismo, roubadas e decepções no circuito mundial.

Mas, aqui já tem bastante gente falando e bem do surfe competição. Então, na estreia da minha coluna Anarquilha eu aproveito para sair do palanque e falar um pouco de MPB e de Arpex anos 60, afinal, eu entrevistei nada mais nada menos que o lendário Marcos Valle, gênio criativo de dezenas de discos e que, não por acaso, era um lendário local do tradicional pico do Rio de Janeiro.

Marcos Valle é o autor, em parceria com o irmão Paulo Sérgio, da clássica Vamos Pranchar, uma bossa de batida perfeita e que descreve de forma totalmente lúdica o nascimento do surfe nas não menos clássicas esquerdas do Arpoador, berço esplêndido do surfe nacional.

Ao lado de monstros sagrados da MPB, como Tom Jobim, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Eumir Deodato, Egberto Gismonti, Hermeto Paschoal, entre tanto outros gênios que vão de Villa-Lobos a Pixinguinha, de Tim Maia a Chico Science, Marcos Valle construiu sua imensa reputação com centenas de sucessos nas praias da bossa-nova, tropicalismo, funk samba, eletro e até mesmo do rap mais recentemente, ao ser sampleado por artistas como Jay Z, Kanye West, Pusha T e Marcelo D2.

Numa entrevista concedida por e-mail, muito gentil e atencioso com o nosso Waves, Marcos Valle conta detalhes da época de ouro do surfe no Arpoador, falando sobre a galera e a cena toda.

Ele também fala de seu maior sucesso, Samba de Verão, a segunda música brasileira mais importante da história, depois de Garota de Ipanema. “Sou muito grato ao Samba de Verão, que foi um sucesso na minha carreira muito cedo. Afinal, Samba de Verão estoura em 1964 no Brasil. Eu nasci em 1943, estava ali com 21 anos. Com 21 anos você já tem uma música que se torna a segunda música brasileira mais importante no mundo até hoje, então, eu sou muito grato à ela”, revela.

Mas, dentro d’água, Vamos Pranchar era mais cantada. “Em 1964, no Arpoador, a música Vamos Pranchar era mais sucesso do que Samba de Verão, justamente por falar do nosso esporte. Era comum a gente descer as ondas cantando Vamos Pranchar”, recorda.

Como cortesia ao Waves, ele enviou uma versão instrumental fantástica de Vamos Pranchar, que eu nem sabia da existência. E veja que, das cerca de 800 músicas compostas por ele, eu tenho pelo menos umas duzentas no meu iPod, melodias e letras incríveis como Próton, Elétron, Neutron, Wanda Vidal, Ela é Carioca, Com Mais de Trinta, Mentira, Que Bandeira, Os Grilos, México 70, O Cafona, Democústico, Mustang Cor de Sangue, Flamengo Até Morrer, Meu Herói, Parabéns e tantas outras que nem tenho como despejar tudo por aqui, algumas destas estão num playlist mais abaixo.

Pra ir logo direto ao assunto, Anarquilha é um projeto de longa duração e, com o tempo, espero que se torne um espaço interativo bem divertido para discutir este lance de onda e de outros temas que podem ter alguma coisa a ver.

Não hesitem disparar o clique aqui para meter o pau do Fórum, para descer a lenha, esculachar legal ou sugerir novos conteúdos. Mas, também agradeço a quem, por ventura, venha a tecer alguns elogios, até eu entrar novamente em forma e acertar a mão legal deste digitalk.

Logo eu volto com mais gás, novas pautas, novos assuntos e temas mais salgados destes de todo mundo xingar ou achar o máximo! Enquanto isso, espero que saboreiem, sem pressa, essa tão esperada entrevista com o ídolo Marcos Valle.

Em 1964, ano do golpe militar, você lançou a clássica música Vamos Pranchar, um dos primeiros registros do surfe na MPB. O que te inspirou nesta composição?

Eu comecei a pegar onda mesmo em 1960 no Arpoador. E essa música, Vamos Pranchar, é uma consequência disso aí. Da mesma maneira de Samba de Verão, que se tornou um sucesso, e que também fala dessa coisa de sol, de praia, de mar, enfim, da sensualidade que existe no esporte.

No fundo, foi assim que me inspirei para fazer Samba de Verão. E Vamos Pranchar também, que era isso, mas mais específico. Imaginei aquela coisa mesmo de estar descendo a onda, aquelas pranchas de madeira da época, muito instáveis nas manobras, as meninas esperando na areia. Poucas as mulheres pegavam. As garotas que pegavam onda eram a Fernanda Guerra, Maria Helena Beltrão, não tinha mais, talvez mais uma. As namoradas ficavam esperando na areia.

Então, essa música Vamos Pranchar é bem essa visão. Ela foi lançada por mim, na verdade, um pouco antes do golpe militar. Quando eu fiz Samba de Verão e a gravadora viu que ia se tornar um sucesso, eu gravei um compacto simples. Não deu para esperar um segundo disco.

Eu tinha gravado meu primeiro disco em 1963 e o segundo ia sair exatamente em 1964. Mas, não dava para eu esperar sair o disco, porque a música estava precisando ser lançada logo, segundo o plano de divulgação da gravadora, que era a Odeon.

É uma gravação que um lado é Samba de Verão e o outro lado é Vamos Pranchar. Muito engraçado nisso tudo, é que Samba de Verão estourou no mundo inteiro e também ali no Arpoador. Mas, para te falar a verdade, no Arpoador a música Vamos Pranchar era mais sucesso do que Samba de Verão, justamente por falar do nosso esporte.

Era comum a gente descer as ondas cantando. O pessoal também cantava comigo, os outros surfistas, era uma coisa bem interessante.

Como foi que você e o teu irmão começaram a surfar no Arpoador?

Sim, eu e o meu irmão surfávamos no Arpoador, isso é verídico. A gente sempre foi muito ligado em esporte por conta do meu pai. Ele era advogado mas nos incentivou aos exercícios, ele mesmo gostava muito.

E desde cedo nos acostumamos a fazer todos os tipos de esportes, começamos com o jiu-jitsu e a natação, que aliás foi ótima quando a gente resolveu pegar onda. E a gente morava perto da praia, em Copacabana, quase no Posto 6. Dali para o Arpoador era um pulo.

Então, a gente pegou onda ali por muito tempo. Paulo Sérgio pegou mais tempo, porque  logo eu fui para os Estados Unidos pra tocar lá, bem cedo. Aí, eu parei. Quando eu voltei, trouxe uma prancha de fibra de vidro, mas não continuei, porque aí eu já estava seguindo a minha carreira musical, mas o meu irmão seguiu mais tempo surfando.

Quem fazia parte da turma do surfe dos irmãos?

A turma era o Arduíno Colassanti, Jorge Paulo Lehman, Mário Bração, Jaime, que a gente chamava de Persegue e era muito bom, Geraldinho Dutra, Valcir, que a gente chamava de 22, porque existia o 21 na praia.

Quem mais? Eu lembro também do Sabu, que ficava ali com a gente, Charuto, que depois se tornou dono da marca de roupas Richards. Tinha os irmãos Mudo e Mudinho. Essa era a turma que pegava com a gente nessa época.

Como era a cena do surfe em Ipanema e arredores?

A cena do surfe em Ipanema era bem concentrada no Arpoador. De vez em quando, eu me lembro que a gente fazia umas incursões na praia da Macumba, mas era difícil porque as pranchas de madeirite eram pesadas, a gente tinha que arrumar carro, isso quando a gente conseguia.

Um pedia o carro do pai, outro pegava não sei das quantas e era complicado chegar à praia da Macumba. Tinha que subir a pé, aquela grama, aqueles morros todos pra chegar. Não era fácil não, mas a gente ia.

Mas, aquela cena de Ipanema era concentrada mesmo no Arpoador. Todo mundo ali no calçadão, batendo papo, trocando ideias sobre revistas americanas de surfe quando chegavam.

Quando tinha filme sobre surfe todo mundo ia ver junto. Fernanda Guerra fala uma coisa, e é verdade, teve um filme que quem quisesse levar a prancha não pagava. Tinha umas festas no fim de semana entre os surfistas.

Era um clima bem assim, uma cena americana adaptada ao Rio de Janeiro. Era todo mundo amigo, todo mundo surfista, todo mundo saudável, os namoros eram ali mesmo. Enfim, era uma cena bem alegre que existia ali nessa época.

Pranchar era tipo uma gíria na época?

A gente usava a palavra pranchar, sim. “Vamos pranchar”, por isso que eu resolvi colocar. Foi uma ideia que eu tive e passei para o meu irmão, mas eu colaborei bastante nesta letra.

Normalmente eu faço a música e o meu irmão faz a letra. Mas, nessa música eu fiz “vem, vamos entrar nessa onda, vamos descer essa onda, leva sua prancha pro mar… você não deve ter medo, veja que não tem segredo, é só se equilibrar”.

Enfim, a letra toda é assim, muito eu imaginando estar pegando onda, eu mesmo descendo a onda. Então, esse termo era muito usado, “vamos pranchar”. Eram aquelas pranchas de madeirite, pesadas, tinha que carregar na cabeça.

E a gente usava um pé de pato, cortado, senão não dava pra subir na prancha, usava pra dar um pouco de impulso e compensar um pouco do peso da prancha.

Havia outros surfistas naquela cena de Bossa Nova no início dos anos 60?

Tinha outros surfistas, mas não vou lembrar de todos. Não eram tantos, mas os que eu me lembro são os que eu citei. Tinha alguns de nomes engraçados, o Macaco, ele era muito bom. Ele mesmo se apelidou assim. Depois que veio outra geração.

Encontrei ao menos duas interpretações bacanas de Vamos Pranchar, uma com o Quarteto em Cy e outra, em inglês, com Sylvia Telles, que inclusive faz parte da trilha sonora de um vídeo com a surfista australiana Stephanie Gilmore.

Eu não conhecia esse documentário da Stephanie Gilmore, com a gravação da nossa música pela Sylvinha Telles, não conhecia não. Fui ver depois que você me falou e estou curtindo muito. Eu adoro essa gravação da Sylvinha Telles, acho ótima. Ela foi feita primeiro no Brasil, depois nos Estados Unidos.

A do Quarteto em Cy também é muito boa. E eu gravei, você não conhece essa gravação, como eu falei no início. Porque a gente estava num compacto, não estava num LP. Só depois, nos relançamentos, quando relançam meus discos no Japão, na Europa, tal, e no próprio Brasil. Quando fizeram relançamentos incluem como faixa bônus.

Eu acho que Vamos Pranchar entra no meu segundo disco, Um Compositor e Um Cantor. Originalmente, não estava. Então, tem essas gravações, da Sylvinha, do Quarteto e essa minha também. De repente, vou procurar essas coisas no YouTube e te mando.

Com uma tonelada de clássicos em sua carreira, Samba de Verão é a mais conhecida de todas. Mas, qual a sua música preferida?

É difícil dizer qual é a música preferida, porque tem umas coisas que você vai gostar mais, porque, de repente, tiveram mais sucesso. Logicamente eu sou muito grato ao Samba de Verão, que foi um sucesso na minha carreira muito cedo. Afinal, Samba de Verão estoura em 1964 no Brasil. Eu nasci em 1943, estava ali com 21 anos. Com 21 anos você já tem uma música que se torna a segunda música brasileira mais importante no mundo até hoje, então, eu sou muito grato à ela.

E adoro ouvir todas as versões, cada tipo de reação que faz ser diferente, dentro do jazz, do pop, se é DJ, eu gosto de tudo. Eu sou um cara muito aberto para essas coisas. E gosto muito de incluir no show. As pessoas gostam muito.

Mas, eu vou mudando os arranjos. Samba de Verão tem vários e vários arranjos, exatamente para estar sempre renovando. Eu Preciso Aprender a Ser Só, Terra de Ninguém, tem Estrelar (Tem que correr, tem que suar, tem que malhar, vamos lá! Musculação, respiração, ar no pulmão, vamos lá! Tem que esticar, tem que dobrar, tem que encaixar, vamos lá! Um, dois e três; é sem parar, mais uma vez…), é tanta coisa, nem sei.

Eu tenho umas 800 músicas. E eu também sou muito ligado nas coisas que eu acabo de fazer. Então, é difícil escolher. Mas, é como eu disse pra você, Samba de Verão foi um cartão de visita muito importante pra mim, tanto no Brasil quanto no exterior.

O que acha de ser sampleado por caras como Marcelo D2 e por Jay Z?

Essa coisa de ser sampleado foi excelente para mim. Da mesma maneira que ali, na década de 90, os DJs europeus descobriram minha música e começaram a tocar nas pistas de dança e aquilo foi despertando o interesse daquela garotada, e isso abriu totalmente um outro público pra mim, a coisa do sample também.

Quando o Marcelo D2 sampleou Mentira, aquilo foi ótimo. Ele fez quando estava com o Planet Hemp, depois ele fez também quando estava em carreira solo. Excelente, isso foi muito bom.

Isso aí, fora do Brasil, começou com um atrás do outro. Quando eu vi, era muita coisa, Jay Z, Kanye West, Pusha T, Tom Misch, meu parceiro, meu amigo, que depois eu conheci. E tem outros, Childish Gambino, um atrás do outro. E eu gosto muito.

Quando ouvi o Jay Z, eu gostei demais que ele pegou minha música chamada Ele e Ela e virou Thank You. Kanye West pegou minha música Bodas de Sangue e transformou em New God Flow. Pusha T também botou uma música chamada Pain com Bodas de Sangue.

Acho isso muito bom, porque além do fato de eu gostar mesmo, você pega um público diferente. O cara que vai ouvir o Jay Z, e aquela música foi bastante sucesso com ele, as pessoas querem saber que sample é aquele. Quem não conhece o Marcos Valle, ali da turma dele, vai acabar sabendo. E com isso você vai adicionando público. Isso tudo é absolutamente bem-vindo.

Em sua imensa discografia arrasadora, qual álbum recomendaria para as novas gerações de surfistas?

Recomendaria para a turma do surfe, o meu álbum mais recente, Cinzento. Esse disco, tudo de música nova que eu fiz, é muito groove. O nome é Cinzento, embora seja engraçado por eu estar falando com o pessoal do surfe, porque eu acho que o momento de cultura no Brasil, de arte, é complicado pelo tipo de conduta de governo que a gente tem.

Então, botei o nome de Cinzento por causa disso, da coisa do prejuízo à cultura. Mas, apesar de ser Cinzento, ele é muito suingado. As músicas são todas minhas mas tem letra do Emicida, que aliás chama Cinzento e ele canta comigo.

Tem músicas com o Bem Gil, Moreno Veloso, Zélia Duncan, Domenico Lancellotti, Kassin, Jorge Vercilio. Também tem uma letra do meu irmão, letra do Ronaldo Bastos. Então, é um disco que tem um groove e ao mesmo tempo tem um mistério. Tem um verão presente ali, eu recomendaria: Cinzento.

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Nota da redação: Precisa estar logado no Spotfy para ouvir as músicas do playlist abaixo na íntegra.

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    A oitava etapa do Championship Tour (CT) 2026 desembarca em um dos palcos mais desejados do surfe mundial. O Fiji Pro chega com Italo Ferreira na liderança do ranking, dez brasileiros na disputa e uma previsão que pode colocar a famosa esquerda de Cloudbreak em boas condições ao longo dos próximos dias. Clique aqui para ver ao vivo A primeira chamada acontece às 16h30 desta segunda-feira (24), no horário de Brasília, com possível início da competição às 17h. Em Fiji, onde o calendário já estará na terça-feira (25), a chamada será às 7h30, com possível início às 8h. A janela segue até 4 de setembro. A etapa marca o retorno do elenco completo do CT a Cloudbreak pela primeira vez desde 2017. Em 2024, Fiji voltou ao calendário e, no ano passado, recebeu o WSL Finals, quando Yago Dora e Molly Picklum conquistaram seus primeiros títulos mundiais. Swell a caminho A previsão aponta poucas ondas logo no início da janela, com Cloudbreak pequeno ou praticamente flat durante boa parte do primeiro dia da janela em Fiji. Mas o swell começa a ganhar força ao longo do dia e pode chegar ao fim da tarde com ondas de 1,5 metros de face. A grande mudança aparece já no segundo dia de janelta. Um swell mais consistente deve colocar Cloudbreak na faixa de 3 metros de face durante todo o dia, com séries maiores. A previsão também indica ventos favoráveis, formando o primeiro cenário realmente forte para a realização da competição. Com ondas consistentes, existe ainda a possibilidade de a organização recorrer às baterias no sistema dual heat, com duas disputas acontecendo simultaneamente, para acelerar o cronograma e aproveitar a sequência de boas condições. No terceiro dia de janela, o swell já começa a perder força, mas a parte da manhã ainda pode apresentar quase 3 metros de face, com séries ocasionais maiores. A tendência é de redução gradual durante a tarde, ainda com condições favoráveis. Na sequência, um novo reforço de sudoeste pode manter Cloudbreak na faixa de 2,5 metros pés de face pela manhã do dia seguinte, sem necessariamente provocar novo aumento significativo de tamanho, mas trazendo mais energia e ajudando a prolongar o período de boas ondas. E o maior swell pode ainda estar por vir A também melhora de cenário para os dias 30 e 31 de agosto. Dois sistemas aparecem com potencial para produzir ondas da altura da cabeça até alguns pés acima, possivelmente acompanhadas por vento leve. Mas é a reta final da janela que começa a chamar mais atenção. Entre 2 e 4 de setembro, cresce a possibilidade da chegada de um swell forte e de longo período em Cloudbreak. A previsão aponta a presença de um sistema sólido. A confiança também vem aumentando na possibilidade de que as maiores ondas de toda a janela aconteçam justamente no início de setembro. Por se tratar de uma previsão de longo prazo, o cenário ainda pode mudar nos próximos dias. Cloudbreak para todos os tamanhos Considerada uma das melhores esquerdas do planeta, Cloudbreak quebra sobre um extenso recife de coral e muda completamente de personalidade dependendo do tamanho do swell. Em condições menores, oferece paredes longas e oportunidades para um surfe de alta performance. Quando o Pacífico Sul ganha força, a onda se transforma e passa a produzir tubos grandes, rápidos e extremamente pesados. O amplo campo de competição também reúne diferentes seções e exige leitura precisa do lineup. Depois de receber uma etapa pós-corte em 2024 e o WSL Finals em 2025, Cloudbreak volta agora a colocar todo o elenco do Championship Tour dentro d’água. É a primeira vez que isso acontece desde 2017. Italo chega de amarelo Entre os brasileiros, os olhos estarão principalmente sobre Italo Ferreira. Depois da semifinal em Teahupoo, o potiguar recuperou a lycra amarela e chega a Fiji isolado na liderança do ranking mundial. O campeão mundial de 2019 soma uma vitória, um vice-campeonato e dois terceiros lugares na temporada. Apesar de seu surfe de frontside e da capacidade nos tubos combinarem com Cloudbreak, Italo ainda busca um grande resultado no pico fijiano. A etapa também tem peso especial para Yago Dora. Foi justamente em Cloudbreak que o brasileiro conquistou seu primeiro título mundial, no WSL Finals de 2025. Atual terceiro colocado no ranking, Yago chega ao Fiji Pro buscando recuperar terreno na disputa pelo bicampeonato. Gabriel Medina completa outro capítulo importante da presença brasileira. Bicampeão da etapa, com vitórias em 2014 e 2016, o tricampeão mundial é, ao lado de Yago, um dos únicos brasileiros que já venceram em Cloudbreak. Dez brasileiros em Fiji O Brasil terá nove representantes no masculino e Luana Silva no feminino. Italo Ferreira, Yago Dora, Gabriel Medina, Miguel Pupo, Samuel Pupo, João Chianca, Filipe Toledo, Alejo Muniz e Mateus Herdy formam o contingente brasileiro entre os homens. Mateus é o único brasileiro escalado para o Round 1 masculino e enfrenta o australiano Jarvis Earle na terceira bateria. Os demais brasileiros entram posteriormente na competição. Além dos principais nomes do Tour, Fiji terá três wildcards: os locais Teo Degei e Ulukilupetea “Tea” Kurop, vencedores das seletivas fijianas, e o australiano Jarvis Earle, campeão mundial júnior de 2022. Kurop faz história como a primeira mulher de Fiji a disputar uma etapa do Championship Tour. Com o líder mundial de amarelo, um campeão mundial retornando ao palco onde conquistou seu título, dez brasileiros na disputa e diferentes pulsos de swell previstos ao longo dos próximos dias, Fiji abre uma das janelas mais promissoras da temporada. E, se os modelos de previsão realmente confirmarem o que começam a indicar para o início de setembro, o melhor de Cloudbreak pode ficar justamente para o final. Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) x Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) x Oscar Berry (AUS) Round 2 1 – Marco Mignot (FRA) x Seth Moniz (HAV)2 – Ethan

    Com dez brasileiros na disputa, janela do Fiji Pro abre nesta segunda-feira (24), com primeira chamada às 16h30 (de Brasília). Previsão indica swell a caminho para os primeiros dias em Cloudbreak.

    ATUALIZAÇÃO: 21/08/2026, às 12h36 (horário de Brasília) Victor Bernardo e sua esposa, Johnni, apresentam evolução no quadro de saúde após o grave acidente de carro sofrido na Califórnia, nos Estados Unidos. Os dois já passaram por cirurgias e, segundo Mike Townsend, manager do surfista, estão conscientes, de bom humor e otimistas. Victor sofreu uma fratura na perna e um ferimento grave acima do joelho. O brasileiro passou por uma nova cirurgia na quarta-feira. Inicialmente, os médicos instalaram uma estrutura externa para estabilizar a perna, mas o equipamento já foi retirado. Segundo Townsend, a evolução indica a possibilidade de uma recuperação mais rápida do que se imaginava inicialmente. Johnni também passou por uma cirurgia considerada bem-sucedida. Ela sofreu uma hemorragia interna no abdômen e fraturas na face em consequência do acidente. Os ferimentos foram tratados cirurgicamente. De acordo com Townsend, os dois permanecem positivos diante de tudo o que enfrentaram nos últimos dias. Até o momento, nenhum deles tem previsão de alta hospitalar. Abaixo, você confere a matéria publicada originalmente sobre o acidente: O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Alan Cleland (MEX) 1.50 x 13.66 Seth Moniz (HAV)2 Italo Ferreira (BRA) 15.50 x 11.94 Ethan Ewing (AUS)3 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.74 x 8.84 George Pittar (AUS)4 Jack Robinson (AUS) 11.50 x 11.83 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 Seth Moniz (HAV) 15.76 x 13.83 Italo Ferreira (BRA)2 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.37 x 15.40 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 Seth Moniz (HAV) 18.17 x 14.67 Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC) Quartas de final 1 Erin Brooks (CAN) 13.50 x 3.27 Molly Picklum (AUS)2 Isabella Nichols (AUS) 7.83 x 7.26 Nadia Erostarbe (ESP)3 Anat Lelior (ISR) 9.50 x 6.53 Kelia Gallina (TAH)4 Yolanda Hopkins (POR) 12.33 x 6.90 Caity Simmers (EUA) Semifinais 1 Erin Brooks (CAN) 15.10 x 11.17 Isabella Nichols (AUS)2 Anat Lelior (ISR) 12.50 x 3.43 Yolanda Hopkins (POR) Final 1 Erin Brooks (CAN) 17.20 x 16.33 Anat Lelior (ISR))

    Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.