Uri Valadão

Largada no Chile

Depois de passar por Antofagasta, no Chile, Uri Valadão comenta expectativa pelo novo formato do Tour, que estreia em Arica, nesta semana.

Fala, galera! O ano começou a todo vapor. Em abril, tivemos a primeira etapa do circuito brasileiro em Balneário Camboriú (SC) e foi show. Obviamente, temos muito o que melhorar, mas estamos recomeçando e fortalecendo o circuito, o caminho é esse.

Para mim foi muito especial o evento, pois saí com a vitória e fiquei feliz com minha atuação no campeonato. A próxima etapa do Brasileiro será em Itacoatiara e as inscrições já estão quase esgotadas. Que maravilha ver a galera prestigiando, isso é sensacional para o esporte. Não tenho dúvida que será um evento espetacular!

Nas últimas semanas, estive em Antofagasta, no Chile, que recebeu uma etapa do Mundial válida pela QEST (qualificatório para a divisão de elite). Acabei terminando em nono no evento. Não foi um resultado satisfatório pra mim. Na bateria em que perdi, o mar tava minúsculo e bem irregular, e não consegui entrar em sintonia com o oceano. Foi uma bateria de poucas ondas e os atletas que acharam as melhores ganharam.

Aconteceu praticamente o mesmo com Éder Luciano, Roberto Bruno, Sócrates Santana e Isaías Ravyc, que vinham quebrando no campeonato, mas também não se encontraram em suas baterias e acabaram perdendo precocemente.

O foco agora é no Mundial de Arica, que será válido como primeira etapa do mundial WGS (divisão de elite). Antofagasta foi bom pra aquecer e preparar para o mais importante, que vem agora.

Arica é sempre um grande desafio, uma etapa muito difícil, com o nível técnico altíssimo e um evento que sempre tem ondas grandes e perigosas. Me sinto bem fisicamente, tecnicamente e mentalmente pra enfrentar mais esse desafio. É um evento muito importante, e começar o ano com um bom resultado seria extraordinário para a corrida do titulo mundial.

Tivemos um intervalo de uma semana entre o evento de Antofagasta e Arica, e eu, Eder e Bruno (sempre meus parceiros de viagem) resolvemos ficar em Antofgasta, já que em Arica estava rolando o QS de surfe na mesma praia que teremos nosso Mundial nesta semana. Então, pra ficarmos surfando e ativos na água, preferimos ficar por lá até o último sábado, quando começamos os treinos e adaptação com a onda de “El Gringo”.

Outro desafio será a adaptação ao novo formato do Tour mundial, que irá estrear justamente agora, em Arica. Nesse novo formato, cada atleta entra três vezes na água pra somar três ondas no total. Ou seja, será uma espécie de três sessões de free surf pra somar três ondas. Dos 32 atletas, apenas 16 que tiverem os maiores somatórios das três ondas se classificarão para o próximo round, que já serão as oitavas de final no formato homem-a-homem.

Particularmente achei horrível, pois tira toda a competitividade e disputas emocionantes que sempre tivemos no início da competição. O mais bizarro e perigoso desse formato é o detalhe das diferentes condições que cada atleta vai encontrar na água. Os atletas que caírem na água na hora do mar clássico serão muito favorecidos e terão melhores oportunidades de já fazerem notas altas. Isso já mostra total deficiência desse novo formato.

No formato tradicional de baterias, os atletas têm as mesmas condições de onda pra mostrar o seu melhor dentro de 25 minutos, o que torna a disputa mais justa e mantendo a competitividade.

Mas vamos lá, vamos tentar nos adaptar o mais rápido possível para que possamos dar o nosso melhor!

Fiquem ligados porque o nosso evento em Arica tem início nesta terça-feira e contamos com a torcida de todos vocês!

Aproveito pra agradecer a todos que torceram e enviaram boas energias durante o evento de Antofagasta e também aos meus patrocinadores que estão sempre comigo: UV Store, GTBoards, Kpaloa, Five Sport e Bar, Valeu Shock e academia Rhanc.

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