Chloé Calmon

Leveza na caminhada

Apaixonada pelo estilo clássico do longboard, Chloé Calmon encontrou nas ondas o seu maior amor. Por onde passa deixa estilo, leveza e graça. Confira entrevista com uma das maiores representantes do Brasil no esporte.

Entre todos os surfistas do Rio de Janeiro atualmente, poucos talvez sejam tão emblemáticos no momento como a longboarder Chloé Calmon, 25 anos. E não são apenas os números que estão aí para confirmar.
Admirada na praia da Macumba, respeitada nas competições em todo o mundo, a surfista desliza pelos sete mares para exibir seu estilo e graça, combinando a arte do modo clássico às performances mais inovadoras.
Bonita e carismática, a surfista não faz o tipo musa das redes sociais. Ao contrário, inspiradora, esportiva e simpática com seus fãs, ela procura se divertir nas postagens, sem esquecer de dar o importante retorno aos patrocinadores, para transmitir uma imagem pura, limpa e saudável do lifestyle do esporte dos kahunas.
Numa lista publicada recentemente pelo jornal carioca O Globo, Chloé figurou entre as top 10 da história, apesar de ser tão nova. E para celebrar um ano da conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos realizados no Peru, aproveitamos para falar com ela sobre esta importante conquista, bem como o vice-campeonato mundial da modalidade por duas vezes, a relação dela com a praia da Macumba e um pouco sobre os novos objetivos e perspectivas mesmo durante este grave momento de pandemia por Covid-19.

“Essa pandemia afetou todo mundo. Com o surfe não foi diferente e todos os eventos foram cancelados. Só tivemos a primeira etapa do Circuito Mundial, em março na Austrália. Achei que seria um período muito mais difícil, mas para mim teve um respiro sem as competições e sem a cobrança diária de treino. Foi algo que me fez muito bem, foi o primeiro momento que eu tive para relaxar em alguns anos. Foi também um momento em que eu consegui refletir sobre muitas coisas. No início eu nem senti tanta falta do surfe. Sentia mais falta da vida ao ar livre, do contato com a natureza, do sol, da areia, do vento, enfim. Mas depois que voltei a surfar eu senti que estava revigorada, como se fosse uma outra versão minha, muito mais inspirada, fissurada e motivada a me divertir. Voltei dando muito mais atenção às pequenas coisas, sentir o pé na areia, o sol no rosto, o primeiro mergulho na água. Passei a dar muito mais valor a tudo isso depois da pandemia. Percebi que estava num piloto automático de treinamento, de entrar na água me cobrando para ter uma performance perfeita”, revela Chloé.

Confira a seguir os melhores momentos deste papo exclusivo com o Waves.

Você é local da praia da Macumba, mas curte outros picos da região?

Sou local da praia da Macumba, uma das melhores ondas para longboard do Brasil e epicentro do longboard aqui no Rio. Mas também gosto bastante de surfar no Recreio, em frente à minha casa, uma onda mais em pé, que consigo surfar com bem menos gente, praia da Reserva. Também gosto muito do Quebra Mar, em Santos, que é como se fosse minha segunda casa. É uma onda muito boa para longboard. Se fosse escolher as três melhores ondas para longboard no Brasil seriam primeiro Macumba, segundo Quebra Mar e em terceiro Jericoacoara, no Ceará.

Como foi sua trajetória no surfe desde criança? Como se deu o seu desenvolvimento como atleta e por que escolheu o longboard?

Comecei a surfar por incentivo do meu pai, Miguel Calmon, que surfa há mais de 50 anos. Na realidade, não sei quando foi que eu peguei minha primeira onda. Tenho foto ainda de fralda na minha primeira onda. Desde pequena meu pai me levava à praia e me colocava dentro da água. Sempre adorei nadar e estar conectada com o oceano. Então, sempre me senti muito à vontade praticando esporte e sabia que, mais cedo ou mais tarde, ia acabar escolhendo um pra seguir como principal.

Desde pequena eu tive a chance de experimentar todos os esportes possíveis. Minha mãe até tentou me colocar no balé, jazz, sapateado, mas acabou que foi realmente no surfe que eu me encontrei. Ganhei minha primeira prancha quando tinha 10 anos, um funboard, 6 pés, tinha até o desenho da Pantera Cor de Rosa, quando eu comecei a ir à praia com maior frequência, todos os fins de semana com meu pai. A gente ia surfar e com 12 anos eu peguei emprestado o longboard dele.

E digo que foi amor à primeira onda. Eu me apaixonei pelo pranchão, principalmente por dois motivos. Primeiro que, com 12 anos, a prancha mal cabia embaixo do meu braço. Não tinha como carregar fora da água, mas conseguia controlar a prancha dentro do mar. Conseguia domá-la de um jeito que era possível utilizar toda a extensão da prancha. Este desafio me chamou muito a atenção desde sempre.

Em segundo lugar, me apaixonei de cara pelo estilo clássico do longboard. A caminhada sobre a prancha sempre me remeteu ao balé, a uma dança, a um lado superfeminino. Ainda com 12 anos participei da minha primeira competição de longboard aqui no Rio, uma etapa do circuito estadual amador. Não tinha vaga na categoria feminina e acabei entrando na categoria Iniciante Masculino, passei uma bateria e achei aquilo o máximo.

Fazia natação quando era mais nova, cheguei a participar de algumas competições e sempre tive essa veia competitiva dentro de mim. Meu pai sempre foi atleta no surfe e na natação, então eu sempre me dei bem neste meio. Desde o meu primeiro contato no surfe competição eu sabia que era este o caminho que queria seguir, queria ser uma das melhores surfistas do Brasil e, posteriormente, do mundo. Tive muito incentivo do meu pai, da minha mãe, da minha família toda, desde o início. Isso foi essencial para evoluir tanto no esporte, seguir uma carreira, até porque eu comecei a competir e a viajar muito nova.

Como foi chegar até onde está? Quais pontos você considera mais importantes para atingir estes objetivos?

Quando eu comecei a surfar e a competir de longboard tinha uma cena muito forte de competição no Brasil. E a praia da Macumba sempre foi o celeiro de grandes nomes do esporte. Vários campeões nacionais saíram de lá. Então, vendo os melhores do Brasil surfarem no meu quintal desde pequena foi um incentivo muito grande. Existiam de duas a três competições por mês, e dos 12 aos 14 anos eu peguei uma experiência muito grande de competição, porque havia circuito estadual amador e profissional, circuito brasileiro amador e profissional, pro junior.

Acabou que nesta época eu tive a oportunidade de competir em vários eventos, virei profissional com 14 anos e consegui a vaga para entrar no Circuito Mundial e representar o Brasil quando eu tinha 15 anos. Naquela altura, o Circuito Mundial acontecia em Biarritz, França, uma etapa por ano para definir a campeã do mundo. Desde este meu primeiro momento houve um turning point, tudo mudou pra mim, da água pro vinho, pois até os meus 15 anos eu vivia num cenário nacional. E desde o meu primeiro contato com o cenário internacional eu vi que estava muito aquém do nível das gringas. Mas foi ali que eu percebi que queria ser uma delas, uma das melhores atletas do mundo.

A partir deste momento, que me marcou bastante, voltei pra casa e botei na cabeça que eu queria ser campeã do mundo e que eu iria batalhar bastante para chegar ao nível das minha ídolas, independente se iria demorar um ano, cinco ou dez anos, eu sabia que era isso que eu queria. Meu caminho no surfe sempre foi muito natural, sempre tive apoio da minha família.

Com 15 anos eu acabei entrando para o time da Roxy, que era um sonho, com as melhores atletas de longboard do mundo na equipe. Este foi um passo a mais para chegar ao meu objetivo. Acho que o que marcou bastante minha carreira e a minha trajetória foi a minha dedicação e o meu foco desde pequena. Sempre ficou muito claro o caminho que eu queria seguir e aonde eu queria chegar. Sabia que teria que batalhar duro para isso. Por mais que demorasse, pra mim sempre ficou claro que valeria a pena.

Desde então estou no Circuito Mundial, há 11 anos. Já fui vice-campeã mundial duas vezes. E isso é muito legal porque hoje, quando paro e penso nos sonhos da Chloé de 12 anos, eu vejo que já alcancei vários deles e consegui ir muito além. Mas, hoje eu vejo que tenho muito mais para conquistar, muito o que aprender e pontos a evoluir. Porque o surfe é uma jornada de aprendizado, de autoconhecimento e evolução diária, que independe de resultado. Sempre tem algum ponto que você pode aprimorar, algum ponto que você pode dar mais atenção, tanto para ser um surfista melhor como uma pessoa melhor.

Eu cresci praticamente competindo e em todas as minhas escolhas durante a minha adolescência tive que abrir mão de festas, sair com amigos, namorados, mas hoje em dia não me arrependo de nada. Foram por estas escolhas que eu cheguei ao que estou vivendo hoje, o auge da minha carreira. Ainda quero conquistar mais coisas e para mim nunca teve fórmula mágica. Para mim, a fórmula mágica era acreditar naquilo e trabalhar duro para um dia conquistar.

Como é a sua relação com a praia da Macumba?

Eu tinha 12 anos quando comecei a surfar de longboard e toda a galera da escola surfava de pranchinha. Ficava todo mundo me zoando, dizendo que longboard era coisa de velho, só pra onda pequena, pra iniciante, já tinha muito esse estereótipo de o longboard não ser muito bem visto pela nova geração e não ser assim muito popular, porque todo mundo aprende a surfar com prancha grande depois diminui pra prancha pequena.

Quando eu comecei não tinha nenhum amigo ou amiga da minha idade que surfasse de longboard. Como eu sempre ia surfar com meu pai, meus primeiros amigos no surfe eram ele e os amigos dele, o que era muito legal, porque sempre que eu chegava na Macumba, ficava ouvindo as histórias deles, histórias antigas. E eles me ensinaram muita coisa do que eu sei hoje de posicionamento, leitura de maré, de direção de swell, de período, vento. Tudo isso eu aprendi naquela época. Sentava ao lado deles no outside, conseguia me posicionar bem e pegar boas ondas mesmo no meio do crowd da Macumba.

Porque quem já surfou na Macumba sabe que é um crowd animal. Ter crescido na praia da Macumba me deixa preparada para encarar qualquer crowd. É muita gente. Mas é uma onda realmente muito boa. Aliás, essa região onde eu moro e cresci, região do Recreio, aqui no Rio, é a melhor região de surfe da cidade. São várias opções de praia e que funcionam com todas as direções de ondulação, marés, tipo de vento diferente.

Enfim, sempre tem algum lugar de condições surfáveis, é um lugar muito constante, o que me ajudou muito na época em que eu comecei a treinar. Porque todo dia era uma condição diferente, todo dia dava pra surfar uma onda diferente da outra, com prancha diferente. Pra quem é competidor, ter uma onda no quintal de casa que nunca é a mesma, é um fator que te deixa muito preparada para qualquer condição que você venha a encontrar.

Fale um pouco sobre as tuas pranchas. Como elas são?

Tenho meu modelo oficial, desenvolvido na New Advance, com meu shaper Neco Carbone, o modelo Chloé Progressive Series, modelo de competição, uma prancha com uma linha mais progressiva, 9 pés, com encaixe de três quilhas, de epóxi, bastante curvas, bem leve, a prancha que tem sido mágica nos últimos anos e que uso em praticamente todos os mares de meio metro pra cima.

Ela aguenta qualquer condição. Por isso digo que ela é mágica. Confio nela de olhos fechados. Mas ultimamente também tenho gostado muito de surfar com pranchas mais clássicas. Então, hoje meu quiver é bem variado. Mas, ele basicamente se divide entre pranchas progressivas e pranchas clássicas. Das pranchas clássicas eu tenho três, duas logs, uma single fin 9”3’, no meio termo, que funciona bem pra beach break, pra onda maior e mais em pé. E tenho uma 9”6’ log. Pra quem não sabe, log é um modelo de prancha clássica inspirado nos longboards da década de 60, uma prancha maior, pesada, monoquilha, com borda redonda e que favorece o estilo tradicional do longboard.

Como tem sido sua rotina de treinos, mesmo em mares mais pesados?

Minha rotina de treinos envolve bastante tempo dentro da água surfando em condições diferentes todos os dias. A minha preparação física, que é muito importante e tenho focado bastante nos últimos anos porque traz muitos benefícios à minha performance, também inclui yoga. Ao longo do dia sempre tento fazer uma ou duas destas atividades.

Se o surfe está bombando acabo focando mais nas ondas, fazendo algumas caídas por dia. Basicamente minha rotina é essa. Em relação aos mares maiores e mais pesados, como eu falei a Macumba é um lugar que sustenta bastante ondulações maiores. Enquanto outros picos podem estar um pouco passados, o tamanho do swell na Macumba sempre vai ter uma condição, mesmo que seja perto da pedra, mais no meio da praia.

Este ano eu fiz alguns modelos de pranchas mais voltados para ondas maiores e mais buraco. E o que eu tenho testado e tenho gostado é que o yoga me ajuda bastante na parte de concentração e respiração, apneia também. É um trabalho que envolve bastante coisa e que para mim começa fora da água.

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Como é possível manter um equilíbrio entre o estilo mais lapidado do longboard clássico com a radicalidade do surfe performance?

Para mim, dois pontos muito importantes no longboard são estilo e fluidez. Estilo é uma coisa muito pessoal. Não tem como você tentar imitar ou treinar o estilo de alguém. Cada um tem o seu e isso é muito único. A questão da fluidez é algo que você trabalha e eu, desde pequena, sou uma pessoa muito observadora. Gosto de assistir muitos filmes, vídeos, analiso foto.

Quando chego na praia, seja em competição ou num dia normal de surfe, observo todo mundo na água, quem está com o melhor posicionamento, adoro assistir baterias. Observo bem para aprender o que os surfistas podem me acrescentar de alguma maneira, para que eu possa evoluir. Eu tiro muita influência do surfe de longboard das décadas de 60 e 70, praticamente de quando o surfe começou a se tornar mais popular mundialmente, antes da revolução das pranchinhas.

E o mais legal, é que com este movimento mundial das logs, o retorno do surfe clássico, com pranchas inspiradas nessa época, muito vídeo desta época ainda é atual. Gosto de ver vídeos do Nat Young, David Nuuhiwa, Phil Edwards, Bob McTavish, George Greenough, enfim, atletas muito influentes e que me inspiram bastante hoje em dia. Grande parte desta, não digo nova geração, mas o surf clássico tem tido uma atenção muito maior nos cenários mundial e nacional. É quase como um novo olhar para uma coisa que já existe. É uma coisa segue um pouco de fase.

Tem fase em que eu sigo mais uma linha de surfe e tem fase que eu me sinto mais à vontade surfando onda mais buraco, ondas maiores, surfando com minha prancha progressiva, fazendo uma linha de surfe mais moderna, com foco no surfe de rabeta, com rasgada, batida, cutback. E tem época que estou mais voltada ao surfe tradicional, mais clássico, prestando atenção aos detalhes. Não precisa ser necessariamente um mar grande ou acaba que no mar pequeno posso ficar mais satisfeita. E a questão da fluidez no longboard ela independe do estilo que você está seguindo, progressivo ou clássico.

Na realidade, a fluidez vai além das manobras em si. Mas, o que você faz entre uma manobra e outra, como você começa a onda, como você prepara a sua prancha para fazer determinada manobra. Esses momentos entre uma manobra e outra são o que chamam mais atenção para o estilo e a fluidez. Durante vários anos da minha carreira eu fui uma atleta mais conhecida pelo estilo progressivo, principalmente pela escola e pela cultura de longboard aqui no Brasil, que começou um surfe mais progressivo, com atletas que vieram da pranchinha e que migraram para o longboard. Até pelas ondas no Brasil, sempre surfei com pranchas progressivas, voltadas mais para o surfe moderno.

E na questão de critério de julgamento nas competições avaliavam o mix dos dois estilos, 50% do clássico, 50% para o progressivo. Mas, de uns anos pra cá tem havido uma transição de critério e um novo olhar para o longboard, em que o estilo tradicional é muito mais valorizado, não tem restrição ao tipo de prancha que você usa, mas é como eu falei. Hoje em dia tem o foco não só na execução das manobras, no momento em que elas estão sendo feitas, mas a fluidez entre elas, o que você faz entre elas, a caminhada de passos, o teu olhar para onde você está mirando, a posição dos braços, a posição do corpo, do quadril, enfim, tudo isso acaba influenciando bastante na fluidez.

Na realidade, quando penso na performance e no estilo, tento ser o mais eu possível, surfar da maneira mais natural, mas pensando neste link entre os movimentos para que seja uma ação contínua, não seja uma linha quebrada de ondas, só das manobras. Até mesmo quando eu não esteja fazendo manobra nenhuma, só deslizando na onda em um movimento com nexo e de acordo com a velocidade da onda e o que a onda pede naquele momento. Acho que a maneira mais eficaz de ser natural e conseguir equilibrar a performance e o estilo é tentar compreender o que a onda está pedindo, para você fazer tudo no momento em que ela te pede para ser uma coisa graciosa e fluida entre um movimento e outro.

Fale um pouco do vice-campeonato mundial no ano passado e de sua temporada recheada em 2019.

O ano passado foi o melhor ano da minha carreira, com certeza. O fato de o circuito acontecer em ondas diferentes acabou me favorecendo bastante, principalmente porque tirou aquela pressão de ser um evento só que define tudo. Primeira etapa foi na Austrália, em Noosa Heads, um lugar incrível para o longboard, com bastante história, e eu ganhei a etapa.

A segunda foi em Pantin, Galícia, Espanha, uma onda muito boa que achei bem parecida com a Macumba, onde também consegui a vitória. Terceira etapa foi em Nova Iorque, Long Beach, um evento inédito de longboard, um fundo de areia e as ondas mudavam bastante ao longo da semana, mas eu gostei bastante do ambiente, ondas parecidas com as do Rio e fiquei em segundo nesta etapa. Para finalizar a temporada, a etapa em Taiwan, uma onda bem difícil de ser surfada porque a ilha de Taiwan fica num ponto bem isolado, muito propício a receber tufões, onde você pode encontrar qualquer tipo de condição.

Nesse evento final acabei ficando em terceiro e a junção destes resultados acabou de dando o vice-campeonato mundial. Vejo que a cada ano vou ficando mais madura e que o longboard também está crescendo, evoluindo. Tem pessoas certas no comando, organizando e pensando em prol dos atletas, pensando no crescimento e na popularidade do esporte. No ano passado também consegui conquistar o título Sul-Americano da WSL (World Surf League) pela primeira vez.

Também disputei festivais de log, o principal deles o Duct Tape Invitational, evento organizado pelo Joel Tudor. Ele convida os e as 16 melhores surfistas clássicos do mundo. Eu tive duas vitórias em três participações, além de um quarto lugar. Fui a primeira brasileira a participar desses eventos. Joel Tudor foi e ainda é uma grande inspiração para mim. Além do Duct Tape também tem vários outros festivais de log, como o Mex Log Festival, no México; Nine Foot & Single, da DEUS, que acontece na Indonésia; Ferro Log, na Espanha; Belza Classic, França. Além disso também teve o ISA Games, evento mundial por equipes.

Há um ano você se sagrava campeã dos Jogos Pan-Americanos. Como foi atingir um resultado tão marcante?

Foi a estreia do surfe como esporte olímpico, com entrada do longboard e dos stand up paddle, um marco muito grande para o esporte. Com certeza foi um dos maiores eventos da minha carreira, senão o mais importante, com um retorno de mídia muito grande. Foi uma conquista pessoal muito grande e ajudou o esporte a se tornar muito mais popular.

Ao chegar no Peru caiu a ficha de que eu estava fazendo parte de algo muito grande. A principal diferença ao competir era a de que eu entrava no mar para competir pelo Brasil. Era o Brasil na água contra os Estados Unidos, Peru, Costa Rica. Eu me sentia surfando por todo o meu país e representando toda a comunidade de longboard de todo o Brasil. Sempre sonhei em ouvir o hino nacional ser tocado comigo no pódio e isso aconteceu no Pan. Foi um momento em que eu fiquei tão nervosa, que eu esperava tanto, que eu chorei durante o hino inteiro. Deu branco na letra. Em todas as fotos eu estou com uma cara de choro, mas foi um momento muito especial ver a bandeira do Brasil sendo erguida.

Quais marcas te patrocinam e de que maneira você recebe este apoio?

Tenho patrocínio da TNT Energy Drink, Corona Extra, Roxy, Universidade Estácio de Sá, Neutrox e New Advance Surfboards. Faço parte do time da TNT há mais ou menos um ano e meio. Fui procurada por eles e foi algo muito especial, primeiro por estar numa equipe grande, ao lado de outros grandes atletas e referências no skate.

Eu sou a única surfista do time. A minha imagem do longboard tem a ver com algo mais delicado, mais feminino, sutil, e não está tão relacionada assim à adrenalina e aventura, resistência, força. E desde que eu entrei na equipe TNT, eu sinto que acabo incorporando um pouco da identidade da marca no meu dia a dia, na minha personalidade, no meu surfe.

Então, hoje em dia eu me vejo arriscando mais, saindo um pouco desta caixa que era o que eu acreditava e que guiava a minha personalidade e o meu jeito de surfar. É uma marca totalmente voltada à quebra da nossa zona de conforto diária. Isso é um conceito muito legal.

Qual o papel do seu pai em sua carreira de longboarder de sucesso?

Devo tudo a ele, me apresentou ao mar e me iniciou no surfe. Hoje, sou quem eu sou graças a ele. Por muito tempo foi meu treinador, me ensinou tudo. Só quando eu comecei a viajar com mais frequência ficou difícil para ele me acompanhar por conta do trabalho dele. Mas, ele é o meu torcedor número 1. Vira a noite para assistir baterias.

Depois vai trabalhar como um zumbi no dia seguinte quando estou competindo em um lugar de fuso horário diferente (risos). Ele também é meu empresário e cuida de tudo relacionado à minha carreira. Confio nele de olhos fechados para buscar sempre o melhor pra mim. Nossa relação acaba sendo bem próxima e às vezes fica difícil desvincular a atleta do treinador, do empresário, e do pai e filha. Mas a chance de voltar de uma viagem e poder surfar com ele é um momento muito especial para mim.

Agora a gente estava em Ubatuba e foi a primeira surf trip que a gente fez em alguns anos. Foi muito bom passar estes dias lá com ele. Ele é a pessoa mais fissurada que eu conheço. Pode estar 1 pé, maral ou flat, mas ele vai estar sempre dizendo que tem onda, que dá pra surfar, que teria campeonato, que ele vai cair independente da condição. Pra mim, ele é sempre um grommet no coração.

 

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    Yago Dora é o campeão do Vivo Rio Pro 2026. O brasileiro derrotou o italiano Leonardo Fioravanti em uma final acirrada, impulsionado pela forte presença da torcida que lotou as areias de Itaúna, mesmo debaixo de chuva e frio. Com mar balançado e ondas com cerca de um metro e meio nas séries, Fioravanti, que chegou à decisão já com o status de novo líder do ranking mundial, repetiu a estratégia da semifinal. O italiano impôs um ritmo forte logo no início da disputa, enquanto Yago optou por ser mais paciente e seletivo na escolha de suas ondas. A tática de Fioravanti rendeu frutos iniciais, deixando-o com um somatório provisório de 8.17 (notas 5.67 e 2.50). No entanto, aos 13 minutos de bateria, Yago Dora encontrou a rampa perfeita, executou um lindo aéreo rodando e levantou a praia ao arrancar um excelente 8.50 dos juízes. Minutos depois, já na metade do confronto, o brasileiro voou novamente. Com outro aéreo bem executado, recebeu um 6.50 e fechou seu somatório em imbatíveis 15.00 pontos. Pressionado, Fioravanti passou a precisar de 9.33 para assumir a liderança. A cinco minutos do fim, o italiano arriscou um ótimo aéreo (sem rotação completa) e diminuiu a diferença com um 7.50. Nos instantes finais, ele precisava de um 7.51 para a virada, mas o mar não colaborou e ele não conseguiu surfar mais nenhuma onda, selando a vitória e o título de Yago Dora pelo placar final de 15.00 a 13.37. Com esse resultado, Yago pulou para o segundo lugar na classificação geral do CT, ficando atrás somente de Fioravanti. Italo Ferreira agora cai para a terceira posição, enquanto Gabriel Medina, eliminado na estreia em Saquarema, ocupa o quarto lugar, seguido por Miguel e Samuel Pupo. Na final feminina, a norte-americana Sawyer Lindblad superou o “fenômeno francês” Tya Zebrowski com duas ondas de pontuações ligeiramente superiores (3.90 e 3.77), fechando seu somatório em 7.67 pontos. Lidando com condições difíceis no mar durante a bateria, Zebrowski lutou bastante e surfou um número muito maior de ondas que sua adversária, em uma tentativa incessante de reverter o placar. No entanto, Tya teve que se contentar com uma pontuação total de 6.10 (3.47 e 2.63) em suas duas melhores apresentações. O esforço não foi suficiente para garantir sua primeira vitória no Championship Tour aos 15 anos de idade, feito que teria estabelecido um recorde histórico da categoria. Adotando uma postura mais estratégica, Sawyer Lindblad vibrou muito com a conquista de sua primeira vitória na carreira no CT. Com o resultado, a surfista norte-americana dá um salto importante e assume a terceira colocação no ranking mundial feminino. Semifinais masculinas A primeira bateria a entrar na água foi a semifinal entre João Chianca e Leo Fioravanti. O italiano abriu o confronto em um ritmo forte, surfando quatro ondas em menos de 10 minutos. Nas três primeiras tentativas, garantiu um 7.00 como sua melhor nota. Na sequência, apostou em um aéreo reverse e arrancou um 6.00 dos juízes. Com isso, Fioravanti pôde se dar ao luxo de descartar um 4.00 e um 5.17, enquanto o brasileiro somava apenas 3.00 pontos naquele momento. Chianca tentou reagir restando pouco mais de 20 minutos para o encerramento da bateria. Depois de aumentar sua nota de descarte para 3.67, o brasileiro pegou uma onda intermediária e executou três rasgadas expressivas para anotar 6.27. Com isso, passou a precisar de um 6.74 para a virada. A poucos minutos do fim, ele arriscou em uma onda com pouco potencial e recebeu apenas um 3.83, pontuação insuficiente para reverter o placar. Com a classificação para a final, Fioravanti garantiu 7.800 pontos e chegou a 33.930 no total, ultrapassando Italo Ferreira (que caiu nas oitavas de final e soma 33.845) e assumindo a liderança do ranking do CT. Vindo de um título inédito em El Salvador, o italiano mostrava grande inspiração na busca pela segunda conquista de sua carreira. O grande obstáculo, no entanto, seria Yago Dora, que chegou à final igualmente embalado após derrotar o australiano Ethan Ewing na outra semifinal com um placar confortável de 14.30 contra 11.67. Isso sem mencionar o forte apoio da torcida brasileira. Quartas de final masculino e semifinais feminino Após uma pausa no domingo, o Vivo Rio Pro retornou à ação na segunda-feira (22) para o seu terceiro dia de competições. Ao longo do dia, a Praia de Itaúna viu definidas as finalistas da categoria feminina e os semifinalistas do masculino, deixando o palco pronto para o aguardado “Finals Day”. A previsão se mostrou muito melhor do que o esperado logo nas primeiras horas. O dia começou com ondas limpas com pouco mais de um metro e meio, permitindo um surfe de alta performance. No entanto, com o passar das horas, o mar perdeu força e as séries ficaram escassas, forçando a organização a paralisar o evento e adiar as baterias decisivas para o próximo chamado. Impulsionado pela energia vibrante da areia, o herói local João Chianca encontrou total sintonia com o oceano. Ele surfou duas excelentes ondas em sequência para colocar a pressão sobre o australiano Morgan Cibilic, que embora tenha surfado a melhor onda da bateria, não foi o suficiente para alcançar o somatório do brasileiro, que garantiu sua primeira semifinal da temporada. O atual campeão do evento, Yago Dora, protagonizou um duelo eletrizante e de notas excelentes contra o compatriota Miguel Pupo. Em uma troca crucial, Pupo arrancou um 8.00 dos juízes, mas Dora respondeu na onda seguinte com um brilhante ataque de frontside que lhe rendeu um 8.50, selando sua classificação para a semifinal. Dora enfrentaria o australiano Ethan Ewing, que virou sua bateria contra Kauli Vaast nos segundos finais, reeditando a grande final do Vivo Rio Pro de 2023. O italiano Leonardo Fioravanti manteve o embalo de sua vitória em El Salvador e frustrou a torcida local ao eliminar Samuel Pupo na primeira bateria do dia. Fioravanti adotou a estratégia de começar forte e manter o ritmo, construindo uma estratégia que Pupo não conseguiu reverter antes do tempo esgotar. Com o melhor

    Etapa brasileira do Championship Tour termina com vitória de Yago Dora. Sawyer Lindblad vence entre as mulheres e Leonardo Fioravanti assume liderança do ranking mundial da WSL, na etapa de Saquarema.

    Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, a Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Clique aqui para assistir ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Saquarema Clique aqui para conhecer a nova fase da Waves Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos na Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feita de surfista para surfista, a Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. O Vivo Rio Pro 2026 abre a janela de competições em Saquarema (RJ) nesta sexta-feira (19). Assista às baterias, compartilhe suas opiniões e participe dos debates ao vivo com outros apaixonados por surfe em nosso fórum abaixo. Campeões das etapas da Elite Mundial do Surfe realizadas no Brasil Ano Campeão Masculino Campeã Feminina 2025 Cole Houshmand (EUA) Molly Picklum (AUS) 2024 Italo Ferreira (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2023 Yago Dora (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2022 Filipe Toledo (BRA) Carissa Moore (HAV) 2019 Filipe Toledo (BRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2018 Filipe Toledo (BRA) Stephanie Gilmore (AUS) 2017 Adriano de Souza (BRA) Tyler Wright (AUS) 2016 John John Florence (HAV) Tyler Wright (AUS) 2015 Filipe Toledo (BRA) Courtney Conlogue (EUA) 2014 Michel Bourez (FRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2013 Jordy Smith (RSA) Tyler Wright (AUS) 2012 John John Florence (HAV) Sally Fitzgibbons (AUS) 2011 Adriano de Souza (BRA) Carissa Moore (HAV) 2010 Jadson André (BRA) — 2009 Kelly Slater (EUA) — 2008 Bede Durbidge (AUS) Sally Fitzgibbons (AUS) 2007 Mick Fanning (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2006 Mick Fanning (AUS) Layne Beachley (AUS) 2005 Damien Hobgood (EUA) — 2004 Taj Burrow (AUS) — 2003 Kelly Slater (EUA) — 2002 Taj Burrow (AUS) Melanie Bartels (HAV) 2001 Trent Munro (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2000 Kalani Robb (EUA) Layne Beachley (AUS) 1999 Taj Burrow (AUS) Andrea Lopes (BRA) 1998 Peterson Rosa (BRA) Pauline Menczer (AUS) 1997 Kelly Slater (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1996 Taylor Knox (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1995 Barton Lynch (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1994 Shane Powell (AUS) Pauline Menczer (AUS) 1993 Dave Macaulay (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1992 Damien Hardman (AUS) Wendy Botha (AUS) 1991 Flavio Padaratz (BRA) — 1990 Fabio Gouveia (BRA) — 1989 Dave Macaulay (AUS) — 1988 Dave Macaulay (AUS) — 1982 Terry Richardson (AUS) — 1981 Cheyne Horan (AUS) — 1980 Joey Buran (EUA) — 1978 Cheyne Horan (AUS) — 1977 Daniel Friedmann (BRA) Margo Oberg (EUA) 1976 Pepê Lopes (BRA) — Vivo Rio Pro 2026 Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 7.00 x Lucas Chianca (BRA) 6.432 Matthew McGillivray (AFS) 11.67 x 5.13 Luke Thompson (AFS)3 Weslley Dantas (BRA) 9.67 x Seth Moniz (HAV) 9.074 Eli Hanneman (HAV) 9.17 x Oscar Berry (AUS) 6.50 Round 2 1 Jack Robinson (AUS) 14.33 x Rio Waida (IND) 12.532 Samuel Pupo (BRA) 11.07 x Alan Cleland (MEX) 8.503 Leonardo Fioravanti (ITA) 12.27 x Weslley Dantas (BRA) 11.604 Liam O’Brien (AUS) 13.93 x Jake Marshall (EUA) 10.835 Morgan Cibilic (AUS) 9.44 x Connor O’Leary (JAP) 9.306 Matthew McGillivray (AFS) 13.53 x Gabriel Medina (BRA) 13.137 João Chianca (BRA) 14.84 x Griffin Colapinto (EUA) 7.178 George Pittar (AUS) 15.00 x Joel Vaughan (AUS) 6.539 Italo Ferreira (BRA) 14.33 x Ramzi Boukhiam (MAR) 10.9710 Kauli Vaast (FRA) 13.73 x Crosby Colapinto (EUA) 11.5011 Ethan Ewing (AUS) 12.66 x Alejo Muniz (BRA) 10.3012 Kanoa Igarashi (JAP) 12.23 x Cole Houshmand (EUA) 11.7713 Yago Dora (BRA) 13.83 x Eli Hanneman (HAV) 12.9014 Marco Mignot (FRA) 12.74 x Barron Mamiya (HAV) 10.4315 Callum Robson (AUS) 14.93 x Filipe Toledo (BRA) 13.0016 Miguel Pupo (BRA) 12.97 x Mateus Herdy (BRA) 10.94 Round 3 1 Samuel Pupo (BRA) 15.84 x 9.94 Jack Robinson (AUS)2 Leonardo Fioravanti (ITA) 16.50 x 13.33 Liam O’Brien (AUS)3 Morgan Cibilic (AUS) 13.40 x 11.50 Matthew McGillivray (AFS)4 João Chianca (BRA) 14.30 x 13.26 George Pittar (AUS)5 Kauli Vaast (FRA) 14.17 x 12.87 Italo Ferreira (BRA)6 Ethan Ewing (AUS) 14.33 x 12.27 Kanoa Igarashi (JAP)7 Yago Dora (BRA) 15.00 x 10.33 Marco Mignot (FRA)8 Miguel Pupo (BRA) 14.03 x 12.17 Callum Robson (AUS) Quartas de Final 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.23 x 12.50 Samuel Pupo (BRA)2 João Chianca (BRA) 13.27 x 12.76 Morgan Cibilic (AUS)3 Ethan Ewing (AUS) 13.07 x 12.84 Kauli Vaast (FRA)4 Yago Dora (BRA) 15.67 x 13.33 Miguel Pupo (BRA) Semifinais 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.00 x 10.10 João Chianca (BRA)2 Yago Dora (BRA) 14.30 x 11.67 Ethan Ewing (AUS) Final Yago Dora (BRA) 15.00 x 13.17 Leonardo Fioravanti (ITA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 14.50 x Vahine Fierro (FRA) 7.002 Erin Brooks (CAN) 11.26 x Anat Lelior (ISR) 9.503 Nadia Erostarbe (ESP) 10.83 x Yolanda Hopkins (POR) 9.104 Isabella Nichols (AUS) 12.50 x Francisca Veselko (POR) 11.705 Tya Zebrowski (FRA) 8.67 x Stephanie Gilmore (AUS) 7.336 Brisa Hennessy (CRC) 12.00 x Alyssa Spencer (EUA) 7.167 Bella Kenworthy (EUA) 10.10 x Bettylou Sakura Johnson (HAV) 8.938 Tatiana Weston-Webb (BRA) 11.00 x Tyler Wright (AUS) 10.46 Round 2 1 Carissa Moore (HAV) 14.50 x Erin Brooks (CAN) 13.302 Tya Zebrowski (FRA) 14.33 x Lakey Peterson (EUA) 11.033 Nadia Erostarbe (ESP) 8.40 x Molly Picklum (AUS) 7.674 Caitlin Simmers (EUA) 15.10 x Bella Kenworthy (EUA) 13.605 Gabriela Bryan (HAV) 17.33 x Sally Fitzgibbons (AUS) 13.266 Caroline Marks (EUA) 14.00 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 13.007 Luana Silva (BRA) 12.47 x Isabella Nichols (AUS) 12.208 Sawyer Lindblad (EUA) 14.03 x Brisa Hennessy (CRC) 9.67 Quartas de Final 1 Tya Zebrowski (FRA) 12.70 x Carissa Moore (HAV) 7.772 Nadia Erostarbe (ESP) 15.83 x Caitlin Simmers (EUA) 12.233 Caroline Marks (EUA) 13.04 x Gabriela Bryan (HAV) 11.904 Sawyer Lindblad (EUA) 12.86 x Luana Silva (BRA) 12.26 Semifinais 1 Tya

    Atendendo a um dos pedidos mais frequentes da comunidade, a Waves traz de volta os comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial.

    A janela para a etapa brasileira do Circuito Mundial abre nesta sexta-feira (19) e se estende até o dia 27 de junho. Com um período de espera curto, de apenas nove dias, a organização precisará aproveitar ao máximo as condições para o surfe na Praia de Itaúna, que felizmente tem previsão de receber swell com potencial logo no início do evento. Para o dia de abertura da competição espera-se o ápice de uma boa ondulação de sul. Com a primeira chamada diária marcada para às 7h, o evento em Saquarema (RJ) promete disputas acirradas, especialmente com os surfistas brasileiros chegando como grandes favoritos após a etapa de El Salvador. Clique aqui para ver a previsão das ondas Clique aqui para participar dos debates No cenário masculino, o Brasil domina o topo da tabela, ocupando cinco das seis primeiras posições do ranking mundial. Italo Ferreira veste a lycra amarela de líder (30.525 pontos), seguido de perto por Gabriel Medina (2º) e Yago Dora (4º). Os irmãos Miguel e Samuel Pupo fecham o pelotão de elite na 5ª e 6ª colocações. João Chianca, que atualmente ocupa a 23ª colocação no ranking, compete em casa e precisa de um bom resultado, uma combinação de fatores que podem fazer dele um dos sufistas mais perigosos nessa etapa. A organização já divulgou os primeiros embates, que reservam fortes emoções para a torcida. Weslley Dantas está confirmado no round 1, assim como Lucas Chumbo, ambos anunciados como convidados do evento. Além disso, o chaveamento já antecipa um duelo 100% nacional no round 2, colocando frente a frente Miguel Pupo e Mateus Herdy em uma bateria eliminatória de alto nível. Mas, apesar da hegemonia brasileira na ponta da tabela, não podemos baixar a guarda. O principal nome a ser observado entre os visitantes é o italiano Leonardo Fioravanti. Atual 3º colocado no ranking, ele desembarca no Rio de Janeiro embalado após conquistar o título da etapa de El Salvador. Outros adversários que exigem atenção são os australianos George Pittar (7º) e Ethan Ewing (9º), conhecidos por um surfe de borda polido que se encaixa muito bem nas ondas de Itaúna, além do atual defensor do título da etapa, Cole Houshmand, que mesmo não estando em grande fase, é sempre perigoso em beach breaks. Jack Robinson (14ª), o “mais brasileiro dos gringos”, é sempre uma pedra no sapato de seus adversários e se sente à vontade competindo no Brasil. O japonês Kanoa Igarashi (8º) e o norte-americano Griffin Colapinto (10º) completam a lista de estrangeiros no Top 10 com arsenal técnico suficiente para surpreender os donos da casa. Previsão das ondas Já no primeiro dia de janela, nesta sexta-feira (19), as séries podem ultrapassar os 2 metros, criando condições de alto nível para a competição, mas também impondo desafios extras aos atletas e à organização. O vento deve soprar terral (norte-nordeste) pela manhã, virando para maral (leste) ao longo do dia, o que pode prejudicar um pouco a formação, mas ainda assim mantendo o mar em condições razoavelmente boas. A previsão Waves aponta sexta e sábado como os dias mais favoráveis para a competição. A ondulação de sul deve diminuir para a faixa de 1,5 metro pela manhã, com vento terral fraco, oferecendo boas condições para o surfe de alta performance. No entanto, a formação pode se deteriorar à tarde, com a entrada de ventos do quadrante oeste e posteriormente de sul. Tudo indica que no domingo o mar estará menor, com séries com menos de 1 metro, com vento terral variável pela manhã e ventos moderados de sul-sudeste à tarde. Se a previsão se confirmar, a realização de baterias matinais no domingo será uma incógnita para a organização. Na segunda e terça-feira as condições podem piorar e, o meio da janela de espera, especialmente entre quarta e quinta-feira, um novo swell pode surgir com ventos não tão favoráveis, porém com a possibilidade de bons momentos. Para o último dia do evento (27), há potencial para o alinhamento de todos os fatores necessários. Contudo, levando em consideração a distância dessa data, os modelos de previsão ainda podem apresentar algum ajuste sobre como as condições se desenrolarão ao final da próxima semana. Além disso, deixar a definição do evento para o último dia da janela representa um risco para a organização. Traremos mais atualizações ao decorrer da janela. Cenário Feminino Entre as mulheres, a havaiana Gabriela Bryan lidera o circuito, seguida de perto pela compatriota Carissa Moore, que também vem de vitória em El Salvador e é sempre uma das favoritas nas ondas potentes de Itaúna. A australiana Molly Picklum (3ª) e o forte esquadrão norte-americano completam a lista de estrangeiras perigosas. Para o Brasil, a grande esperança no topo da tabela é Luana Silva, atual 4ª colocada e vice-campeã da etapa em 2025. O time brasileiro ganha um peso extra com o retorno de Tatiana Weston-Webb. Após abrir mão de competir no início do circuito, a brasileira entra como convidada do evento e terá um desafio duro logo de cara: enfrentará a experiente australiana Tyler Wright (9ª) em uma das baterias mais aguardadas da primeira fase. Para a atual temporada, a WSL anunciou que os vencedores das categorias masculina e feminina receberão, além da premiação oficial em dinheiro da etapa, um veículo avaliado em R$ 342 mil. Com a soma dos valores, o campeão e a campeã poderão acumular uma recompensa próxima de R$ 750 mil. Este montante estabelece um novo marco, tornando-se a maior premiação individual já oferecida em uma etapa do Circuito Mundial disputada em território brasileiro. A premiação histórica, no entanto, é mais um capítulo de um lugar carregado de tradição quando o assunto é surfe brasileiro. Muita história em Saquarema A vocação de Saquarema para o esporte começou a ser forjada no início da década de 1970. Na época, surfistas que desbravavam o litoral fluminense encontraram na então pacata vila de pescadores de Itaúna um cenário de ondas perfeitas e potentes. Durante alguns anos, as ondas do lugar permaneceram um segredo bem guardado entre surfistas

    Palco da etapa brasileira da elite mundial, Saquarema reúne tradição, ondas icônicas, torcida única e uma premiação inédita, que pode render quase R$ 750 mil aos campeões.

    São 28 anos na missão de dar suporte para que os fissurados em ondas estejam no lugar certo, na hora certa. Indicando o caminho, presente no dia a dia dos surfistas brasileiros, o logo da Waves tornou-se reconhecido nacionalmente, e também em âmbito internacional. Bastava ser identificado para que se soubesse que se tratava de conteúdo surfe com a mais alta credibilidade. Neste sentido, tornou-se um ícone, daqueles atrelados para sempre a um significado de compreensão imediata. Mas nem por isso imune à evolução. Foi respeitando a força já consolidada, mas buscando dar mais significado ainda às suas formas, que o recém-assumido líder criativo da plataforma Waves, Felipe Garone, se debruçou sobre o logo. O desafio consistia em tentar melhorar o que já era ótimo, com muita humildade. “Precisávamos respeitar todo um legado construído ao longo de 28 anos. A Waves sempre foi uma marca que pautou cultura, então o rebranding precisava ser sutil, sem perder conexão. Trouxemos fluidez ao logo: o W e as letras, antes muito blocadas, agora respeitam esse movimento, essa fluidez. Atualizamos as cores e deixamos a marca condizente com os tempos atuais. O logo flui, o logo surfa”, observa Felipe Garone. É verdade, como uma ondulação chegando, o novo logo da Waves convida ao surfe. A que o observador deslize por suas formas agora mais arredondadas, lembrando o movimento de sobe e desce do meio líquido que tanto prazer proporciona aos surfistas. É como se a misteriosa energia que cruza oceanos para dar tanto prazer aos surfistas, pudesse agora ser visualizada também no logo.  Para deixar ainda mais claro, Felipe Garone preparou o vídeo acima, no qual divide com os usuários da Waves como esse processo criativo ocorreu. O novo logo integra o conjunto de transformações apresentadas pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Pegue essa onda e drope o novo logo da Waves.

    Elemento chave do novo projeto gráfico da plataforma, o icônico logo da Waves ganha forma de ondulação.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, desde a era dos nomes falsos e placas pichadas ao campo de treino que ajudou a moldar Gabriel Medina, passando pelo trágico acidente de Taiu Bueno. Toda onda tem uma história. Algumas são escritas em campeonatos, outras em imagens que atravessam décadas. Algumas nascem de momentos de glória, outras carregam marcas deixadas por tragédias que o tempo jamais apaga. Poucas ondas brasileiras reúnem tantos capítulos quanto a Paúba. Ela pertence a uma categoria especial de lugares que habitam conversas de estacionamento, capas de revista, vídeos compartilhados entre amigos e sessões imaginadas durante anos. Há lugares que, mesmo sem terem sido vistos de perto, já ocupam um espaço especial dentro de quem sonha com ondas. Para muitos brasileiros, Paúba é um desses lugares. Escondida entre o mar e a serra no litoral norte paulista, a pequena praia construiu uma reputação capaz de atravessar gerações. Seus tubos pesados, a bancada rasa e as condições frequentemente desafiadoras transformaram o pico em um dos lugares mais respeitados e temidos do surfe nacional. Foi ali que Gabriel Medina desenvolveu parte importante da técnica que o ajudaria a conquistar três títulos mundiais e enfrentar alguns dos tubos mais perigosos do planeta. Foi ali também que o big rider Taiu Bueno sofreu o acidente que mudaria sua vida para sempre. Por trás da fama da Paúba existe uma coleção de histórias. Histórias de pescadores e caiçaras. De fotógrafos, bodyboarders e surfistas. De amizades construídas dentro e fora d’água. De dias perfeitos e acidentes que marcaram profundamente a memória do surfe brasileiro. Durante muitos anos, a localização da Paúba foi protegida como um segredo. Revistas utilizavam nomes falsos para não entregar o pico. Placas eram pichadas para confundir visitantes. Quem encontrava aqueles tubos preferia mantê-los longe dos holofotes. Agora, chegou a hora de contar essa história. Paúba foi escolhida para inaugurar O Pico, nova série documental da Waves criada para explorar algumas das ondas mais emblemáticas do Brasil através das pessoas que ajudaram a construir suas identidades. A série integra o conjunto de novos produtos apresentados pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Para contar essa trajetória, a equipe reuniu personagens que viveram diferentes momentos da evolução do pico. Gente que testemunhou a transformação de uma praia quase desconhecida em um dos lugares mais respeitados do surfe nacional. Gente que viu Gabriel Medina chegar ainda menino. Gente que ajudou a escrever capítulos que jamais apareceriam em rankings, resultados ou manchetes. Ao longo do episódio, personagens como Sebastian Rojas, Felipe Paúba, JP Costa, Ditinho, Lúcia Frigerio, Ian Gouveia, Caio Costa, Zecão Rennó e outros nomes que fazem parte da memória da praia ajudam a reconstruir essa trajetória através de relatos raramente registrados em um mesmo lugar. As gravações aconteceram durante um grande swell que atingiu a região no início de maio. Com apoio da previsão do Waves Pro, a equipe mobilizou cinegrafistas locais e registrou um dos maiores dias do ano na Paúba até então. As ondas apareceram exatamente como gostam de se apresentar por lá: agressivas, imprevisíveis, desafiadoras, porém lindas e mágicas ao mesmo tempo. O resultado é um mergulho em uma história que fala de muito mais do que surfe. Fala sobre pertencimento, comunidade e coragem, porque a verdadeira história de uma onda raramente está apenas dentro d’água. Ela vive nas pessoas que cresceram ao seu redor. Nas amizades construídas ao longo dos anos. Nos medos superados. Nas vacas inesquecíveis. Nos tubos que ninguém viu. E nas histórias contadas depois que o mar acalma. Pegar um tubo na Paúba faz parte do imaginário de gerações de surfistas brasileiros, mas para entender de verdade por que esse pequeno trecho de areia exerce tamanho fascínio, é preciso conhecer as histórias que quebram junto com suas ondas. Aperte o play e descubra por que Paúba não é para qualquer um.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, dos tempos de segredo e nomes falsos ao pico que ajudou a formar Gabriel Medina e marcou para sempre a vida de Taiu Bueno.

    Feliz. Esse é o melhor adjetivo para descrever o momento que John John Florence vive. Quando ele deixou o Circuito Mundial, logo após conquistar seu terceiro título mundial, escolheu um novo rumo para sua carreira, sem garantia nenhuma de que a difícil decisão iria dar certo. Mas deu, e muito.  É justamente sobre exemplos e escolhas que girou boa parte da descontraída conversa do havaiano com o jornalista Adrian Kojin, que pode ser conferida no primeiro episódio do Wavescast. O podcast, que está sendo lançado pela maior plataforma surfe do Brasil como um dos produtos em destaque na sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso), chega para oferecer aos usuários da Waves o que pensam os maiores nomes do surfe mundial. Ter John John estrelando o primeiro episódio foi sem dúvida um privilégio. Escutar John John explicando que não foram os títulos mundiais de Tom Curren o que mais o marcou na trajetória do lendário californiano, mas sim sua coragem de escolher caminhos diferenciados do que se esperava dele, é revelador. “Eu admirava que ele conseguia fazer o que parecia certo para ele, sem estar preso a uma coisa ou outra”, diz ele ao reverenciar Curren como sua maior influência. Tem também John John celebrando seus outros dois grandes ídolos no surfe. Sobre Kelly Slater, ele se declara impressionado com sua capacidade de continuar performando num nível tão alto, “é incrível que ele consiga, na idade dele, ainda surfar do jeito que surfa”. Quanto ao que sentia ao testemunhar Andy Irons em ação, ele destaca a originalidade nas linhas traçadas, que o deixavam com a “sensação de que ele era imprevisível no que ia fazer na onda”.  No que diz respeito aos surfistas brasileiros no Tour, John John é só elogios. Para ele, a tempestade brasileira continua forte e a chance de mais um título mundial verde amarelo é grande. Sobre sua disputa particular com Gabriel Medina, para ver quem chega ao quarto título mundial antes – que deixou de acontecer esse ano quando ele resolveu partir para outra volta ao mundo velejando com a família – John disse sorrindo que “teria sido muito divertido, Gabriel tem sido um dos melhores. Ele me faz focar de verdade”. São 45 minutos de papo rolando solto e os assuntos são muitos. Dos perigos de surfar sozinho em lugares isolados, ao desejo de avistar o Cristo Redentor do deck de seu catamarã, John John demonstra sempre uma grande satisfação com o estilo de vida que optou em seguir. Ele conta que tem saudades do Tour, mas que não troca nada pelas experiências pelas quais tem passado ao lado da sua mulher e filho de dois anos de idade. Liberdade acima de tudo. Vale muito conferir.

    Estreia do Wavescast traz o tricampeão mundial John John Florence direto do seu veleiro enquanto navega pelo Pacífico, falando de Tom Curren, Kelly Slater, Andy Irons, Gabriel Medina e muito mais.

    Tentar explicar a sensação de surfar para quem não pega onda é uma tarefa complicada. Não sem razão uma das frases mais clássicas de nosso universo tão particular é aquela que diz que “Só um surfista conhece o sentimento”. Desde sempre foi uma das favoritas entre a equipe que faz a Waves. Mas, não faz muito tempo, alguém trouxe outra frase genial escutada para uma reunião de pauta, uma descrição tão apurada do nosso comportamento que ficamos absolutamente fascinados com sua sutileza e precisão: “Nós gastamos anos perseguindo segundos”. Tempo é o bem mais valioso que um ser humano pode ter. Se ele ou ela for um surfista, multiplique por muitas vezes esse valor. Surfistas precisam gastar muito tempo para poder sentir aquela sensação que dura uns poucos, ínfimos e efêmeros, segundos.  Mas é aí que reside o verdadeiro milagre do surfe. Na capacidade que a interação entre homem, prancha e ondas possui de alterar a percepção do tempo. Shaun Tomson, o sul-africano campeão mundial em 1977, considerado um dos maiores embaixadores que o surfe já teve, segue, aos 70 anos de idade, brilhando os olhos ao explicar que “o tempo se expande dentro do tubo”. Enquanto Gerry Lopez, eterno rei de Pipeline, que ainda entuba fundo e com muito estilo, celebra o efeito câmera lenta. “Quanto mais rápido eu deslizo, mais lentamente as coisas parecem acontecer.” Hoje a plataforma Waves pega uma nova onda, em disparada ao futuro, mas sem nunca deixar de reverenciar a essência do surfe. Todo surfista sonha com a onda perfeita, é onde ele quer estar. Por 28 anos esse foi o compromisso da Waves com seus usuários. Agora mais do que nunca. Quando a onda digital despontou no horizonte do surfe, a Waves remou forte e se tornou o primeiro veículo especializado no Brasil a botar pra baixo. Muitas séries vieram depois, e nunca amarelamos.  Mas chegou um momento em que percebemos que o lipe estava ameaçando correr mais veloz do que nossa capacidade de aceleração. Hora de reavaliar o posicionamento, se certificar de que as ferramentas utilizadas estão em sintonia com o desafio à frente e buscar entender ainda mais como podemos ser úteis a quem busca nossos serviços. É isso mesmo, a vocação da Waves é a de servir a comunidade do surfe. Informando, inspirando, indicando quando e onde as melhores ondas estarão acontecendo. Economizando tempo, para garantir mais segundos de onda. Na nossa prioridade é o usuário quem manda, e nesse novo momento estamos abrindo canais para que essa interação aconteça da forma mais eficiente possível.  Atualizamos o visual do site, facilitando a maneira como os surfistas interagem com a previsão, que foi expandida para 16 dias no Waves Pro. Vamos seguir publicando matérias com nossa reconhecida credibilidade, mas buscando ainda mais profundidade. Preservar e fomentar a rica cultura do surfe é um dever nosso, como principal veículo de mídia surfe na América Latina. Nesses tempos velozes, nosso Instagram receberá uma atenção ainda mais apurada, para divulgar o que de mais relevante está acontecendo no universo surfe. Ao mesmo tempo em que destacamos as frases, imagens, tópicos mais significativos de nossa produção editorial.  Nesse sentido, a TV Waves, nosso canal no YouTube, está sendo reinaugurada. Já estão disponíveis o primeiro episódio de “O Pico” e do Wavescast. Teremos muito mais conteúdo preenchendo a grade. Para começar, fomos à praia da Paúba retratar um dia de ondas grandes no campo de treino do tricampeão mundial Gabriel Medina e aproveitamos para contar a história de uma onda na qual tragédia e glória estão próximas demais uma da outra.  No nosso programa de entrevistas, o havaiano tricampeão mundial, John John Florence, responde do meio do Oceano Pacífico às perguntas feitas por Adrian Kojin, que quis entender o que o levou a abandonar as competições para viver com a família a bordo de um catamarã, cruzando os mares do planeta. Estamos apenas no início dessa nova onda que decidimos dropar com toda nossa energia. Muita coisa bacana está sendo programada para que a plataforma Waves se torne cada vez mais o centro em torno do qual gravita uma comunidade de surfistas, que tem as ondas como prioridade em suas vidas. Cada segundo surfado possui um valor enorme. E nós queremos que esses segundos virem minutos, horas, dias, uma vida dentro d’água. Sabemos que isso é impossível, mas nós gostamos de sonhar. Fica o convite para você sonhar com a gente.  NO LUGAR CERTO NA HORA CERTA É ONDE TODO SURFISTA SONHA EM ESTAR A FELICIDADE VEM EM ONDAS E NÓS SABEMOS ONDE E QUANDO

    Em nova fase e com visual remodelado, Waves evolui plataforma, expande seus produtos e reafirma o compromisso de quase três décadas: garantir que os surfistas estejam no lugar certo, na hora certa.

    A quinta etapa do Championship Tour da WSL chegou ao seu dia de encerramento neste sábado (13), nas ondas de Punta Roca, La Libertad, em El Salvador. Após uma breve pausa, o evento retornou com as quartas de final em um mar de boa formação, com ondas com pouco mais de um metro nas séries. O sábado em El Salvador terminou com um resultado histórico para o surfe europeu: Leonardo Fioravanti superou Italo Ferreira e se tornou o primeiro italiano a conquistar um título na elite mundial da WSL. Coroando uma campanha impecável, Fioravanti encerrou a competição sendo dono de três das cinco maiores notas de toda a etapa (9.00, 8.50 e 8.33). Apesar do vice-campeonato, Italo Ferreira deu mais uma prova de sua impressionante resiliência. Apenas dois dias antes do início da janela em Punta Roca, o potiguar sofreu um acidente no mar: foi atingido pela prancha de outro surfista durante uma sessão livre e precisou levar oito pontos no joelho direito. Mesmo assim, competiu em alto nível até o último dia. A grande decisão começou com Fioravanti ditando o ritmo ao abrir a bateria com um high score de 8.33. Italo tentou responder de imediato, mas a onda não ofereceu potencial e rendeu apenas 3.60. Consistente, o italiano logo somou um 6.17, abrindo uma vantagem confortável de 14.50 contra 5.33 do brasileiro. A oito minutos do fim, Italo incendiou a disputa. O potiguar encontrou uma excelente rampa, executou um aéreo perfeito e arrancou um 7.50 dos juízes. No entanto, Fioravanti não deu margem para a virada e, na sequência, cravou um 7.00 para selar o placar. Com 15.33 contra 10.90 do brasileiro, Leonardo saiu da água extasiado para celebrar a conquista inédita para a Itália. Com o resultado em El Salvador, Italo Ferreira garante a manutenção da cobiçada lycra amarela, seguindo na liderança do ranking mundial. Já o campeão Fioravanti dá um salto importante e assume a terceira colocação na corrida pelo título. Na final feminina, a pentacampeã mundial Carissa Moore (HAV) protagonizou uma final eletrizante contra a australiana Tyler Wright e conquistou seu segundo título consecutivo na temporada. Embalada pela vitória recente na etapa de Raglan, na Nova Zelândia, a havaiana mostrou frieza de campeã: encontrou a onda que precisava a menos de cinco minutos do fim e arrancou uma virada espetacular sobre a adversária. A bateria começou morna, com ambas as surfistas arriscando em ondas sem muito potencial. O ritmo mudou quando Carissa anotou um 5.50 em sua segunda tentativa. Tyler respondeu à altura, encaixando boas manobras para arrancar um 7.67. A havaiana não se intimidou e, logo em seguida, cravou a maior nota do confronto: um excelente 8.33. A seis minutos do fim, a australiana voltou a assumir a liderança ao marcar um 6.17. No entanto, mostrando toda a sua experiência, Carissa aproveitou os instantes finais para surfar uma onda decisiva de 6.77. Com a virada no apagar das luzes, a pentacampeã fechou o somatório em 15.10 contra 13.84 de Wright, garantindo a taça. Semifinais O clássico brasileiro entre Italo Ferreira e Gabriel Medina marcou as semifinais. Em uma bateria extremamente acirrada, o potiguar levou a melhor sobre o tricampeão mundial e, com o resultado, garantiu a manutenção da liderança do ranking. A disputa começou quente, com Medina abrindo com uma onda consistente. Combinando batidas e rasgadas, ele arrancou um 7.67 dos juízes. Italo respondeu à altura: encaixou bem na bancada, distribuiu manobras fortes e anotou 7.17. Na sequência, o potiguar arriscou um aéreo em uma nova onda e, mesmo sem completar a aterrissagem com perfeição, conseguiu os pontos necessários para assumir a liderança provisória da bateria. Sem se abalar, Gabriel surfou uma onda bastante técnica, rendendo um 5.67 e devolvendo-lhe a primeira posição. O clímax ficou para os seis minutos finais, quando ambos foram para o tudo ou nada em busca de notas maiores. Italo achou uma excelente onda, cravou 7.53 e virou o placar, somando 14.70. Medina lutou até o fim e ainda elevou seu somatório para 14.17, mas o tempo se esgotou, selando a classificação de Italo que, com o resultado, garantiu a lycra amarela (caso Medina vencesse o campeonato, ele assumiria a primeira posição do ranking). Na outra semifinal masculina em Punta Roca, Leonardo Fioravanti superou Kanoa Igarashi. O surfista japonês liderou boa parte da bateria, mas o italiano manteve o surfe sólido apresentado ao longo de todo o evento. Com uma reação decisiva nos minutos finais, Fioravanti alcançou o somatório de 12.00 e garantiu sua vaga na decisão. Abrindo as semifinais femininas, as havaianas Gabriela Bryan e Carissa Moore caíram na água para um duelo de alto nível. Gabriela começou melhor, anotando 6.50 e somando um 4.83 de backup. No entanto, Carissa Moore usou sua experiência para reverter o cenário: encontrou uma onda excelente, arrancou um 8.17 dos juízes e assegurou a classificação. Na segunda bateria feminina, as australianas Tyler Wright e Molly Picklum disputaram a última vaga para a grande final. Tyler assumiu a liderança logo no início com um expressivo 7.17. Molly chegou a assustar ao surfar a melhor onda do confronto, que lhe rendeu um 7.33, mas Tyler respondeu com um 6.73, fechou a conta e carimbou seu passaporte para a decisão. Quartas de final Dois brasileiros entraram na água neste sábado para as disputas das quartas de final: Italo Ferreira e Gabriel Medina. Italo protagonizou um verdadeiro duelo olímpico contra o taitiano Kauli Vaast, atual campeão de Paris 2024. O brasileiro levou a melhor e avançou à semifinal com um placar de 10.67 contra 8.33. O confronto foi marcado pelo equilíbrio na metade da bateria, quando ambos surfaram ondas parecidas e executaram manobras semelhantes. No entanto, a execução de Italo foi superior, rendendo-lhe um 6.50 contra um 5.00 de Kauli, o que o colocou na liderança. A dez minutos do fim, o potiguar trocou sua segunda nota por um 4.17, enquanto o taitiano somou apenas 3.33. A bateria chegou ao fim com Kauli precisando de um 5.67 para a virada, mas sem sucesso. Já Gabriel Medina teve um

    Italiano Leonardo Fioravanti e havaiana Carissa Moore faturam etapa de El Salvador no Circuito Mundial. Italo Ferreira é vice e mantém liderança do ranking.