Chloé Calmon

Leveza na caminhada

Apaixonada pelo estilo clássico do longboard, Chloé Calmon encontrou nas ondas o seu maior amor. Por onde passa deixa estilo, leveza e graça. Confira entrevista com uma das maiores representantes do Brasil no esporte.

Entre todos os surfistas do Rio de Janeiro atualmente, poucos talvez sejam tão emblemáticos no momento como a longboarder Chloé Calmon, 25 anos. E não são apenas os números que estão aí para confirmar.
Admirada na praia da Macumba, respeitada nas competições em todo o mundo, a surfista desliza pelos sete mares para exibir seu estilo e graça, combinando a arte do modo clássico às performances mais inovadoras.
Bonita e carismática, a surfista não faz o tipo musa das redes sociais. Ao contrário, inspiradora, esportiva e simpática com seus fãs, ela procura se divertir nas postagens, sem esquecer de dar o importante retorno aos patrocinadores, para transmitir uma imagem pura, limpa e saudável do lifestyle do esporte dos kahunas.
Numa lista publicada recentemente pelo jornal carioca O Globo, Chloé figurou entre as top 10 da história, apesar de ser tão nova. E para celebrar um ano da conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos realizados no Peru, aproveitamos para falar com ela sobre esta importante conquista, bem como o vice-campeonato mundial da modalidade por duas vezes, a relação dela com a praia da Macumba e um pouco sobre os novos objetivos e perspectivas mesmo durante este grave momento de pandemia por Covid-19.

“Essa pandemia afetou todo mundo. Com o surfe não foi diferente e todos os eventos foram cancelados. Só tivemos a primeira etapa do Circuito Mundial, em março na Austrália. Achei que seria um período muito mais difícil, mas para mim teve um respiro sem as competições e sem a cobrança diária de treino. Foi algo que me fez muito bem, foi o primeiro momento que eu tive para relaxar em alguns anos. Foi também um momento em que eu consegui refletir sobre muitas coisas. No início eu nem senti tanta falta do surfe. Sentia mais falta da vida ao ar livre, do contato com a natureza, do sol, da areia, do vento, enfim. Mas depois que voltei a surfar eu senti que estava revigorada, como se fosse uma outra versão minha, muito mais inspirada, fissurada e motivada a me divertir. Voltei dando muito mais atenção às pequenas coisas, sentir o pé na areia, o sol no rosto, o primeiro mergulho na água. Passei a dar muito mais valor a tudo isso depois da pandemia. Percebi que estava num piloto automático de treinamento, de entrar na água me cobrando para ter uma performance perfeita”, revela Chloé.

Confira a seguir os melhores momentos deste papo exclusivo com o Waves.

Você é local da praia da Macumba, mas curte outros picos da região?

Sou local da praia da Macumba, uma das melhores ondas para longboard do Brasil e epicentro do longboard aqui no Rio. Mas também gosto bastante de surfar no Recreio, em frente à minha casa, uma onda mais em pé, que consigo surfar com bem menos gente, praia da Reserva. Também gosto muito do Quebra Mar, em Santos, que é como se fosse minha segunda casa. É uma onda muito boa para longboard. Se fosse escolher as três melhores ondas para longboard no Brasil seriam primeiro Macumba, segundo Quebra Mar e em terceiro Jericoacoara, no Ceará.

Como foi sua trajetória no surfe desde criança? Como se deu o seu desenvolvimento como atleta e por que escolheu o longboard?

Comecei a surfar por incentivo do meu pai, Miguel Calmon, que surfa há mais de 50 anos. Na realidade, não sei quando foi que eu peguei minha primeira onda. Tenho foto ainda de fralda na minha primeira onda. Desde pequena meu pai me levava à praia e me colocava dentro da água. Sempre adorei nadar e estar conectada com o oceano. Então, sempre me senti muito à vontade praticando esporte e sabia que, mais cedo ou mais tarde, ia acabar escolhendo um pra seguir como principal.

Desde pequena eu tive a chance de experimentar todos os esportes possíveis. Minha mãe até tentou me colocar no balé, jazz, sapateado, mas acabou que foi realmente no surfe que eu me encontrei. Ganhei minha primeira prancha quando tinha 10 anos, um funboard, 6 pés, tinha até o desenho da Pantera Cor de Rosa, quando eu comecei a ir à praia com maior frequência, todos os fins de semana com meu pai. A gente ia surfar e com 12 anos eu peguei emprestado o longboard dele.

E digo que foi amor à primeira onda. Eu me apaixonei pelo pranchão, principalmente por dois motivos. Primeiro que, com 12 anos, a prancha mal cabia embaixo do meu braço. Não tinha como carregar fora da água, mas conseguia controlar a prancha dentro do mar. Conseguia domá-la de um jeito que era possível utilizar toda a extensão da prancha. Este desafio me chamou muito a atenção desde sempre.

Em segundo lugar, me apaixonei de cara pelo estilo clássico do longboard. A caminhada sobre a prancha sempre me remeteu ao balé, a uma dança, a um lado superfeminino. Ainda com 12 anos participei da minha primeira competição de longboard aqui no Rio, uma etapa do circuito estadual amador. Não tinha vaga na categoria feminina e acabei entrando na categoria Iniciante Masculino, passei uma bateria e achei aquilo o máximo.

Fazia natação quando era mais nova, cheguei a participar de algumas competições e sempre tive essa veia competitiva dentro de mim. Meu pai sempre foi atleta no surfe e na natação, então eu sempre me dei bem neste meio. Desde o meu primeiro contato no surfe competição eu sabia que era este o caminho que queria seguir, queria ser uma das melhores surfistas do Brasil e, posteriormente, do mundo. Tive muito incentivo do meu pai, da minha mãe, da minha família toda, desde o início. Isso foi essencial para evoluir tanto no esporte, seguir uma carreira, até porque eu comecei a competir e a viajar muito nova.

Como foi chegar até onde está? Quais pontos você considera mais importantes para atingir estes objetivos?

Quando eu comecei a surfar e a competir de longboard tinha uma cena muito forte de competição no Brasil. E a praia da Macumba sempre foi o celeiro de grandes nomes do esporte. Vários campeões nacionais saíram de lá. Então, vendo os melhores do Brasil surfarem no meu quintal desde pequena foi um incentivo muito grande. Existiam de duas a três competições por mês, e dos 12 aos 14 anos eu peguei uma experiência muito grande de competição, porque havia circuito estadual amador e profissional, circuito brasileiro amador e profissional, pro junior.

Acabou que nesta época eu tive a oportunidade de competir em vários eventos, virei profissional com 14 anos e consegui a vaga para entrar no Circuito Mundial e representar o Brasil quando eu tinha 15 anos. Naquela altura, o Circuito Mundial acontecia em Biarritz, França, uma etapa por ano para definir a campeã do mundo. Desde este meu primeiro momento houve um turning point, tudo mudou pra mim, da água pro vinho, pois até os meus 15 anos eu vivia num cenário nacional. E desde o meu primeiro contato com o cenário internacional eu vi que estava muito aquém do nível das gringas. Mas foi ali que eu percebi que queria ser uma delas, uma das melhores atletas do mundo.

A partir deste momento, que me marcou bastante, voltei pra casa e botei na cabeça que eu queria ser campeã do mundo e que eu iria batalhar bastante para chegar ao nível das minha ídolas, independente se iria demorar um ano, cinco ou dez anos, eu sabia que era isso que eu queria. Meu caminho no surfe sempre foi muito natural, sempre tive apoio da minha família.

Com 15 anos eu acabei entrando para o time da Roxy, que era um sonho, com as melhores atletas de longboard do mundo na equipe. Este foi um passo a mais para chegar ao meu objetivo. Acho que o que marcou bastante minha carreira e a minha trajetória foi a minha dedicação e o meu foco desde pequena. Sempre ficou muito claro o caminho que eu queria seguir e aonde eu queria chegar. Sabia que teria que batalhar duro para isso. Por mais que demorasse, pra mim sempre ficou claro que valeria a pena.

Desde então estou no Circuito Mundial, há 11 anos. Já fui vice-campeã mundial duas vezes. E isso é muito legal porque hoje, quando paro e penso nos sonhos da Chloé de 12 anos, eu vejo que já alcancei vários deles e consegui ir muito além. Mas, hoje eu vejo que tenho muito mais para conquistar, muito o que aprender e pontos a evoluir. Porque o surfe é uma jornada de aprendizado, de autoconhecimento e evolução diária, que independe de resultado. Sempre tem algum ponto que você pode aprimorar, algum ponto que você pode dar mais atenção, tanto para ser um surfista melhor como uma pessoa melhor.

Eu cresci praticamente competindo e em todas as minhas escolhas durante a minha adolescência tive que abrir mão de festas, sair com amigos, namorados, mas hoje em dia não me arrependo de nada. Foram por estas escolhas que eu cheguei ao que estou vivendo hoje, o auge da minha carreira. Ainda quero conquistar mais coisas e para mim nunca teve fórmula mágica. Para mim, a fórmula mágica era acreditar naquilo e trabalhar duro para um dia conquistar.

Como é a sua relação com a praia da Macumba?

Eu tinha 12 anos quando comecei a surfar de longboard e toda a galera da escola surfava de pranchinha. Ficava todo mundo me zoando, dizendo que longboard era coisa de velho, só pra onda pequena, pra iniciante, já tinha muito esse estereótipo de o longboard não ser muito bem visto pela nova geração e não ser assim muito popular, porque todo mundo aprende a surfar com prancha grande depois diminui pra prancha pequena.

Quando eu comecei não tinha nenhum amigo ou amiga da minha idade que surfasse de longboard. Como eu sempre ia surfar com meu pai, meus primeiros amigos no surfe eram ele e os amigos dele, o que era muito legal, porque sempre que eu chegava na Macumba, ficava ouvindo as histórias deles, histórias antigas. E eles me ensinaram muita coisa do que eu sei hoje de posicionamento, leitura de maré, de direção de swell, de período, vento. Tudo isso eu aprendi naquela época. Sentava ao lado deles no outside, conseguia me posicionar bem e pegar boas ondas mesmo no meio do crowd da Macumba.

Porque quem já surfou na Macumba sabe que é um crowd animal. Ter crescido na praia da Macumba me deixa preparada para encarar qualquer crowd. É muita gente. Mas é uma onda realmente muito boa. Aliás, essa região onde eu moro e cresci, região do Recreio, aqui no Rio, é a melhor região de surfe da cidade. São várias opções de praia e que funcionam com todas as direções de ondulação, marés, tipo de vento diferente.

Enfim, sempre tem algum lugar de condições surfáveis, é um lugar muito constante, o que me ajudou muito na época em que eu comecei a treinar. Porque todo dia era uma condição diferente, todo dia dava pra surfar uma onda diferente da outra, com prancha diferente. Pra quem é competidor, ter uma onda no quintal de casa que nunca é a mesma, é um fator que te deixa muito preparada para qualquer condição que você venha a encontrar.

Fale um pouco sobre as tuas pranchas. Como elas são?

Tenho meu modelo oficial, desenvolvido na New Advance, com meu shaper Neco Carbone, o modelo Chloé Progressive Series, modelo de competição, uma prancha com uma linha mais progressiva, 9 pés, com encaixe de três quilhas, de epóxi, bastante curvas, bem leve, a prancha que tem sido mágica nos últimos anos e que uso em praticamente todos os mares de meio metro pra cima.

Ela aguenta qualquer condição. Por isso digo que ela é mágica. Confio nela de olhos fechados. Mas ultimamente também tenho gostado muito de surfar com pranchas mais clássicas. Então, hoje meu quiver é bem variado. Mas, ele basicamente se divide entre pranchas progressivas e pranchas clássicas. Das pranchas clássicas eu tenho três, duas logs, uma single fin 9”3’, no meio termo, que funciona bem pra beach break, pra onda maior e mais em pé. E tenho uma 9”6’ log. Pra quem não sabe, log é um modelo de prancha clássica inspirado nos longboards da década de 60, uma prancha maior, pesada, monoquilha, com borda redonda e que favorece o estilo tradicional do longboard.

Como tem sido sua rotina de treinos, mesmo em mares mais pesados?

Minha rotina de treinos envolve bastante tempo dentro da água surfando em condições diferentes todos os dias. A minha preparação física, que é muito importante e tenho focado bastante nos últimos anos porque traz muitos benefícios à minha performance, também inclui yoga. Ao longo do dia sempre tento fazer uma ou duas destas atividades.

Se o surfe está bombando acabo focando mais nas ondas, fazendo algumas caídas por dia. Basicamente minha rotina é essa. Em relação aos mares maiores e mais pesados, como eu falei a Macumba é um lugar que sustenta bastante ondulações maiores. Enquanto outros picos podem estar um pouco passados, o tamanho do swell na Macumba sempre vai ter uma condição, mesmo que seja perto da pedra, mais no meio da praia.

Este ano eu fiz alguns modelos de pranchas mais voltados para ondas maiores e mais buraco. E o que eu tenho testado e tenho gostado é que o yoga me ajuda bastante na parte de concentração e respiração, apneia também. É um trabalho que envolve bastante coisa e que para mim começa fora da água.

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Como é possível manter um equilíbrio entre o estilo mais lapidado do longboard clássico com a radicalidade do surfe performance?

Para mim, dois pontos muito importantes no longboard são estilo e fluidez. Estilo é uma coisa muito pessoal. Não tem como você tentar imitar ou treinar o estilo de alguém. Cada um tem o seu e isso é muito único. A questão da fluidez é algo que você trabalha e eu, desde pequena, sou uma pessoa muito observadora. Gosto de assistir muitos filmes, vídeos, analiso foto.

Quando chego na praia, seja em competição ou num dia normal de surfe, observo todo mundo na água, quem está com o melhor posicionamento, adoro assistir baterias. Observo bem para aprender o que os surfistas podem me acrescentar de alguma maneira, para que eu possa evoluir. Eu tiro muita influência do surfe de longboard das décadas de 60 e 70, praticamente de quando o surfe começou a se tornar mais popular mundialmente, antes da revolução das pranchinhas.

E o mais legal, é que com este movimento mundial das logs, o retorno do surfe clássico, com pranchas inspiradas nessa época, muito vídeo desta época ainda é atual. Gosto de ver vídeos do Nat Young, David Nuuhiwa, Phil Edwards, Bob McTavish, George Greenough, enfim, atletas muito influentes e que me inspiram bastante hoje em dia. Grande parte desta, não digo nova geração, mas o surf clássico tem tido uma atenção muito maior nos cenários mundial e nacional. É quase como um novo olhar para uma coisa que já existe. É uma coisa segue um pouco de fase.

Tem fase em que eu sigo mais uma linha de surfe e tem fase que eu me sinto mais à vontade surfando onda mais buraco, ondas maiores, surfando com minha prancha progressiva, fazendo uma linha de surfe mais moderna, com foco no surfe de rabeta, com rasgada, batida, cutback. E tem época que estou mais voltada ao surfe tradicional, mais clássico, prestando atenção aos detalhes. Não precisa ser necessariamente um mar grande ou acaba que no mar pequeno posso ficar mais satisfeita. E a questão da fluidez no longboard ela independe do estilo que você está seguindo, progressivo ou clássico.

Na realidade, a fluidez vai além das manobras em si. Mas, o que você faz entre uma manobra e outra, como você começa a onda, como você prepara a sua prancha para fazer determinada manobra. Esses momentos entre uma manobra e outra são o que chamam mais atenção para o estilo e a fluidez. Durante vários anos da minha carreira eu fui uma atleta mais conhecida pelo estilo progressivo, principalmente pela escola e pela cultura de longboard aqui no Brasil, que começou um surfe mais progressivo, com atletas que vieram da pranchinha e que migraram para o longboard. Até pelas ondas no Brasil, sempre surfei com pranchas progressivas, voltadas mais para o surfe moderno.

E na questão de critério de julgamento nas competições avaliavam o mix dos dois estilos, 50% do clássico, 50% para o progressivo. Mas, de uns anos pra cá tem havido uma transição de critério e um novo olhar para o longboard, em que o estilo tradicional é muito mais valorizado, não tem restrição ao tipo de prancha que você usa, mas é como eu falei. Hoje em dia tem o foco não só na execução das manobras, no momento em que elas estão sendo feitas, mas a fluidez entre elas, o que você faz entre elas, a caminhada de passos, o teu olhar para onde você está mirando, a posição dos braços, a posição do corpo, do quadril, enfim, tudo isso acaba influenciando bastante na fluidez.

Na realidade, quando penso na performance e no estilo, tento ser o mais eu possível, surfar da maneira mais natural, mas pensando neste link entre os movimentos para que seja uma ação contínua, não seja uma linha quebrada de ondas, só das manobras. Até mesmo quando eu não esteja fazendo manobra nenhuma, só deslizando na onda em um movimento com nexo e de acordo com a velocidade da onda e o que a onda pede naquele momento. Acho que a maneira mais eficaz de ser natural e conseguir equilibrar a performance e o estilo é tentar compreender o que a onda está pedindo, para você fazer tudo no momento em que ela te pede para ser uma coisa graciosa e fluida entre um movimento e outro.

Fale um pouco do vice-campeonato mundial no ano passado e de sua temporada recheada em 2019.

O ano passado foi o melhor ano da minha carreira, com certeza. O fato de o circuito acontecer em ondas diferentes acabou me favorecendo bastante, principalmente porque tirou aquela pressão de ser um evento só que define tudo. Primeira etapa foi na Austrália, em Noosa Heads, um lugar incrível para o longboard, com bastante história, e eu ganhei a etapa.

A segunda foi em Pantin, Galícia, Espanha, uma onda muito boa que achei bem parecida com a Macumba, onde também consegui a vitória. Terceira etapa foi em Nova Iorque, Long Beach, um evento inédito de longboard, um fundo de areia e as ondas mudavam bastante ao longo da semana, mas eu gostei bastante do ambiente, ondas parecidas com as do Rio e fiquei em segundo nesta etapa. Para finalizar a temporada, a etapa em Taiwan, uma onda bem difícil de ser surfada porque a ilha de Taiwan fica num ponto bem isolado, muito propício a receber tufões, onde você pode encontrar qualquer tipo de condição.

Nesse evento final acabei ficando em terceiro e a junção destes resultados acabou de dando o vice-campeonato mundial. Vejo que a cada ano vou ficando mais madura e que o longboard também está crescendo, evoluindo. Tem pessoas certas no comando, organizando e pensando em prol dos atletas, pensando no crescimento e na popularidade do esporte. No ano passado também consegui conquistar o título Sul-Americano da WSL (World Surf League) pela primeira vez.

Também disputei festivais de log, o principal deles o Duct Tape Invitational, evento organizado pelo Joel Tudor. Ele convida os e as 16 melhores surfistas clássicos do mundo. Eu tive duas vitórias em três participações, além de um quarto lugar. Fui a primeira brasileira a participar desses eventos. Joel Tudor foi e ainda é uma grande inspiração para mim. Além do Duct Tape também tem vários outros festivais de log, como o Mex Log Festival, no México; Nine Foot & Single, da DEUS, que acontece na Indonésia; Ferro Log, na Espanha; Belza Classic, França. Além disso também teve o ISA Games, evento mundial por equipes.

Há um ano você se sagrava campeã dos Jogos Pan-Americanos. Como foi atingir um resultado tão marcante?

Foi a estreia do surfe como esporte olímpico, com entrada do longboard e dos stand up paddle, um marco muito grande para o esporte. Com certeza foi um dos maiores eventos da minha carreira, senão o mais importante, com um retorno de mídia muito grande. Foi uma conquista pessoal muito grande e ajudou o esporte a se tornar muito mais popular.

Ao chegar no Peru caiu a ficha de que eu estava fazendo parte de algo muito grande. A principal diferença ao competir era a de que eu entrava no mar para competir pelo Brasil. Era o Brasil na água contra os Estados Unidos, Peru, Costa Rica. Eu me sentia surfando por todo o meu país e representando toda a comunidade de longboard de todo o Brasil. Sempre sonhei em ouvir o hino nacional ser tocado comigo no pódio e isso aconteceu no Pan. Foi um momento em que eu fiquei tão nervosa, que eu esperava tanto, que eu chorei durante o hino inteiro. Deu branco na letra. Em todas as fotos eu estou com uma cara de choro, mas foi um momento muito especial ver a bandeira do Brasil sendo erguida.

Quais marcas te patrocinam e de que maneira você recebe este apoio?

Tenho patrocínio da TNT Energy Drink, Corona Extra, Roxy, Universidade Estácio de Sá, Neutrox e New Advance Surfboards. Faço parte do time da TNT há mais ou menos um ano e meio. Fui procurada por eles e foi algo muito especial, primeiro por estar numa equipe grande, ao lado de outros grandes atletas e referências no skate.

Eu sou a única surfista do time. A minha imagem do longboard tem a ver com algo mais delicado, mais feminino, sutil, e não está tão relacionada assim à adrenalina e aventura, resistência, força. E desde que eu entrei na equipe TNT, eu sinto que acabo incorporando um pouco da identidade da marca no meu dia a dia, na minha personalidade, no meu surfe.

Então, hoje em dia eu me vejo arriscando mais, saindo um pouco desta caixa que era o que eu acreditava e que guiava a minha personalidade e o meu jeito de surfar. É uma marca totalmente voltada à quebra da nossa zona de conforto diária. Isso é um conceito muito legal.

Qual o papel do seu pai em sua carreira de longboarder de sucesso?

Devo tudo a ele, me apresentou ao mar e me iniciou no surfe. Hoje, sou quem eu sou graças a ele. Por muito tempo foi meu treinador, me ensinou tudo. Só quando eu comecei a viajar com mais frequência ficou difícil para ele me acompanhar por conta do trabalho dele. Mas, ele é o meu torcedor número 1. Vira a noite para assistir baterias.

Depois vai trabalhar como um zumbi no dia seguinte quando estou competindo em um lugar de fuso horário diferente (risos). Ele também é meu empresário e cuida de tudo relacionado à minha carreira. Confio nele de olhos fechados para buscar sempre o melhor pra mim. Nossa relação acaba sendo bem próxima e às vezes fica difícil desvincular a atleta do treinador, do empresário, e do pai e filha. Mas a chance de voltar de uma viagem e poder surfar com ele é um momento muito especial para mim.

Agora a gente estava em Ubatuba e foi a primeira surf trip que a gente fez em alguns anos. Foi muito bom passar estes dias lá com ele. Ele é a pessoa mais fissurada que eu conheço. Pode estar 1 pé, maral ou flat, mas ele vai estar sempre dizendo que tem onda, que dá pra surfar, que teria campeonato, que ele vai cair independente da condição. Pra mim, ele é sempre um grommet no coração.

 

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    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.

    A Seleção Brasileira está convocada para o ISA World Surfing Games 2026. A Confederação Brasileira de Surf anunciou nesta segunda-feira (5) os seis atletas que representarão o país entre os dias 6 e 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru, na competição que abre o ciclo classificatório do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No masculino, o Brasil será representado por Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Os três são os brasileiros mais bem colocados no ranking do Championship Tour em 2026. Yago, atual campeão mundial, lidera a classificação; Italo ocupa a terceira posição; e Miguel chegou ao quarto lugar depois da vitória em Trestles. O time feminino terá Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Luana é a única brasileira no CT, enquanto Laura garantiu presença como campeã brasileira de 2025. Sophia Medina seria a representante vinda do Challenger Series, mas recusou a convocação, abrindo a vaga para Tainá, a próxima brasileira no ranking. Segundo a Confederação, os critérios de convocação priorizam os três melhores atletas brasileiros no ranking do CT da temporada. Caso as vagas não sejam preenchidas, passam a valer na sequência o Challenger Series, considerando o melhor brasileiro até a 40ª posição, bem como o ranking brasileiro de 2025. Vaga extra em Los Angeles Além das medalhas individuais em Punta Rocas, o ISA World Surfing Games terá peso direto na composição das equipes para os Jogos Olímpicos de 2028. O país campeão por equipes no masculino conquista uma vaga olímpica extra, assim como o campeão por equipes no feminino. A vaga pertence ao país, e não ao atleta que obtiver o resultado. Normalmente, cada nação poderá levar até dois surfistas por gênero aos Jogos, mas esse número pode chegar a três caso o país conquiste uma das vagas extras por equipes nos ISA World Surfing Games de 2026 ou 2027. O Brasil conhece bem esse caminho. Em Paris 2024, foi o único país a competir com o número máximo de atletas tanto no masculino quanto no feminino depois de vencer os títulos por equipes do ISA World Surfing Games 2024 nas duas categorias. As medalhas olímpicas do surfe em Los Angeles 2028 serão disputadas entre 15 e 23 de julho, em Lower Trestles, na Califórnia, palco onde Miguel Pupo venceu recentemente uma etapa do CT 2026. Seleção Brasileira MasculinoYago DoraItalo FerreiraMiguel Pupo FemininoLuana SilvaLaura RauppTainá Hinckel Como funciona a classificação para Los Angeles 2028 Para o Brasil, a classificação olímpica passa por diferentes caminhos, que seguem uma ordem de prioridade. O principal será o Championship Tour de 2028: o ranking considerado entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028 distribuirá oito vagas masculinas e oito femininas, com limite de um atleta por país em cada gênero. O segundo caminho será o ISA World Surfing Games 2028, que classificará outros sete homens e sete mulheres, novamente com apenas uma vaga por país em cada gênero. Na prática, por essas duas vias, um país poderá garantir até dois surfistas no masculino e dois no feminino: um pelo CT e outro pelo Mundial da ISA. É aí que os Mundiais de 2026 e 2027 ganham importância especial. O país campeão por equipes em cada gênero recebe uma vaga olímpica adicional, o que abre a possibilidade de chegar a Los Angeles com três atletas no masculino e/ou três no feminino. Essa vaga pertence ao país, e não ao surfista que conquistar o resultado. No caso brasileiro, caberá ao COB e à Confederação Brasileira de Surfe definir posteriormente quem ocupará a posição. Outro caminho para os brasileiros será os Jogos Pan-Americanos de 2027, também programados para Punta Rocas. Os campeões masculino e feminino garantem classificação para Los Angeles 2028, mas a vaga deixa de ser utilizada caso o atleta posteriormente se classifique por uma via considerada superior, como o CT ou o ISA World Surfing Games 2028. O sistema ainda prevê vagas por competições continentais, país-sede e universalidade. Entre elas estão os Jogos Asiáticos de 2026, vagas para África e Oceania pelo ISA Games 2027, o Campeonato Europeu de 2027 e vagas destinadas aos Estados Unidos como anfitriões, caso o limite máximo por país ainda não tenha sido preenchido.

    Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel representam o Brasil de 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, na abertura do ciclo olímpico para Los Angeles 2028.

    O Finals Day teve as melhores condições de toda a semana na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). Ondas de aproximadamente 1,5 metro, boa formação e vento terral receberam as disputas a partir das quartas de final neste sábado (3), no encerramento da terceira etapa do Challenger Series 2026. No fim do dia, a festa foi brasileira. Ryan Kainalo superou Alister Reginato na decisão masculina, garantiu o título e deixou Maresias na liderança do ranking. No feminino, a australiana Charli Hately derrotou a portuguesa Francisca Veselko. Ambos conquistaram 10.000 pontos no ranking. Ryan voa e assume a liderança Único brasileiro a chegar ao Finals Day, Ryan Kainalo teve um sábado perfeito em Maresias. Depois de superar o peruano Lucca Mesinas nas quartas de final, o paulista dominou o australiano Oscar Berry na semifinal e chegou à primeira decisão da carreira no Challenger Series. Na final contra Alister Reginato, Ryan abriu sua conta com um aéreo alto para receber 6.83. Depois, conectou três manobras fortes na parte crítica da onda e arrancou 7.67, chegando a 14.50 pontos. Reginato terminou com 5.83 e, a quatro minutos do fim, ainda precisava de 9.17 para virar a bateria. Ryan administrou a vantagem até a buzina e, ao sair da água, correu para abraçar o pai. “Estou muito feliz, ainda digerindo tudo isso. Foi um dia inesquecível. A praia estava cheia, a torcida brasileira é diferente de tudo. Energia surreal. Estou muito feliz, de verdade”, celebra Ryan Kainalo. O brasileiro já havia produzido um dos grandes momentos do dia na semifinal contra Oscar Berry. Ryan acertou um aéreo full rotation para receber 8.50, maior nota masculina do Finals Day, colocou o australiano em combinação e venceu por 14.20 x 3.73. Com os 10.000 pontos da vitória, o surfista de 20 anos assumiu a liderança do Challenger Series e deu um passo importante na corrida por uma vaga no Championship Tour de 2027. Charli Hately leva o feminino No feminino, Charli Hately também alcançou a primeira decisão da carreira no Challenger Series e aproveitou a oportunidade. A australiana de 17 anos derrotou Francisca Veselko por 14.33 x 10.67 na final, com notas 7.83 e 6.50. Charli mostrou paciência para encontrar as melhores direitas de Maresias e atacou as ondas com um backside potente. “É loucura. Não consigo acreditar que venci. Coloquei minha cabeça no lugar, peguei as ondas e agora tudo parece surreal. Sou muito grata. A todos em casa, à minha família, a todos que estão torcendo. Sou muito agradecida”, afirma Hately. A campanha teve ainda uma virada importante na semifinal. Charli passou os primeiros 20 minutos atrás de Anat Lelior, mas encontrou as ondas na reta final, marcou 7.33 e 6.50 e avançou com 13.83 x 10.97. Com o título, a australiana somou 10.000 pontos e saltou para a décima colocação do Challenger Series, com 11.940 pontos. Francisca assume vice-liderança Vice-campeã em Maresias, Francisca Veselko também deixou São Sebastião em posição importante na corrida pelo CT. A portuguesa eliminou Teresa Bonvalot nas quartas e teve uma grande atuação contra Sally Fitzgibbons na semifinal. Francisca marcou 8.83 em uma sequência de fortes manobras de frontside e venceu por 13.50 x 7.10. A nota foi a maior do feminino em toda a competição. Com os 7.800 pontos do segundo lugar, Francisca assumiu a vice-liderança do Challenger Series, atrás apenas da australiana Sierra Kerr. Números do São Sebastião Pro O feminino teve 635 ondas surfadas em 31 baterias. Francisca Veselko foi a única atleta a alcançar uma nota de critério excelente, com o 8.83 da semifinal. Charli Hately veio na sequência com 7.83 na final, mesma nota alcançada anteriormente por Sanoa Dempfle-Olin. Kana Nakashio teve a maior somatória feminina da competição, 14.40, ainda no Round das 32. Entre os homens, foram 1.092 ondas surfadas em 47 baterias. Jackson Bunch ficou com a maior nota da competição, 8.83 no Round dos 64. Ryan Kainalo veio na sequência com o 8.50 da semifinal, seguido pelo 8.33 de Joel Vaughan no Round das 32. Resultados a partir das oitavas de final Masculino Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 – Ian Gentil (HAV) 9.17 x Owen Moss (EUA) 7.80 Quartas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 13.50 x Charly Quivront (FRA) 9.672 – Ryan Kainalo (BRA) 12.67 x Lucca Mesinas (PER) 11.003 – Alonso Correa (PER) 11.73 x Kei Kobayashi (JAP) 4.934 – Alister Reginato (AUS) 12.84 x Ian Gentil (HAV) 11.50 Semifinais 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.20 x Oscar Berry (AUS) 3.732 – Alister Reginato (AUS) 14.33 x Alonso Correa (PER) 9.57 Final 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.50 x Alister Reginato (AUS) 5.83 Feminino Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Anat Lelior (ISR) 10.50 x Kiara Goold (PYF) 8.172 – Charli Hately (AUS) 11.24 x Eweleiula Wong (HAV) 8.173 – Francisca Veselko (POR) 13.16 x Teresa Bonvalot (POR) 9.704 – Sally Fitzgibbons (AUS) 10.97 x Kana Nakashio (JAP) 8.43 Semifinais 1 – Charli Hately (AUS) 13.83 x Anat Lelior (ISR) 10.972 – Francisca Veselko (POR) 13.50 x Sally Fitzgibbons (AUS) 7.10 Final 1 – Charli Hately (AUS) 14.33 x Francisca Veselko (POR)

    Charli Hately conquista título feminino e Ryan Kainalo assume topo do Challenger Series, com vitória no Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP).

    A Praia de Paúba, na Costa Sul de São Sebastião (SP), recebe neste sábado (3) a nona edição do Paúba Super Tubos. A competição reúne 56 surfistas convidados em um dos picos mais técnicos do Litoral Norte paulista, com transmissão ao vivo durante todo o dia. Conhecida pelas ondas fortes, rápidas e tubulares que quebram próximas à faixa de areia, Paúba deve oferecer condições de alto nível para os competidores. A previsão divulgada pela organização indica ondas com mais de 1 metro de altura. A disputa acontece em categoria única e exclusivamente para convidados, selecionados pelo nível técnico necessário para enfrentar as características da onda. O formato conta com seis fases e começou com 40 atletas no Round 1. Os 16 classificados avançam e encontram outros competidores já posicionados na chave. As semifinais e a grande final estão previstas para o período da tarde, com os horários sujeitos a alterações de acordo com as condições do mar. A lista de participantes ainda pode receber nomes que disputam o Challenger Series da WSL em Maresias. Segundo a organização, atletas eliminados antes das finais da competição internacional poderão participar do Paúba Super Tubos. Além das disputas dentro d’água, o evento movimenta a Praia de Paúba e a Costa Sul de São Sebastião, com a presença de atletas, equipes e público. A competição conta com apoio da Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Esportes.

    Nona edição do Paúba Super Tubos reúne 56 surfistas neste sábado (3), nas ondas tubulares da Costa Sul de São Sebastião; acompanhe a transmissão ao vivo.

    O Banco do Brasil São Sebastião Pro chega neste sábado (3) ao Finals Day na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). A chamada está marcada para 6h30 (Brasília), com possibilidade de início das baterias às 7h05. As quartas de final abrem o caminho para a definição dos campeões da terceira etapa do Challenger Series 2026. O Brasil terá apenas um representante no último dia. Ryan Kainalo garantiu vaga nas quartas ao vencer o espanhol Yago Dominguez por 11,50 x 10,10 em uma bateria decidida nos minutos finais. O brasileiro liderou boa parte do confronto, perdeu a primeira posição perto do fim e precisou melhorar sua segunda nota para avançar. Na última oportunidade, encontrou a onda necessária e recuperou a liderança com notas 6,50 e 5,00. Ryan mira liderança do Challenger Series Além de seguir na briga pelo título em Maresias, Ryan Kainalo pode deixar a etapa na liderança do ranking do Challenger Series. Com a eliminação do havaiano Jackson Bunch nas oitavas, o brasileiro assume a primeira colocação caso alcance a final. Nas quartas, Ryan enfrenta o peruano Lucca Mesinas, que eliminou Bunch por 10,14 x 9,60. O duelo será o único confronto sul-americano da rodada. “Foi uma bateria muito difícil. O mar está muito difícil, as ondas estão sem parede, e quando ele virou a bateria em cima de mim, sabia que seria muito complicado achar uma onda boa. Mas acreditei e deu tudo certo”, comemorou Ryan após a classificação. Sophia Medina se despede No feminino, Sophia Medina foi eliminada pela japonesa Kana Nakashio na última bateria das oitavas. Nakashio venceu por 7,60 x 7,03 e avançou para enfrentar a australiana Sally Fitzgibbons nas quartas. A líder do ranking, Sierra Kerr, também ficou pelo caminho. A australiana precisava de mais duas vitórias para confirmar matematicamente a classificação ao Championship Tour de 2027, mas foi superada pela taitiana Kiara Goold por 12,13 x 10,17. Destaques do último dia Kei Kobayashi teve a maior nota masculina desta sexta-feira ao marcar 8,00 pontos na vitória sobre Jett Schilling. O japonês enfrenta Alonso Correa nas quartas. Entre as mulheres, Sally Fitzgibbons avançou com 12,00 pontos de somatório diante de Sanoa Dempfle-Olin e segue na busca pela reclassificação para o Championship Tour. Próxima chamada A próxima chamada do Banco do Brasil São Sebastião Pro acontece neste sábado (3), às 6h30 (Brasília), com possibilidade de início das baterias às 7h05, na Praia de Maresias. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. Baterias do Banco do Brasil São Sebastião Pro 2026 Feminino Round das 32 1 – Sierra Kerr (AUS) 12.10 x Amuro Tsuzuki (JAP) 11.60 x Isla Huppatz (AUS) 8.97 x Bella Kenworthy (EUA) 7.902 – Anat Lelior (ISR) 11.30 x Kiara Goold (PYF) 11.00 x Tya Zebrowski (FRA) 10.83 x Moana Jones Wong (HAV) 5.703 – Charli Hately (AUS) 12.77 x Sol Aguirre (PER) 12.24 x Vahine Fierro (FRA) 12.10 x Talia Swindal (EUA) 10.334 – Eweleiula Wong (HAV) 11.24 x Anon Matsuoka (JAP) 10.00 x Laura Raupp (BRA) 8.53 x Brisa Hennessy (CRC) 7.635 – Francisca Veselko (POR) 12.20 x India Robinson (AUS) 12.16 x Eden Walla (EUA) 11.04 x Maria Salgado (POR) 8.936 – Teresa Bonvalot (POR) 10.96 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 10.40 x Lucy Darragh (AUS) 8.34 x Sophie McCulloch (AUS) 8.037 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.56 x Sophia Medina (BRA) 11.66 x Daniella Rosas (PER) 10.33 x Ellie Harrison (AUS) 9.778 – Kana Nakashio (JAP) 14.40 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 13.83 x Kirra Pinkerton (EUA) 13.67 x Alyssa Spencer (EUA) 11.37 Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Kiara Goold (PYF) x Anat Lelior (ISR)2 – Charli Hately (AUS) x Eweleiula Wong (HAV)3 – Francisca Veselko (POR) x Teresa Bonvalot (POR)4 – Sally Fitzgibbons (AUS) x Kana Nakashio (JAP) Masculino Round dos 32 1 – Kade Matson (EUA) 13.06 x Charly Quivront (FRA) 12.77 x Reef Heazlewood (AUS) 12.26 x Douglas Silva (BRA) 12.172 – Joel Vaughan (AUS) 15.26 x Oscar Berry (AUS) 10.43 x Shohei Kato (JAP) 10.03 x Jacob Willcox (AUS) 9.873 – Jackson Bunch (HAV) 13.33 x Yago Dominguez (ESP) 11.97 x Hiroto Ohhara (JAP) 10.87 x Winter Vincent (AUS) 9.934 – Ryan Kainalo (BRA) 11.40 x Lucca Mesinas (PER) 11.27 x Jake Marshall (EUA) 9.36 x Lennix Smith (AUS) 7.905 – Alonso Correa (PER) 13.40 x Jett Schilling (EUA) 12.97 x Deivid Silva (BRA) 11.53 x Jack Robinson (AUS) 8.606 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Beyrick De Vries (NED) 9.80 x Connor Slijpen (AFS) 9.03 x Mihimana Braye (PYF) 5.737 – Alister Reginato (AUS) 11.96 x Owen Moss (EUA) 11.50 x Adin Masencamp (AFS) 10.57 x Levi Slawson (EUA) 8.378 – Ian Gentil (HAV) 10.64 x Crosby Colapinto (EUA) 9.50 x Dimitri Poulos (EUA) 8.10 x Eli Hanneman (HAV) 4.97 Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 –

    Banco do Brasil São Sebastião Pro chega ao último dia neste sábado (3), com chamada às 6h30 e possível início às 7h05. Ryan Kainalo é o único brasileiro na disputa e pode assumir a liderança do CS.

    Um dos eventos de base mais tradicionais do surfe está de volta ao Brasil. Depois de 11 anos, o Quiksilver King of the Groms retorna ao país nos dias 10 e 11 de outubro, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). A edição de 2026 também marca uma novidade: a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, dando espaço também às meninas no King and Queen of the Groms. A competição será disputada nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, no masculino e feminino, e está aberta a surfistas de até 16 anos. Criado pela Quiksilver entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000, o KOTG nasceu com o objetivo de descobrir e dar visibilidade aos jovens surfistas de alta performance. Ao longo de suas edições, o evento recebeu nomes que posteriormente se destacaram no Circuito Mundial. Entre eles está Gabriel Medina, vencedor da final internacional de 2009, na França, quando conseguiu duas notas 10 e somou 20 pontos. Outros nomes que passaram e venceram o campeonato incluem Filipe Toledo, John John Florence, Jack Robinson, Leonardo Fioravanti e Matt Banting. Retorno ao Brasil O King of the Groms foi realizado cinco vezes no Brasil: Itajaí (SC), em 2010; Itacaré (BA), em 2011; Baía Formosa (RN), em 2012; São Francisco do Sul (SC), em 2013; e Fernando de Noronha (PE), em 2015. Na última edição brasileira, Fernando de Noronha recebeu não apenas uma seletiva regional, mas a própria Final Mundial do evento. Em 2026, a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, com disputas também no feminino. “O King of the Groms sempre foi muito importante para a Quiksilver e eu considero esse evento mais do que um campeonato. Ele faz parte da história do surf e ajudou a colocar muitos talentos no radar. E, depois de tantos anos, trazer esse nome de volta ao Brasil, agora também com o feminino (Roxy), tem um significado enorme para nós. Queremos resgatar esse espírito e, ao mesmo tempo, criar novas histórias. Temos uma geração de groms muito forte no Brasil e poder reabrir essa porta e acompanhar de perto quem serão os próximos nomes do surf brasileiro é, sem dúvida, uma das partes mais legais desse projeto”, disse Karol Lopes, gerente de Marketing da Quiksilver e Roxy Brasil. Inscrições abertas As inscrições já estão abertas e custam R$ 150. Os atletas devem se inscrever exclusivamente pelo e-mail [email protected], enviando comprovante de pagamento, documento com foto e os dados do atleta. Quiksilver & Roxy King and Queen of the GromsPraia de Itamambuca – Ubatuba (SP)10 e 11 de outubro de 2026Sub-12 Masculino e FemininoSub-14 Masculino e FemininoSub-16 Masculino e FemininoInscrição: R$ 150

    Meninos e meninas de até 16 anos disputam o Quiksilver King and Queen of the Groms nos dias 10 e 11 de outubro em Itamambuca, Ubatuba (SP), depois de 11 anos da última edição no Brasil.