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Guarda do Embaú, um dos melhores picos de Santa Catarina, palco de conflito entre pescadores e surfistas. Foto: Cristiano Aguiar. Esta semana o pau quase comeu lá na Guarda do Embaú (SC). Também já tinha ouvido comentários de um conflito entre pescadores e surfistas no feriado de 1 de maio na praia Central de Garopaba, quando cerca de 100 surfistas foram impedidos de cair n?água por pescadores.   Policiais foram chamados para intermediar a situação. E isso que a temporada da pesca da tainha ainda nem começou.   Já não é de hoje que estes conflitos existem. E essas discussões como sabemos nunca dão em nada. O Ibama, órgão regulador da pesca no litoral brasileiro, determinou nesse ano um defeso da Tainha prorrogando para o dia 15 de maio o início para a temporada de pesca da espécie, que se estende até o dia 15 de julho.   Independente de portarias, determinações, resoluções, a verdade é que nunca se produziu um estudo cientifico detalhado que comprove que os surfistas espantem os cardumes.   Na instrução normativa que trata da pesca da tainha, do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), não há qualquer proibição à prática do esporte durante a safra do pescado.   Cabe agora discernimento e bom senso entre pescadores e surfistas para evitar novos confrontos. O sistema de bandeiras foi funcional nos últimos anos e deve voltar a partir do dia 15. É simples: o mar subiu, o surfe está liberado. As ondas estão pequenas, barcos n?água.   Agora, proibir o surfe quando também não se pode nem pescar, aí já é demais. Isso pra mim é ignorância total.   Máurio Borges é editor do Alohapaziada. Neste blog o internauta pode ver uma reportagem da RBS a respeito de uma suposta agressão sofrida por um surfista.

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Protesto em Porto Alegre por causa de mortes nas redes de pesca em 2002. De lá para cá, novas vítimas passaram a fazer parte desta estatística vergonhosa. Foto: Miguel Noronha. Na última segunda-feira, a Federação Gaúcha de Surf, juntamente com Associação dos Surfistas de Capão da Canoa e o deputado estadual Sandro Boka, realizaram vistoria no local do acidente que tirou a vida do surfista Lucas Boeira durante a Páscoa e posteriormente foram recebidos na prefeitura de Capão da Canoa.   Na ocasião, foi protocolado ofício solicitando audiência pública para debater mudanças nas áreas de surf do município. Também foi entregue à prefeitura estudo realizado pelo Centro de Estudos Geológicos Costeiros da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (CECO-UFRGS) a respeito das correntes marítimas.   O estudo apresenta dados técnicos a respeito da velocidade que um corpo atinge em condições de corrente lateral na orla gaúcha. Pelo estudos verifica-se a necessidade de haver no mínimo 4 quilômetros de áreas livre para a prática do surf. E para haver acordo em torno destes padrões, todas as partes envolvidas terão que ceder na negociação.   Já na terça-feira (14/04), a Federação Gaúcha de Surf, por intermédio do presidente Orlando Carvalho, entregou um Oficio à Casa Civil, solicitando nova varredura no litoral Gaúcho para a retirada de todos os artefatos de pesca que não estejam de acordo com a Lei 12.050 de 2003. Esta varredura deverá ser realizada pela Brigada Militar.   Outra ação realizada na terça-feira foi uma reunião no gabinete do deputado estadual Sandro Boka, que integra a frente parlamentar para conciliação entre pescadores e surfistas. Foi definida a urgente elaboração de uma lei estadual para adaptar as áreas de acordo com o parecer do CECO-UFRGS. A sinalização deverá ser feita com totens coloridos, conforme sinalização padrão de segurança nas cores vermelha, amarela e verde. Também será solicitado a ajuda da Petrobras para a sinalização.   Foi solicitado para duas agências de marketing a criação de campanha publicitária completa para auxiliar na divulgação das áreas seguras. Segundo critérios técnicos, somente as áreas com 4 quilômetros ou mais serão declaradas seguras. No dia 25 de abril será lançado o logo oficial da campanha durante a quarta etapa do Circuito Gaúcho Profissional, a ser realizado em Torres.   Durante três anos e meio o litoral Gaúcho não teve casos de afogamento devido a artefatos de pesca. A Federação Gaúcha de Surf durante todo este tempo este à frente do programa Surf Legal, desenvolvido em conjunto com o Governo do Estado, Brigada Militar, associações de surfistas e municípios.   ?Praia Segura, Surf Legal?      

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