Rip Curl Pro

Fanning na cola de Medina

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Mick Fanning vence o Rip Curl Pro Portugal. Foto: ASP / Poullenot
 

O australiano Mick Fanning ficou com o título do Moche Rip Curl Pro Portugal e se aproximou bastante do brasileiro Gabriel Medina na corrida pelo título mundial da temporada.

Nesta segunda-feira, Fanning chegou ao topo do pódio depois de superar o sul-africano Jordy Smith na finalíssima disputada em boas ondas de 1 metro e séries pouco maiores em Supertubos, Peniche.

Sintonizado com os canudos, Fanning dominou a disputa e arrancou notas 9.00 e 6.50, contra 7.67 de Smith, que surfou apenas uma onda na decisão e deixou o caminho livre para o australiano.

“Estou amarradão. Para falar a verdade, não pensei na vitória. Ela aconteceu. Jordy surfou muito, John John e Kai Otton também. Todos estavam quebrando nesta perna europeia e estou muito feliz por conseguir este resultado. É muito bom voltar a vencer aqui depois de cinco anos. Ir ao Hawaii com o título em jogo é muito estressante, mas acho que eu vou pensar nisso quando estiver lá. No momento só quero curtir a minha vitória aqui”, diz Fanning.

Com a vitória, o aussie alcança a vice-liderança do Tour com 53.100 pontos. Medina segue com 56.550 e, para não depender de ninguém, precisa chegar à finalíssima em Pipeline, Hawaii, palco da última etapa do Tour.

Perdendo na semi ou nas quartas, Medina precisa torcer para que Mick Fanning não seja o campeão da etapa. Se Gabriel for nono, o australiano precisa chegar à final em Pipeline para garantir o título.

Caso o brasileiro não consiga ampliar a sua pontuação – perdendo em 13o ou 25o lugar -, Kelly Slater também entra na briga. O norte-americano precisa vencer a etapa e torcer ainda para que Mick Fanning não seja o vice-campeão.

Se Fanning perder nas quartas em Pipe e Gabriel não descartar seu pior resultado, eles empatam na liderança do ranking e um duelo homem-a-homem será disputado depois da final para decidir o novo campeão mundial.

Cascais Trophy Com o vice-campeonato em Peniche, o sul-africano Jordy Smith levou o troféu de Cascais, oferecido ao melhor surfista nas etapas portuguesas do Circuito Mundial. Além do WCT em Supertubos, contaram pontos as etapas Primes do WQS em Açores e Cascais. “É irado levar o troféu de Cascais e mais US$ 50 mil. Definitivamente estarei de volta no próximo ano. Não percebi isso até ir à semifinal e um amigo meu dizer que levei o troféu. Perguntei se era brincadeira, fiquei amarradão. Adoro este lugar, gosto das ondas daqui e das pessoas de Portugal. É um ótimo lugar e sempre adoro surfar aqui”, finaliza o vice-campeão do Rip Curl Pro.

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Fanning comemora a vitória em Supertubos. Foto: Bruno Lemos / Liquid Eye
 

John John fora Depois de arrancar duas notas 10, o havaiano John John Florence não resistiu ao sul-africano Jordy Smith e ficou fora da briga pelo título mundial da temporada.

Forte candidato ao título do Pipe Masters, palco da última etapa, John John precisava chegar à final em Supertubos para continuar vivo na disputa pela taça.

Com dois bons tubos logo nos primeiros minutos da semifinal, Jordy frustrou as pretensões do havaiano, que não conseguiu esboçar reação nas ondas portuguesas.

O sul-africano era freguês de John John no WCT, mas quebrou o tabu ao vencê-lo na final em Trestles (EUA). “Estou muito chateado, mas ao mesmo tempo amarradão por ter feito as semifinais. Eu me diverti muito, tive uma boa corrida nos últimos eventos. Jordy pegou as boas, então parabéns a ele. Estou animado para ir ao Hawaii como possível ‘estraga prazeres’ do título mundial. Quero vencer em Pipeline, não importa como. O título mundial agora está fora das minhas mãos, então não há pressão. Mal posso esperar para voltar e surfar Pipe”, revela o havaiano.

Na outra semi, Mick Fanning barrou Kai Otton por 13.17 a 7.00 pontos. Antes de dar o troco no defensor do título da etapa, que o tirou da mesma prova em 2013, o australiano passou pelo brazuca Filipe Toledo nas quartas. Bem encaixado nos tubos, o aussie somou notas 6.50 e 9.57, contra 6.57 e 3.53 de Filipinho.

Quem também parou nas quartas foi Adriano de Souza, que competiu com fortes dores no joelho. Numa disputa acirrada e sem ondas muito expressivas, “Mineirinho” caiu diante de Jordy Smith pelo placar de 12.27 a 12.23.

Pipe Masters A decisão do WCT 2014 acontece entre os próximos dias 8 e 20 de dezembro, em Pipeline, Hawaii. Conforme divulgou o Waves em maio deste ano, na reportagem ASP altera formato, a competição terá o mesmo formato de baterias de todas as etapas do WCT. A notícia foi confirmada nesta segunda, por Renato Hickel, Tour Manager da ASP, à redação do Waves.

Desta vez, os locais terão de se enfrentar em uma triagem que dará duas vagas para o evento principal. A triagem terá a presença de 32 especialistas em Pipeline e ainda uma premiação de US$ 100 mil.

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Jordy Smith espera demais na final e é dominado por Fanning. Foto: ASP / Poullenot
 

Resultado do Rip Curl Pro Portugal 2014

1 Mick Fanning (Aus)
2 Jordy Smith (Afr)
3 Kai Otton (Aus)
3 John John Florence (Haw)
5 Adriano de Souza (Bra)
5 Filipe Toledo (Bra)
5 Adam Melling (Aus)
5 Josh Kerr (Aus)

Chances matemáticas de Gabriel Medina

*Se perder em 13o ou 25o, precisa torcer para Kelly Slater não vencer em Pipe e Mick Fanning não chegar às quartas. Se Mick for quinto, eles disputarão uma bateria homem-a-homem para desempatar.

*Se ficar em nono lugar, Mick Fanning não pode ser finalista em Pipeline.

*Se for quinto ou terceiro, Mick Fanning não pode ser o vencedor em Pipeline.

*Se for finalista, não depende de nenhum adversário.

Highlights das finais

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)