Hang Loose Surf Attack

Visitantes atrevidos

2000x1333

Cauã Costa lidera a Iniciante no Hang Loose Surf Attack. Foto: Munir El Hage.

 

Reflexo do sucesso e credibilidade do Circuito, que atrai surfistas de várias partes do País em busca dos renomados títulos, o Nossolar apresenta Hang Loose Surf Attack 2017 pode ter seus cinco campeões vindos de outros estados. A 4ª e última etapa do ranking será disputada nestes sábado e domingo (21 e 22), na Praia do Tombo, em Guarujá, com a participação de 150 competidores.

Não é de hoje que surfistas de fora de São Paulo faturam os canecos. A participação de outros estados é incentivada como intercâmbio entre atletas de alto nível. O primeiro destaque foi Raoni Monteiro, ainda na década de 90. Depois vieram os catarinenses Andreas Eduardo e Marco Polo. Nesta temporada, o grande nome também vem de Santa Catarina, Wallace Vasco, que pode comemorar os títulos da mirim (sub 16) e da júnior (sub 18).

Também aparecem com chances, Daniel Templar, defendendo o Rio de Janeiro, na mirim; o cearense Caua Costa, líder da iniciante (sub 14); e Sunny Pires, mais um talento do Rio de Janeiro, na estreante (sub 12). Já na petit (sub 10), Ryan Coelho está matematicamente empatado na ponta do ranking, mora atualmente em Maresias, onde treina no Instituto Gabriel Medina, mas compete pelo Paraná.

1024x682

Daniel Templar tenta o título da Mirim. Foto: Munir El Hage.

 
Vale lembrar que se algum destes atletas relacionados terminarem em primeiro lugar no ranking, são declarados campeões do Circuito, entrando para a seleta galeria de campeões nos 30 anos ininterruptos do evento e que conta com nomes como Adriano de Souza, Gabriel Medina e Filipe Toledo. Nesse caso, o título paulista ficará com o primeiro surfista da sequência na classificação que seja de São Paulo.

Independente se vai erguer só a taça do Circuito, Wallace Vasco chega à etapa final animado para terminar como o número 1 do Circuito. “Estou muito confiante para essa última etapa. Estou treinando bastante. Para mim é um objetivo pessoal ser campeão do Hang Loose Surf Attack”, afirma, confessando estar surpreso por ter chances reais de títulos em duas categorias. “Meu foco é na minha categoria, a mirim e estou feliz com meu desempenho nas duas categorias”, diz o atleta de 15 anos.

“Eu lutei bastei para conseguir a vaga, entrei como alternate no ano passado, assim conseguindo os pontos e a vaga para este ano. Pra mim o Hang Loose Surf Attack é um dos melhores campeonatos da categoria de base aqui no Brasil!”, destaca Wallace que nasceu em Brasília e até os nove anos de idade nunca tinha visto o mar. Foi aprender a surfar depois que a família se mudou para Florianópolis e vem se destacando entre os melhores do País, tanto que acaba de retornar do Mundial Júnior, da International Surfing Association (ISA), no Japão.

1024x682

Sunny Pires pode garantir o título da Estreante. Foto: Munir El Hage.

 
Na iniciante, Cauã Costa foi o único a chegar na final das três etapas. “Competir no Hang Loose foi um sonho realizado. Acompanhava o campeonato pela internet e sempre quis participar. Ser líder e com chance de ser campeão é demais”, fala o surfista cearense, que atualmente mora no Rio de Janeiro.

A etapa final terá suas disputas no sábado a partir das 8 horas. No domingo, as baterias serão reiniciadas no mesmo horário. Quem não for na praia, tem a opção de acompanhar o evento pela transmissão ao vivo pela internet. Fora do mar, os atletas contam com diversas brincadeiras, como pebolim, ping pong, futebol, ginganas e sorteios.

O Nossolar Construtora apresenta Hang Loose Surf Attack 2017 tem a organização da Federação Paulista de Surf, com patrocínios de Overboard Action Sports Store, Surftrip, Super Tubes e Hot Water. Copatrocínios de Rhyno Foam, CT Wax. Apoios: Governo do Estado de São Paulo, prefeituras de Santos, Guarujá, São Sebastião e Ubatuba, Associação Santos de Surf, Associação de Surf de Guarujá, Associação de Surf de São Sebastião e Associação Ubatuba de Surf. Divulgação: Waves e FMA Notícias.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)