Magno Oliveira

Um líder latino-americano

Magno Oliveira busca bicampeonato nas Américas. Foto: Divulgação.

O capixaba Magno Oliveira Passos, 26, começou no bodyboard do jeito tradicional, incentivado pelos amigos e o irmão, que o ajudaram a começar.

 

Desde então, o bodyboarder adquiriu estilo próprio e conseguiu muitas vitórias.

 

No ranking mundial de 2007, ele alcançou o quinto lugar e atualmente é líder no Circuito Latino-Americano.

 

Na entrevista abaixo, o bodyboarder abre o jogo e fala um pouco sobre a vida, preferências, viagens e carreira.

 

Como, onde e por quê você começou com o bodyboard?

Comecei por influência do meu irmão e amigos, em Guarapari (ES).

Quem são seus ídolos no esporte?

Admiro muito o José Otávio, Mike Stewart, GT, Guilherme Correa e Renato Almeida.

Quais são suas manobras preferidas e por quê. Quais você ainda pretende aperfeiçoar?

Tubo, invertido aéreo e normal aéreo. Pretendo aperfeiçoar principalmente as manobras de vanguarda e cada vez mais buscar a excelência.

Qual a importância do estilo pra você?

Acho que todos nós gostamos de admirar coisas belas, o estilo varia muito para cada pessoa. Alguns gostam disto, outros daquilo. Mais importante do que se preocupar em ter estilo, é primeiro saber executar bem as manobras de base ou vanguarda, e assim naturalmente as manobras futurísticas virão. Hoje em dia vemos muitos malabaristas praticando boxeboarding (golpes no vento), temos que voltar às raízes, voltar a praticar bodyboarding.

Quais viagens você tem na sua carreira?

Hawaii, Canárias, Chile, Peru, Venezuela, Portugal, Espanha, Austrália e México.

Fale sobre suas principais conquistas no esporte.

Quinto do ranking mundial em 2007, campeão latino-americano em 2009 e atual líder do mesmo.

Como está o nível do esporte no seu estado e como você analisa o esporte no Brasil?

No Espírito Santo, o esporte é sem dúvida uma evidência em todas as mídias, os campeonatos crescem a cada ano e o nível dos atletas é excelente, porém há muita oportunidade para expansão.

No Brasil, podemos dizer que ainda somos um esporte primitivo, ainda não saímos da caverna, muito há de se fazer. Precisamos de um circuito brasileiro mais consolidado e de preferência, um circuito que seja agradável de ver, preferencialmente praticado em condições de ondas propícias para o bodyboarding como Itacoatiara e São Conrado (RJ).

 

Lembro que quando era amador sonhava em competir o brasileiro, pois via na TV mares cabulosos como aquele em que o Zé ganhou em 97, se eu não me engano. Porém hoje o que se vê é justamente o oposto, o que não atrai nem o público, nem a mídia, nem mais adeptos e nem mesmo os competidores.

Precisamos exibir o que ainda não se viu, e desta forma conquistar o espaço em que deveríamos estar.

Se você pudesse mudar algo no esporte, o que você mudaria?

Buscaria a profissionalização em todas as áreas do nosso esporte. Já que ainda não posso mudar como um todo, procuro começar esta mudança a partir de mim. É como dizem: se você quer ser um diferencial no mundo, comece mudando a você mesmo.

Hoje vejo muitos que praticam esportes e se dizem profissionais ou se intitulam atletas, mais que na realidade não são. Você pode contar nos dedos os que realmente são atletas e profissionais.
 

Comente essa recente colocação no México.

A viagem para o México marcou a minha vida, pois uma semana antes nem sonhava que ia pra lá, não tinha dinheiro e me programava ir à Europa. Na última hora consegui que fosse viável junto com os meus patrocinadores. Peguei altas ondas durante toda a trip, terminei em terceiro colocado no campeonato.

Quero agradecer aos meus patrocinadores que acreditam em mim e fizeram ser possível essa trip.

 

Fonte Bodyboardpress

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