Bells Beach

Tudo pronto na Austrália

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Primeira chamada do Rip Curl Pro Bells Beach acontece nesta terça, às 17:45h (horário de Brasília). Foto: © WSL / Kirstin.

 

O prazo para a realização do Rip Curl Pro Bells Beach começa nesta terça-feira, às 17:45 horas (horário de Brasília).

Atual campeão mundial e líder do ranking da temporada, o havaiano John John Florence chega muito motivado para a 56a edição do campeonato.

“Este evento tem rolado há um muito tempo, o que o torna muito especial”, diz John John. “Muitos dos meus ídolos vieram aqui e venceram esta competição, então quero colocar o meu nome ao lado deles. É uma etapa muito difícil porque você está constantemente tendo de se adaptar às mudanças das condições e isso é outra coisa que torna especial, porque você precisa ser um surfista versátil para tirar isso de letra. Vou manter a minha estratégia bem parecida com a de Margaret River, fazendo manobras alongadas e surfando como a onda deve ser surfada”, revelou o havaiano.

Depois de fazer bonito na primeira etapa e amargar um péssimo resultado em Margaret, o brasileiro Gabriel Medina também chega determinado a arrebentar em Bells Beach.

“É sempre legal retornar a um local com uma história tão rica como Bells Beach”, falou Medina. “Espero que a gente possa pegar boas ondas durante a janela e se divertir. É uma onda diferente do que qualquer outra que temos no tour. Você precisa se adaptar, especialmente de backside. Ver Matt Wilkinson ganhar aqui com seu backside no último ano mostrou a todos os goofy-footers que isso é possível. Sei que tenho condições, então estou motivado para provar a mim mesmo”, finalizou o brazuca.

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John John Florence é o novo líder do ranking mundial. Foto: © WSL / Kirstin.

 
Na categoria masculina, o evento ganhou os reforços do brasileiro Samuel Pupo, vencedor da triagem internacional, e do australiano Glyndyn Ringrose, que faturou a disputa local. Veterano, Glyndyn já disputou a elite mundial em 2001.

Entre as mulheres, melhor para a neozelandesa Ella Williams, ganhadora da triagem.

Os tops que desfalcam a prova são o brasileiro Italo Ferreira e a havaiana Malia Manuel, que estão contundidos e foram substituídos por Nat Young e Isabella Nichols, respectivamente.

De acordo com a previsão das ondas, a primeira metade da janela de espera tem muitos swells com bom potencial. Uma ondulação mediana de sudoeste está prevista o primeiro dia, perdendo força no dia seguinte. Outros swells de sudoeste são esperados entre a tarde do terceiro dia e a segunda-feira na Austrália, com tamanho parecido.

Há possibilidade de um swell maior, bem sólido, entre os dias 18 e 20.

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Gabriel Medina posa ao lado do cobiçado troféu. Foto: WSL / Ed Sloane.

 

Primeira fase masculina

1 Matt Wilkinson (AUS), Mick Fanning (AUS) e Jadson André (BRA)
2 Owen Wright (AUS), Miguel Pupo (BRA) e Ezekiel Lau (HAV)
3 Gabriel Medina (BRA), Stuart Kennedy (AUS) e Leonardo Fioravanti (ITA)
4 Jordy Smith (AFR), Kanoa Igarashi (EUA) e Nat Young (EUA)
5 Kolohe Andino (EUA), Jack Freestone (AUS) e Samuel Pupo (BRA)
6 John John Florence (HAV), Jeremy Flores (FRA) e Glyndyn Ringrose (AUS)
7 Adriano de Souza (BRA), Caio Ibelli (BRA) e Joan Duru (FRA)
8 Kelly Slater (EUA), Josh Kerr (AUS) e Ian Gouveia (BRA)
9 Michel Bourez (PLF), Connor O’Leary (AUS) e Ethan Ewing (AUS)
10 Joel Parkinson (AUS), Adrian Buchan (AUS) e Frederico Morais (POR)
11 Filipe Toledo (BRA), Conner Coffin (EUA) e Bede Durbidge (AUS)
12 Julian Wilson (AUS), Sebastian Zietz (HAV) e Wiggolly Dantas (BRA)

Primeira fase feminina

1 Courtney Conlogue (EUA), Sage Erickson (EUA) e Coco Ho (HAV)
2 Carissa Moore (HAV), Nikki Van Dijk (AUS) e Bronte Macaulay (AUS)
3 Tyler Wright (AUS), Laura Enever (AUS) e Ella Williams (NZL)
4 Stephanie Gilmore (AUS), Keely Andrew (AUS) e Isabella Nichols (AUS)
5 Sally Fitzgibbons (AUS), Lakey Peterson (AUS) e Pauline Ado (FRA)
6 Johanne Defay (FRA), Tatiana Weston-Webb (HAV) e Silvana Lima (BRA)

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.