De Volta Pro Futuro

Trindade, a saga

A Trindade, famosa pelas sua ondas e sua beleza natural, é uma região no sul do litoral do Rio de Janeiro, que faz parte da reserva da Bocaina, e é composta por sete praias paradisíacas, montanhas com Mata Atlântica preservada caindo quase que diretamente ao mar, região de cachoeiras, piscinas naturais, ondas perfeitas e pesadas, e que tem uma história marcada por  muitos conflitos, invasões e desrespeito ao meio ambiente.

A região da Trindade sempre foi visitada por forasteiros, e serviu de moradia para diferentes povos e culturas. O primeiro povo que se tem notícia de que ali esteve em visita foi os Vikings, um povo nórdico que deixou suas marcas numa caverna entre a praia do Caxadaço e praia do Meio.

Arqueólogos franceses que estudavam os Fenícios na América estiveram lá nos anos 70 estudando essas inscrições. A região nessa época era habitada por selvagens canibais, os verdadeiros filhos da terra, os índios Tupinambás. Essa etnia indígena habitava a nossa costa desde São Sebastião (SP) até o norte do Rio de Janeiro, inclusive a região de Trindade. Eles eram assíduos comedores de gente, canibais, mas foram extirpados do Brasil na época da colonização, quando os portugueses e franceses passaram a frequentar a região.

Os portugueses ficavam mais no porto de Paraty, onde escoava o ouro vindo de Minas Gerais para a Europa, enquanto os piratas franceses frequentavam as praias da Trindade, Laranjeiras e toda essa região, para emboscar as naus portuguesas que seguiam cheias de ouro para Portugal. Isso era por volta dos anos de 1700.

Trindade, além de receber Vikings, recebeu então piratas franceses, talvez navegadores portugueses. Muitos dos atuais caiçaras desta região são claros e de olhos azuis, e isso é uma possibilidade de serem descendentes dos franceses misturados com índios? Eu não sei o que realmente ocorreu com os tupinambás, se foram extintos por doenças, se foram massacrados, ou se miscigenaram gerando o caiçaras que habita a região até os dias de hoje.

A partir dessa fase colonial, Trindade e toda a região no século 19 e 20 foi invadida por fazendeiros, que por sua vez trouxeram escravos africanos, que hoje habitam alguns quilombos na região. Fazendas de gado proliferaram, inclusive na Trindade, que possuía pastos para gado nelore no alto dos morros, onde é hoje o topo da estrada até o meio da descida.

Trindade recebeu vikings, índios tupinambás, franceses, portugueses, fazendeiros, escravos africanos, e para completar os índios guarani, que chegaram vindo do Rio Grande do Sul no século 19 e 20. Que miscelânea cultural e antropológica… O que mais poderia invadir a região? E a invasão não parou por aí. Vieram nos anos 60 e 70 construtoras multinacionais, jagunços capixabas, hippies, turistas e surfistas, para completar.

O surf surgiu em Trindade no início dos anos 70, quando ainda não existia a rodovia Rio Santos, através de dois surfistas judeus descendentes de franceses, o Andy e o Ilan Goldstein, que iam de Paraty no lombo de mula para surfar a onda da Pedra d’agua, o nome original do Cepilho. Foram eles que levaram os tais arqueólogos que detectaram as inscrições Vikings.

Com o surgimento da rodovia Rio – Santos, alguns surfistas malucos se aventuravam a descer aquela ribanceira de terra chamada de “Deus me Livre”, para explorar as ondas da região, mas eram pouquíssimos. Em compensação, os hippies chegaram com tudo na Trindade, e acampavam no paraíso, levando muitas drogas e bebidas.

O carioca príncipe João Orleans de Bragança e o paulista Paulo Motta, entre outros, sabemos que ali estiveram por essas épocas.

Ao lado da Trindade, a construtora canadense Brascan comprou a antiga fazenda de escravos, a Laranjeiras, e fez um condomínio de luxo. Um pouco além da Laranjeiras, um alemão, o Sr. Gibrailt, comprou toda a região da praia do Sono e dos Antigos, inclusive para o interior até o saco do Mamanguá, e investiu em gado, montou uma fazenda de búfalos, a fazenda Santa Maria.

Com o sucesso da implantação do condomínio Laranjeiras, a construtora tentou fazer um condomínio na Trindade e não conseguiu, e isso gerou muitos conflitos entre jagunços capixabas contratados pela construtora e caiçaras. Foi uma época sangrenta para a região. Muitas famílias foram expulsas das suas casas pelos jagunços – aquelas que não queriam vender suas posses – e algumas acabaram indo morar na praia da praia do Cepilho. Os costumes e tradições dos caiçaras em Trindade estavam em xeque nos anos 70.

Eu resolvi fazer essa introdução para que o leitor tenha uma ideia de que Trindade não é apenas uma região linda e com altas ondas, mas uma região com uma história complexa. Porém, vamos falar agora especificamente da invasão dos surfistas.

Como disse anteriormente, supõe-se que os primos franco judeus Andy e Ilan Goldstein descobriram essa onda indo em cima do lombo de mulas, vindos de Paraty, onde tinham uma casa. Com o passar do tempo e a inauguração da rodovia BR-101, a Rio-Santos, eles passaram a frequentar a Trindade no velho Karmanguia amarelo do Ilan, não revelando para ninguém as  ondas.

Eu conheci os dois primos no Guarujá, por volta de 1974, na época em que eles acabavam de chegar de uma aventura de surf pelo Peru, onde foram roubados e obrigados a regressar ao Brasil numa aventura sem precedentes, pelo Rio Amazonas, sem grana nenhuma, passando alguns dias numa ilha boliviana flutuante de papiro, numa comunidade de leprosos.

Ficamos bem amigos, sempre surfávamos juntos nas Pitangueiras, Pernambuco e em São Pedro, até que um dia eles revelaram a Trindade para nossa turma. Foi a convite deles, na Semana Santa de 1975, que fomos para lá em três carros e alguns amigos – o Renato Zimmermann, Marcelo Diniz, Romeu e Xan Andreatta, José Luis “Pantera”, Charlys Brown, Antonio Celso Fortino (Tonhão), meu irmão Augusto Alves e o Fernando Mesquita.

Eles fizeram um mapa para chegarmos ao paraíso, e nos aguardavam no pico. Lembro perfeitamente da nossa Brasília iniciando a descida da ribanceira de terra, e lá de cima se avistava o mar, e minha euforia em particular era muito grande, pois o lugar era bem isolado e pitoresco, uma verdadeira aventura. Descemos bem devagar, pois tinha muita lama na ladeira, e depois de uma meia-hora chegamos numa praia pequena cheia de rochas ao lado, e com ondas grandes e fortes quebrando, a tal da pedra d’agua que o Ilan e Andy tanto falavam e  que lembrava o canto do Arpex.

O Karmanguia do Ilan estava estacionado meio atolado, e com um recado no painel que dizia mais ou menos assim: “o carro não passa daqui, sigam a pé pela praia até o fim, estamos acampados dentro dos ranchos das canoas. Hoje quebrou 6 pés perfeito”.

E assim fizemos. Pegamos todas aquelas tralhas, prancha, comida, barraca, fogão portátil, roupas e fomos caminhando pelos labirintos de pedra e depois por uma longa praia até chegar nos ranchos das canoas dos caiçaras. Dentro de um rancho estavam os primos acomodados numa canoa, comendo pão sírio. Ao vê-los, eles nos acenaram e falaram “Bem vindos ao paraíso”.

De fato o lugar era mágico, natureza impecável, cultura caiçara intacta e ondas incríveis que eu nunca tinha visto no Brasil, e a prova dos nove foi no dia seguinte, quando o Cepilho ficou enorme e perfeito na pedra, e com canal para entrar.

Esse dia mudou a minha vida. Nunca mais abandonei essa região mágica e surfamos ali por uma década, sem crowd, algumas das ondas mais espetaculares que surfei no Brasil. Sou grato a Deus e aos Goldstein por terem nos aberto esse pico que ficou em segredo até 1985.

Depois dessa primeira ida, comecei a surfar com frequência na Trindade, mas sempre dependia de carona. As nossas barracas sempre estavam ali no Cepilho ou dentro dos ranchos. Na época não havia luz elétrica, a vila era minúscula e possuía apenas uma vendinha, que era do enigmático Plachet, o dono dos gados da região.

Uma vez sem opção de café da manhã, tomamos no Plachet cerveja quente com paçoca, num dia que quebrou o melhor Caxadaço da história.

As noites em Trindade eram bem escuras e estreladas, e sempre aparecia nas nossas barracas, à noite, um Bob Dilan Cover, que levava atrás dele uma procissão de malucos ao som de Mr. Tamborin.

Aos poucos fomos ficando amigos das famílias caiçaras, que nos receberam com muito carinho, o que nos fazia sentir como se estivéssemos em casa. Pegar tubos secos no Cepilhos pela manhã, almoçar um peixinho frito com arroz e feijão no forno a lenha na casa da dona Clara e seu Antônio, voltar a surfar, e à noite fazer uma fogueira e tirar um som naquela escuridão, sob um céu estrelado, era inacreditável.

Era um rotina tão boa, que nos fazia sonhar com uma chuvinha, para ficarmos presos e ter uma desculpa para os pais por não voltar na segunda-feira. E realmente uma chuva qualquer deixava a estrada de terra um sabão, e era praticamente impossível transpor a “Deus me livre” com um carro comum.

Num feriado de finados, acho que em 1976, passamos 10 horas empurrando os carros e só chegamos no alto da estrada anoitecendo, sujos de lama até a cabeça.

A vida em Trindade era muito tranquila. Os caiçaras tinham uma rotina muito simples e de total dedicação à natureza. Enquanto os homens se dedicavam à pesca e à agricultura, plantando mandioca, banana, mamão, buscando as lenhas, as mulheres cuidavam das casas e das crianças, da comida.

A maioria das casas era de pau a pique e chão de terra batido, sendo algumas em alvenaria e piso de cimento. A grande maioria dos caiçaras era cristã, alguns católicos e outros evangélicos.

O canto dos ranchos era o lugar mais agitado da Trindade, pois ali chegavam as canoas com os peixes todos os dias, e era onde as famílias ficavam sentadas aguardando as chegadas dos homens. Muitos urubus se aglomeravam por ali, aguardando uma sobrinha para eles.

O povo de lá era bem festivo, e a festa de Reis era, e ainda é, uma tradição dos moradores que saíam à noite tocando suas serestas tradicionais, entrando nas casas que recebiam os músicos. O cheiro de lenha queimada, os peixes secando com sal no varal, os cachorros e gatos soltos, meninas com suas roupas tradicionais aproveitando o banho do mar, enquanto os meninos empinavam suas pipas ou jogavam uma bola, tudo isso fazia parte do cardápio da Trindade dos anos 70.

As praias eram tão desertas e paradisíacas… Não dava para acreditar. A piscina do Caxadaço, a praia de nudismo e a praia do meio eram locais que regularmente íamos em dias de flat, e todos os fins de tarde na cachoeira para tomar banho na piscina natural. O paraíso existia e o nome dele era Trindade.

As ondas ali não se restringiam ao Cepilho, onde o fundo era bem variável, e em algumas ocasiões a areia da praia sumia e as ondas ficavam ruins, com backwash. Então, íamos na praia Brava, que tinha uma laje no canto direito que quebrava em dias de ondas grandes. Havia as ondas do Caxadaço, o inter rocks, cujo nome original era Tubular Point, no meio das pedras, ao lado do Cepilho, chamado cemitério das baleias. Tinha a laje na frente dos ranchos, no meio da praia da Trindade tinha o point chamado Sapo, e a onda da praia do meio que quebrava de frente às cavernas dos Vikings, e assim por diante.

Já como locais do pico, no feriado de finados de 1977, organizamos o primeiro campeonato de surf da Trindade, o I Granja pro Contest, em homenagem ao nosso bairro em Sampa, a Granja Julieta. A minha vizinha Filomena me ajudou a organizar, e tinha até um jornalzinho.

Convidamos vários amigos, até aqueles que nem surfavam, e montamos um grande acampamento no Cepilho, um tipo Woodstock. Apareceu até um cantor famoso, o Dudu França, que acampou junto com a galera. Convidamos também como juízes – abrindo o pico a eles – o Marko Arambasic, Roberto Moura, que futuramente fez os filmes Surf Adventures, e o Claudjones.

O mar estava espetacular, com swell de 1,5 metro de sul, água azul e muitas direitas tubulares canalizando para dentro da pedra. Os juízes ficavam nas cadeirinhas no alto da pedra, onde hoje tem um bar irregular. O mar estava tão bom que gerou um motim, e os juízes abandonaram as posições e foram para água. O Marko Arambasic pegou uns “trocentos” tubos no Backdoor de direita, e assim o campeonato acabou e me sagrei campeão, pois tinha mais pontos acumulados. O Romeu Andreatta ficou em segundo e o meu irmão Albertinho, com apenas 13 anos, em terceiro, a revelação do campeonato e que mais tarde se tornou um dos melhores surfistas dessa onda.

O ano de 1977 também foi marcado por fortes conflitos. Algumas famílias foram expulsas da vila e foram morar na praia do Cepilho. Entre elas a família do seu Antonio e dona Clara. Pudemos passar bons tempos ali com eles, que tinham uma família grande. Lembro bem das garotinhas Preta e a Branca, o Alonso, a Claurides e um bando de cachorros e galinhas.

Lembro bem dos almoços servidos no fogão a lenha, e os peixes secando ao Sol, a bica canalizada do rio com uma mangueira preta e o cantar do galo ao raiar das manhãs. Nossas barracas e pranchas espetadas na areia eram tão habituais ali, que fazíamos parte da família. Enquanto para nós era mágico estar ali, para eles a situação era dramática, pois a vila da Trindade era o verdadeiro lar deles que estavam vivendo ali no Cepilho de forma compulsória.

Muitas pessoas estavam envolvidas para reverter essa situação e expulsar a empresa da Trindade, daí surgiu o movimento ‘Salve a Trindade’. Foi em maio de 1977 que o movimento “Salve a Trindade” entrou no seu auge, e no Dia das Mães, 13 de maio de 1977, a empresa foi definitivamente expulsa, e foi homologado que a Trindade seria área de preservação, com a caravana ecológica que lotou a Trindade de jornalistas, prefeito, pessoas envolvidas na proteção, ecologistas, humanistas e nós surfistas.

Foi servido um belo almoço caiçara a todos, num dia histórico, e as famílias expulsas poderiam voltar para as suas devidas propriedades, e o Cepilho passaria a ficar inabitado. E foi nessa caravana de 12 e 13 de maio de 77, com dias de sol sem nuvem, vento terral, água azul turquesa com temperatura em torno dos 22 graus, swell de 1,5 metro, fundo perfeito, que quebrou um dos mares mais clássicos da história do Cepilho. Surfamos sozinhos e entubamos muito nesse fim de semana – eu, Andy, Ilan e Augusto.

Com a volta das famílias para a vila, o Cepilho ficou deserto novamente. Surfar sem ver as famílias ali na frente, sem aquele cheiro de lenha queimada, sem as crianças brincando na areia, deu um vazio muito grande, mas a vida continuava, e as minhas explorações na região também. Começei a fuçar as praias dali, e também em 1977, eu e um amigo, o Paciléu, chegamos pela primeira vez na praia do Sono.

Fomos andando desde a Laranjeiras com quinhentas tralhas nas costas, prancha, barraca, sleeping bag, comida, roupas, fogão e botijão de gás, debaixo de uma garoa fria pela antiga trilha, e que era bem mais longa e acidentada que a atual, e ao chegar na praia fomos sumariamente expulsos pelo seu Félix, um capataz mal encarado da fazenda, e tivemos que entrar numa D10 e empurrá-la até Laranjeiras no meio da lama, pois nessa época havia uma estrada de carro.

Tentamos novamente voltar lá ainda em 1977 com nossas namoradas, aí sim o Félix nos permitiu ficar na escola e não acampar. Surfamos os Antigos e o Sono ondas lindas, com água quente e clara, mas fomos expulsos novamente pelo próprio Sr. Gibrailt, o alemão proprietário da terra, só que dessa vez de barco. Ele entrou numa casa que nos servia um almoço, brigou com a dona da casa, nos fez um sermão e disse para irmos embora após o almoço. Fomos, mas sempre voltávamos.

Nesse interim, descobrimos as direitas clássicas de Laranjeiras no costão, pois havia surfado lá em 75, mas sem ondas. Quase não havia me deparado com a direita clássica que eu e o Paciléu mantínhamos em segredo. Algumas vezes abandonávamos a galera na Trindade inventando uma desculpa, e íamos com o fusca azul calcinha dele surfar sozinhos em Laranjas point, com uma autorização que eu tinha para entrar no condômino para ir ao Sono.

Mas, não demorou muito para nossos amigos descobrirem, e aí a Laranjeiras fazia parte do nosso cardápio na região. Regularmente íamos surfar na praia de Camburi da fronteira e em 84 cheguei andando pela floresta em Martim de Sá, com um amigo e uma namorada, a Monika Buger e o André Paglioli, encontrando ondas incríveis e desertas.

Estávamos no fim dos anos 70 e o Cepilho continuava sendo nosso parque de diversão particular. Muitos dos nossos amigos já não iam mais no pico, mas eu e o meu irmão Alberto Alves, o Fernando Mesquita, o Romeu Andreatta, Madureira, Marko Arambasic, Renato Zimermann, Marcelo Diniz e o Uri Goldstein continuávamos locais assíduos.

Uma nova galera começou a frequentar o pico conosco – Motaury, Milton Del Carlo, Tucano, André e Daniel Paglioli, Tim, Marcelo Escobar Bueno. Eu já tinha feito 18 anos e tinha uma Kombi “casa”, mas o Alberto e amigos, que eram menores, ainda tinham que pegar aquele ônibus até Ubatuba, dormir na praça, pegar o ônibus da manhã para Paraty, descer na BR e ir a pé até a Trindade subindo e descendo a ribanceira com as pranchas e malas.

Outro amigo, o Roberto Tatini, que levei lá em 79 junto com o Tony, da Kaluama, e o Charlys Magno, arrumou uma namorada caiçara e deixava as pranchas na casa dela. Ele sempre ia de ônibus até Ubatuba, mas em vez de passar a noite na praça esperando o ônibus da manhã, o maluco ia de skate à noite até Trindade, percorrendo uns 50 quilômetros.

No início dos anos 80, as coisas começaram a mudar e novas invasões chegaram à Trindade, a luz elétrica e a televisão. Lembro no dia que passaram os postes de luz e o seu Antônio me confidenciava que tudo iria mudar, e que as crianças não poderiam mais empinar suas pipas, pois os fio elétricos eram perigosos, mas a TV foi mais.

As caiçaras pequenas, que vestiam vestidos longos tradicionais, cabelos compridos e cheio de cachos, em pouco tempo mudaram os visuais e hábitos, pois a TV trouxe uma invasora que mudou a rotina das crianças, o show da Xuxa. Foi impressionante isso! A droga, a bandidagem, a bebida, os bares começaram a aumentar, mas o Cepilho continuava pleno, com suas ondas clássicas, sempre com esquerdas à la Rocky Point nos dias de leste – na época do inverno, quando as ressacas jogavam mais areia no canto das pedras – e direitas incríveis nos dias de swell de sul. Nada abalava a majestade do Cepilho, e o crowd comum em Ubatuba ainda não tinha chegado ali.

Quando o asfalto chegou, aí sim, as coisas melhoraram por um lado e pioraram por outro. Enquanto ninguém ficava mais preso nos dias de chuva, as construções irregulares começaram a aumentar e o número de visitantes triplicou. Não havia ali nenhum controle sobre o crescimento irregular e mal planejado.

Em meados de 1984, eu continuava a surfar sozinho em Trindade, e mesmo já sendo um dos donos da Revista Fluir e um fotógrafo de surf, nunca me passava na cabeça fazer uma matéria em Trindade. Mesmo que eu procurava manter uma linha editorial nada convencional, onde nunca entregava o pico, sempre criando nomes fictícios dos points, não me passava na cabeça divulgar essa região.

Em 1985, em viagem ao Cepilho, o meu irmão Alberto e o Avelino Bastos estiveram lá surfando com o nosso fotógrafo Alberto de Abreu Sodré, o Cação, que fez altas fotos dos dois no Cepilho. Essas imagens chegaram à redação e eu particularmente não gostei. O nosso diretor de redação, o Xan Andreatta, achou que deveríamos fazer uma matéria, e todos aprovaram, menos eu. Como vi que não tinha jeito, tentei convencer todos para criarmos um nome fictício e não entregar os bois, mas não fui acatado. Fui voto vencido na redação.

A matéria saiu na Fluir, com o nome da Trindade, e isso foi um golpe de misericórdia. A revista saiu num meio de semana, e logo no sábado o Alberto desceu a ladeira na tranquilidade de sempre, como sempre fazia, parando o seu carro no pico sozinho, mas na última ladeira que avistava já a praia, tomou um susto absurdo. Viu estacionado uns 30 carros, e ao chegar no pico o mar estava repleto de surfistas, um crowd selvagem, e ele foi ignorado e rabeado no pico por surfistas vindo de diversos lugares sem algum respeito. Na segunda-feira, ele me ligou super chateado, indagando o que a Fluir fez com o pico.

A publicação da Fluir de fato acelerou um processo inevitável, mas o choque foi tão grande, que o Cepilho de paraíso virou, no prazo de uma semana, um inferno. Como o pico já estava entregue, as revistas da época publicavam fotos com frequência. Eu mesmo acabei levando surfistas para lá para fotografar.

Estive, numa ocasião, com Richard Dog Marsh, David Macauley, Jamie Brisick, Kaipo Jaquias e Peter Wilson, que elogiaram muito o power das ondas do Cepilho. Durante o Sundek Classic 87, presenciei ali um show de Todd Holland, Fabio Gouveia, Vetea David e outros. Trindade agora era um pico internacional, quem diria…

Com o tempo, Trindade, Paraty e Laranjeiras passaram a ter seu próprios surfistas locais, aliás, excelentes surfistas e amigos, com destaque para Nathan, Bruno, Maguinho, Dulmar e Paulinho Andrade, entre outros tantos.

Continuei surfando no Cepilho até 2012, e até hoje não voltei mais lá para surfar. O lugar nunca mais foi o mesmo. O crowd ficou indigesto. Montaram no Cepilho um restaurante irregular sem a mínima preocupação com o meio ambiente, bem em cima de onde acampávamos. O lugar onde morou a família do seu Antonio, hoje, é um estacionamento.

A vila da Trindade se transformou numa pequena cidade, cheio de lojas, lan houses, hotéis, restaurantes, sem a mínima preocupação com o meio ambiente e o urbanismo. Tiraram muitas árvores na frente da praia da Trindade para construírem comércios, acabaram com os velhos ranchos e que deram lugar a bares sem saneamento básico. A cultura caiçara do pescador foi realmente trucidada, embora alguns ainda continuem. A droga, a bebida, a bandidagem, o crowd na água cresceram e não param de crescer. Bom para os comerciantes, mas ruim para a natureza e a cultura caiçara, que foi abalada.

No movimento de 1977, “Salve a Trindade”, esqueceram que não só um empresa multinacional de loteamento era nefasta para a Trindade, mas esqueceram que o homem vindo de fora, com sua ganância e desrespeito à natureza e aos verdadeiros habitantes da Trindade, homens que se aproveitam da falta de fiscalização das autoridades ambientais, que fazem vista grossa aos crescimento irregular, buscando interesses próprios, destruíram e continuam destruindo o paraíso chamado Trindade.

O vídeo abaixo narra a história da resistência dos caiçaras de Trindade, Ponta Negra, Sono e Laranjeiras (Paraty) contra grandes empresas que tentaram se apropriar de suas terras na época da construção da rodovia Rio-Santos, durante a década de 70, no século passado. Conseguiram em Laranjeiras, apenas. Em Trindade, persiste o conflito com uma companhia fantasma, que não assume sua identidade, e parece aguardar mudanças na legislação do uso do solo, estabelecida em parceria com as próprias comunidades, pelo Plano de Manejo da APA de Cairuçu, sob administração do ICMBIO. O recente assassinato de um jovem Trindadeiro, Jaisson Caique Sampaio, o Dao, por policiais a serviço da “companhia” reacende o conflito, 38 anos depois.

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    Próxima chamada para o Fiji Pro acontece nesta quarta-feira (25), às 16h (de Brasília). A oitava etapa do Championship Tour (CT) 2026 desembarca em um dos palcos mais desejados do surfe mundial. O Fiji Pro chega com Italo Ferreira na liderança do ranking, dez brasileiros na disputa e uma previsão que pode colocar a famosa esquerda de Cloudbreak em boas condições ao longo dos próximos dias. A janela segue até 4 de setembro. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Fiji A etapa marca o retorno do elenco completo do CT a Cloudbreak pela primeira vez desde 2017. Em 2024, Fiji voltou ao calendário e, no ano passado, recebeu o WSL Finals, quando Yago Dora e Molly Picklum conquistaram seus primeiros títulos mundiais. Em inglês: Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 2 1 – Seth Moniz (HAV) 12.67 x 11.80 Marco Mignot (FRA)2 – Ethan Ewing (AUS) x Cole Houshmand (EUA)3 – Yago Dora (BRA) x Mateus Herdy (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) x Alan Cleland (MEX)5 – João Chianca (BRA) x Morgan Cibilic (AUS)6 – Leonardo Fioravanti (ITA) x Eli Hanneman (HAV)7 – Liam O’Brien (AUS) x Callum Robson (AUS)8 – George Pittar (AUS) x Jackson Marshall (EUA)9 – Italo Ferreira (BRA) x Matthew McGillivray (AFS)10 – Connor O’Leary (JAP) x Filipe Toledo (BRA)11 – Samuel Pupo (BRA) x Alejo Muniz (BRA)12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)13 – Miguel Pupo (BRA) x Ramzi Boukhiam (MAR)14 – Kauli Vaast (FRA) x Crosby Colapinto (EUA)15 – Jack Robinson (AUS) x Barron Mamiya (HAV)16 – Gabriel Medina (BRA) x Jacob Willcox (AUS) Feminino Round 2 1 – Carissa Moore (HAV) x Sally Fitzgibbons (AUS)2 – Luana Silva (BRA) x Bettylou Sakura Johnson (HAV)3 – Sawyer Lindblad (EUA) x Vahine Fierro (FRA)4 – Caroline Marks (EUA) x Erin Brooks (CAN)5 – Gabriela Bryan (HAV) x Yolanda Hopkins (POR)6 – Nadia Erostarbe (ESP) x Isabella Nichols (AUS)7 – Molly Picklum (AUS) x Brisa Hennessy (CRC)8 – Lakey Peterson (EUA) x Francisca Veselko (POR) Round 1 Masculino 1 – Matthew McGillivray (AFS) 5.33 x 1.43 Luke Thompson (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 12.00 x 8.33 Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) 12.16 x 11.23 Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) 11.50 x 6.10 Oscar Berry (AUS) Feminino 1 – Yolanda Hopkins (POR) 9.77 x 9.57 Tya Zebrowski (FRA)2 – Sally Fitzgibbons (AUS) 9.97 x 8.37 Stephanie Gilmore (AUS)3 – Vahine Fierro (FRA) 14.17 x 6.66 Alyssa Spencer (EUA)4 – Brisa Hennessy (CRC) 10.66 x 4.60 Anat Lelior (ISR)5 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 9.73 x 8.50 Bella Kenworthy (EUA)6 – Francisca Veselko (POR) 12.17 x 12.00 Tyler Wright (AUS)7 – Erin Brooks (CAN) 18.00 x 3.06 Sophie McCulloch (AUS)8 – Isabella Nichols (AUS) 9.33 x 3.80 Ulukilupetea Kurop (FIJ)

    Próxima chamada para o Fiji Pro acontece nesta quarta-feira (25), às 16h (de Brasília). Previsão indica que swell segue firme em Cloudbreak.

    A oitava etapa do Championship Tour (CT) 2026 desembarca em um dos palcos mais desejados do surfe mundial. O Fiji Pro chega com Italo Ferreira na liderança do ranking, dez brasileiros na disputa e uma previsão que pode colocar a famosa esquerda de Cloudbreak em boas condições ao longo dos próximos dias. Clique aqui para ver ao vivo A primeira chamada acontece às 16h30 desta segunda-feira (24), no horário de Brasília, com possível início da competição às 17h. Em Fiji, onde o calendário já estará na terça-feira (25), a chamada será às 7h30, com possível início às 8h. A janela segue até 4 de setembro. A etapa marca o retorno do elenco completo do CT a Cloudbreak pela primeira vez desde 2017. Em 2024, Fiji voltou ao calendário e, no ano passado, recebeu o WSL Finals, quando Yago Dora e Molly Picklum conquistaram seus primeiros títulos mundiais. Swell a caminho A previsão aponta poucas ondas logo no início da janela, com Cloudbreak pequeno ou praticamente flat durante boa parte do primeiro dia da janela em Fiji. Mas o swell começa a ganhar força ao longo do dia e pode chegar ao fim da tarde com ondas de 1,5 metros de face. A grande mudança aparece já no segundo dia de janelta. Um swell mais consistente deve colocar Cloudbreak na faixa de 3 metros de face durante todo o dia, com séries maiores. A previsão também indica ventos favoráveis, formando o primeiro cenário realmente forte para a realização da competição. Com ondas consistentes, existe ainda a possibilidade de a organização recorrer às baterias no sistema dual heat, com duas disputas acontecendo simultaneamente, para acelerar o cronograma e aproveitar a sequência de boas condições. No terceiro dia de janela, o swell já começa a perder força, mas a parte da manhã ainda pode apresentar quase 3 metros de face, com séries ocasionais maiores. A tendência é de redução gradual durante a tarde, ainda com condições favoráveis. Na sequência, um novo reforço de sudoeste pode manter Cloudbreak na faixa de 2,5 metros pés de face pela manhã do dia seguinte, sem necessariamente provocar novo aumento significativo de tamanho, mas trazendo mais energia e ajudando a prolongar o período de boas ondas. E o maior swell pode ainda estar por vir A também melhora de cenário para os dias 30 e 31 de agosto. Dois sistemas aparecem com potencial para produzir ondas da altura da cabeça até alguns pés acima, possivelmente acompanhadas por vento leve. Mas é a reta final da janela que começa a chamar mais atenção. Entre 2 e 4 de setembro, cresce a possibilidade da chegada de um swell forte e de longo período em Cloudbreak. A previsão aponta a presença de um sistema sólido. A confiança também vem aumentando na possibilidade de que as maiores ondas de toda a janela aconteçam justamente no início de setembro. Por se tratar de uma previsão de longo prazo, o cenário ainda pode mudar nos próximos dias. Cloudbreak para todos os tamanhos Considerada uma das melhores esquerdas do planeta, Cloudbreak quebra sobre um extenso recife de coral e muda completamente de personalidade dependendo do tamanho do swell. Em condições menores, oferece paredes longas e oportunidades para um surfe de alta performance. Quando o Pacífico Sul ganha força, a onda se transforma e passa a produzir tubos grandes, rápidos e extremamente pesados. O amplo campo de competição também reúne diferentes seções e exige leitura precisa do lineup. Depois de receber uma etapa pós-corte em 2024 e o WSL Finals em 2025, Cloudbreak volta agora a colocar todo o elenco do Championship Tour dentro d’água. É a primeira vez que isso acontece desde 2017. Italo chega de amarelo Entre os brasileiros, os olhos estarão principalmente sobre Italo Ferreira. Depois da semifinal em Teahupoo, o potiguar recuperou a lycra amarela e chega a Fiji isolado na liderança do ranking mundial. O campeão mundial de 2019 soma uma vitória, um vice-campeonato e dois terceiros lugares na temporada. Apesar de seu surfe de frontside e da capacidade nos tubos combinarem com Cloudbreak, Italo ainda busca um grande resultado no pico fijiano. A etapa também tem peso especial para Yago Dora. Foi justamente em Cloudbreak que o brasileiro conquistou seu primeiro título mundial, no WSL Finals de 2025. Atual terceiro colocado no ranking, Yago chega ao Fiji Pro buscando recuperar terreno na disputa pelo bicampeonato. Gabriel Medina completa outro capítulo importante da presença brasileira. Bicampeão da etapa, com vitórias em 2014 e 2016, o tricampeão mundial é, ao lado de Yago, um dos únicos brasileiros que já venceram em Cloudbreak. Dez brasileiros em Fiji O Brasil terá nove representantes no masculino e Luana Silva no feminino. Italo Ferreira, Yago Dora, Gabriel Medina, Miguel Pupo, Samuel Pupo, João Chianca, Filipe Toledo, Alejo Muniz e Mateus Herdy formam o contingente brasileiro entre os homens. Mateus é o único brasileiro escalado para o Round 1 masculino e enfrenta o australiano Jarvis Earle na terceira bateria. Os demais brasileiros entram posteriormente na competição. Além dos principais nomes do Tour, Fiji terá três wildcards: os locais Teo Degei e Ulukilupetea “Tea” Kurop, vencedores das seletivas fijianas, e o australiano Jarvis Earle, campeão mundial júnior de 2022. Kurop faz história como a primeira mulher de Fiji a disputar uma etapa do Championship Tour. Com o líder mundial de amarelo, um campeão mundial retornando ao palco onde conquistou seu título, dez brasileiros na disputa e diferentes pulsos de swell previstos ao longo dos próximos dias, Fiji abre uma das janelas mais promissoras da temporada. E, se os modelos de previsão realmente confirmarem o que começam a indicar para o início de setembro, o melhor de Cloudbreak pode ficar justamente para o final. Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) x Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) x Oscar Berry (AUS) Round 2 1 – Marco Mignot (FRA) x Seth Moniz (HAV)2 – Ethan

    Com dez brasileiros na disputa, janela do Fiji Pro abre nesta segunda-feira (24), com primeira chamada às 16h30 (de Brasília). Previsão indica swell a caminho para os primeiros dias em Cloudbreak.

    ATUALIZAÇÃO: 21/08/2026, às 12h36 (horário de Brasília) Victor Bernardo e sua esposa, Johnni, apresentam evolução no quadro de saúde após o grave acidente de carro sofrido na Califórnia, nos Estados Unidos. Os dois já passaram por cirurgias e, segundo Mike Townsend, manager do surfista, estão conscientes, de bom humor e otimistas. Victor sofreu uma fratura na perna e um ferimento grave acima do joelho. O brasileiro passou por uma nova cirurgia na quarta-feira. Inicialmente, os médicos instalaram uma estrutura externa para estabilizar a perna, mas o equipamento já foi retirado. Segundo Townsend, a evolução indica a possibilidade de uma recuperação mais rápida do que se imaginava inicialmente. Johnni também passou por uma cirurgia considerada bem-sucedida. Ela sofreu uma hemorragia interna no abdômen e fraturas na face em consequência do acidente. Os ferimentos foram tratados cirurgicamente. De acordo com Townsend, os dois permanecem positivos diante de tudo o que enfrentaram nos últimos dias. Até o momento, nenhum deles tem previsão de alta hospitalar. Abaixo, você confere a matéria publicada originalmente sobre o acidente: O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Alan Cleland (MEX) 1.50 x 13.66 Seth Moniz (HAV)2 Italo Ferreira (BRA) 15.50 x 11.94 Ethan Ewing (AUS)3 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.74 x 8.84 George Pittar (AUS)4 Jack Robinson (AUS) 11.50 x 11.83 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 Seth Moniz (HAV) 15.76 x 13.83 Italo Ferreira (BRA)2 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.37 x 15.40 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 Seth Moniz (HAV) 18.17 x 14.67 Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC) Quartas de final 1 Erin Brooks (CAN) 13.50 x 3.27 Molly Picklum (AUS)2 Isabella Nichols (AUS) 7.83 x 7.26 Nadia Erostarbe (ESP)3 Anat Lelior (ISR) 9.50 x 6.53 Kelia Gallina (TAH)4 Yolanda Hopkins (POR) 12.33 x 6.90 Caity Simmers (EUA) Semifinais 1 Erin Brooks (CAN) 15.10 x 11.17 Isabella Nichols (AUS)2 Anat Lelior (ISR) 12.50 x 3.43 Yolanda Hopkins (POR) Final 1 Erin Brooks (CAN) 17.20 x 16.33 Anat Lelior (ISR))

    Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.