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Por dentro da SUP 11-City Tour

Por Alessandro Matero

A Sup11 – City Tour tem como desafio 220 km de remadas distribuído em cinco dias pelos canais da Holanda e está em sua sexta edição, com um numero crescente de participantes. Esse ano foram mais de 100.
 
O cuidado com o atleta é notado desde o início. A prova conta com uma estrutura de terra de café da manhã e jantar, montados diariamente pela organização, oferecendo refeições de primeira para todos os participantes. Algo muito parecido com as provas de ciclismo de estágio.
 
No “Tour de France do SUP” o atleta rema de 5-7 horas por dia, de 40-50 km, por paisagens muito bonitas enfeitadas por moinhos de vento, plantações , pastos e grandes aéreas verdes. Foi a primeira vez que um brasileiro participou da prova e somente depois do 1º dia deu para entender a mecânica da competição. 

Sem dúvida essa é uma prova para os amantes do SUP e dos esportes de resistência, pois 5 dias remando de 5-7 hrs por dia, não e o exercício mais fácil do mundo! Mas há uma aternativa. Aqueles que não estão dispostos a sofrer por conta do desgaste diário, existe a categoria equipe, que pode ser composta até por cinco remadores, aliviando bastante o destaste fisico, o que permite até um pouco mais paz de tranquilidade para contemplar a beleza do lugar.
 
Os primeiros 10 remadores são todos atletas de ponta com resultados expressivos nos seus países e também no cenário mundial. Nomes como o holandês radicado no Havaí, Bart de Zwart, que venceu a prova e foi o primeiro a remar por todo arquipélago havaiano sem nenhum suporte, dormindo sobre sua prancha durante a noite. O segundo lugar ficou para o austríaco Peter Bartl, atual campeão europeu de SUP, e, em terceiro, o holandês Martijn van Deth. Os três primeiros colocados eram europeus, participaram de todas as últimas edições e ja sabiam a mecânica da prova. Por isso, fiquei feliz com meu 5º lugar na geral entre mais de 100 competidores. Tratando-se de uma prova de 220 km, acho que foi um bom resultado!
 
Ganhei muita experiência e preciosas lições ao longo dos dias de prova. Acredito que o maior desafio da competição, sem dúvida, é administrar a forca e tentar recuperar o máximo possível para o próximo dia. 220 km não é um absurdo, mas cinco dias fazendo forca, brigando por posições contra alguns dos melhores remadores do mundo, pesa bastante no corpo e você sente os efeitos desse desgaste a partir do 3º dia, sabendo que ainda restam mais dois pela frente. Uma prova de superação com certeza!
 
 

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