Billabong Pro

Tops na linha de corte

Neco Padaratz precisa de resultado expressivo para manter-se no ASP World Tour. Foto: Aleko Stergiou.

Válido como quinta etapa do ASP World Tour, o Billabong Pro Teahupoo abre janela para realização na próxima segunda-feira (23/8) no Tahiti. A prova tem até o dia 3 de setembro para ser finalizada.

Diversos fatores tornarão as disputas ainda mais emocionantes neste ano, na onda que é considerada uma das mais perigosas do planeta. Um deles é a chegada de swells sólidos e pesados, comuns nesta época do ano na região e diferentes dos eventos anteriores, já que a data foi alterada.

Além disso, ainda existe a pressão adicional do ranking, já que esta é a última oportunidade para escapar do corte, que reduzirá a elite mundial do surf de 45 para 32 competidores e só estes participarão da segunda metade da temporada.

Adriano de Souza é o melhor brasileiro no ranking atualmente e compete sem pressão de corte. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Um dos exemplos é o australiano Tom Whitaker, 30 anos, que está em sua oitava temporada na elite mundial. Depois de um começo lento em 2010, corre o sério risco de ficar fora depis de Teahupoo.

Atualmente na 33ª colocação do ranking, ele está confiante em suas habilidaes e admite que sua maior preocupação será a distância de seu filho, recém-nascido.

“O objetivo é buscar os tubos nesta etapa. Estou tentando não pensar muito no corte e simplesmente curtir o surf no pico. Estou longe do meu novo filho Finn e este será o maior desafio para mim”, diz Tom Whitaker à assessoria de imprensa da ASP.

O francês das Ilhas Reunião Jeremy Flores, 22, atualmente na 24ª posição do ranking, já está em sua quarta temporada. Apesar de sentir-se relativamente livre do corte, admite que teve um início lento e irá jogar com confiança.

“Isto é uma novidade para mim. Sempre começo o ano bem nos primeiros eventos, mas este ano não foi assim. Tive uma lesão no último ano e fiz de tudo para estar de volta em boa forma. Me sinto bem no Tahiti e amo entubar, então quero fazer algo bom por lá”, declara Jeremy Flores.

O estreante norte-americano Patrick Gudauskas, 24, atualmente na 33ª posição, tem sido um dos que tem sentido na pele o alto nível do Tour e encontrado dificuldades para obter bons resultados, mesmo porque antes os novatos tinham uma temporada inteira para se adaptarem ao circuito e agora têm que mostrar resultados rapidamente para não serem cortados.

“Meu ano de estreia até agora tem sido um grande aprendizado. Ainda não tive o resultado que esperava, mas acredito que sou capaz disso. Acho que isto acontece devido aos diversos tipos de onda do Tour. Adoro desafios e mal posso esperar pelo próximo em Teahupoo, quero obter boas pontuações”, deseja Patrick Gudauskas.

O australiano Ben Dunn, 24, está em sua quarta temporada e na 38ª posição do ranking, na qual corre o sério risco de ser eliminado.

“Estou tentando não pensar muito sobre isto. Tahiti é um lugar que você pode se dar bem facilmente, mas também pode perder facilmente. Só é preciso que as boas ondas apareçam para você. Agora se estiver grande é bem diferente. Tentarei pegar as melhores e vencer minhas baterias”, espera Ben Dunn.

Já o norte-americano Nate Yeomans, 28, é mais um estrante que tem que driblar a curva do aprendizado neste ano e precisa de um ótimo resultado se quiser manter seu lugar entre os melhores do mundo.

“Tudo tem sido um grande ajuste, mas sinto que estou melhorando a cada evento, porém o corte depois de cinco eventos é um pouco áspero para os novatos. Não foi o ideal para mim, mas estou ansioso pelo Tahiti, já estive lá oito vezes, então já tenho alguma experiência naquela onda. Ela é tão forte, que se não a conhecesse ficaria totalmente surpreso”, revela Nate Yeomans.

Entre os brasileiros, a situação é um pouco mais confortável para o paulista Adriano de Souza (5º) e o potiguar Jadson André (9º), que encontram-se dentro de uma zona segura de classificação para seguirem adiante no Tour.

Já os catarinenses Neco Padaratz (33º) e Marco Polo (44º) estão qualificados dentro da zona de risco e precisam de resultados expressivos para continuarem entre a elite do surf mundial.

 

Ranking ASP World Tour depois de quatro etapas

1 Jordy Smith (Afr) – 28.500 pontos
2 Taj Burrow (Aus) – 24.750
3 Kelly Slater (EUA) – 23.500
4 Dane Reynolds (EUA) – 20.000
5 Adriano de Souza (Bra) – 19.500
6 Mick Fanning (Aus) – 19.250
7 Bede Durbidge (Aus) – 18.750
8 Bobby Martinez (EUA) – 16.500
9 Jadson Andre (Bra) – 16.000
10 Joel Parkinson (Aus) – 14.750 

33 Neco Padaratz (Bra) – 5.750

44 Marco Polo (Bra) – 2.000

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