Válido pela sétima etapa do Championship Tour, o Billabong Pro Tahiti começa nesta sexta-feira em Teahupoo, Taiti. O evento é um dos mais aguardados do ano, pois possui algumas das esquerdas mais desafiadoras do planeta.
Teahupoo é como o pico é conhecido internacionalmente. Muito já foi dito sobre a origem do nome: “fim da estrada”, “respeito ao rei”, “praia dos crânios quebrados”, entre outros.
Na verdade, “Po’o” significa “cabeça”. Já “Teahai” entende-se como o ato de “raspar” ou algo muito semelhante. Portanto, “Teahupoo” significa algo parecido com “cabeça raspada”.
Apesar disso, os locais não pensam da mesma forma. De acordo com a história da Polinésia Francesa, Teahupoo é na realidade o nome do local, não o nome da onda.
O nome do pico, a cavernosa onda que vemos em fotos de revistas, é “Pererure”. E, tal como todos os outros emblemáticos picos de surfe, também tem a sua própria lenda.
Diz-se que o primeiro surfista a surfar em Pererure (para nós, Teahupoo) foi na verdade uma garota. Tratava-se de uma taitiana muito bonita e corajosa cujo nome era “Vehiatua” (em polinésio, “Culto de Deus”).
Vehiatua conseguiu surfar e controlar com maestria a potência das incríveis, e ao mesmo tempo, perigosas ondas de Pererure. E porque aquele lugar era tão perigoso, acabou por lhe dar o nome de Pererure.
Quem não gostou da sua habilidade foi o chefe da aldeia de Teahupoo, que, num ato de pura inveja, matou a jovem na esperança de absorver todo o talento que demonstrara na arte de correr as ondas de Pererure.
Ele tentou muitas vezes, mas nunca foi capaz de surfar as ondas de Pererure. Quando o crime foi descoberto, o melhor amigo de Vehiatua acabou por fazer justiça com as próprias mãos, matando o chefe da aldeia.
É esta a lenda que Teahupoo esconde, mas tendo em vista o que já aconteceu com vários surfistas, “cabeça raspada” nos parece o nome mais apropriado.
Fonte Surftotal