No início de outubro, o canto do Molhe de Torres (RS) quebrou com excelentes condições. Saí cedo caminhando em direção aos Molhes do Passo e logo percebi que seria um dia especial. No começo da manhã, o vento oscilou entre norte / noroeste para a alegria de quem investiu no pico.
Eu me posicionei no Molhe do Passo, mas com a lente focada no Molhe de Torres, o que me rendeu altas imagens de um ângulo diferente. Marcel de Rose, instigado como sempre, fez a leitura correta do pico e foi destaque da sessão tirando o máximo das manobráveis ondas do cantinho.
O vento girou em sentido anti-horário e na metade da manhã começou a soprar de oeste / sudoeste. As condições na boca do Rio Mampituba começaram a mudar rapidamente e aí começou a segunda parte da sessão.
Quando a ondulação de leste encaixa e o vento sudoeste entra, a boca do Rio Mampituba costuma ser um dos picos mais tubulares da região. Tem um cara que dorme toda noite pensando nessas condições, e quando elas acontecem pode ter certeza, vai ter show de surfe.
“Tião, O Rei do Rio”, como costumo chamar Cristiano Cardoso, tem o faro e é sempre um dos melhores quando o assunto é andar por dentro dos canudos de “Mampitubos”. Não à toa já venceu um Pampa Barrels com um tubaço neste mesmo local. O sudoeste soprou até quase 14 horas e fez a alegria daqueles que puderam aproveitar um dia de altas nas “Torrica”!








































