O brasileiro Gabriel Medina está na semifinal do Fiji Pro, etapa do WCT que rola em Cloudbreak.
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Com belas performance nas ondas de 1 metro, Medina manteve a invencibilidade na prova e vai encarar o norte-americano Kolohe Andino na segunda batalha.
O outro confronto reúne o norte-americano Nat Young e o taitiano Michel Bourez, que assumiu a liderança provisória do ranking depois de bater Kelly Slater nas quartas.
Como a previsão do swell não é muito animadora, a direção de prova acelerou o cronograma e colocou na água mais 18 baterias.
Nos confrontos pendentes da terceira fase, Gabriel Medina eliminou o havaiano Fred Patacchia de forma emocionante e Adriano de Souza triturou o aussie Adrian Buchan com uma atuação incrível.
Para vencer Patacchia, Medina precisou de uma virada nos minutos finais. Ele tinha 8.00 pontos na melhor onda e buscava 7.11 para estragar a festa do adversário, autor de 6.87 e 8.23. Uma onda apareceu quando faltavam três minutos para o término e o brazuca aproveitou cada espaço no cilindro com maestria. Ele ainda mandou um aéreo reverse full rotation no fim, mas não conseguiu completar. A performance de Medina foi avaliada em 7.63 pelos juízes.
Na sequência, Adriano de Souza espancou o lip das ondas e mostrou extrema habilidade nos canudos de Cloudbreak para trucidar Adrian Buchan. O brasileiro estava muito inspirado e arrancou 9.33 e 9.30 nas duas melhores ondas, dando-se ao luxo de descartar 8.63 e 9.13. Buchan bem que tentou, mas suas notas 6.83 e 6.73 sequer ameaçaram Adriano.
Na quarta fase, Filipe Toledo deu uma dura no 11 vezes campeão mundial Kelly Slater e perdeu por uma diferença de apenas 0.23. Filipinho vinha arrepiando na competição e liderou a batalha durante boa parte do tempo com 7.27 na melhor nota, mas Slater, que tinha a melhor nota da bateria (8.30), conseguiu a virada com uma combinação de rasgadas e floaters que rendeu 6.70 ao norte-americano.
Ainda sem saber da virada, Filipinho surfou outra boa onda e melhorou seu somatório com 7.50. Porém, a nota não seria suficiente para a vitória, já que Filipinho precisaria de 7.74 depois da virada de Slater. Quem também foi parar na repescagem foi o australiano Owen Wright, terceiro colocado com 5.50 e 7.57 nas duas melhores ondas.
No duelo seguinte, Gabriel Medina imprimiu um ritmo eletrizante no outside e passou a comandar as ações depois de um alley-oop no início de uma onda avaliada em 7.17. Medina ampliou vantagem com 6.17 e trocou a nota por 8.03. Enquanto isso, o aussie Joel Parkinson e o havaiano John John Florence não conseguiam entrar em sintonia com as ondas e deixaram o caminho para as quartas livre para Medina.
Na última bateria da quarta fase, Adriano de Souza chegou muito perto da virada na última onda. Ele começou com 6.67 pontos e teve dificuldade para melhorar sua pontuação, bem com o aussie Taj Burrow. O norte-americano Kolohe Andino liderava o placar com 7.17 e 7.10 nas duas melhores ondas, mas Adriano não desistiu da vitória e lutou até o fim. Faltando cerca de dois minutos, o brasileiro acertou duas pancadas de backside e acreditou muito na virada. Ele precisava de 7.60 e dois juízes deram a virada (7.80 e 8.20), mas a média ficou em 7.47.
Sem perder tempo, a direção de prova mandou a quinta fase ao outside. Depois do belo confronto entre os aussies Mick Fanning e Owen Wright (15.90 a 14.86), o taitiano Michel Bourez passou pelo brasileiro Filipe Toledo por 13.44 a 8.20 pontos. De olho na liderança do ranking, Bourez desequilibrou a batalha com uma nota 8.27 na primeira onda. Foi o único momento expressivo da bateria. O taitiano esperou pacientemente pelas ondas e complicou de vez a situação de Filipe ao somar 5.17 na segunda melhor nota, deixando o brazuca a 9.27 da classificação.
Na terceira bateria, John John Florence arrebentou em Cloudbreak e atropelou Taj Burrow por 16.70 a 12.34. Em seguida, Adriano de Souza levou a melhor sobre Joel Parkinson. Num momento difíciil do mar, Mineirinho largou na frente com 7.00 pontos e só conseguiu outra expressiva nos minutos finais, quando a prioridade era de Parko e o brasileiro investiu numa esquerda que rendeu 5.67.
Nas quartas-de-final, Nat Young cresceu de produção nos minutos finais do duelo contra Mick Fanning e despachou o adversário com notas 8.17 e 6.10, contra apenas 4.67 e 2.83 de Mick.
No segundo confronto, valendo a liderança do ranking mundial, Michel Bourez foi melhor e bateu Kelly Slater por 13.33 a 8.90 pontos. O taitiano trabalhou bem no início da bateria e descolou notas 6.00 e 7.33. Slater buscou a virada de diversas maneiras, mas o dia era mesmo de Bourez, que ainda descartou um 5.43, nota maior do que as pontuações de Slater (3.83 e 5.07).
Um clássico da nova geração entrou em cena em Cloudbreak e novamente Gabriel Medina fez a mala de John John Florence. O havaiano começou na frente com 4.67, mas surfou apenas mais uma onda (1.67) e viu Medina ganhar força no decorrer da bateria. Depois de somar 5.50 e 5.30, o brasileiro disparou de vez na liderança com 6.83 e 7.37, deixando John John perdido no outside.
Para encerrar o terceiro dia do Fiji Pro, Kolohe Andino e Adriano de Souza travaram uma batalha emocionante. Kolohe começou com 7.83 e Adriano respondeu forte, com 8.50. Não demorou muito para o californiano dar o troco com a mesma nota de Adriano e assumir a ponta.
A partir daí, Adriano passou a administrar a prioridade e Kolohe insistiu em diversas ondas para ampliar vantagem. Numa delas, Kolohe remou numa intermediária, passou por dentro de um belo canudo e acertou uma rasgada e uma batida na junção para dificultar a vida de Adriano com 9.13. Inspirado, o norte-americano pegou uma boa da série e descolou 9.23 com fortes batidas e rasgadas.
Buscando 9.86 para virar, o brasileiro tentou a reação na última onda e até surfou bem, mas a nota 8.57 não foi suficiente para impedir a vitória de Kolohe.
A próxima chamada para avaliação das condições do mar acontece nesta quinta-feira, às 16:30 horas (horário de Brasília).
Semifinais do Fiji Pro 2014
1 Michel Bourez (Tah) x Nat Young (EUA)
2 Gabriel Medina (Bra) x Kolohe Andino (EUA)