Ciclone pós-tropical

Sandy perde força

 

A passagem de furacões e ciclones costuma deixar um rastro de boas ondas como esta em Rockaway, Nova York (27/10/04). Foto arquivo: Fernando Cazaes.

O furacão Sandy perdeu força na sua chegada ao território dos Estados Unidos nesta noite.

 

Rebaixado à categoria de ciclone pós-tropical, Sandy tocou terra pouco depois das 22h de segunda-feira após grande apreensão e mobilização por parte da população e das autoridades norte-americanas.

 

Pouco antes da chegada de Sandy ao Estado de Nova Jersey, primeiro estado atingido, já passavam de 3 milhões os clientes sem energia elétrica na Costa Leste americana.

 

Os Estados mais afetados são Nova York, Nova Jersey e Connecticut. Por volta das 22h, o ciclone se movia a 45 km/h em direção ao continente, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA.

 

O dia foi de apreensão e mobilização. Milhares de moradores da Costa Leste montaram estoques de mantimentos para a passagem de Sandy, cujos ventos provocaram alagamentos, fortes ondas e prejudicaram a campanha eleitoral americana, cancelando os eventos previstos pelas equipes de Barack Obama e Mitt Romney.

 

Diversos serviços públicos estão temporariamente cancelados para esta terça-feira; mais de 10 mil voos já foram cancelados.

 

No seu trajeto até os Estados Unidos, Sandy atingiu diversos país no Caribe, deixando pelo menos 67 mortos. O país mais atingido foi o Haiti, ainda muito debilitado pelo devastador terremoto de 2010, onde os ventos e as chuvas de Sandy fizeram dezenas de mortos.

 

 

Em Nova York, um homem de 30 anos foi morto pela queda de uma árvore no bairro do Queens, leste de Manhattan, onde há inundações e cortes de energia elétrica. Em Nova Jersey, as duas vítimas fatais também foram atingidas por uma árvore, que caiu sobre um carro.

 

Sandy tocou a terra na noite desta segunda-feira pela costa de Nova Jersey como ciclone extratropical, com ventos de 130 km/h e deslocando-se a 37 km/h. O olho do fenômeno atingiu as proximidades de Atlantic City, de acordo com o boletim do Centro Nacional de Furacões (CNF), com sede em Miami.

 

O furacão provocou inundações em diversas áreas do sul de Manhattan na noite desta segunda-feira, com vários bairros submersos e grande parte da região sem energia elétrica, constatou a AFP em Nova York.

 

East River e Hudson River transbordaram por fortes ventos e pela chuva torrencial que cai na cidade e inundaram os túneis adjacentes. O setor de Battery Park, ao sul de Manhattan, foi coberto pelas águas. As forças de segurança fecharam o acesso ao Battery Park e toda a zona próxima a Wall Street estava deserta, exceto pela presença de carros da polícia, bombeiros e ambulâncias.

 

Equipes das companhias elétricas trabalhavam sem descansar para bombear água para fora das galerias e restabelecer os serviços, mas milhares de residências permaneciam sem energia. O apagão atingia diversas zonas, incluindo a Universidade de Nova York e alguns hospitais.

 

No bairro de Chelsea, a fachada inteira de um prédio de três andares caiu, mas sem provocar vítimas.

Nova York estava paralisada desde a manhã desta segunda-feira, com a suspensão do sistema de transporte público e o fechamento de tribunais e escolas, além da queda do fornecimento de energia elétrica para milhares de residências.

 

Cerca de 375 mil pessoas receberam ordem de evacuação das áreas costeiras da cidade no sul de Manhattan, Brooklyn, Queens e Staten Island. As autoridades advertiram para os riscos “sem precedentes” do furacão e ordenaram a evacuação de milhares de residentes ao longo da faixa costeira que vai de New England (nordeste) à Carolina do Norte (sudeste).

 

 

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