Plataforma de Tramandaí

Risco de redes de pesca

Na manhã da última sexta-feira (17), ao realizar o boletim das ondas da Plataforma da Tramandaí (RS), nos deparamos com uma boia preta presa a um cabo longo no pico conhecido como Malvina (lado sul do pier de Tramandaí). Imediatamente lançamos um alerta de redes no site e redes sociais para que o máximo de pessoas fossem informadas do risco.

João Dávila, presidente da ASTRI (Associação dos Surfistas de Tramandaí) logo entrou em ação juntamente com a plataforma de pesca de Tramandaí para que o artefato fosse retirado o mais rápido possível, dada a proximidade do fim de semana e a previsão de ondulação de sul para domingo.

Até às 14 horas da sexta, foram retirados mais de 500 metros de redes de pesca, cabos, boias e muitos peixes mortos presos à rede, mas mais da metade do equipamento ainda continuava na água.

Helio de Camillis (presidente da plataforma de pesca de Tramandaí) entrou em contato com a PATRAM, a qual foi ao local representada pelo Tenente Freitas, que informou a todos que a retirada do equipamento deveria ser realizada pelos Bombeiros, pois a PATRAM realiza a fiscalização do equipamento que, por ter medidas de malha liberada, não estaria contra a lei.

O corpo de Bombeiros da cidade prontamente esteve no local para avaliar a retirada da rede que continua entrelaçada aos pilares da plataforma de pesca, mas informou que no momento, devido às condições do mar, seria muito arriscado uma tentativa de retirada do artefato.

O risco de acidentes com redes de pesca nunca foi tão grande, permaneça longe dos pilares, pois não há local seguro próximo à plataforma.

“Fico muito preocupado com esta situação, pois estou aqui desde cedo depois de ser informado pelo site Ondasdosul, retirando tudo que foi possível com a ajuda dos funcionários da plataforma de pesca de Tramandaí, e mesmo assim ainda não conseguimos resolver o problema. Peço que ninguém surfe junto ao pier de Tramandaí neste final de semana e continuarei a monitorar as autoridades até que toda a rede seja removida”, disse João Dávila.

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