Mireia Martinez

Regida pelos mares

Neste novo vídeo, tento expressar outra das minhas reflexões e experiências. No anterior, falei um pouco de quem eu era e o que viajar significava para mim. Neste, venho falar de uma necessidade que surgiu pela primeira vez na minha vida pela falta de ondas.

Moro em Portugal há 10 anos e sou apaixonada pelas suas ondas e praias. Mas a vida às vezes nos coloca em situações em que temos de ser “adultos” e, com isso, nos afastam um pouco do surfe. Mas é justamente neste momento que sentimos que não é possível passar nem uma única semana sem surfar, que alguma coisa faz falta!

Parece que falta o ar, é como se não pudesse respirar. Começa uma grande angústia e ansiedade, e você não percebe o que está acontecendo até parar e perceber que está sofrendo de uma grande dependência e que sua vida gira em torno do surfe e não quer mais nada além de surfar, e não vai permitir que nada te afaste da sua felicidade. É neste momento que compra – desesperado – uma passagem de avião e a única coisa que te importa é a previsão das ondas.

Neste vídeo, tento mostrar a necessidade e dependência desse estilo de vida, agora esporte. Uma necessidade incompreendida que surge pela falta de ondas, gerando um estresse e uma ansiedade que muda a sua vida e faz com que ela gire em torno disso. Um sentimento que somente os surfistas têm, uma vida regida pelos mares. 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)