O surfe tem razões que a própria razão desconhece. É preciso brincar com uma velha máxima para ilustrar bem um dia de sonho vivido por mim numa praia do litoral sul de Pernambuco, neste mês de abril.
Na quarta-feira, 12, os gráficos já apontavam uma elevação considerável na ondulação. Expectativa geral. Na manhã seguinte, ao chegar na praia, a frustração. Com ventos fortes, a formação estava prejudicada. Era o fim.
Até que, após ficar por ali mais algum tempo, do nada, a corrente de ar virou. Passou a ser um terral fraquinho. O que se viu a seguir foi uma das melhores sessões de surfe da temporada, até aqui.
Tubos e mais tubos fizeram a minha alegria, e a de outras poucas cabeças presentes na água. Não seria exagero contar mais de duas dezenas de vezes que fiquei entocado em condições balinesas. Pode acreditar.
O resto não posso falar. Mas, certamente, vou bater o ponto no mesmo “batlocal” para usufruir de mais uma bela manha de sonho, em Porto de Galinhas. E o inverno nem começou.