2 em 1

Prancha de viagem

 

Seu browser não suporta a exibição de vídeo.

Shaper Ruclécio Lucena cria prancha inovadora em Pernambuco

 

O shaper pernambucano Ruclécio Lucena criou um novo modelo de prancha para reduzir a bagagem dos surfistas e evitar uma maior despesa com taxas de prancha.

 

Trata-se da “Transformer”, equipamento que conta com rabeta e quilhas removíveis. Segundo Ruclécio, a mudança faz com que prancha tenha diferentes tamanhos.

 

A idéia foi criada em junho deste ano, quando o shaper ficou indignado ao pagar a taxa de US$ 75 por prancha numa viagem ao Peru.

 

A pedido da redação do site Waves, o conceituado shaper carioca Joca Secco deu seu parecer sobre a prancha. “Não chega a ser uma invenção, pois acho que hoje em dia não existe mais isso, toda idéia vem de outras. De qualquer forma tem seus méritos e essa prancha pode ser feita, mas com um intervalo pequeno, ou seja, fazer uma 6″ e usar no máximo uma 6’3″. Não é o ideal, pois as proporções são outras, mas para quebar um galho pode ser usada, nunca esquecendo que o maior problema seria o peso da prancha, principalmente na parte da rabeta”, afirma Joca.

 

“O que também já foi feito e é muito legal seria uma prancha dobrável, mas também vai esbarrar no mesmo problema, tanto que já tivemos até bicicleta assim e não deu muito certo, e no caso da bicicleta o peso não é tão importante quanto na prancha de surf”, acredita Joca.

 

Confira no vídeo acima e depoimento abaixo mais detalhes sobre a nova aposta de Ruclécio Costa.

 

“Criada no dia 30 de junho de 2009, teve como razão inicial a taxa abusiva de embarque das pranchas pela companhia aérea TAM.

Sentia-me lesado e discriminado por ser surfistas, pois nossas bagagens não ultrapassavam o peso limite que as leis vigentes nos impõem.

Nós nos sentimos coagidos a assinar um termo ilegal no qual a citada empresa aérea não se responsabilizaria por todo e qualquer dano que porventura viesse a ocorrer com as nossas bagagens durante o percurso da nossa viagem.

Ainda no Peru, falei ao meu amigo Bruno Macedo: ‘Vou inventar uma prancha que se transforme em duas e com isso diminuir este absurdo’.

Todos que estavam na pousada estavam indignados com esta cobrança. Pensei em várias formas e todas levavam ao indesejado aumento substancial do peso na prancha por exigirem resistência.

 

Nesta fase pensei em dividi-las ao meio, o que exigiria mais resistência e, consequentemente, mais peso, pois o impacto de certas manobras faria com que a prancha partisse. Entre as quilhas, a inconveniência era a mesma.

A partir de então, encontrei uma forma de ter mais de uma prancha em uma única prancha funcional que me desse versatilidade durante as mudanças de tamanho e forma das marés.

 

Com o acréscimo de três polegadas, o encaixe ficaria no final da rabeta, evitando uma resistência desnecessária que aumentaria seu peso.

Quando se ganha tamanho, necessariamente muda-se a distância da quilha proporcionalmente em relação à distância da rabeta (seriam então necessários dois jogos de copinho para a mudança de distância das quilhas).

O wide point mudaria de acordo com a mudança de tamanho, então compensamos com o adianto nas pranchas maiores e “atraso” nas menores (1’’1/2) para cada, o que naturalmente já fazemos. Eu encontrei o que queria depois de quase dois meses de estudo.

Agora, eu não estava mais pensando em driblar o abuso da TAM como prioridade, e sim em tornar uma prancha versátil e funcional nas variações de marés.

Depois de testar e aprovar a referida prancha, pergunto-me a cada nova session: ‘Por que não inventei isto antes?’.

Por que ninguém no mundo não inventara algo tão simples e tão funcional? E se inventaram algo parecido, por que a mídia não deu ênfase a tal com uma matéria digna e à altura dos seus leitores, pois informação como essa, em minha opinião, é de uma importância incalculável e relevante em qualquer planejamento de viagens; haja vista o custo benefício, além de ser ecologicamente ideal (menos matéria-prima nociva à natureza).

Viagens com menor custo, maior agilidade de traslado e o mais importante: a versatilidade e o funcionamento com eficácia.

Faço “personal hand shaper” desde 1988, e descobri uma forma de viver bem, com qualidade de vida. Pratico o surf quase que diariamente.

Tenho uma vida simples por opção, e não pretendo fabricar mais prancha do que normalmente faço. Eu teria prazer em disponibilizar esta tecnologia sem ônus a todos os shapers que tenham interesse em testar a Transformer”.

 

Para obter mais informações, entre em contato com o shaper pelo e-mail [email protected].


Fonte SurfPE

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)