John John Florence

Performance histórica

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John John Florence leva o surfe a um novo nível com abordagem incrível em Margaret River, Austrália. Foto: © WSL / Dunbar.

 

O nível de surfe apresentado por John John Florence deixou muitos surfistas boquiabertos, inclusive algumas lendas do surfe mundial.

Depois do massacre do havaiano em Margaret River, o site da revista australiana Stab conversou com alguns nomes de peso do esporte, como Kelly Slater, Mick Fanning, Brad Gerlach, Jake Paterson e Travis Logie.

“O resto dos caras no tour são muito competitivos, todos eles estarão olhando como as quilhas de John foram ajustadas, como estão suas bordas, como a sua prancha é, analisando friamente a sua técnica”, diz Travie Logie, comissário do Tour.

“Os goofyfooters estarão assistindo a isso num espelho. Isso é o que eu faria se ainda estivesse no tour, tentando me convencer de que eu ainda tinha uma chance (risos)”, continuou o sul-africano.

 

Confira os depoimentos

Mick Fanning

“Vendo John John ontem, senti uma mudança no power surfing, ele foi insano. Foi épico. Todo mundo tem seu tamanho ideais – Filipe em 3 pés, Kelly em Cloudbreak – e eu acho que aquele tamanho que nós vimos ontem é perfeito para John”.

“Você o assiste no Havaí, surfando naquele tamanho em Pupukea, ou onde quer que seja. Ele está surfando aquele tamanho o tempo inteiro. Estava muito à vontade e tinha o equipamento perfeito para isso. Tudo combinou para ele. Ele é um surfista incrível, então quando tudo se encaixa para ele, bem… você verá um espetáculo, como nós vimos ontem”.

“Em relação à dificuldade de fazer manobras como aquelas, é preciso muita força no quadril. Mas aquela onda, em particular, é uma onda muito esquisita. Ela não é perfeita, você não vê todos os balanços dela. Então, foi sinistro ele ter força para dar todas aquelas rasgadas. Qualquer tipo de borda requer comprometimento – você precisa dessa força para atacar. Mas há sempre uma hora perfeita e um lugar perfeito onde tudo se encaixa, e tudo combinou para John John ontem. Ele achou que estava em Pupukea novamente”.

 

 

Brad Gerlach

“Esse foi o melhor surfe que eu vi em muito tempo. Talvez o melhor de todos. Isso me deixou amarradão, é o que ensinaria os meus alunos a fazer – ser solto, ter controle e ser radical em seu ataque, tudo sem prejudicar o seu próprio estilo. Eu não toco no estilo ou na posição dos braços, isso ficará bem se o teu corpo é harmonioso, como o de John John é”.  
 
“Adorei ele ter trazido Ross Williams para ser treinador. Isso mostra que ele está tendo inteligência. A voz da experiência pode ajudar a sua performance a atingir novos níveis. E John estava em um novo nível para mim”.

Jake Paterson

“Eu não vejo um desempenho tão dominante no surfe desde Kelly, no início de 2000, em J-Bay. John John estava em um nível totalmente diferente dos demais, parecia que todo mundo estava surfando Sunset e John estava se divertindo em Haleiwa ou algo assim”.

“A direita de Margaret é muito parecida com o quintal de John John no Havaí, chamada Rockpiles. Talvez seja por isso que ele destruiu todos que enfrentou. Cheque isso: a única que pessoa que ele não deixou em combinação no evento foi Michel Bourez nas quartas, mas ele ainda precisava de um 9.28”.

“É incrível se você perguntar a mim ou a qualquer outro no mundo do surfe. Já dê a ele outro título, eu não posso ver ninguém combinando o que vi nos dois primeiros eventos”.

 

 

Kelly Slater

“Foi incrível assistir a alguém tão em sintonia com todos os aspectos do surfe. A performance de John John foi uma que será falada para sempre porque abrangeu a essência do surfe”.

“Margaret River é uma onda difícil de ser lida e ter confiança, e ele de alguma forma desvendou o enigma perfeitamente. Eu diria que seria uma pena se ele não ganhasse o evento depois de uma apresentação como essa”.

“Posso assegurar que cada surfista no tour está questionando seu próprio talento ou abordagem depois de assistir a isso, e todos precisarão dar um passo adiante ou ao lado. John John não surfou para ganhar baterias, ele simplesmente surfou para expressar o que ele faz de melhor da sua própria maneira”.

Travis Logie

“As rasgadas de John John deram um salto gigantesco. É uma loucura, um ou dois anos atrás, ele sempre teve um bom cutback de frontside, mas você provavelmente nunca o colocaria na categoria dos grandes caras. Mas agora ele é o cara e tem o melhor cutback do tour, e ele provou isso na água”.

“É muito louco o que ele está fazendo com tanta velocidade e em condições selvagens. Havia muito volume de água lá fora, e eu sei, pela minha experiência surfando lá, que é muito difícil executar até mesmo uma manobra padrão naquelas condições. O que ele está fazendo, e a velocidade que está atingindo, é algo fenomenal”.

“Eu não acho que isso seja tanta técnica, e sim mais confiança em sua borda agora. Talvez seja algo que está trabalhando com Pyzel, mas ele parece ser capaz de fazer uma cavada mais rasa e manter a velocidade, o que o ajuda a subir e manter a velocidade em seus ataques ao topo”.

“Estou empolgado para ver como todos vão responder em Bells. Esse é outro pico onde você pode usar bem a borda se tiver algumas ondas decentes. Alguns caras podem aprender a tempo o que John John está fazendo, mas muito disso depende do tipo de equipamento que eles têm, o que pode ser a única limitação. Esses caras fizeram carves similares antes, vamos ser sinceros, mas John é o primeiro cara que foi lá e fez isso literalmente em cada onda que pegou, sem errar o pé por uma semana”.

 

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