Ondas complicadas pela maré obrigaram a organização do Rip Curl Pro 2015, em Supertubos, Portugal, a colocar o evento em stand by até 11:45 horas (horário de Brasília).
Filipe Toledo e Brett Simpson já se garantiram nas semis. Se o evento recomeçar, teremos as duas últimas baterias das quartas, entre Jeremy Flores e Vasco Ribeiro e Gabriel Medina e Italo Ferreira travam um duelo brasileiro. Fiquem ligados.
O quinto dia da etapa em Peniche começou com vitória do português Vasco Ribeiro. Incentivado pela torcida, o convidado despachou o taitiano Michel Bourez numa disputa acirrada que terminou com o placar de 10.43 a 9.77 pontos.
Em seguida, também sem notas expressivas, Gabriel Medina precisou de apenas 3.93 e 5.33 para eliminar o havaiano Keanu Asing, autor de 2.83 e 2.47. Keanu teve um ótima chance logo na primeira onda, quando passou rapidamente por um tubo e caiu ao tentar acertar uma junção pesada. A partir daí, as fechadeiras tomaram conta do confronto.
Medina teve muita dificuldade para mostrar o que sabe e só conseguiu a sua melhor nota nos minutos finais, quando encontrou uma esquerda mais manobrável e descolou 5.33. “Está muito difícil lá fora. Eu não estava procurando por direitas ou esquerdas, só remava e tentava encontrar alguma coisa, porque está muito complicado. Está difícil encontrar boas ondas e também ficar no pico certo devido à corrente. Porém, estou feliz por avançar”, falou o campeão mundial.
“Eu sabia que eles iriam colocar as baterias na água hoje porque esse swell não parece bom, está difícil encontrar o dia certo. Na verdade eu estava preparado todas as manhãs, trabalhando para estar pronto para o campeonato”, continuou Medina, que falou também sobre a batalha contra Italo Ferreira nas quartas. “Eu sabia que iria encontrá-lo nas quartas (risos). Quero ir lá e tentar encontrar as boas. Está muito difícil, mas espero encontrar as ondas e fazer uma boa bateria”, resumiu Medina.
Na abertura das quartas-de-final, Filipe Toledo não deu mole ao australiano Joel Parkinson e achou um tubo avaliado em 7.50 logo na primeira onda para ficar em situação mais confortável.
Joel respondeu com 5.00 pontos e tentou impedir a classificação do brasileiro, mas se deu mal, apesar de Filipinho terminar o duelo com apenas 2.87 na segunda melhor nota.
“Estava muito confiante, me sentindo bem, e quando Renato (Hickel) – tour manager da WSL – veio me perguntar se queria competir eu falei vamos lá. Está muito mexido lá fora, ventando, a maré enchendo agora. Está louco, mas há alguns tubos, há algumas ondas boas, mas está difícil encontrá-las”, disse Filipe.
Questionado por Peter Mel se queria que a prova continuasse, o brasileiro não hesitou. “Sim! “Quero que continue, vamos finalizar (risos)”, falou o brasileiro.
A prova foi paralisada logo depois do segundo duelo das quartas, vencido pelo californiano Brett Simpson. Na corda bamba no Tour, Simpson teve muito trabalho nas difíceis condições do mar e frustrou a torcida portuguesa ao bater o convidado Frederico Morais com notas 6.17 e 4.37, contra 4.93 e 5.53.
Quartas-de-final
3 Jeremy Flores (FRA) x Vasco Ribeiro (POR)
4 Italo Ferreira (BRA) x Gabriel Medina (BRA)
Semifinal
1 Filipe Toledo (BRA) x Brett Simpson (EUA)