Foram nove dias de muito surf a bordo do barco Aileoita 2, nas ondas de Mentawai, Indonésia. Para boa parte da galera, foi a primeira viagem para o arquipélago.
João Negrine, local de Bombinhas (SC), aproveitou ao máximo as ondas perfeitas de Mentawai.
Outro amigo, Conrado Araujo, que atualmente mora na Austrália, pegou os tubos de sua vida. Já a bodyboarder Gabriela GMS, de Florianópolis (SC), representou muito bem o time feminino.
Eu também me diverti muito, principalmente em Macarronis, umas das minhas ondas favoritas.
Tubos e muitos sorrisos ainda são fáceis de conseguir nas Mentawai. Mas, o crowd de surfistas não para de aumentar em toda a Indonésia. O número de brasileiros também surpreende.
Durante nossas viagens a bordo do Aileoita 2, encontramos cerca de 10 outros barcos, oito deles lotados de brasileiros.
Não podemos generalizar, mas alguns brasileiros denigrem a imagem da maioria.
Ficamos com fama de baderneiros, de pessoas que não respeitam os outros surfistas, de que rabeamos todo mundo e, ainda por cima, ainda chamam para a briga se achando os donos da razão.
Mas que razão? Difícil saber quem tem razão. Quem estava esperando mais tempo? Quem estava melhor posicionado? Todos estão certos dentro da sua própria razão.
Será que vale a pena tanto stress no surf? Será que ainda é possível ver um surfista vibrar de alegria em ver outros surfistas pegarem as melhores ondas? Será que as ondas valem mais do que as pessoas? Precisamos rever nossos valores.



























