Eleições

O voto e o caldo

Bruce Irons em Pipeline: o caldo faz parte do surf e da vida. Foto: ASP World Tour / Ellis.

Uma das poucas vantagens da democracia é a oportunidade da sociedade se organizar e escolher seus representantes. Infelizmente, esse hábito não é bem difundido em nossa cultura, por isso muita gente não vê o menor sentido em escolher um candidato.

 

De fato, para quem não participa da sociedade através de grupos, entidades ou organizações, fica estranho escolher um representante agora, pois falta o elo com o cotidiano.

 

Em vários países pelo mundo, como no Brasil já ocorreu, as pessoas lutaram para ter essa oportunidade, mas hoje o povo desdenha argumentando que política é coisa de ladrão.

 

Em muitos casos é mesmo, mas isso só vai mudar quando as pessoas que se dizem honestas e competentes resolverem colocar a honestidade e a competência à prova. Quando se propuserem a fazer melhor do que aqueles a quem criticam.

 

É como um clube ou condomínio: não adianta reclamar do síndico ou diretores. É preciso assumir a responsabilidade para fazer melhor ou, no mínimo, colaborar com os que se propõem. Não basta pagar impostos. Na democracia o sucesso exige participação.

 

Felizmente para alguns, mas infelizmente para a sociedade, é fácil e cômodo se mostrar honesto dizendo que política é coisa de ladrão. Difícil é amadurecer e assumir que boa parte dos problemas sociais tem raiz nessa omissão mal disfarçada de virtude.

 

Porém, nunca é tarde para aprender a remar nesse mar e dar sua contribuição para os rumos da sociedade. Não só agora nas eleições, mas no dia a dia, para que se estabeleça o elo entre a sua decisão e o futuro do local onde vive.

 

Se você já escolheu seus candidatos, peça o voto da sua família e amigos para eles. Se não escolheu, tente descobrir as melhores opções, posicione-se e faça o drop! Há boas chances de tomar um caldo, mas se persistir, com o tempo vai pegar o jeito e o resultado será cada vez melhor.

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