Um destino pouco explorado com uma infinidade de ondas ainda desconhecidas. Se o lugar fosse feio, com águas sujas até poderia entender, mas as Ilhas Maurícius são um paraíso.
Depois de muita pesquisa tentando descobrir um pouco mais sobre este destino antes de embarcar, não consegui muita informação sobre as ondas. Como todo lugar alguns picos são conhecidos como a famosa Tamarin Bay, esquerda longa e perfeita e o único lugar que vi outros surfistas durante a viagem.
Ao chegar avistei do avião as bancadas que tanto tinha olhado pelo Google Earth. O mar estava flat, mas para minha sorte, uma ondulação de Sul se aproximava da ilha.
Comecei junto com meu irmão Luiz Krassuski a buscar pelas ondas. Com o carro checamos uma infinidade de picos, alguns indicados por locais que encontrava pelo caminho. Passamos pelas ondas de One Eye, Tamarin, Maconde, Ilot Sancho e outras dezenas que ficamos sem saber o nome.
Muitas são de difícil acesso e quebram em bancadas longe da praia, acessíveis somente com um barco, distantes até para serem fotografadas.
Como pegamos uma ondulação de Sul, os picos de Ilot Sancho e One Eye estavam perfeitos. Decidimos cair em Ilot Sancho por ter um acesso mais fácil à bancada e estar com uma formação excelente. Surfamos sozinhos em um mar perfeito até não aguentar mais.
A onda quebra para os dois lados, com uma esquerda tubular sobre uma bancada rasa e afiada e uma direita muito manobrável e longa. As fotos mostram bem a qualidade do pico.
Conseguimos surfar na ilha por 2 dias até que partimos para Seyshelles, outro paraíso ainda pouco conhecido por brasileiros.
















