Kepa Acero e Natxo Gonzalez

Namíbia clássica e radical

Era 4:30 da manhã, nós estávamos em nosso caminho para o pico. A primeira luz da manhã ainda estava se mostrando e o mar parecia forte.

Dirigimos ao longo da costa a toda a velocidade, cheios de emoção. Quando chegamos ao redor da curva no litoral, vimos uma onda abrandar no nevoeiro. Finalmente pudemos ver o que tinha, desde então, sido um sonho de longa data. Seguimos a linha costeira de 100 metros, 200 metros, 500 metros. A onda parecia tão perfeita e estática e, ao mesmo tempo, tubos giravam apertados. 

A baía se tornou um templo sagrado de tubos sem fim. Eu nunca tinha visto nada parecido. Se alguma vez houve uma razão para acreditar em um poder superior, este foi o lugar para encontrá-lo.

Depois de dez horas de tubos e puro êxtase, já tinhamos surfado as melhores ondas de nossas vidas e nos sentíamos os homens mais felizes do mundo.

O swell estava abaixando. Aquele dia é “o dia”, mas em nossas memórias, jamais seremos capazes de esquecer.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)