Rip Curl Pro

Mineiro aposta em Portugal

Há mais de uma semana em Portugal, Adriano de Souza treina no pico de Belgas. Foto: Alexandre Versiani.

Sexto colocado no ranking mundial, o brasileiro Adriano de Souza é uma das esperanças brasileiras no Rip Curl Pro Portugal, nona etapa do World Tour 2011 que começa neste sábado.

 

Há uma semana em Peniche, Mineiro já treinou bastante em Supertubos e na última sexta-feira esteve em Belgas, palco alternativo do evento, que proporcionava melhores condições.

 

A reportagem do Waves esteve lá e bateu um papo exclusivo com o número 1 do surf brasileiro, que fala sobre a expectativa para o evento, a vitória de Gabriel Medina e as derrotas para brasileiros nas últimas etapas do tour.

 

Qual a sua expectativa para o evento?

 

São boas, claro, como a de todos os competidores. Estou aqui em Peniche há mais de uma semana. Quando perdi na França vim direto para cá porque esse campeonato é alucinante e eu preciso focar, estar dentro do evento.

 

Já treinou em Supertubos?

 

Umas quatro ou cinco vezes. O fundo está muito bom, inacreditável, devemos ter 3 metros de ondas perfeitas. Ainda vamos ter o Bruninho (Bruno Santos), que na minha opinião vai ser um dos caras para ir longe neste campeonato. A vitória do Medina na França deu mais motivação para o time brasileiro.

 

O que você acha do momento que vive o surf brasileiro?

 

Estou muito feliz pelo time que a gente tem hoje. Nesta perna européia estou viajando sozinho, sem a companhia do Jadson. Mas acompanho o desempenho de todo mundo e fico feliz pela vitória do Gabriel. Foi incontestável, perfeita, feita com muita dedicação. Mas quero destacar todos heróis que estão aí na batalha, como é o caso do Jadson, Miguel, Raoni e de todos brasileiros.

 

Depois de sua vitória na terceira etapa da Barra da Tijuca você acabou eliminado por brasileiros até perder para Dane Reynolds na França. Muda alguma coisa competir contra atletas do nosso país?

 

Acho que não existe nada disso. A real é que eles surfam bem pra caramba e isso é uma das coisas que me faz treinar cada vez mais. Ali naqueles 30 minutos de bateria eles acabam melhores do que eu, não posso fazer nada. É competição. Eu tenho que baixar a cabeça e seguir adiante.

 

 

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