É bem verdade que Gabriel Medina e Neymar têm muito em comum. Os dois são jovens e com um talento bem acima da média naquilo que fazem.
Conquistaram fãs, admiradores e até o mesmo patrocinador. Mas, não se engane, as comparações terminam por aí.
Afirmar que o surfista de São Sebastião é o Neymar das ondas é, no mínimo, um equívoco.
Quantas vezes Gabriel estampou a capa de uma revista mostrando o seu novo penteado?
Quantos portais fizeram a cobertura da sua festa de aniversário?
E as dancinhas que ele faz quando comemora uma boa onda, alguém lembra?
É, meus caros, eis a diferença. Quando Medina entra em campo, ele não se preocupa em deixar a gola do seu long john levantada.
Nem dá a mínima se o lip da onda bagunçar suas madeixas. Não mesmo. O que importa é o que ele faz com a bola no pé. No caso, sua prancha.
Ter estrela é diferente de estrelismo. Aliás, o brilho da segunda pode ofuscar a primeira.
Medina é muito mais. Medina é Chico Science. É Orlando Villas-Bôas. É Tarsilia. Neymar? Não, Niemeyer talvez.
Segue o jogo.
Samuel Normando é redator publicitário e frequentador assíduo do Waves