Com um aéreo rodando sensacional para a esquerda, o paulista Gabriel Medina arrancou a maior nota do O’Neill Coldwater Classic até o momento em Santa Cruz, Califórnia (EUA).
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Nesta quinta-feira, ele foi o único brasileiro que passou pela primeira fase da prova, válida como nona e penúltima etapa do WCT.
Enquanto todos os atletas optavam pelas direitas de Steamer Lane, o brazuca investiu em uma esquerda e se deu bem. Descolou 9.43 e ficou em ótima situação no duelo com os australianos Bede Durbidge e Adam Melling.
Para colocar pressão nos adversários, Medina ampliou vantagem com 7.10 em uma direita atacada com uma potente rasgada e uma boa batida.
O único que ameaçou sua liderança foi Bede. Ele obteve 6.67 e arrepiou uma direita nos minutos finais para somar 8.10, mas não conseguiu impedir a bela vitória brasileira em Steamer Lane.
A pausa no campeonato ao término da terceira bateria, devido à inconsistência das ondas, foi fundamental para que Raoni Monteiro chegasse a tempo de disputar a primeira fase.
Ele teve seu voo atrasado em Dallas e chegou ao palanque uma bateria antes da sua estreia. Raoni lutou contra o cansaço e nem teve tempo para adaptar-se às geladas ondas de Steamer Lane.
Apesar do esforço, suas notas 6.33 e 5.07 não foram suficientes para barrar o taitiano Michel Bourez, autor de 6.50 e 8.20 na vitória sobre Josh Kerr e Raoni.
Outro que se deu mal depois da vitória de Medina foi Miguel Pupo. Ele enfrentou os mesmos adversários da primeira fase em Trestles e o resultado se repetiu.
O australiano Yadin Nicol garantiu a primeira posição, deixando para trás o compatriota Owen Wright e Miguel Pupo.
Nos primeiros confrontos do dia, antes de a direção de prova paralisar a competição, quatro brasileiros já haviam caído para a repescagem – Adriano de Souza, Alejo Muniz, Jadson André e Heitor Alves.
No primeiro duelo do dia, Alejo Muniz e o australiano Julian Wilson levaram a pior na batalha contra o experiente californiano Taylor Knox.
Sempre com muita fluidez, Knox desenhou sua linha nas direitas de Steamer Lane para arrancar 6.67 e 6.13 dos juízes.
Julian ficou precisando de 6.80 para virar, enquanto Alejo saiu da água necessitando de 6.28.
Na segunda bateria, o aussie Kai Otton fez uma boa apresentação de backside e mandou dois brasileiros à repescagem.
Top 5 do WCT, Adriano de Souza terminou em segundo, seguido por Jadson André. A dupla brasileira arriscou alguns aéreos na bateria, mas não foi feliz nas conclusões.
O melhor brasileiro nas primeiras baterias do dia foi o cearense Heitor Alves. Ele viu o californiano Patrick Gudauskas abrir boa vantagem no placar com 5.83 e 7.33, e diminuiu a diferença com 4.63 em um aéreo rodando de back.
Precisando de 8.53 para virar, Heitor tentou a vitória em uma boa direita atacada com batidas e rasgadas, finalizando com um aéreo na junção. Apenas um juiz deu a virada ao brasileiro (9.00) e a média ficou em 8.33, dois décimos a menos do que ele precisava.
Candidato ao título mundial, John John Florence se deu mal neste confronto e amargou o terceiro lugar. Dos 5 atletas que ainda disputam a taça, apenas Joel Parkinson foi feliz na estreia.
Ele detonou as direitas de Steamer Lane e arrancou 7.83 e 9.00 no duelo com os norte-americanos Damien Hobgood e Jason Ratboy Collins, local convidado pela direção de prova.
Assim como John John e Adriano, Mick Fanning e Kelly Slater foram parar na repescagem. Mick levou a pior no duelo com o havaiano Dusty Payne, enquanto Slater caiu diante do local Nat Young, vencedor da triagem.