ISA Masters

Magnum quer o bi

Motivado por histórico vencedor nas ondas de Montañita, Magnum Martinez busca o bi do ISA Masters. Foto: Tweddle / ISA.

Atual campeão da categoria Master (acima de 35 anos) da International Surfing Association (ISA), o venezuelano Magnum Martinez fez uma belíssima apresentação nesta segunda-feira e segue firme na batalha pelo bicampeonato mundial.

 

Totalmente à vontade nas boas direitas de Montañita, Equador, Magnum não deu mole ao havaiano Sunny Garcia e venceu a disputa com notas 7.67 e 6.50, contra 6.10 e 7.67 do havaiano.

 

Pior para o brasileiro Rogério Dantas e o porto-riquenho Nortberto Pena, que caíram para a repescagem.

 

Ao término da bateria, Magnum concedeu uma entrevista ao Waves e lembrou seu histórico nas ondas de Montañita. “Já vim aqui muitas vezes, desde quando tinha 20 anos. Já ganhei uma competição aqui, em 1993, quando vim pela primeira vez. Fiquei 11 anos sem vir aqui e voltei em 2004, quando venci outra vez. Ganhei também em 2006 e agora tenho vindo todos os anos. É um lugar muito especial para mim”, diz o venezuelano.

 

Em 2012, ele venceu o ISA masters em Playa Colorado, Nicarágua, batendo na final o brasileiro Armando Daltro (4o) e os havaianos Sunny Garcia (2o) e Kaipo Jacquias.

 

Agora, Magnum tem um novo desafio e sabe das dificuldades que encontrará no caminho ao pódio. “O nível da competição está muito forte, tem muita gente surfando bem. No ano passado também estava forte, mas agora as ondas são diferentes. O surf aqui tem mais performance, proporciona mais manobras, apesar de não ter tubos, como na Nicarágua”, comenta o atleta.

 

Segundo o venezuelano, houve muito respeito no duelo contra Sunny Garcia, Rogério Dantas e Nortberto Pena. “Foi uma bateria muito interessante. Nós nos respeitamos bastante, esperamos a vez de cada um. É muito especial isso, surfar tranquilo, esperar sua vez, pegar sua onda”, revela.

 

A briga pelo título coletivo também foi comentada pelo atual campeão mundial Master: “Esperamos fazer o melhor possível, mas está muito difícil. Temos equipes como o Brasil, Hawaii, África do Sul, Austrália, mas vamos fazer nossa parte e ir em busca do pódio”, finaliza o venezuelano.

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