Wellington Gringo

Aventuras latinas

Depois de receber uma ligação do californiano Greg Domingo, amigo e team manager do atleta, o freesurfer Wellington Gringo foi convidado para passar um mês nos picos da Costa Rica.

Gringo não perdeu tempo. Reuniu pranchas, equipamentos e saiu a caminho de uma viagem que jamais imaginou o que teria pela frente.

Chegando ao aeroporto da Costa Rica, passou horas esperando seu amigo e percebeu que algo errado acontecia. Foi aí que pegou o telefone, ligou para saber o que se passava e teve a notícia que os planos haviam mudado. A viagem de Greg havia sido cancelada e a história mudou.

Era a sexta vez de Gringo na Costa Rica e ele conhecia alguns locais que deram toda a assistência necessária, levando o freesurfer para Playa Hermosa, uma das praias mais conhecidas do país. “Além de oferecer tubos, é perfeita para o que eu mais gosto de fazer, que é voar”, revela Gringo.

Durante sete meses, o atleta surfou de Norte a Sul na Costa Rica, caindo em lugares como Pavones, Roca Bruja e Playa Negra, e desfrutando do estilo de vida chamado pelos costa-riquenhos de “pura vida”.

Em seguida, Gringo partiu para El Salvador, lugar que ainda não conhecia, e ficou hospedado em El Tunco, point ideal para as manobras futurísticas, segundo o atleta.

Dois meses depois, foi a vez de embarcar para o México, outro lugar nunca visitado por Gringo. Assim que chegou, teve uma visão de sonho ao encontrar Puerto Escondido quebrando perfeito. “Não perdi tempo e fui logo para a água realizar o meu sonho de entubar nas ondas do México”, diz o freesurfer.

Segundo ele, as ondas mexicanas são pesadas e a prancha grande dificulta as curvas, pois deixa o drive mais lento. “Porém, quando se acostuma, a coisa fica séria e o surf fica cada dia melhor”, continua Gringo.

Foram dois meses em Puerto até retornar ao Brasil e fazer um pit-stop de três dias para pegar as roupas de borracha, renovar o quíver e partir em direção ao último destino, o norte peruano, finalizando uma viagem com duração de um ano.

“Tomei um choque ao encontrar a água fria depois de um longo tempo surfando em água quente”, conta Gringo, que pegou boas ondas em lugares como Lobitos, Piscinas e Los Muelles. Como estava em sua décima passagem por Lobitos, o freesurfer sabia o lugar certo para aproveitar cada swell.

O talento da sua esposa Paula Costa na arte de fotografar ajudou bastante. “Ela captava momentos irados nas sessões diárias e assim pude evoluir o meu surf depois de observar as imagens e perceber os meus erros”, explica Wellington Gringo.

Para o freesurfer, a mudança de planos na viagem de um mês para um ano tem um grande significado. “Isso mostra que, muitas vezes, uma viagem que pensamos ser dos sonhos pode ficar ainda mais melhor, pois o surf é um estilo de vida incrível e quem tem oportunidade não pode deixar passar e manter a trip até quando puder. Estou feliz por ter conhecido novos lugares e passar por muitos que já conhecia, rever e fazer novos amigos, captar imagens e evoluir tanto o meu surf como a vida pessoal. É isso que o surf proporciona: bem estar e alegria”, finaliza Gringo.

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