O bodyboarder profissional Juninho, de São Conrado (RJ), esteve no México em sua primeira surf trip internacional.
Confira abaixo seu relato sobre a barca recheada de tubos nas potentes ondas de Puerto Escondido.
O desejo de realizar uma viagem internacional já povoava meus pensamentos havia algum tempo.
No entano, além de não conseguir viabilizar este sonho nos tempos de atleta profissional, quando estava efetivamente no rip das competições, treinando diariamente, o fato de ter optado pela suspensão na carreira de bodyboarder e ter passado a me dedicar à faculdade de direito tornou o objetivo ainda um pouco mais distante, mas não esquecido.
Atualmente, passada a fase dos estudos, volto a incluir o bodyboarding na minha rotina, conciliando-o com a vida jurídica, é claro!
Até que em abril deste ano me veio a certeza de que seria o momento propicio para a concretização da tão esperada viagem.
Depois de consultar sites, revistas, ver alguns filmes e vislumbrar o surfe em algumas ondas do planeta, Puerto Escondido foi o lugar escolhido para o batismo internacional, e pelo jeito parece que acertei na mosca, ou melhor, no paraíso.
Pisei pela primeira vez em solo mexicano no último dia 18 de julho. No dia seguinte, logo pela manhã juntamente com Rodrigo Monteiro fui conhecer um pouco da capital do país e maior cidade urbana do mundo, a Cidade do México.
Depois de uma rápida passagem pelo museu nacional de antropologia, onde tivemos a oportunidade de conhecer um pouco da história do país e seus primeiros habitantes passando por Teotihuacan, Aztecas e Mayas, chegava a hora de voar para onde realmente interessava, a cidade de Puerto Escondido.
Chegamos por volta das 16 horas e advinha qual foi a primeira providência a ser tomada? Pegar a prancha e cair no mar esmeralda de zicatela.
O primeiro contato com o pacífico não poderia ser melhor, já dava pra sentir o magnetismo do lugar que classifico simplesmente como mágico. Tamanho encantamento só podia ser coroado com boas ondas. O mar ainda com tamanho em torno de 1 metro já mostrava sua força e perfeição.
Nos dias seguintes, já adaptado as condições, foi só diversão. Acordava às 6 da manhã feliz como nunca e me deparava com aquele terral que desenhava as ondas com perfeição.
Tubos e mais tubos quebravam para alegria dos privilegiados presentes, a sensação é indescritível, só presenciando aquele espetáculo da natureza para saber.
A experiência em Puerto foi positiva em diversos aspectos. Prrimeiro pela conquista em si. O simples fato de conhecer uma onda fora do Brasil, hablar un poquito de espanhol (percebi que o meu é horrível), conhecer um povo acolhedor como o mexicano, representado na pessoa do próprio Vandieli e família, um “mexbrasileiro” que nos acolheu com a maior hospitalidade possível em sua pousada e o melhor de tudo, que foi voltar a sentir a adrenalina correr nas veias.
Pude testar os limites do corpo e da mente, além de pegar ondas grandes e perfeitas ao lado dos amigos, o que é mais importante.
Aproveito para mandar um abraço pra galera brazuca que encontrei e conheci durante a temporada em Puerto: Gustavo, o Exausto (parceiro de longa data), Camarão (batalhador incansável no quesito foto filmagem), Pedro Tojal (aquatic man), Felipe Cesarano, o Gordo (big rider nato sempre puxando o limite), Jerônimo Vargas (humildade em pessoa), Diogo D’Orey (positive vibration), Guiga (parceiro do cantão) e a galera de São Paulo, Teacher (ídolo), Sidinho, Jessé e Thiaguinho (new generation de atitude).
É isso! Gracias!
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