J-Bay Open

Dia de folga

980x582

Adriano de Souza defende a liderança do ranking mundial. Foto: © WSL / Kirstin

 

As ondas inconsistentes em Jeffreys Bay, África do Sul, forçaram o adiamento da abertura do J-Bay Open 2015, sexta parada do Championship Tour.

A próxima chamada acontece às 7:30 horas desta quinta-feira, 2h30 da madrugada pelo fuso horário de Brasília.

“Há algumas pequenas ondas hoje que restaram de um swell de leste que tivemos, mas o mar diminuiu muito e o vento sopra muito forte esta manhã”, explicou Kieren Perrow, comissário da WSL. “Estaremos de volta amanhã de manhã, mas temos alguns dias difíceis pela frente, pois os ventos não parecem favoráveis” .

Uma mistura de swells com direções variadas e períodos altos irá prevalecer durante os primeiros dias do período de espera. O vento começou favorável, mas deve virar para maral na quinta-feira. Uma ondulação média de sudoeste está prevista para funcionar entre o fim de semana e o início da semana seguinte, com um vento mais favorável.

Os cinco surfistas que vão brigar pela “lycra amarela” de número 1 do Jeep Leaderboard do Mineirinho, estão escalados nas primeiras baterias do J-Bay Open. Taj Burrow abre o campeonato com dois surfistas que voltam de contusões, o taitiano Michel Bourez e o norte-americano Brett Simpson. Julian Wilson entra na disputa seguinte com dois brasileiros, o paulista Miguel Pupo e o catarinense Alejo Muniz, que assumiu a liderança no ranking do WSL Qualifying Series com a vitória no último domingo no QS 10000 Ballito Pro, também na África do Sul. Com o título, Alejo já confirmou o seu retorno a elite dos top-34 da World Surf League para o ano que vem.

Na terceira bateria, Owen Wright, que faturou o título na final australiana com Julian Wilson na etapa passada, em Fiji, compete com seu compatriota Kai Otton e o norte-americano C. J. Hobgood. Na quarta, o paulista Filipe Toledo estreia também com um australiano e um americano, Adam Melling e Dane Reynolds, respectivamente. E na quinta, o defensor do título do J-Bay Open, Mick Fanning, enfrenta o igualmente australiano Matt Banting e Tomas Hermes, o outro brasileiro que entrou nas vagas dos contundidos John John Florence, do Havaí, e Jeremy Flores, da França.

Depois de ver os seus cinco desafiantes ao posto de número 1 do Jeep Leaderboard competirem nas direitas de Supertubes, em Jeffreys Bay, Adriano de Souza começa a defender a “lycra” amarela pela terceira etapa consecutiva, contra o norte-americano Kolohe Andino e o convidado sul-africano desta etapa, Slade Prestwich. E mais quatro integrantes da “seleção brasileira” do WCT se apresentam nas últimas baterias da primeira fase.

O paulista Wiggolly Dantas está na nona com o norte-americano Nat Young e o australiano Adrian Buchan. No confronto seguinte, os potiguares Italo Ferreira e Jadson André estreiam juntos com o havaiano Fredrick Patacchia. E o atual campeão mundial, Gabriel Medina, que ocupa uma incômoda vigésima posição no ranking e ainda busca um bom resultado esse ano, entra na 12.a e última bateria com o vice-campeão do J-Bay Open em 2014, Joel Parkinson, da Austrália, e o havaiano Keanu Asing. Esta primeira rodada não é eliminatória, com os vencedores passando direto para a terceira fase e os perdedores tendo uma segunda chance de classificação na repescagem.

Primeira fase

1 Taj Burrow (AUS), Michel Bourez (PYF), Brett Simpson (USA)
2 Julian Wilson (AUS), Miguel Pupo (BRA), Alejo Muniz (BRA)
3 Owen Wright (AUS), Kai Otton (AUS), CJ Hobgood (USA)
4 Filipe Toledo (BRA), Adam Melling (AUS), Dane Reynolds (USA)
5 Mick Fanning (AUS), Matt Banting (AUS), Tomas Hermes (BRA)
6 Adriano de Souza (BRA), Kolohe Andino (USA), Slade Prestwich (ZAF)
7 Josh Kerr (AUS), Sebastian Zietz (HAW), Dusty Payne (HAW)
8 Kelly Slater (USA), Matt Wilkinson (AUS), Glenn Hall (IRL)
9 Nat Young (USA), Wiggolly Dantas (BRA), Adrian Buchan (AUS)
10 Italo Ferreira (BRA), Jadson André (BRA), Freddy Patacchia (HAW)
11 Bede Durbidge (AUS), Jordy Smith (ZAF), Ricardo Christie (NZL)
12 Gabriel Medina (BRA), Joel Parkinson (AUS), Keanu Asing (HAW)

Colaborou João Carvalho

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)