notícia

Jean embala na Cacimba

Os semifinalistas do Hang Loose Pro Contest 2012 foram definidos na tarde da sexta-feira nos tubos da Cacimba do Padre. Classificaram-se para a próxima rodada o paulista Miguel Pupo, os catarinenses Ricardo dos Santos e Jean da Silva, além do porto-riquenho Brian Toth.

A melhor performance ficou por conta de Jean da Silva, que atropelou os adversarios e somou 19,47 pontos nas oitavas e na última bateria do dia derrotou Gabriel Medina, seguindo na briga pelo bicampeonato (venceu em 2006). “Foi um dia abençoado para mim. Consegui pegar boas ondas para fazer boas notas e estou muito contente por tudo que aconteceu hoje para mim aqui”, diz o atleta.

Ele disputou três baterias na sexta-feira e, contra o australiano Mitchel Coleborn, surfou dois tubos fantásticos (9,87 e 9,60). “Estou surfando com confiança, fiquei no lugar certo no mar, escolhi as ondas certas, enfim, só procurei fazer o meu trabalho e deu tudo certo para mim. Agora é rumo ao bicampeonato. Já estou na semifinal, faltam mais duas baterias e se Deus quiser este feito será concretizado amanhã (sábado)”.

O porto-riquenho Brian Toth também conseguiu belos tubos para ganhar a repescagem contra o vice-campeão do ano passado, o australiano Dion Atkinson, bem como para derrotar o carioca Raoni Monteiro nas oitavas-de-final e um dos recordistas do dia, Joan Duru nas quartas-de-final.
Miguel Pupo passou pelo catarinense Willian Cardoso na primeira bateria das oitavas-de-final, depois pelo paulista Wiggolly Dantas na disputa pela primeira vaga.

“Eu fiquei muito nervoso nesta bateria (contra Wiggolly Dantas). Eu precisava de nota, o tempo foi passando, eu não conseguia pegar onda, mas no final deu tudo certo. Fiquei muito tempo esperando, sentado, foi difícil, fiquei nervoso, então acho que preciso melhorar isso para conseguir chegar à final”.

Já o catarinense Ricardo dos Santos continuou sua performance avassaladora em Fernando de Noronha. Mostrando uma sintonia impressionante com as ondas na Cacimba, derrotou dois norte-americanos.

A nota 9,33 da sua melhor onda nas oitavas garantiu a vitória apertada contra Chris Ward por 17,16 x 16,70 pontos. E contra o atual top da elite mundial, Damien Hobgood, o tubo foi bem mais longo e valeu nota 9,70 que confirmou a classificação para o seu melhor resultado da carreira em etapas do Circuito Mundial da ASP.

“Aparentemente está dando tudo certo para o meu lado. A conexão com o mar é fundamental. Então, vou pra semifinal como entrei em todas as baterias, sem muita estratégia, mas bem sintonizado com as ondas. Tentar ganhar surfando é a melhor coisa, mas se precisar marcar alguém eu sei usar um pouco da regra também”.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)