Quiksilver Pro France

Jadson inspirado

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Jadson André faz bonito na repescagem do Quiksilver Pro France, nona etapa do WCT. Foto: © ASP / Kirstin
 

O potiguar Jadson André arrepiou as ondas francesas neste sábado para derrotar o australiano Bede Durbidge na repescagem do Quiksilver Pro France, nona etapa do WCT 2014.

Em ondas de 1 metro e séries pouco maiores, Jadson somou notas 7.93 e 8.20 para bater Bede, autor de 7.77 e 8.13.

Elétrico, o potiguar surfou 12 ondas na bateria e deu-se ao de descartar 7.33 e 6.60, notas valiosas em muitas baterias neste sábado. Suas duas melhores ondas foram surfadas de backside nos últimos minutos da bateria. Primeiro ele acertou um aéreo rodando avaliado em 7.93. Em seguida, mandou várias pauladas para arrancar 8.20 dos juízes.

Ao todo, foram disputadas nove das 12 batalhas da repescagem. Na última bateria do dia, o catarinense Alejo Muniz levou uma virada do havaiano Freddy Patacchia nos instantes finais e deu adeus à competição.

Freddy buscava 5.64 e conseguiu 6.20, vencendo a disputa pelo placar de 14.03 a 13.60. Na onda seguinte, Alejo até trocou uma nota 6.47 por 6.60, mas não foi suficiente para mantê-lo na liderança.

Quem também está fora é Raoni Monteiro. O atleta de Saquarema lutou muito pela classificação e vendeu caro a derrota para o havaiano John John Florence, autor de 7.50 e 8.33, contra 6.00 e 7.97 do brazuca, que caiu ao decolar numa onda que certamente renderia uma nota expressiva ao atleta.

Candidatos ao título mundial, Kelly Slater e Mick Fanning não tiveram dificuldade para avançar à terceira fase. Slater passou pelo compatriota Dane Reynolds no primeiro duelo do dia (16.27 a 11.84), enquanto Fanning entrou na água logo em seguida e mandou 16.70 para eliminar o compatriota Matt Banting, autor de apenas 9.43.

Depois da bateria, Slater falou sobre o nervosismo para tentar tomar a liderança de Gabriel Medina na reta final do Tour. “Estou nervoso em toda bateria agora. A pressão está em mim para surfar e vencer eventos se eu quiser alcançar Gabriel. Venho para a França surfar há 25 anos e estou à vontade do jeito que posso. Aqui, a maré, as ondas, o vento, as bancadas e as condições gerais estão sempre mudando, então você nunca está totalmente confiante. Os caras que surfaram bem aqui nos últimos anos, como Mick e Andy, descobriram isso”, diz Slater.

Faltam três baterias para o término da repescagem. Na segunda delas, Filipe Toledo enfrenta o aussie Adam Melling.

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