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W2 2014, uma prova casca grossa

Por Redação SupClub

As cidades de Búzios e Cabo Frio receberam no último sábado, 27, a terceira edição do W2 Downwind. A prova, muito aguardada pelos remadores de todo Brasil por ser a mais tradicional da modalidade, no entanto, não reuniu boas condições para o downwind.

Na sexta feira durante o congresso técnico realizado às 19 horas no Clube Náutico Cabo Frio, a organização passou para os competidores a previsão do dia da prova que seria ondulação de leste (lareral) e ventos fracos de nordeste virando para leste no meio da prova (a favor e depois lateral). Muitos estavam monitorando as condições climáticas ao longo da semana e já estavam conformados com condições desfavoráveis. Porém, no sábado, vento nordeste deu lugar ao vento sul que, embora fraco, soprava contra os atletas. Ou seja, a prova havia se transformado naquele instante em um desafio de 22km “Upwind”.

Esse fator, porém, transformou a W2 2014 em uma das provas mais desafiadoras da história do SUP brasileiro e trouxe a cada um que se propôs a encarar o desafio um sentimento de vitória pela finalização da prova. Sorrisos e choros na chegada eram mais intensos e emocionavam todos que aguardavam a chegada dos bravos remadores.

O mar estava tranquilo e a segurança de água cumpriu o seu papel, afastando de vez a desconfiança da Marinha do Brasil, que no início da semana quase cancelou a prova. A segurança era composta por 8 barcos, pontos de observação em terra, comunicação de rádio mar/terra, ambulância no percurso e a presença do corpo de bombeiros em alguns pontos. Mas o crescimento da prova, que esse ano teve quase 300 inscritos entre as categorias de SUP e canoagem, demandará para o próximo ano novas estratégias de segurança como localizadores, de acordo com o que disse João Castro, organizador do evento: “Segurança vem em primeiro lugar e é preferível ter 100 atletas com localizador do que 300 sem qualquer sinal no meio do mar. As provas no exterior exigem barcos de apoio e isso seria muito caro no Brasil, o localizador via satélite é a saída mais barata, segura e inteligente para outros desafios que virão em 2015, como o lançamento do circuito chamado Triplice Coroa e VA’A Long Distance”, revela.

Américo Pinheiro, de Arraial do Cabo, foi o primeiro remador de SUP a cruzar a linha de chegada. Entre as mulheres, sua mulher Lena Guimarães Ribeiro, foi a primeira entre as mulheres de stand up.

Dois momentos de bastante emoção foram a chegada do atleta Jonas Letieri, amputado dos dois antebraços e que ano passado havia desistido da prova e voltou este ano para completa-la em condições muito mais duras. O segundo foi a nobreza do atleta de OC1 Bob Araújo que deixou a prova de lado para acompanhar e incentivar uma remadora do Stand Up Paddle que chegou fechando a prova. Bob não deixou ela desistir, usou sua experiência no W2 e em provas internacionais para leva-la até o final, garantindo medalha de Finisher 2015 e sendo ovacionada por todos no clube nas suas últimas remadas. Bob foi agraciado merecidamente com um troféu Fair Play 2015

Este ano o W2 contou com a presença de três atletas da Espanha, dois de Portugal, um australiano. A organização informou que estuda a possibilidde de realizar uma premiação em dinheiro a partir de  2015 com o objetivo de atrair grandes nomes internacionais das três modalidades.

O W2 Downwind contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Armação dos Búzios, Epic Kayaks, Best Western, Hotel Travel Inn, Federação de Stand Up Paddle do Rio de Janeiro, Studio Prime e Green Pixel. 

Co-Patrocinio de SeaDoo, SGA Toyota e Clube Náutico Cabo Frio.

Agradecimentos especiais à Marinha do Brasil por compreender este novo modelo de competição e ao Corpo de Bombeiros de Cabo Frio, Sheila Aragão e Zane Machado.

RESULTADOS – CLIQUE AQUI

Fonte: Divulgação W2 Downwind

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