A equipe do Instituto Argonauta testemunhou, na última semana, um encontro com um dos animais mais misteriosos dos mares: a baleia de Bryde.
Desde agosto de 2015 até hoje, foram registradas 17 ocorrências envolvendo a espécie na região que abrange as cidades paulistas de Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba.
Esta é a segunda espécie de Cetáceos mais avistada pelos técnicos da instituição, perdendo apenas para a Jubarte com 28 registros.
A grande diferença entre as ocorrências destas duas espécies está na época em que se aproximam da nossa costa. Enquanto as Jubartes ocorrem entre junho e agosto (período migratório), as Brydes podem ocorrer ao longo de todo o ano.
De acordo com pesquisadores, a identidade e a distribuição populacional desta espécie é totalmente indefinida, estando distribuída ao redor do globo no Pacifico, no Índico e no Atlântico. Com registros de ocorrência em mais de 150 países, elas podem medir até 14 metros de comprimento.
Há ainda, uma subespécie conhecida como baleia de Bryde anã, que como o nome sugere, é bem menor, mas tão incompreensível quanto às gigantes.
“São pouquíssimos dados disponíveis na literatura sobre as baleias de Bryde, o que torna o encontro com este animal ainda mais especial”, conta Hugo Gallo, oceanógrafo e presidente do Instituto Argonauta.
A baleia de Bryde pertence ao grupo de baleias que possuem barbatanas (subordem misticetos) como as azuis, as minkes e outras. Indivíduos adultos da espécie podem chegar a pesar cerca de 20 toneladas e sua dieta inclui peixes como anchovas, arenques e sardinhas, além de pequenos animais como o krill (abundante na Antártida e menu predileto de muitos cetáceos).
De acordo com a IUCN (International Union for Conservation of Nature), não existem dados consideráveis para que haja uma compressão clara a cerca de uma possível ameaça de extinção à espécie.
Sobre o Instituto O Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha é uma organização não governamental sem fins lucrativos (ONG), fundada em julho de 1998 pela Diretoria do Aquário de Ubatuba e reconhecida em 2007 como OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). Criado com o objetivo de incentivar, promover, desenvolver e apoiar a cultura, educação, pesquisa e conservação ambiental.
O Instituto Argonauta criou e mantém o CETAS, centro que atua no resgate, reabilitação e soltura da fauna aquática nas regiões da Ilhabela, Ubatuba, Caraguá e São Sebastião.
Ao encontrar animais marinhos vivos ou mortos, ligue 0800 642 33 41. Esta combinação de números pode salvar a vida de um animal aquático. Entre eles, tartarugas, aves e outras espécies da fauna marinha.