notícia

FLUIR inova com ilustras

A FLUIR escalou o premiado cartunista brasileiro Saturnino Rodrigues, o Sattu, para ilustrar a matéria principal da edição de fevereiro, contendo a análise dos Top 34 do Circuito Mundial Profissional de surf, que começa no próximo dia 25 de fevereiro na Austrália. As caricaturas produzidas por Sattu, considerado um dos melhores ilustradores do mundo, ficaram tão boas que acabaram na capa da publicação, um fato inédito nos 29 anos de existência que a FLUIR completa este ano.

Entre os surfistas ilustrados por Sattu está o fenômeno Kelly Slater, 11 vezes campeão do mundo, de 40 anos, os brasileiros Gabriel Medina e Adriano de Souza, entre outros. O sucesso no Facebook foi imediato e repercutiu pelo mundo todo, no perfil de atletas como Medina e Pupo, o bicampeão mundial Mick Fanning e com destaque nos sites da revista americana Surfer Magazine e no da australiana Australian Surfing Life.

Reconhecido internacionalmente, Sattu já teve trabalhos publicados no 53º Anuário de Ilustração da Society of Illlustrators (associação com mais de 100 anos de tradição), além das principais publicações nacionais. Na entrevista abaixo, ele relata como começou a criar os desenhos que impressionam pelo realismo e comenta a parceria com a revista FLUIR.

Como você começou a carreira de ilustrador?
Bom, é aquela velha história: desde criança sempre gostei de desenhar. Ainda quando morava na minha cidade natal, Itaipé, no nordeste de Minas Gerais, pintava algumas coisas e fiz um mural na igreja local. Meu primeiro emprego na área foi em uma retransmissora de TV da cidade vizinha, Teófilo Otoni. Mas eu não era ilustrador. Trabalhava na criação dos gráficos e visuais para programas locais. Depois, na mesma cidade, fui fazer ilustrações, design e diagramação para jornais impressos. Mudei para Belo Horizonte, onde pude conhecer mais do mercado, mas ainda não era ilustrador de fato. Fazia muita ilustração para jornais e revistas institucionais, de uma micro-editora da qual que era sócio. Também fazíamos cartilhas educativas que vendíamos para governos. Até então, nunca havia publicado nenhuma ilustração em jornais e revistas mineiras tradicionais. Em 2005, durante uma feira de quadrinhos em BH, conheci um cara que trabalhava na Editora Abril e, depois de uns meses de contato, rolou a primeira ilustração para a revista ‘Aventuras na História’. Daí pra frente comecei a fazer mais e mais trabalhos para a Abril e outras editoras. Mudei para São Paulo em 2006 e hoje trabalho em uma agência, a Moma Propaganda.

Quais foram seus trabalhos mais importantes?
Acho que todos os trabalhos são importantes. Já fiz ilustrações quase sem verba, outras de graça, mas que renderam boas parcerias mais tarde. E muitos desses trabalhos são feitos por prazer. Você vê a pauta, ou o briefing, e diz: quero fazer esse job. Tenho trabalhos premiados que poderia dizer que são os mais importantes, mas para pegar esses jobs bacanas que rendem prêmios, às vezes bem pagos, tive que mostrar a minha capacidade em outros trabalhos que muitos ilustradores não topariam, ou por serem complicados, sem importância, ou por terem pouca verba.

Descreva como funciona seu processo criativo.
Tem os trabalhos que o cliente já fala: quero isso, exatamente com o seu traço. Aí é fácil. No mais, recebo o briefing e não gosto de sugerir nada na primeira reunião. A partir da hora que saio da reunião, começo a criar, mesmo enquanto estou no trânsito, ou executando outras ilustrações.

Qual era seu envolvimento com o surf até começar a colaborar com a FLUIR?
Nenhum. Mas sempre curti o esporte. Quando era criança, adolescente, tinha muita vontade de surfar. Mas era utopia, pois nasci em Minas, bem longe do mar. Inclusive, comprava a revista FLUIR quando ainda morava em Teófilo Otoni, porque achava bacana o design e usava de referência para o meu trabalho (risos).

Como foi o processo para fazer as caricaturas dos surfistas profissionais?
Quando o Alê (Alessandro de Toni, diretor de arte da FLUIR) me pautou por telefone, era pra fazer a ilustra dos caras numa praia. Mas acho que era pra fazer tipo uma foto de uma galera, numa pegada realista. Sugeri que poderíamos fazer um traço caricato, mas com tratamento mais realista. Aí, chegamos nesse resultado.

Como tem sido a repercussão desse trabalho?
Muito boa. Recebi vários e-mails, comentários no Facebook (que não respondi por causa da correria. Perdão a todos) e na agência onde trabalho. Quando chegou a edição impressa todos me parabenizaram.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)