Folião perdido é salvo por supistas em alto mar

Após mergulho, folião é resgatado a 5km do litoral de Ipanema. Foto: Karol Knopf À deriva em alto mar e aparentemente embriagado, o folião foi resgatado por um grupo de supistas formado por Karol Knopf, Felipe Gama, Alexandre Ribeiro e Kolontai Vilela de Andrade, que treinavam naquela manhã na região. Confira a história. Por Victor Costa / O Globo Última terça-feira de carnaval, sol quente, enquanto muitos foliões se aglomeravam no blocos de rua, um grupo de seis amigos – entre eles, o ultramaratonista Alexandre Ribeiro e a apresentadora de TV Karol Knopf – resolveu percorrer 24km de Stand Up Paddle (SUP), na remada. O ponto de partida e chegada era a praia do Pepê, na Barra da Tijuca, fazendo o retorno em Ipanema. Depois de uma ida sem maiores problemas, o grupo avistou, por volta de meio dia, um jovem perdido em alto mar, nas proximidades das Ilhas Cagarras (Ipanema). Tratava-se de um folião com aparência de 25 anos que foi levado pela correnteza e ficou à deriva por cerca de seis horas. Fabio no momento do resgate. Foto: Karol Knopf ” Ele disse que se chamava Fábio e que havia entrado no mar às 6h. Com uma aparência de embriaguez, o rapaz contou que estava num bloco no Leblon, onde trabalha numa barraca na praia e mora na Cruzada. E após dar um mergulho, ele foi levado para longe do litoral” conta Karol, que sentiu um frio na barriga ao escutar gritos de socorro em alto mar. “Nós já estávamos voltando, quando escutei os pedidos de ajuda. Apesar do nervosismo, fui junto com o grupo realizar o resgate com a prancha”. Enquanto, algumas pessoas do grupo prestavam os primeiros amparos a Fabio, Alexandre Ribeiro remou para fora do ilha, onde avistou um catamarã que conseguiu levar o rapaz de volta ao litoral. Três dias após o ocorrido, Ribeiro ainda tenta entender o que aconteceu. “O mar estava muito calmo. Portanto, alguém ser arrastado até a ilha é um pouco improvável. Já que a distância até a orla é de cerca de 5km. A água estava muito gelada, cerca de 18°C, não sei como ele não entrou num quadro de hipotermia” pensa Alexandre Ribeiro. “Uma das conclusões que o grupo tirou é que talvez o Fabio tenha passado a noite inteira bebendo e, pela manhã, resolveu nadar e não conseguiu voltar”. Fonte: O Globo/Pulso  

Confira fotos do primeiro dia

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Tyler rouba cena

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Mundial ISA de SUP: Roberto Melchior comenta o terceiro dia

Diretamente do Peru, o fotografo Roberto Melchior comenta o que viu no dia mais difícil para os brasileiros até agora. Por Roberto Melchior A quinta-feira não foi muito boa para os brasileiros que estão disputando as modalidades do World Stand Up Paddle aqui em Lima no Peru. Na competição de Paddleboard Race, competindo contra os melhores do mundo,  o atleta brasileiro Fábio Velasco chegou na 10 posição, cabendo a André Torelly o 12 lugar,com os australianos ocupando a primeira e a segunda colocações, em uma modalidade pouco difundida no Brasil. No Sup Surfin Men, o surfista Luis Saraiva liderou a maior parte do tempo, mas já ao final da bateria, foi penalizado por uma interferência, o que ocasionou a perda de pontos e a queda do primeiro para o terceiro lugar. Foi a sua melhor bateria neste campeonato, escolheu as ondas certas, teve coragem e foi decisivo em sua manobras, contudo,  a  suposta interferência  que não teve unanimidade entre os juízes, foi  uma penalização muito rigorosa, para quem brindou o público com uma apresentação de gala e digna dos homens  e mulheres que escrevem a história do surf com  seriedade, entrega e abnegação total. Greta Sisson fez a sua melhor apresentação no campeonato e disputou em igualdade de condições  com as atletas de sua bateria, obtendo   a terceira colocação no Sup Surfin Women em uma disputa só decidida na última onda. Sua performance foi digna de uma atleta que busca seu espaço e encara com seriedade o papel de representar o Brasil em terras estrangeiras com qualidade técnica, dedicação, superação, raça e mantendo os princípios básicos da educação e do respeito  no convívio com as pessoas. Para algumas pessoas, isto talvez não seja importante, mas ao representar o país em uma competição, um atleta deve ter consciência de que não é apenas um personagem anônimo caminhando em terras estrangeiras, mas sim, alguém que representa uma nação. Seu comportamento e atitudes, não podem ser pautados pelo descontrole e por interesses pessoais. Somos brasileiros, latinos até a última gota de sangue bombeada a um coração apaixonado pelo que fazemos, passionais ao extremo em todos os sentidos, mas acima de tudo, um povo civilizado que acredita que a educação, a harmonia e o respeito às pessoas devem ser a melhor forma de diálogo no mundo em que vivemos. Aos 18 anos e com a serenidade de quem aparenta estar além de seu tempo, a jovem Greta Sisson parece ter compreendido isto como poucos. O começo da tarde com a participação de Caio Vaz, representava a possibilidade do Brasil finalmente ter um atleta que conseguisse superar seus adversários na bateria e obter classificação para a próxima fase. Caio Vaz havia obtido a primeira colocação nas baterias disputadas anteriormente e era, justamente com o francês Del Piero, um dos favoritos para conseguir a vaga. Após os 20 minutos  de competição, Caio Vaz saiu da água sem conseguir  a mesma performance das baterias anteriores e obtendo apenas a quarta colocação. Com seu estilo de viking pós-moderno deslizando sobre a prancha e encarando as ondas sem medo em manobras que desafiam a lógica e a ordem natural das coisas, Caio Vaz é um dos atletas mais requisitados pelo público em geral. Sempre de bem com a vida, sorridente e educado, Caio é um exemplo de atleta que dialoga com a proposta desenvolvida pela ISA (International  Surfing Association) que preconiza um melhor futuro para o surf, surfando em um mundo melhor. Ao final da bateria, visivelmente desanimado com o resultado, Caio foi reconfortado por inúmeros surfistas e pessoas do público em geral. A imagem que mais me chamou a atenção, foi a de 3 policiais uniformizados que com cartazes do evento nas mãos, se aproximaram dele, a princípio timidamente e solicitaram autógrafos. A cena era tipicamente cinematográfica, peguei a máquina que já estava guardada na mochila e fiz algumas fotos, até que um dos policiais se aproximou e disse: – Chegamos tarde hoje e vimos apenas o fim da bateria, nos outros dias vimos as suas vitórias e estávamos torcendo por ele. Uma pena que não tenha conseguido. – Sim, realmente foi uma pena. – respondi. Logo, os policiais se foram e a imagem dos mesmos se alegrando com os autógrafos e lamentando sua derrota, ficou vagando em minha mente no caminho de volta para o hotel. Mesmo na derrota, Caio Vaz lutou como um gigante até o último segundo da bateria, dropando uma onda que o trouxe até o inside e trazendo esperanças a todos que torciam por ele. Nesta sexta feira, a luta prossegue com várias modalidades. Caio Vaz e Greta ainda terão mais uma chance na repescagem no sábado. Esperamos que nossos guerreiros que ainda continuam na competição, possam fazer aquilo que mais sabem fazer, lutar até o último instante com a certeza de terem representado nosso país com dignidade.

Veraneio vascaína

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