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Ross Clarke-Jones em ação em Jaws, no Hawaii. Foto: Bruno Lemos
 

O australiano Ross Clarke-Jones desembarcou no Brasil para a pré-estreia de seu documentário “Storm Surfers”, que aconteceu no último dia 15 de maio durante o Vivo Open Air, um dos maiores festivais de cinema ao ar livre do mundo, na Marina da Glória, Rio de Janeiro (RJ).

 

Surfista há 36 anos, Clarke-Jones, que já foi considerado o melhor big rider do mundo, se destacou em 1986 quando pegou uma onda de 20-25 pés em Waimea Bay, no Hawaii. Seu último prêmio foi em 2001, o “Quiksilver In Memory of Eddie Aikau”, um dos mais prestigiados eventos de surf.

 

Durante o evento no Rio de Janeiro, o correspondente do Waves no Hawaii, Bruno Lemos, conversou com o aussie.

 

Por quantas vezes já esteve no Brasil e qual é o motivo da sua visita?

 

“Acho que já vim ao Brasil umas 20 vezes, mas devem ter uns dez anos que passei por aqui para surfar a pororoca. Fui casado com uma brasileira. Hoje estou acompanhado do meu filho,  fruto deste relacionamento, e minha atual namorada. Viemos a convite do Vivo Open Air Festival acompanhar a pré-estreia do filme “Storm Surfers”. A produção contou com a participação do meu amigo Tom Carrol, que infelizmente não pôde estar presente dessa vez”.

 

O que você poderia falar sobre esse filme?

 

“O filme também foi captado em 3D, e aqui no Rio, estamos exibindo em 2D. O filme conta um pouco do nosso dia-a-dia como surfistas de ondas grandes. A maioria das imagens foram captadas na Austrália e mostra a gente tentando descobrir novas ondas naquela costa. As cenas foram filmadas durante o ano de 2011, mas até editarmos e produzirmos o filme foi um processo longo e hoje o público pode ver o resultado”.

 

Qual sua expectativa em relação a aceitação do filme?

 

Nós trabalhamos duro. O filme foi muito bem produzido, câmeras de alta qualidade , helicópteros, ângulos inusitados e ainda colocamos microfones dentro da água que ajudou captar sons que nunca foram ouvido antes. “Passamos o filme em Moscou, na Rússia, na Alemanha, em lugares que não tem muito surf, e todos entenderam a mensagem do filme”.

 

O que você esta achando da produção e da estrutura do festival?

 

O Rio é uma cidade linda. Pelo que entendi esse local é bem emblemático na acidade. A estrutura é incrível. Falaram que essa é uma das maiores telas da América do Sul. Só posso dizer que estou amarradão com tudo isso. Esse filme abre Festival.  “Só tenho a agradecer aos organizadores e ao Rosaldo Cavalcanti que fez a indicação para este grande evento”.

 

Em sua temporada no Brasil, além da presença no Vivo Open Air, o atleta estará no Quiksilver Saquarema Prime 2014, que acontece entre os dias 20 e 25 de maio em Saquarema (RJ).

 

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