Gabriel Medina

Campanha brilhante

Gabriel Medina tem apenas 20 anos e já possui vários recordes na elite mundial. É o brasileiro com mais tempo na liderança do ranking e o detentor do maior número de vitórias no Tour (cinco), contra quatro de Adriano de Souza e Fabio Gouveia.

Medina também possui o maior número de triunfos numa mesma temporada entre os brazucas. Com o título histórico no Billabong Pro Tahiti, ele já soma três títulos em 2014 e disparou isolado na liderança do Tour.

O ano de 2014 começou de forma impecável para o atleta de Maresias, São Sebastião (SP). Medina deu um show nas direitas de Snapper Rocks e tornou-se o primeiro brasileiro a vencer uma etapa masculina na Gold Coast australiana.

Em seguida, foi quinto colocado em Margaret River, nono em Bells Beach e amargou um 13lugar no Rio de Janeiro, perdendo para o sul-africano Travis Logie nos últimos segundos da bateria.

Depois do Rio, Medina perdeu a liderança do ranking para Kelly Slater, mas a volta por cima veio em Fiji, onde o atleta novamente colocou o Brasil no topo do pódio pela primeira vez na etapa.

Na sexta prova, o garoto prodígio debutou em Jeffreys Bay com um respeitável quinto lugar. Para disparar ainda mais na liderança, Medina abusou dos tubos em Teahupoo e conquistou uma vitória épica depois de derrotar Slater na finalíssima em condições extremas.

Foi a décima vez que eles se enfrentaram em baterias na história do WCT. Com o show na última segunda-feira, Medina conseguiu igualar o placar em cinco a cinco, mas o brasileiro leva vantagem em batalhas homem-a-homem (3 a 1).

Medina possui uma incrível média de 15.02 pontos em baterias na temporada e venceu 27 duelos na elite em 2014. Ao todo, o brasileiro já embolsou US$ 1.131.600 em premiações na ASP.

 

Perspectivas dos especialistas

Renato Hickel (Tour Manager da ASP): “Ainda é cedo no ano. Medina tem que continuar fazendo exatamente o que fez até aqui: focar somente em cada etapa, dosar o gás nas baterias (Kelly Slater atingiu o épice na semi contra John John), ou seja, competir de maneira inteligente. Título mundial não se ganha somente com talento. Tem que ter equipamento ajustado, preparação física e principalmente mental. Ser constante (sem resultados ruins nos nove que contam). É o segredo do jogo. Kelly ganhou três etapas no ano passado e Mick foi campeão. No ano anterior foi o mesmo no título do Joel. Ele sabe disso e está longe de estar morto, assim como Mick e Joel. Que venha Trestles, e que venha outra vitoria de Gabriel!.”

Fabio Gouveia (ex-Top do WCT e colunista do Waves): “Antes de o ano começar, estava apostando minhas fichas no Mineiro devido a todo o seu foco e experiência. Mas não que deixasse de apostar também em Gabriel, pois em minha mente tinha seu período de aprendizado, mesmo em cima de sua ‘precocidade’. Mas só agora me toquei de que ele já está em seu quarto ano no Tour, é isso? O bicho veio para arrombar portas, quebrar tabus. Depois do início do ano, e em especial antes desse evento começar, comentei com alguns amigos sobre sua escalada e relatei que se ele vencesse esse evento, a turma não mais iria segurá-lo. Medina já vem surfando muito bem em ondas de responsa, como em seu primeiro quinto lugar em Pipe. Nos próximos, acredito que irá manter sua consistência, pois além de todas as peripécias, sua estrela está brilhando, tudo conspirando para um futuro campeão.”

Tulio Brandão (colunista do Waves): “Medina dobrou os críticos mais inflexíveis. Entortou-os na bancada mais violenta do mundo. Venceu o rei em king’s land, no mais épico dos eventos. Já tem lugar na história. Mas ainda há 40 mil pontos em jogo, não tem nada decidido. Não preciso dizer, até porque ele é um dos melhores competidores que já vi em cena, não importa o esporte, mas esta é a hora de redobrar a atenção, de concentração máxima, sobretudo pelo fato de termos, adiante, etapas em que ele aparece na short list de favoritos. Confirmar o favoritismo nem sempre é mais fácil que surpreender o mundo. Dito isso, dá para bancar: Medina trilha um caminho seguro, inédito, para conquistar o primeiro título mundial do Brasil.”

Edinho Leite (jornalista da ESPN Brasil e colaborador da FLUIR): “Sua tática, técnica, além da retrospectiva, lhe garantem vantagem nas próximas etapas. Em Pipeline, ora bolas, vejam o que ele fez em Teahupoo. Além dessas probabilidades mensuráveis, há outro ponto a incluir. A estrela de campeão que brilha sobre ele nesse momento especial. Suas vitórias, conquistadas com talento, inteligência competitiva e foco, vieram também da conspiração universal a que ele atrelou seu objetivo. Acho improvável que Gabriel Medina perca o tão sonhado título mundial esse ano. Se um acaso desastroso vier a ocorrer, todos lembrarão deste ano como sendo dele. Kelly Slater que o diga depois desse Tahiti.”

Renan Rocha (ex-Top do WCT e narrador da ESPN Brasil): “”Minhas perspectivas são as melhores possíveis, porque ele venceu as etapas nas ondas em que ele não tinha experiência e seria mais cobrado pela mídia e pelos atletas. Ou seja, a partir de agora ele é franco favorito, porque mesmo não vencendo, com certeza, vai tirar resultado expressivo para o título mundial. O único que pode roubar a cena é o Kelly, mas ainda não tem vitória este ano e o Medina já tem três. Sensacional, parabéns a toda a família Medina e aos patrocinadores. Viva!.”

Perfil de Gabriel Medina

Em dezembro de 2011, logo depois da vitória de Gabriel Medina no Rip Curl Search em San Francisco (EUA), a FLUIR publicou um perfil do talentoso surfista, então com 17 anos. O texto foi bastante elogiado por Medina nas redes sociais. “Melhor matéria que já tive até hoje”, postou o Top naquela época. Confira abaixo a íntegra da reportagem e relembre a trajetória do fenômeno.

INSTINTO MATADOR*

(por Ader Oliveira)

Sabe aquele garoto da escola que joga giz ou papel nos amigos na sala de aula e fica sério, fingindo que não foi ele? Que adora brincar e, mesmo quando leva um cascudo, não para de zoar e até chora, mas desafia e diz que não doeu? Intenso, irreverente, brincalhão e incansável. O impressionante talento de Gabriel Medina sobre a prancha também é reflexo da sua personalidade. Nascido em São Paulo e criado na praia de Maresias, São Sebastião, o garoto de 17 anos, magro, alto e até meio desengonçado, vem chocando o mundo com atuações fantásticas nas competições e no free surf.

Gabriel é o mais jovem surfista a vencer uma etapa do Circuito Mundial. Mal entrou no Tour e já venceu duas das quatro provas que disputou (até o fechamento desta edição), com direito a duas vitórias expressivas contra Kelly Slater. Isso não é tudo. Além dos troféus, ele caiu nas graças da mídia, dos juízes e de surfistas do mundo inteiro, fato praticamente inédito para um competidor brasileiro. Verdade seja dita. Jamais um Top brasileiro foi tão exaltado pelos estrangeiros.

Medina começou a aparecer para o mundo em uma etapa de nível 6 estrelas do Circuito Mundial disputada na praia Mole, Florianópolis (SC). No dia 12 de julho de 2009, com apenas 15 anos, ele tornou-se o mais jovem surfista a vencer uma etapa do WQS depois de derrotar o experiente Neco Padaratz na final. Desde então, o garoto não parou de aprontar. Dois meses depois, chamou a atenção dos Tops do World Tour com uma fantástica apresentação no King of the Groms, competição disputada paralelamente à etapa do WT em Hossegor, França. Foram duas notas 10 na final contra o conterrâneo Caio Ibelli, dando-se ao luxo de descartar 9.70, 7.67, 7.50 e 7.00. Em novembro do mesmo ano, tornou-se campeão pan-americano na categoria Júnior ao vencer a competição em Olivença, Bahia. Em janeiro de 2010, viajou até a Nova Zelândia para protagonizar um verdadeiro espetáculo no Mundial Sub-18, em Piha. Na final, ele somou notas 10 e 9.90, descartando 9.46, 8.50, 8.20 e 7.40.

Rumo à elite Depois de ficar em terceiro no Mundial Pro Junior, em Narrabeen, Austrália, Gabriel passou a trabalhar forte com o objetivo de chegar à elite mundial. O primeiro ano na divisão de acesso serviu para ganhar experiência. Gabriel teve como melhores resultados o vice-campeonato no Costão do Santinho (SC) e o terceiro lugar nas etapas da praia Mole (SC) e Zarautz, Espanha. Em 2011, ele iniciou uma forte arrancada rumo ao World Tour com uma bela vitória no Prime em Imbituba (SC). Dali em diante, foi só alegria. Ficou em segundo no Prime em Ericeira, Portugal, levou a categoria Pro Junior e também a etapa 6 estrelas em Lacanau, França, antes de fechar com chave de ouro sua classificação ao WT com o título do 6 estrelas em Zarautz, Espanha.

A estreia de Gabriel Medina como Top 32 do World Tour em Trestles, Califórnia (EUA), gerou uma grande expectativa. Apesar de ter ido mal na primeira fase, na bateria dominada por Adriano de Souza, ele recuperou-se com tranquila vitória sobre Travis Logie na repescagem. Em seguida, na terceira fase, errou alguns aéreos e viu o australiano Josh Kerr conseguir uma virada na última onda, bastante contestada pela torcida.

Se alguém ainda tinha dúvida de que Medina era aquilo tudo que a mídia tanto exaltava, ela acabou logo em seguida, na França. Dois anos depois da épica vitória no King of the Groms, Medina estava de volta a Hossegor, desta vez para uma prova de fogo. O garoto não se intimidou com a pressão e deu uma dura nos marmanjos. Na quarta fase, teve seu primeiro encontro com Kelly Slater, um sonho que tinha desde criança. “Eu sempre quis derrotá-lo. Cresci vendo Kelly vencer todo mundo, então sempre sonhei em um dia enfrentá-lo”, revela Gabriel. A primeira batalha foi marcada por uma grande polêmica e gerou o início de uma rivalidade entre o maior surfista de todos os tempos e a nova sensação mundial. Para muitos, Slater foi valorizado demais pelos juízes e não merecia avançar direto às quartas-de-final. Mas, o troco estava guardado. Medina nem precisou entrar na água na repescagem, já que seu adversário, o francês Jeremy Flores, havia sofrido uma forte contusão no tornozelo.

Trocos e tiques Na revanche, Medina deixou Slater desnorteado e dominou o duelo com notas 7.33 e 9.33, descartando 6.83 e 6.27, notas superiores aos 3.33 e 5.27 obtidos pelo melhor surfista de todos os tempos. “O mar tinha mais direita naquele dia. Quando veio a primeira onda, ele tentou me passar e remamos com muita força. Ele ainda tentou me dar a volta e não conseguiu. Comecei bem e ele ficou perdido, caiu nas ondas que pegou”, lembra Gabriel. O garoto de São Sebastião conta que Slater não tentou intimidá-lo, mas agia de forma estranha no outside enquanto estava perdendo, uma espécie de tique nervoso. “Ele ficava fazendo uns gestos com os braços, nem sei explicar como eram. Nunca tinha visto isso, só sei que era muito estranho, bizarro!”, se diverte Medina, tentando imitar o ídolo e rival.

Na semifinal, foi a vez de outro veterano amargar uma combination. A vítima foi Taylor Knox, derrotado de forma ainda mais avassaladora. Medina extrapolou nos aéreos e acertou uma rabetada espetacular. Em um dos voos, arrancou a primeira nota 10 da competição. Para completar o show, somou 9.57 e descartou 8.17. Em desespero com o incrível show do jovem brasileiro, Taylor até fez uma interferência proposital em Medina, que não deu mole e ainda trocou de base na onda para divertir o público.

O bicho pegou na final contra Julian Wilson. Medina tinha 7.83 no somatório e arrepiou uma esquerda nos instantes finais, arrancando 9.17 dos juízes. Julian vinha bem com 8.50 e 7.50, mas o dia era mesmo do brasileiro, incontestavelmente o melhor surfista do campeonato. Assim como Slater, Medina também tinha um gostinho de vingança no duelo contra Julian. “Ele havia me derrotado na final do Prime em Ericeira. Agora está 1×1!”, brinca Gabriel. 

Se você mexe com Gabriel Medina, está comprando uma briga que só vai terminar quando ele estiver em vantagem. Ele não é de falar, e sim de agir. Conheço Gabriel há muito tempo, mas só aprendi essa lição no início deste ano, na Austrália. Enquanto ele tirava um cochilo no apartamento alugado por Heitor Alves e Raoni Monteiro, o “QG” da galera brazuca, resolvi fazer uma brincadeira. Como ele geralmente dorme com a boca muito aberta e os olhos revirados, parecendo um “morto”, as imagens ficaram engraçadas. Postei as fotos no Facebook para tirar uma onda com ele, mas me dei mal. Frio e calculista, assim como nas baterias, ele aguardou tranquilamente a primeira oportunidade para devolver a brincadeira. No dia seguinte, lá estava eu tirando meu cochilo, quando ele aproveitou o momento para usar uma banana e fazer umas fotos para me sacanear. Não bastasse isso, na sequencia ele pegou meu Facebook aberto e postou no meu perfil a imagem de um stripper, como se eu tivesse colocado. A partir dali, apelidei-o de “Furacão” e prometi que nunca mais o provocaria.


Provocou, levou
Assim como Kelly Slater e Julian Wilson na França, outros adversários se deram mal contra o garoto na água. Na quarta fase do Prime em Imbituba, Medina, Damien Hobgood e Royden Bryson lutavam para escapar da repescagem. Com 16.17 pontos, Hobgood estava na frente e era ameaçado por Medina, que tinha 16 pontos. O norte-americano passou a marcar o garoto e fez algumas provocações: “Está vendo como é bom marcar? Você não gosta de marcar? Vamos lá!”, falou Damien. Gabriel saiu da água chorando de raiva. Depois de passar pela repescagem, ele reencontrou Damien nas quartas e deu o troco. Logo na primeira onda, aplicou um aéreo rodando muito alto na frente do adversário, arrancando um 10 unânime dos juízes. Não satisfeito, Medina somou ainda 9.73 para devolver com juros e correção monetária a provocação do oponente. Outro vitima de Medina foi o australiano Joel Parkinson. No início do ano, na Gold Coast, ele rabeou uma onda do garoto no free surf e ainda deu uma dura depois de quase chocar-se com Medina em Snapper Rocks. Aquilo ficou guardado na memória de Medina e ele esperou por meses até dar uma lição no aussie. 

No Rip Curl Pro Search em San Francisco, Califórnia (EUA), o cenário foi perfeito para o brasileiro mostrar que não havia esquecido a rabeada. Depois de confirmar a supremacia contra Slater nas quartas e Knox na semi, assim como aconteceu na França, ele mais uma vez encontrou um australiano na final, desta vez Joel Parkinson. A maior quantidade de direitas e a escassez de esquerdas na final em Ocean Beach pareciam favorecer o aussie. Mas Medina nem se abalou. Com fortes pancadas de backside, ele aplicou um duro golpe em Parko e não deu chance alguma ao adversário rabeador.

“Não gosto de onda grande” Apesar das vitórias e de toda badalação da mídia internacional, Medina sabe que tem muito o que aprender. Ainda não está acostumado a surfar com pranchas grandes e considera a etapa de Bell’s Beach, onde competiu como convidado no início do ano, a mais complicada do Tour. “É uma onda muito estranha. Às vezes você dá uma manobra pra dentro e ela corre. Também acontece de você mandar uma pra frente e ela engordar. Tem de estar bem acostumado e com a prancha certa”, avalia Medina.

Ele sentiu muita dificuldade ao enfrentar Owen Wright na repescagem, na vizinha bancada de Winkipop. “Era a minha primeira vez em Winkipop. A direita estava grande e rápida. Havia surfado com uma prancha grande em Bells e me dei mal, então resolvi pegar uma pequena, mas a direção de prova resolveu colocar as baterias em Winkipop. Não me achei no outside e o Owen estava mais acostumado, tinha a prancha certa. Eu me arrasei”, confessa. As ondas pesadas também são obstáculo para o jovem brasileiro. “Eu não gosto de onda grande. Quando estou com uma prancha maior, não consigo manobrar do jeito que quero. Eu até estava conversando com Owen sobre isso e ele falou a mesma coisa, que também não gosta de onda grande e prefere um mar com até 2 metros. Mas, se tiver de cair em um mar pesado, eu vou, principalmente quando é campeonato. Sei que posso pegar um mar gigante e, no WT, todo mundo tem de estar preparado para isso”, garante o prodígio.

A onda de Pipeline, que encerra o Tour, ainda é um desafio para ele. “Nem lembro direito como é a onda. O que lembro é do crowd e que conseguia pegar uma ou duas ondas em duas horas de surf. Este ano acho que vou pegar mais, né? Só eu e outro cara na água… Estou esperando muito por esse momento. Tomara que esteja terral, com altos tubos!” A juventude, as vitórias e a supremacia contra Kelly Slater têm despertado a curiosidade de muitos jornalistas. Mas Gabriel ainda tem dificuldade para lidar com todo esse assédio. No dia seguinte ao título do Rip Curl Pro Search, dezenas de jornalistas o procuravam pela internet. Seu email e sua página no Facebook estavam repletos de mensagens e perguntas. Pouquíssimos tiveram sucesso. “Não é que não goste de responder, mas é chato ficar repetindo as mesmas coisas. Ainda mais depois de um campeonato cansativo, com tantas baterias. No outro dia já tem um monte de email com 50 perguntas e você tem de responder tudo. Ainda não aprendi a lidar com isso”, admite o garoto.

Infância e família Gabriel tinha apenas 8 anos quando seus pais se separaram definitivamente. A relação entre Simone Medina e o ex-marido era marcada por altos e baixos, inclusive estavam separados quando Gabriel nasceu. Seu pai biológico ainda vive em São Sebastião, mas raramente eles se veem. Quem o acompanha e não desgruda do seu pé é Charles Serrano, um paulista que conheceu Simone em Maresias e assumiu o papel de pai. Charlão, como é conhecido, é um companheiro inseparável de Gabriel nos campeonatos. Uma mistura de pai, amigo, irmão, cozinheiro, videomaker, técnico e empresário. “Ele me ajuda muito. Sem falar que cozinha muito bem, é um cardápio humano!”, brinca Medina. “Ele me treina, dá uns toques antes da bateria. Sinto-me bem confortável viajando com ele, parece que estou em casa.” A família sempre teve forte ligação com o surf. Simone é praticante de bodyboarding, enquanto Charles pega onda de pranchinha. Gabriel tem dois irmãos: Felipe, 15, e Sofia, 6, esta última fruto da união de Charles e Simone. Assim que passou a viver com a família Medina, Charles acompanhou os primeiros movimentos do garoto sobre a prancha. “Sabe quando você percebe que a pessoa nasceu com um dom? Assim que ele começou a ficar de pé, notei que ele tinha uma pegada diferente dos outros”, afirma Charles.

Com apenas um ano de prática, Gabriel estreou nas competições disputando o Circuito Sebastianense. Meses depois, foi ao Santinho (SC) disputar o Rip Curl Grom Search e ficou em segundo lugar na categoria Grommet. Na etapa seguinte, em Búzios (RJ), Medina subiu outro degrau e chegou ao topo do pódio, desbancando seus principais rivais na época – Jessé Mendes e Sidney Guimarães. Era uma rápida evolução para uma criança de 11 anos que não tinha patrocínio, mas surfava com uma logomarca da Quiksilver no bico da prancha para divulgar a loja de Charles em Maresias – hoje padronizada pela Rip Curl. O primeiro patrocínio de Gabriel veio dois anos depois, com as marcas Echo e Vans.

Depois ele entrou para a equipe da Volcom, que perdeu o fenômeno em 2009, justamente quando ele começou a ganhar projeção no cenário internacional. “Naquela época, eles até tentaram segurar o Gabriel, mas optamos pela Rip Curl, pela estrutura que tem em termos mundiais. A marca sabia do talento dele e até onde poderia chegar. É a empresa certa para um cara que quer vencer, que não quer ficar acomodado”, diz Charles. Quando Medina causou os primeiros impactos, propostas começaram a chegar ao atleta, mas ele renovou seu contrato até 2016. Desde a sua entrada na Rip Curl, é nítida a atenção que a marca dispensa a Gabriel. Nas etapas do Circuito Mundial, os chefes de equipe Gary Dunne e Ryan Fletcher estão sempre de olho, acompanhando cada passo da nova sensação do World Tour. Nos dois últimos anos, Medina foi convidado pela marca para disputar a tradicional etapa em Bells Beach. Também foi chamado para o Rip Curl Pro 2010 em Portugal, mas não pôde participar devido aos estudos.

Com a campanha “Super Medina”, a Rip Curl trabalha cada vez mais forte a imagem do garoto brasileiro, que completa 18 anos em 22 de dezembro deste ano. Não há como negar que ele precisa evoluir em alguns aspectos, mas não é exagero afirmar que tem enorme potencial para trazer o inédito e sonhado título mundial ao Brasil. Medina já provou que, para ele, o céu é o limite.

*Texto publicado pela FLUIR em dezembro de 2011.

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    Yago Dora é o campeão do Vivo Rio Pro 2026. O brasileiro derrotou o italiano Leonardo Fioravanti em uma final acirrada, impulsionado pela forte presença da torcida que lotou as areias de Itaúna, mesmo debaixo de chuva e frio. Com mar balançado e ondas com cerca de um metro e meio nas séries, Fioravanti, que chegou à decisão já com o status de novo líder do ranking mundial, repetiu a estratégia da semifinal. O italiano impôs um ritmo forte logo no início da disputa, enquanto Yago optou por ser mais paciente e seletivo na escolha de suas ondas. A tática de Fioravanti rendeu frutos iniciais, deixando-o com um somatório provisório de 8.17 (notas 5.67 e 2.50). No entanto, aos 13 minutos de bateria, Yago Dora encontrou a rampa perfeita, executou um lindo aéreo rodando e levantou a praia ao arrancar um excelente 8.50 dos juízes. Minutos depois, já na metade do confronto, o brasileiro voou novamente. Com outro aéreo bem executado, recebeu um 6.50 e fechou seu somatório em imbatíveis 15.00 pontos. Pressionado, Fioravanti passou a precisar de 9.33 para assumir a liderança. A cinco minutos do fim, o italiano arriscou um ótimo aéreo (sem rotação completa) e diminuiu a diferença com um 7.50. Nos instantes finais, ele precisava de um 7.51 para a virada, mas o mar não colaborou e ele não conseguiu surfar mais nenhuma onda, selando a vitória e o título de Yago Dora pelo placar final de 15.00 a 13.37. Com esse resultado, Yago pulou para o segundo lugar na classificação geral do CT, ficando atrás somente de Fioravanti. Italo Ferreira agora cai para a terceira posição, enquanto Gabriel Medina, eliminado na estreia em Saquarema, ocupa o quarto lugar, seguido por Miguel e Samuel Pupo. Na final feminina, a norte-americana Sawyer Lindblad superou o “fenômeno francês” Tya Zebrowski com duas ondas de pontuações ligeiramente superiores (3.90 e 3.77), fechando seu somatório em 7.67 pontos. Lidando com condições difíceis no mar durante a bateria, Zebrowski lutou bastante e surfou um número muito maior de ondas que sua adversária, em uma tentativa incessante de reverter o placar. No entanto, Tya teve que se contentar com uma pontuação total de 6.10 (3.47 e 2.63) em suas duas melhores apresentações. O esforço não foi suficiente para garantir sua primeira vitória no Championship Tour aos 15 anos de idade, feito que teria estabelecido um recorde histórico da categoria. Adotando uma postura mais estratégica, Sawyer Lindblad vibrou muito com a conquista de sua primeira vitória na carreira no CT. Com o resultado, a surfista norte-americana dá um salto importante e assume a terceira colocação no ranking mundial feminino. Semifinais masculinas A primeira bateria a entrar na água foi a semifinal entre João Chianca e Leo Fioravanti. O italiano abriu o confronto em um ritmo forte, surfando quatro ondas em menos de 10 minutos. Nas três primeiras tentativas, garantiu um 7.00 como sua melhor nota. Na sequência, apostou em um aéreo reverse e arrancou um 6.00 dos juízes. Com isso, Fioravanti pôde se dar ao luxo de descartar um 4.00 e um 5.17, enquanto o brasileiro somava apenas 3.00 pontos naquele momento. Chianca tentou reagir restando pouco mais de 20 minutos para o encerramento da bateria. Depois de aumentar sua nota de descarte para 3.67, o brasileiro pegou uma onda intermediária e executou três rasgadas expressivas para anotar 6.27. Com isso, passou a precisar de um 6.74 para a virada. A poucos minutos do fim, ele arriscou em uma onda com pouco potencial e recebeu apenas um 3.83, pontuação insuficiente para reverter o placar. Com a classificação para a final, Fioravanti garantiu 7.800 pontos e chegou a 33.930 no total, ultrapassando Italo Ferreira (que caiu nas oitavas de final e soma 33.845) e assumindo a liderança do ranking do CT. Vindo de um título inédito em El Salvador, o italiano mostrava grande inspiração na busca pela segunda conquista de sua carreira. O grande obstáculo, no entanto, seria Yago Dora, que chegou à final igualmente embalado após derrotar o australiano Ethan Ewing na outra semifinal com um placar confortável de 14.30 contra 11.67. Isso sem mencionar o forte apoio da torcida brasileira. Quartas de final masculino e semifinais feminino Após uma pausa no domingo, o Vivo Rio Pro retornou à ação na segunda-feira (22) para o seu terceiro dia de competições. Ao longo do dia, a Praia de Itaúna viu definidas as finalistas da categoria feminina e os semifinalistas do masculino, deixando o palco pronto para o aguardado “Finals Day”. A previsão se mostrou muito melhor do que o esperado logo nas primeiras horas. O dia começou com ondas limpas com pouco mais de um metro e meio, permitindo um surfe de alta performance. No entanto, com o passar das horas, o mar perdeu força e as séries ficaram escassas, forçando a organização a paralisar o evento e adiar as baterias decisivas para o próximo chamado. Impulsionado pela energia vibrante da areia, o herói local João Chianca encontrou total sintonia com o oceano. Ele surfou duas excelentes ondas em sequência para colocar a pressão sobre o australiano Morgan Cibilic, que embora tenha surfado a melhor onda da bateria, não foi o suficiente para alcançar o somatório do brasileiro, que garantiu sua primeira semifinal da temporada. O atual campeão do evento, Yago Dora, protagonizou um duelo eletrizante e de notas excelentes contra o compatriota Miguel Pupo. Em uma troca crucial, Pupo arrancou um 8.00 dos juízes, mas Dora respondeu na onda seguinte com um brilhante ataque de frontside que lhe rendeu um 8.50, selando sua classificação para a semifinal. Dora enfrentaria o australiano Ethan Ewing, que virou sua bateria contra Kauli Vaast nos segundos finais, reeditando a grande final do Vivo Rio Pro de 2023. O italiano Leonardo Fioravanti manteve o embalo de sua vitória em El Salvador e frustrou a torcida local ao eliminar Samuel Pupo na primeira bateria do dia. Fioravanti adotou a estratégia de começar forte e manter o ritmo, construindo uma estratégia que Pupo não conseguiu reverter antes do tempo esgotar. Com o melhor

    Etapa brasileira do Championship Tour termina com vitória de Yago Dora. Sawyer Lindblad vence entre as mulheres e Leonardo Fioravanti assume liderança do ranking mundial da WSL, na etapa de Saquarema.

    Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, a Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Clique aqui para assistir ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Saquarema Clique aqui para conhecer a nova fase da Waves Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos na Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feita de surfista para surfista, a Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. O Vivo Rio Pro 2026 abre a janela de competições em Saquarema (RJ) nesta sexta-feira (19). Assista às baterias, compartilhe suas opiniões e participe dos debates ao vivo com outros apaixonados por surfe em nosso fórum abaixo. Campeões das etapas da Elite Mundial do Surfe realizadas no Brasil Ano Campeão Masculino Campeã Feminina 2025 Cole Houshmand (EUA) Molly Picklum (AUS) 2024 Italo Ferreira (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2023 Yago Dora (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2022 Filipe Toledo (BRA) Carissa Moore (HAV) 2019 Filipe Toledo (BRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2018 Filipe Toledo (BRA) Stephanie Gilmore (AUS) 2017 Adriano de Souza (BRA) Tyler Wright (AUS) 2016 John John Florence (HAV) Tyler Wright (AUS) 2015 Filipe Toledo (BRA) Courtney Conlogue (EUA) 2014 Michel Bourez (FRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2013 Jordy Smith (RSA) Tyler Wright (AUS) 2012 John John Florence (HAV) Sally Fitzgibbons (AUS) 2011 Adriano de Souza (BRA) Carissa Moore (HAV) 2010 Jadson André (BRA) — 2009 Kelly Slater (EUA) — 2008 Bede Durbidge (AUS) Sally Fitzgibbons (AUS) 2007 Mick Fanning (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2006 Mick Fanning (AUS) Layne Beachley (AUS) 2005 Damien Hobgood (EUA) — 2004 Taj Burrow (AUS) — 2003 Kelly Slater (EUA) — 2002 Taj Burrow (AUS) Melanie Bartels (HAV) 2001 Trent Munro (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2000 Kalani Robb (EUA) Layne Beachley (AUS) 1999 Taj Burrow (AUS) Andrea Lopes (BRA) 1998 Peterson Rosa (BRA) Pauline Menczer (AUS) 1997 Kelly Slater (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1996 Taylor Knox (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1995 Barton Lynch (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1994 Shane Powell (AUS) Pauline Menczer (AUS) 1993 Dave Macaulay (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1992 Damien Hardman (AUS) Wendy Botha (AUS) 1991 Flavio Padaratz (BRA) — 1990 Fabio Gouveia (BRA) — 1989 Dave Macaulay (AUS) — 1988 Dave Macaulay (AUS) — 1982 Terry Richardson (AUS) — 1981 Cheyne Horan (AUS) — 1980 Joey Buran (EUA) — 1978 Cheyne Horan (AUS) — 1977 Daniel Friedmann (BRA) Margo Oberg (EUA) 1976 Pepê Lopes (BRA) — Vivo Rio Pro 2026 Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 7.00 x Lucas Chianca (BRA) 6.432 Matthew McGillivray (AFS) 11.67 x 5.13 Luke Thompson (AFS)3 Weslley Dantas (BRA) 9.67 x Seth Moniz (HAV) 9.074 Eli Hanneman (HAV) 9.17 x Oscar Berry (AUS) 6.50 Round 2 1 Jack Robinson (AUS) 14.33 x Rio Waida (IND) 12.532 Samuel Pupo (BRA) 11.07 x Alan Cleland (MEX) 8.503 Leonardo Fioravanti (ITA) 12.27 x Weslley Dantas (BRA) 11.604 Liam O’Brien (AUS) 13.93 x Jake Marshall (EUA) 10.835 Morgan Cibilic (AUS) 9.44 x Connor O’Leary (JAP) 9.306 Matthew McGillivray (AFS) 13.53 x Gabriel Medina (BRA) 13.137 João Chianca (BRA) 14.84 x Griffin Colapinto (EUA) 7.178 George Pittar (AUS) 15.00 x Joel Vaughan (AUS) 6.539 Italo Ferreira (BRA) 14.33 x Ramzi Boukhiam (MAR) 10.9710 Kauli Vaast (FRA) 13.73 x Crosby Colapinto (EUA) 11.5011 Ethan Ewing (AUS) 12.66 x Alejo Muniz (BRA) 10.3012 Kanoa Igarashi (JAP) 12.23 x Cole Houshmand (EUA) 11.7713 Yago Dora (BRA) 13.83 x Eli Hanneman (HAV) 12.9014 Marco Mignot (FRA) 12.74 x Barron Mamiya (HAV) 10.4315 Callum Robson (AUS) 14.93 x Filipe Toledo (BRA) 13.0016 Miguel Pupo (BRA) 12.97 x Mateus Herdy (BRA) 10.94 Round 3 1 Samuel Pupo (BRA) 15.84 x 9.94 Jack Robinson (AUS)2 Leonardo Fioravanti (ITA) 16.50 x 13.33 Liam O’Brien (AUS)3 Morgan Cibilic (AUS) 13.40 x 11.50 Matthew McGillivray (AFS)4 João Chianca (BRA) 14.30 x 13.26 George Pittar (AUS)5 Kauli Vaast (FRA) 14.17 x 12.87 Italo Ferreira (BRA)6 Ethan Ewing (AUS) 14.33 x 12.27 Kanoa Igarashi (JAP)7 Yago Dora (BRA) 15.00 x 10.33 Marco Mignot (FRA)8 Miguel Pupo (BRA) 14.03 x 12.17 Callum Robson (AUS) Quartas de Final 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.23 x 12.50 Samuel Pupo (BRA)2 João Chianca (BRA) 13.27 x 12.76 Morgan Cibilic (AUS)3 Ethan Ewing (AUS) 13.07 x 12.84 Kauli Vaast (FRA)4 Yago Dora (BRA) 15.67 x 13.33 Miguel Pupo (BRA) Semifinais 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.00 x 10.10 João Chianca (BRA)2 Yago Dora (BRA) 14.30 x 11.67 Ethan Ewing (AUS) Final Yago Dora (BRA) 15.00 x 13.17 Leonardo Fioravanti (ITA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 14.50 x Vahine Fierro (FRA) 7.002 Erin Brooks (CAN) 11.26 x Anat Lelior (ISR) 9.503 Nadia Erostarbe (ESP) 10.83 x Yolanda Hopkins (POR) 9.104 Isabella Nichols (AUS) 12.50 x Francisca Veselko (POR) 11.705 Tya Zebrowski (FRA) 8.67 x Stephanie Gilmore (AUS) 7.336 Brisa Hennessy (CRC) 12.00 x Alyssa Spencer (EUA) 7.167 Bella Kenworthy (EUA) 10.10 x Bettylou Sakura Johnson (HAV) 8.938 Tatiana Weston-Webb (BRA) 11.00 x Tyler Wright (AUS) 10.46 Round 2 1 Carissa Moore (HAV) 14.50 x Erin Brooks (CAN) 13.302 Tya Zebrowski (FRA) 14.33 x Lakey Peterson (EUA) 11.033 Nadia Erostarbe (ESP) 8.40 x Molly Picklum (AUS) 7.674 Caitlin Simmers (EUA) 15.10 x Bella Kenworthy (EUA) 13.605 Gabriela Bryan (HAV) 17.33 x Sally Fitzgibbons (AUS) 13.266 Caroline Marks (EUA) 14.00 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 13.007 Luana Silva (BRA) 12.47 x Isabella Nichols (AUS) 12.208 Sawyer Lindblad (EUA) 14.03 x Brisa Hennessy (CRC) 9.67 Quartas de Final 1 Tya Zebrowski (FRA) 12.70 x Carissa Moore (HAV) 7.772 Nadia Erostarbe (ESP) 15.83 x Caitlin Simmers (EUA) 12.233 Caroline Marks (EUA) 13.04 x Gabriela Bryan (HAV) 11.904 Sawyer Lindblad (EUA) 12.86 x Luana Silva (BRA) 12.26 Semifinais 1 Tya

    Atendendo a um dos pedidos mais frequentes da comunidade, a Waves traz de volta os comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial.

    A janela para a etapa brasileira do Circuito Mundial abre nesta sexta-feira (19) e se estende até o dia 27 de junho. Com um período de espera curto, de apenas nove dias, a organização precisará aproveitar ao máximo as condições para o surfe na Praia de Itaúna, que felizmente tem previsão de receber swell com potencial logo no início do evento. Para o dia de abertura da competição espera-se o ápice de uma boa ondulação de sul. Com a primeira chamada diária marcada para às 7h, o evento em Saquarema (RJ) promete disputas acirradas, especialmente com os surfistas brasileiros chegando como grandes favoritos após a etapa de El Salvador. Clique aqui para ver a previsão das ondas Clique aqui para participar dos debates No cenário masculino, o Brasil domina o topo da tabela, ocupando cinco das seis primeiras posições do ranking mundial. Italo Ferreira veste a lycra amarela de líder (30.525 pontos), seguido de perto por Gabriel Medina (2º) e Yago Dora (4º). Os irmãos Miguel e Samuel Pupo fecham o pelotão de elite na 5ª e 6ª colocações. João Chianca, que atualmente ocupa a 23ª colocação no ranking, compete em casa e precisa de um bom resultado, uma combinação de fatores que podem fazer dele um dos sufistas mais perigosos nessa etapa. A organização já divulgou os primeiros embates, que reservam fortes emoções para a torcida. Weslley Dantas está confirmado no round 1, assim como Lucas Chumbo, ambos anunciados como convidados do evento. Além disso, o chaveamento já antecipa um duelo 100% nacional no round 2, colocando frente a frente Miguel Pupo e Mateus Herdy em uma bateria eliminatória de alto nível. Mas, apesar da hegemonia brasileira na ponta da tabela, não podemos baixar a guarda. O principal nome a ser observado entre os visitantes é o italiano Leonardo Fioravanti. Atual 3º colocado no ranking, ele desembarca no Rio de Janeiro embalado após conquistar o título da etapa de El Salvador. Outros adversários que exigem atenção são os australianos George Pittar (7º) e Ethan Ewing (9º), conhecidos por um surfe de borda polido que se encaixa muito bem nas ondas de Itaúna, além do atual defensor do título da etapa, Cole Houshmand, que mesmo não estando em grande fase, é sempre perigoso em beach breaks. Jack Robinson (14ª), o “mais brasileiro dos gringos”, é sempre uma pedra no sapato de seus adversários e se sente à vontade competindo no Brasil. O japonês Kanoa Igarashi (8º) e o norte-americano Griffin Colapinto (10º) completam a lista de estrangeiros no Top 10 com arsenal técnico suficiente para surpreender os donos da casa. Previsão das ondas Já no primeiro dia de janela, nesta sexta-feira (19), as séries podem ultrapassar os 2 metros, criando condições de alto nível para a competição, mas também impondo desafios extras aos atletas e à organização. O vento deve soprar terral (norte-nordeste) pela manhã, virando para maral (leste) ao longo do dia, o que pode prejudicar um pouco a formação, mas ainda assim mantendo o mar em condições razoavelmente boas. A previsão Waves aponta sexta e sábado como os dias mais favoráveis para a competição. A ondulação de sul deve diminuir para a faixa de 1,5 metro pela manhã, com vento terral fraco, oferecendo boas condições para o surfe de alta performance. No entanto, a formação pode se deteriorar à tarde, com a entrada de ventos do quadrante oeste e posteriormente de sul. Tudo indica que no domingo o mar estará menor, com séries com menos de 1 metro, com vento terral variável pela manhã e ventos moderados de sul-sudeste à tarde. Se a previsão se confirmar, a realização de baterias matinais no domingo será uma incógnita para a organização. Na segunda e terça-feira as condições podem piorar e, o meio da janela de espera, especialmente entre quarta e quinta-feira, um novo swell pode surgir com ventos não tão favoráveis, porém com a possibilidade de bons momentos. Para o último dia do evento (27), há potencial para o alinhamento de todos os fatores necessários. Contudo, levando em consideração a distância dessa data, os modelos de previsão ainda podem apresentar algum ajuste sobre como as condições se desenrolarão ao final da próxima semana. Além disso, deixar a definição do evento para o último dia da janela representa um risco para a organização. Traremos mais atualizações ao decorrer da janela. Cenário Feminino Entre as mulheres, a havaiana Gabriela Bryan lidera o circuito, seguida de perto pela compatriota Carissa Moore, que também vem de vitória em El Salvador e é sempre uma das favoritas nas ondas potentes de Itaúna. A australiana Molly Picklum (3ª) e o forte esquadrão norte-americano completam a lista de estrangeiras perigosas. Para o Brasil, a grande esperança no topo da tabela é Luana Silva, atual 4ª colocada e vice-campeã da etapa em 2025. O time brasileiro ganha um peso extra com o retorno de Tatiana Weston-Webb. Após abrir mão de competir no início do circuito, a brasileira entra como convidada do evento e terá um desafio duro logo de cara: enfrentará a experiente australiana Tyler Wright (9ª) em uma das baterias mais aguardadas da primeira fase. Para a atual temporada, a WSL anunciou que os vencedores das categorias masculina e feminina receberão, além da premiação oficial em dinheiro da etapa, um veículo avaliado em R$ 342 mil. Com a soma dos valores, o campeão e a campeã poderão acumular uma recompensa próxima de R$ 750 mil. Este montante estabelece um novo marco, tornando-se a maior premiação individual já oferecida em uma etapa do Circuito Mundial disputada em território brasileiro. A premiação histórica, no entanto, é mais um capítulo de um lugar carregado de tradição quando o assunto é surfe brasileiro. Muita história em Saquarema A vocação de Saquarema para o esporte começou a ser forjada no início da década de 1970. Na época, surfistas que desbravavam o litoral fluminense encontraram na então pacata vila de pescadores de Itaúna um cenário de ondas perfeitas e potentes. Durante alguns anos, as ondas do lugar permaneceram um segredo bem guardado entre surfistas

    Palco da etapa brasileira da elite mundial, Saquarema reúne tradição, ondas icônicas, torcida única e uma premiação inédita, que pode render quase R$ 750 mil aos campeões.

    São 28 anos na missão de dar suporte para que os fissurados em ondas estejam no lugar certo, na hora certa. Indicando o caminho, presente no dia a dia dos surfistas brasileiros, o logo da Waves tornou-se reconhecido nacionalmente, e também em âmbito internacional. Bastava ser identificado para que se soubesse que se tratava de conteúdo surfe com a mais alta credibilidade. Neste sentido, tornou-se um ícone, daqueles atrelados para sempre a um significado de compreensão imediata. Mas nem por isso imune à evolução. Foi respeitando a força já consolidada, mas buscando dar mais significado ainda às suas formas, que o recém-assumido líder criativo da plataforma Waves, Felipe Garone, se debruçou sobre o logo. O desafio consistia em tentar melhorar o que já era ótimo, com muita humildade. “Precisávamos respeitar todo um legado construído ao longo de 28 anos. A Waves sempre foi uma marca que pautou cultura, então o rebranding precisava ser sutil, sem perder conexão. Trouxemos fluidez ao logo: o W e as letras, antes muito blocadas, agora respeitam esse movimento, essa fluidez. Atualizamos as cores e deixamos a marca condizente com os tempos atuais. O logo flui, o logo surfa”, observa Felipe Garone. É verdade, como uma ondulação chegando, o novo logo da Waves convida ao surfe. A que o observador deslize por suas formas agora mais arredondadas, lembrando o movimento de sobe e desce do meio líquido que tanto prazer proporciona aos surfistas. É como se a misteriosa energia que cruza oceanos para dar tanto prazer aos surfistas, pudesse agora ser visualizada também no logo.  Para deixar ainda mais claro, Felipe Garone preparou o vídeo acima, no qual divide com os usuários da Waves como esse processo criativo ocorreu. O novo logo integra o conjunto de transformações apresentadas pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Pegue essa onda e drope o novo logo da Waves.

    Elemento chave do novo projeto gráfico da plataforma, o icônico logo da Waves ganha forma de ondulação.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, desde a era dos nomes falsos e placas pichadas ao campo de treino que ajudou a moldar Gabriel Medina, passando pelo trágico acidente de Taiu Bueno. Toda onda tem uma história. Algumas são escritas em campeonatos, outras em imagens que atravessam décadas. Algumas nascem de momentos de glória, outras carregam marcas deixadas por tragédias que o tempo jamais apaga. Poucas ondas brasileiras reúnem tantos capítulos quanto a Paúba. Ela pertence a uma categoria especial de lugares que habitam conversas de estacionamento, capas de revista, vídeos compartilhados entre amigos e sessões imaginadas durante anos. Há lugares que, mesmo sem terem sido vistos de perto, já ocupam um espaço especial dentro de quem sonha com ondas. Para muitos brasileiros, Paúba é um desses lugares. Escondida entre o mar e a serra no litoral norte paulista, a pequena praia construiu uma reputação capaz de atravessar gerações. Seus tubos pesados, a bancada rasa e as condições frequentemente desafiadoras transformaram o pico em um dos lugares mais respeitados e temidos do surfe nacional. Foi ali que Gabriel Medina desenvolveu parte importante da técnica que o ajudaria a conquistar três títulos mundiais e enfrentar alguns dos tubos mais perigosos do planeta. Foi ali também que o big rider Taiu Bueno sofreu o acidente que mudaria sua vida para sempre. Por trás da fama da Paúba existe uma coleção de histórias. Histórias de pescadores e caiçaras. De fotógrafos, bodyboarders e surfistas. De amizades construídas dentro e fora d’água. De dias perfeitos e acidentes que marcaram profundamente a memória do surfe brasileiro. Durante muitos anos, a localização da Paúba foi protegida como um segredo. Revistas utilizavam nomes falsos para não entregar o pico. Placas eram pichadas para confundir visitantes. Quem encontrava aqueles tubos preferia mantê-los longe dos holofotes. Agora, chegou a hora de contar essa história. Paúba foi escolhida para inaugurar O Pico, nova série documental da Waves criada para explorar algumas das ondas mais emblemáticas do Brasil através das pessoas que ajudaram a construir suas identidades. A série integra o conjunto de novos produtos apresentados pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Para contar essa trajetória, a equipe reuniu personagens que viveram diferentes momentos da evolução do pico. Gente que testemunhou a transformação de uma praia quase desconhecida em um dos lugares mais respeitados do surfe nacional. Gente que viu Gabriel Medina chegar ainda menino. Gente que ajudou a escrever capítulos que jamais apareceriam em rankings, resultados ou manchetes. Ao longo do episódio, personagens como Sebastian Rojas, Felipe Paúba, JP Costa, Ditinho, Lúcia Frigerio, Ian Gouveia, Caio Costa, Zecão Rennó e outros nomes que fazem parte da memória da praia ajudam a reconstruir essa trajetória através de relatos raramente registrados em um mesmo lugar. As gravações aconteceram durante um grande swell que atingiu a região no início de maio. Com apoio da previsão do Waves Pro, a equipe mobilizou cinegrafistas locais e registrou um dos maiores dias do ano na Paúba até então. As ondas apareceram exatamente como gostam de se apresentar por lá: agressivas, imprevisíveis, desafiadoras, porém lindas e mágicas ao mesmo tempo. O resultado é um mergulho em uma história que fala de muito mais do que surfe. Fala sobre pertencimento, comunidade e coragem, porque a verdadeira história de uma onda raramente está apenas dentro d’água. Ela vive nas pessoas que cresceram ao seu redor. Nas amizades construídas ao longo dos anos. Nos medos superados. Nas vacas inesquecíveis. Nos tubos que ninguém viu. E nas histórias contadas depois que o mar acalma. Pegar um tubo na Paúba faz parte do imaginário de gerações de surfistas brasileiros, mas para entender de verdade por que esse pequeno trecho de areia exerce tamanho fascínio, é preciso conhecer as histórias que quebram junto com suas ondas. Aperte o play e descubra por que Paúba não é para qualquer um.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, dos tempos de segredo e nomes falsos ao pico que ajudou a formar Gabriel Medina e marcou para sempre a vida de Taiu Bueno.

    Feliz. Esse é o melhor adjetivo para descrever o momento que John John Florence vive. Quando ele deixou o Circuito Mundial, logo após conquistar seu terceiro título mundial, escolheu um novo rumo para sua carreira, sem garantia nenhuma de que a difícil decisão iria dar certo. Mas deu, e muito.  É justamente sobre exemplos e escolhas que girou boa parte da descontraída conversa do havaiano com o jornalista Adrian Kojin, que pode ser conferida no primeiro episódio do Wavescast. O podcast, que está sendo lançado pela maior plataforma surfe do Brasil como um dos produtos em destaque na sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso), chega para oferecer aos usuários da Waves o que pensam os maiores nomes do surfe mundial. Ter John John estrelando o primeiro episódio foi sem dúvida um privilégio. Escutar John John explicando que não foram os títulos mundiais de Tom Curren o que mais o marcou na trajetória do lendário californiano, mas sim sua coragem de escolher caminhos diferenciados do que se esperava dele, é revelador. “Eu admirava que ele conseguia fazer o que parecia certo para ele, sem estar preso a uma coisa ou outra”, diz ele ao reverenciar Curren como sua maior influência. Tem também John John celebrando seus outros dois grandes ídolos no surfe. Sobre Kelly Slater, ele se declara impressionado com sua capacidade de continuar performando num nível tão alto, “é incrível que ele consiga, na idade dele, ainda surfar do jeito que surfa”. Quanto ao que sentia ao testemunhar Andy Irons em ação, ele destaca a originalidade nas linhas traçadas, que o deixavam com a “sensação de que ele era imprevisível no que ia fazer na onda”.  No que diz respeito aos surfistas brasileiros no Tour, John John é só elogios. Para ele, a tempestade brasileira continua forte e a chance de mais um título mundial verde amarelo é grande. Sobre sua disputa particular com Gabriel Medina, para ver quem chega ao quarto título mundial antes – que deixou de acontecer esse ano quando ele resolveu partir para outra volta ao mundo velejando com a família – John disse sorrindo que “teria sido muito divertido, Gabriel tem sido um dos melhores. Ele me faz focar de verdade”. São 45 minutos de papo rolando solto e os assuntos são muitos. Dos perigos de surfar sozinho em lugares isolados, ao desejo de avistar o Cristo Redentor do deck de seu catamarã, John John demonstra sempre uma grande satisfação com o estilo de vida que optou em seguir. Ele conta que tem saudades do Tour, mas que não troca nada pelas experiências pelas quais tem passado ao lado da sua mulher e filho de dois anos de idade. Liberdade acima de tudo. Vale muito conferir.

    Estreia do Wavescast traz o tricampeão mundial John John Florence direto do seu veleiro enquanto navega pelo Pacífico, falando de Tom Curren, Kelly Slater, Andy Irons, Gabriel Medina e muito mais.

    Tentar explicar a sensação de surfar para quem não pega onda é uma tarefa complicada. Não sem razão uma das frases mais clássicas de nosso universo tão particular é aquela que diz que “Só um surfista conhece o sentimento”. Desde sempre foi uma das favoritas entre a equipe que faz a Waves. Mas, não faz muito tempo, alguém trouxe outra frase genial escutada para uma reunião de pauta, uma descrição tão apurada do nosso comportamento que ficamos absolutamente fascinados com sua sutileza e precisão: “Nós gastamos anos perseguindo segundos”. Tempo é o bem mais valioso que um ser humano pode ter. Se ele ou ela for um surfista, multiplique por muitas vezes esse valor. Surfistas precisam gastar muito tempo para poder sentir aquela sensação que dura uns poucos, ínfimos e efêmeros, segundos.  Mas é aí que reside o verdadeiro milagre do surfe. Na capacidade que a interação entre homem, prancha e ondas possui de alterar a percepção do tempo. Shaun Tomson, o sul-africano campeão mundial em 1977, considerado um dos maiores embaixadores que o surfe já teve, segue, aos 70 anos de idade, brilhando os olhos ao explicar que “o tempo se expande dentro do tubo”. Enquanto Gerry Lopez, eterno rei de Pipeline, que ainda entuba fundo e com muito estilo, celebra o efeito câmera lenta. “Quanto mais rápido eu deslizo, mais lentamente as coisas parecem acontecer.” Hoje a plataforma Waves pega uma nova onda, em disparada ao futuro, mas sem nunca deixar de reverenciar a essência do surfe. Todo surfista sonha com a onda perfeita, é onde ele quer estar. Por 28 anos esse foi o compromisso da Waves com seus usuários. Agora mais do que nunca. Quando a onda digital despontou no horizonte do surfe, a Waves remou forte e se tornou o primeiro veículo especializado no Brasil a botar pra baixo. Muitas séries vieram depois, e nunca amarelamos.  Mas chegou um momento em que percebemos que o lipe estava ameaçando correr mais veloz do que nossa capacidade de aceleração. Hora de reavaliar o posicionamento, se certificar de que as ferramentas utilizadas estão em sintonia com o desafio à frente e buscar entender ainda mais como podemos ser úteis a quem busca nossos serviços. É isso mesmo, a vocação da Waves é a de servir a comunidade do surfe. Informando, inspirando, indicando quando e onde as melhores ondas estarão acontecendo. Economizando tempo, para garantir mais segundos de onda. Na nossa prioridade é o usuário quem manda, e nesse novo momento estamos abrindo canais para que essa interação aconteça da forma mais eficiente possível.  Atualizamos o visual do site, facilitando a maneira como os surfistas interagem com a previsão, que foi expandida para 16 dias no Waves Pro. Vamos seguir publicando matérias com nossa reconhecida credibilidade, mas buscando ainda mais profundidade. Preservar e fomentar a rica cultura do surfe é um dever nosso, como principal veículo de mídia surfe na América Latina. Nesses tempos velozes, nosso Instagram receberá uma atenção ainda mais apurada, para divulgar o que de mais relevante está acontecendo no universo surfe. Ao mesmo tempo em que destacamos as frases, imagens, tópicos mais significativos de nossa produção editorial.  Nesse sentido, a TV Waves, nosso canal no YouTube, está sendo reinaugurada. Já estão disponíveis o primeiro episódio de “O Pico” e do Wavescast. Teremos muito mais conteúdo preenchendo a grade. Para começar, fomos à praia da Paúba retratar um dia de ondas grandes no campo de treino do tricampeão mundial Gabriel Medina e aproveitamos para contar a história de uma onda na qual tragédia e glória estão próximas demais uma da outra.  No nosso programa de entrevistas, o havaiano tricampeão mundial, John John Florence, responde do meio do Oceano Pacífico às perguntas feitas por Adrian Kojin, que quis entender o que o levou a abandonar as competições para viver com a família a bordo de um catamarã, cruzando os mares do planeta. Estamos apenas no início dessa nova onda que decidimos dropar com toda nossa energia. Muita coisa bacana está sendo programada para que a plataforma Waves se torne cada vez mais o centro em torno do qual gravita uma comunidade de surfistas, que tem as ondas como prioridade em suas vidas. Cada segundo surfado possui um valor enorme. E nós queremos que esses segundos virem minutos, horas, dias, uma vida dentro d’água. Sabemos que isso é impossível, mas nós gostamos de sonhar. Fica o convite para você sonhar com a gente.  NO LUGAR CERTO NA HORA CERTA É ONDE TODO SURFISTA SONHA EM ESTAR A FELICIDADE VEM EM ONDAS E NÓS SABEMOS ONDE E QUANDO

    Em nova fase e com visual remodelado, Waves evolui plataforma, expande seus produtos e reafirma o compromisso de quase três décadas: garantir que os surfistas estejam no lugar certo, na hora certa.

    A quinta etapa do Championship Tour da WSL chegou ao seu dia de encerramento neste sábado (13), nas ondas de Punta Roca, La Libertad, em El Salvador. Após uma breve pausa, o evento retornou com as quartas de final em um mar de boa formação, com ondas com pouco mais de um metro nas séries. O sábado em El Salvador terminou com um resultado histórico para o surfe europeu: Leonardo Fioravanti superou Italo Ferreira e se tornou o primeiro italiano a conquistar um título na elite mundial da WSL. Coroando uma campanha impecável, Fioravanti encerrou a competição sendo dono de três das cinco maiores notas de toda a etapa (9.00, 8.50 e 8.33). Apesar do vice-campeonato, Italo Ferreira deu mais uma prova de sua impressionante resiliência. Apenas dois dias antes do início da janela em Punta Roca, o potiguar sofreu um acidente no mar: foi atingido pela prancha de outro surfista durante uma sessão livre e precisou levar oito pontos no joelho direito. Mesmo assim, competiu em alto nível até o último dia. A grande decisão começou com Fioravanti ditando o ritmo ao abrir a bateria com um high score de 8.33. Italo tentou responder de imediato, mas a onda não ofereceu potencial e rendeu apenas 3.60. Consistente, o italiano logo somou um 6.17, abrindo uma vantagem confortável de 14.50 contra 5.33 do brasileiro. A oito minutos do fim, Italo incendiou a disputa. O potiguar encontrou uma excelente rampa, executou um aéreo perfeito e arrancou um 7.50 dos juízes. No entanto, Fioravanti não deu margem para a virada e, na sequência, cravou um 7.00 para selar o placar. Com 15.33 contra 10.90 do brasileiro, Leonardo saiu da água extasiado para celebrar a conquista inédita para a Itália. Com o resultado em El Salvador, Italo Ferreira garante a manutenção da cobiçada lycra amarela, seguindo na liderança do ranking mundial. Já o campeão Fioravanti dá um salto importante e assume a terceira colocação na corrida pelo título. Na final feminina, a pentacampeã mundial Carissa Moore (HAV) protagonizou uma final eletrizante contra a australiana Tyler Wright e conquistou seu segundo título consecutivo na temporada. Embalada pela vitória recente na etapa de Raglan, na Nova Zelândia, a havaiana mostrou frieza de campeã: encontrou a onda que precisava a menos de cinco minutos do fim e arrancou uma virada espetacular sobre a adversária. A bateria começou morna, com ambas as surfistas arriscando em ondas sem muito potencial. O ritmo mudou quando Carissa anotou um 5.50 em sua segunda tentativa. Tyler respondeu à altura, encaixando boas manobras para arrancar um 7.67. A havaiana não se intimidou e, logo em seguida, cravou a maior nota do confronto: um excelente 8.33. A seis minutos do fim, a australiana voltou a assumir a liderança ao marcar um 6.17. No entanto, mostrando toda a sua experiência, Carissa aproveitou os instantes finais para surfar uma onda decisiva de 6.77. Com a virada no apagar das luzes, a pentacampeã fechou o somatório em 15.10 contra 13.84 de Wright, garantindo a taça. Semifinais O clássico brasileiro entre Italo Ferreira e Gabriel Medina marcou as semifinais. Em uma bateria extremamente acirrada, o potiguar levou a melhor sobre o tricampeão mundial e, com o resultado, garantiu a manutenção da liderança do ranking. A disputa começou quente, com Medina abrindo com uma onda consistente. Combinando batidas e rasgadas, ele arrancou um 7.67 dos juízes. Italo respondeu à altura: encaixou bem na bancada, distribuiu manobras fortes e anotou 7.17. Na sequência, o potiguar arriscou um aéreo em uma nova onda e, mesmo sem completar a aterrissagem com perfeição, conseguiu os pontos necessários para assumir a liderança provisória da bateria. Sem se abalar, Gabriel surfou uma onda bastante técnica, rendendo um 5.67 e devolvendo-lhe a primeira posição. O clímax ficou para os seis minutos finais, quando ambos foram para o tudo ou nada em busca de notas maiores. Italo achou uma excelente onda, cravou 7.53 e virou o placar, somando 14.70. Medina lutou até o fim e ainda elevou seu somatório para 14.17, mas o tempo se esgotou, selando a classificação de Italo que, com o resultado, garantiu a lycra amarela (caso Medina vencesse o campeonato, ele assumiria a primeira posição do ranking). Na outra semifinal masculina em Punta Roca, Leonardo Fioravanti superou Kanoa Igarashi. O surfista japonês liderou boa parte da bateria, mas o italiano manteve o surfe sólido apresentado ao longo de todo o evento. Com uma reação decisiva nos minutos finais, Fioravanti alcançou o somatório de 12.00 e garantiu sua vaga na decisão. Abrindo as semifinais femininas, as havaianas Gabriela Bryan e Carissa Moore caíram na água para um duelo de alto nível. Gabriela começou melhor, anotando 6.50 e somando um 4.83 de backup. No entanto, Carissa Moore usou sua experiência para reverter o cenário: encontrou uma onda excelente, arrancou um 8.17 dos juízes e assegurou a classificação. Na segunda bateria feminina, as australianas Tyler Wright e Molly Picklum disputaram a última vaga para a grande final. Tyler assumiu a liderança logo no início com um expressivo 7.17. Molly chegou a assustar ao surfar a melhor onda do confronto, que lhe rendeu um 7.33, mas Tyler respondeu com um 6.73, fechou a conta e carimbou seu passaporte para a decisão. Quartas de final Dois brasileiros entraram na água neste sábado para as disputas das quartas de final: Italo Ferreira e Gabriel Medina. Italo protagonizou um verdadeiro duelo olímpico contra o taitiano Kauli Vaast, atual campeão de Paris 2024. O brasileiro levou a melhor e avançou à semifinal com um placar de 10.67 contra 8.33. O confronto foi marcado pelo equilíbrio na metade da bateria, quando ambos surfaram ondas parecidas e executaram manobras semelhantes. No entanto, a execução de Italo foi superior, rendendo-lhe um 6.50 contra um 5.00 de Kauli, o que o colocou na liderança. A dez minutos do fim, o potiguar trocou sua segunda nota por um 4.17, enquanto o taitiano somou apenas 3.33. A bateria chegou ao fim com Kauli precisando de um 5.67 para a virada, mas sem sucesso. Já Gabriel Medina teve um

    Italiano Leonardo Fioravanti e havaiana Carissa Moore faturam etapa de El Salvador no Circuito Mundial. Italo Ferreira é vice e mantém liderança do ranking.